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História A Hashira do Gelo - Capítulo 41


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Notas do Autor


Oi, pessoal! Como estão?

Estou em crise de novo... Infelizmente. Não sei se consigo postar o próximo capítulo no tempo certo, mas vou me esforçar. Pra piorar, agora que Kimetsu acabou, perdi todo o suporte emocional que eu tive por mais de meio ano, então estou meio desnorteada.

Espero que gostem.~❄️

Capítulo 41 - "Passeio? Comigo?"


No dia seguinte, por volta das 10h da manhã, Yukiko caminhava por um dos trechos da montanha. Ela havia realizado suas tarefas caseiras mais cedo, e após terminar, vestiu seu uniforme e seu haori. Ela colocou sua espada discretamente no cinto, por precaução, mas tomando cuidado para não chamar a atenção de quem fosse vê-la na rua.

“Acho que estou estou alguns minutos atrasada… Tinha tantas coisas pra fazer! Mesmo sendo menos de 10 minutos, espero que ele não se incomode!”

A moça seguia em direção ao local de encontro, no pé da escadaria principal, onde fica um belíssimo e bem construído torii. Escorado por um dos ombros em um dos pilares do monumento, Shinazugawa aguardava de braços cruzados e de costas para as escadas, visivelmente inquieto e impaciente. 

“Já passou da hora… Será que ela não vem?”

Sete minutos após a hora marcada, ele sentiu um leve dedilhar gélido em sua nuca, que o surpreendeu. Ele virou-se bruscamente, e deu de cara com a face da moça, se deparando com um sorriso sem graça que o deixou encabulado. 

- Sinto muito pelo atraso! - Ela se curvou levemente. Yukiko era bastante metódica, e sempre preferia chegar adiantada a qualquer compromisso. - As coisas em casa pareciam não me ajudar. Fiz você esperar muito tempo? 

- Ah…! Não… eu... estou aqui há pouco tempo. - Disse Shinazugawa, que havia chegado quarenta minutos antes do combinado. - Então… Ham… Podemos ir? 

Os dois caminhavam calmamente por uma trilha espaçosa que levava diretamente ao território do distrito principal. 

- Não percebi você se aproximar. Por que esconde sua presença o tempo todo? - De fato, ele apenas notava a garota por perto quando ela fazia sua ronda, utilizando-se da Primeira Forma da Respiração do Gelo.

- Eu não faço isso. Embora tou-chan e nii-chan dissessem a mesma coisa. Eles sempre demoravam pra me encontrar quando eu me escondia. - Ela se lembrava rindo.

As árvores ao redor faziam uma delicada sombra sobre eles, e a brisa refrescante trazia à Hashira do Gelo uma de suas sensações favoritas. Era como flutuar enquanto se deslocava. 

Embora parecesse tranquila naquele momento, Yukiko na verdade estava bastante incomodada, e durante os momentos de silêncio, não podia se impedir de pensar além da conta sobre o que estava acontecendo. 

"Por que ele me convidou para um passeio tão de repente? Será que foi porque convidei o Tomioka-san depois de me ajudar e não fiz o mesmo com ele? Ele parece estar com raiva mesmo… A cabeça dele está fervendo! Ai, droga! Eu devia ter feito isso, mas com a aquela missão horrível… acabei me esquecendo de tudo completamente! Eu deveria ter sido mais educada e ter agradecido direito!"

O monólogo mental foi bruscamente interrompido por uma pergunta.

- O-onde gostaria de ir primeiro? - Shinazugawa questionou envergonhado, e de certa forma medroso.

- Eu? - Ela devolveu a pergunta, apontando para si mesma. - Eu não sei… Eu não costumo sair muito. Só venho para esses lados quando preciso comprar comida.

- Então… Não tem nada que queira fazer? - Ele ficou ligeiramente nervoso.

Percebendo a inquietação dele, Yukiko tentou pensar rápido e dizer algo legal para que ele não se sentisse mal.

- Bom… Já que eu não conheço praticamente nada, que tal você me mostrar tudo?

~~~~

Shinazugawa caminhava pelo pouco espaço que havia para se movimentar na ala do mercado. Yukiko fazia o melhor que podia para seguí-lo no meio de um número de pessoa tão grande, o qual nunca tinha visto. Um pouco assustada com os olhares, e quase ficando para trás, ela agarrou o haori branco do colega para não se perder.

O homem olhou para trás, e viu a jovem de olhos arregalados e um pouco ofegante, olhando para todos os lados. Ele a segurou pelo pulso e a puxou até um canto entre duas barracas, onde ela pôde se sentar e respirar por alguns minutos.

- Está tudo bem? Parece com medo.

- Eu… Nunca vi tanta gente assim… Eles não vão fazer nada com a gente?

Ele não entendia o significado de tanto pavor. Aquele era um medo do qual ele só conheceria o motivo depois de algum tempo. Porém, ao invés de tentar acalmá-la com palavras, quis resolver a situação do jeito com o qual estava acostumado: cuidar de crianças.

- Tem uma coisa perto daqui que acho que você vai gostar de ver.

Shinazugawa a ajudou a se levantar, e caminhou atrás dela, com as mãos nos ombros da garota. Ela a guiou até uma barraca a algumas dezenas de metros onde uma espécie de artesão parecia trabalhar. Mas era visivelmente diferente. Yukiko sentia um ótimo cheiro vindo dali, e começou a observá-lo com mais curiosidade.

O Hashira do Vento a fez ficar perto de uma das pilastras de madeira ao lado da barraca, um pouco mais longe da multidão em volta.

- Me espere aqui! Não vou longe e não demoro.

Yukiko pôde vê-lo de aproximar do homem que trabalhava, se esgueirando entre os curiosos que também observavam. Ao conseguir chegar até ele, Shinazugawa trocou algumas palavras com o comerciante e aguardou.

“Não tenho certeza, mas vou arriscar…”

Enquanto esperava, ele trocava olhares com a albina, checando se tudo estava bem, enquanto ela contemplava atentamente aos acontecimentos. Alguns minