História A Guilda - O último Uchiha II - Capítulo 16


Escrita por: e UserVegetta2121

Postado
Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Byakugan, Drama, Hyuuga, Naruto, Ódio, Revelaçao, Uchiha, Vingança
Visualizações 8
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos lá para mais um capítulo!!
Se liguem nas notas finais!!

Boa viagem!! B)

Capítulo 16 - IV - discussão


Kinai foi levada para o quarto. De longe ela e Masaru viram Yuki de braços cruzados conversando com alguém. Ao se aproximarem um pouco mais, viram Yue, sentado no chão ao lado da porta e Katsu, deitada, criando desenhos com restos de cordas de harpa que ela costumava levar consigo para se distrair. 


Masaru se despediu dos meninos, deixando-os sozinhos com Kinai. Ele não pretendia demorar ali, precisava tirar umas dúvidas com Hozumi e os outro. Estava irritado demais para perder tempo com crianças.


Kinai entrou envergonhada pelo resultado da disputa momentos atrás. Ela abaixou a cabeça, observando-os com discrição. Ela já sabia o que iria acontecer ali. Katsu a repreenderia, Yue a defenderia por dó e Yuki comentaria apenas  que ele achasse necessário. Se Kami chegasse a tempo, os dois iriam entrar em pé de guerra de novo.


Era sempre assim, sempre a mesma coisa.



– Você está bem, Kinai? – Yue se levantou e passou a mão nos cabelos prateados da menina, que apenas sorriu levemente e balançou a cabeça, respondendo positivamente.

– Eu vou fingir que não vi o que vi, Kinai! – Katsu começou, deixando suas cordinhas de lado.

– Katsu...

– Eu não entendo pq você continua fazendo essas idiotices. –  A garotinha loira reclama, sentando de pernas cruzadas, espalmando-as logo em seguida, revirando os olhos.

– Não é idiotice...

– Relaxa, Katsu. Você sabe que ela não vai mudar desse jeito. – Yue interferiu tímido, coçando a cabeça.

– Não se intrometa, Yue! Você só sabe defender ela! Você também sabe o quanto essa mania estúpida é perigosa!

– Não há nada que possamos fazer para que ela mude, Katsu!

– Katsu tem razão, Yue. – Yuki se intrometeu na discussão. Sua voz era baixa, mas firme e grossa. – É perigoso entregar a batalha dessa forma. Ela poderia estar numa situação bem pior se a Katsu não interferisse.

– Eu sei mas...

– A luta já estava ganha. Eu jamais conseguiria derrotar aquele garoto, ele era muito forte. – Kinai se justificou com os olhos fixos no chão.



A confusão na cabeça da Hyuuga era gigantesca, mas essa era sua única certeza. Ela jamais conseguiria derrotar Daisuke, esforçando-se ou não. Era incapaz de atacá-lo, não com ele tendo aqueles olhos vermelhos estranhos. Além disso, outras motivações a impediriam de fazer qualquer coisa contra o menino. Aquela noite em que ela o encontrou chorando poderá servir como um bom exemplo.


O quarto foi tomado pelo silêncio e ninguém era atrevido o suficiente para quebrá-lo. Todos presenciaram a luta e como Kinai havia afirmado, a luta já estava ganha. Ela não tinha a mínima chance contra o garoto do Sharingan.


Finalmente Katsu tomou fôlego para falar com sinceridade o que achava. Ela não gostava nem um pouco de repreender a amiga, mas aquela não havia sido a primeira vez que Kinai havia desistido de lutar no meio da batalha. Ela se arriscava demais para proteger os outros e a última coisa que Katsu queria era perder sua amiga por algo tão estúpido.


Todos ali eram capazes de se defender sozinhos, Kinai não precisava se entregar só pela felicidade dos outros. Esse era um dos motivos de ter tantos problemas naquele lugar.



– Não estou decepcionada por ter perdido pro novato, Kinai. Estou decepcionada pq você não lutou!! Eu já te vi lutar antes e aquilo ali não chega nem perto do que você é capaz!

– Eu não queria machucá-lo...

– Ele e mais um tanto de gente, né? – Kami aparece na porta ao lado de Yuki, com aquele seu típico sorriso malicioso.

– Af – O rapaz bufou irritado com o susto que tomou ao ouvir o som da voz daquela peste.

– Fica na sua besta fera.

– Daisuke não é um oponente fraco, você deveria ter dado o seu melhor! – Katsu ignorou os dois pombinhos e continuou seu discurso. – Você não consegue entender que estamos numa guilda de assassinos? Se continuar desse jeito, não vai passar da primeira missão!

– Eu só não quis machucá-lo!! Ele estava morrendo de medo! – Kinai tentou se explicar.

– Eu vi. – Kami satirizou cruzando os braços e arqueando a sobrancelha. – Super medroso.

– Eu sei que parece que não é verdade  mas eu o vi! Eu falei com ele na noite anterior...

– É incomum tentar matar quem tentou te ajudar. – Yuki pensou alto.

– Estamos numa guilda de assassinos. O que você queria? Amor, amizade e coelhinhos fofinhos saltitando por aí, palhaço? – Kami o censurou, cheia de ironia nas suas falas e gestos.

– A Kami está certa. Não se pode confiar em todo mundo, principalmente aqui. – Yue refletiu. –  Daisuke agiu bem em lutar, mesmo sabendo que Kinai o havia conhecido anteriormente.

– Mas, tentar matar?

– Ele não tentou me matar...

– Você é muito sonsa, Kinai. – Kami reclamou revirando os olhos, gesticulando grosseiramente. – Estava escrito naquela testa gigante "eu quero matar essa garota".



Todos que estavam ali riram, até mesmo Yuki não se negou a dar um risinho de canto de boca. Kinai também deu um leve sorriso, não conseguia ficar sem rir perto da sua amiga de cabelos castanhos.



– Ele queria provocar Hozumi sensei, foi ele que o trouxe pra cá. – Yue afirmou, respirando fundo, ajeitando o óculos em seu rosto. – Aí está o problema. Ele queria atacar um, mas acabou se metendo em encrenca!

– Como assim? – Kinai encarou o colega de olhos ligeiramente brilhantes.

– Kinai, que parte de ele ameaçou matar a filha de um dos líderes da guilda você não entendeu? Ele é um risco pra nós! – Katsu explica.

– Ele ignorou o fato de que Hozumi é um membro da liderança da guilda. Agiu por conta própria, praticamente gritou pra todo mundo que odeia ele e toda a guilda. – Yuki completou.

– Não seria estranho não víssemos mais esse moleque por aí... – Kami pensou alto, com o semblante sério. – Se é que vocês me entendem...



Kinai assustou-se com a afirmativa da colega. Ela se recusava a acreditar que a guilda condenaria Daisuke à morte pelo que aconteceu na sala de treinamento. Em partes, Daisuke não tinha culpa! Ele estava assustado, com medo de não ser aceito, com medo de ser… Morto. Aquela foi a única alternativa que ele achou para mostrar seu potencial.



– O quê? Não! Eles não o matariam por isso... Matariam?

– Acho pouco provável. Sabe quantos Uchihas existem por aí? Ele é uma peça rara. – Yue manifestou-se como um caçador de tesouros.

– Eu não diria isso...

– Do que está falando, Kami? – Katsu perguntou, curiosa.

– Eu ouvi uma conversa perto da enfermaria… Acho que Ichiro Sensei e Hozumi Sensei estavam lá. Masaru Sensei também parecia muito irritado. Disse que não ficaria de braços cruzados.

– Será que ele estava se referindo ao Dai?? – Kinai questionou desesperada.

– Eu não vou deixar que tudo o que construí seja destruído por um fedelho arrogante metido a herói. – Kami tentou imitar a voz do homem estupidamente irritado.

– Ele falou isso?? – Yue questionou.

– Minha memória não erra, meu amor.

– Será que ele…

– Não!! – Kinai levantou-se exasperada. – O senhor Mikesaku não pode permitir!!

– Na verdade, ele  não estaria errado se tomasse essa decisão. – Kami discordou. – Daisuke é uma ameaça a guilda, de um jeito ou de outro.

– Eu não vou permitir!!

– Para com essa palhaçada, Kinai!! Já chega! – Katsu gritou furiosa.

– Isso é muito arriscado, minha amiga. – Yue tentou explicar.

– Não posso deixá-lo sozinho agora, Yue! Ele só está com medo!



De certa forma, Kinai entendia Daisuke, ela entendia o motivo de tanta rebeldia. Ele foi sequestrado, levado para um lugar desconhecido e obrigado a fazer tudo o que lhes mandasse! Ela compreendia o medo, o choro, a ira do menino.



– Eu não gosto desse garoto. Ele me dá arrepios, Kinai. – Kami se justificou. – Na verdade, ele dá arrepios em todo mundo.

– Menos em uma pessoa. – Yuki riu baixinho, orgulhoso pelo comentário sugestivo.

– Eu não quero que ele se machuque por minha causa.

– Tarde demais, Kinai. – Katsu cruzou os braços e a encarou séria. – Graças a sua boa vontade, graças a essa sua tentativa de ajuda, ele está em apuros. Se você tivesse lutado de verdade, talvez ele não estivesse tão encrencado assim.



Kinai pensou aflita. Então… Tudo isso é culpa minha? Ela nunca quis ser o motivo da morte de alguém. Bem irônico para alguém que passou a vida treinando para ser uma assassina da mais alta classe.



– Ele iria perder a razão de qualquer forma, assim que visse o byakugan. – Yue replicou.

– Ele seria mais cauteloso, Yue. Se Kinai lutasse de verdade contra ele, ele não avançaria sem pensar duas vezes. Kami sabe muito bem disso! Nós estamos aqui a mais tempo!

– Sei sim...

– Graças a você e sua bondade excessiva, Kinai, quem você tanto quer proteger está a um passo da morte!


Notas Finais


AVISOS:

1.Como vocês já sabem, estou com complicações para postar... Eu não estou conseguindo escrever muito bem, então estou me limitando a apenas um capítulo por semana.

2. Os capítulos que tenho postado estão com pouquíssima ação, mas faz parte. Esses diálogos são estritamente necessários para o andamento da história. Sejam pacientes...

3. Lembrem-se, os números romanos são equivalentes às "entrevistas" da Chinatsu com o ninja de elite e elas acontecem depois do último capítulo do primeiro livro. Ou seja, os capítulos da Chinatsu são quebras do tempo. Todos os capítulos com "I" são da primeira entrevista e assim consequentemente.

Fiquem atentos!!

Um beijo, e até a próxima viagem!!
XoXo :*


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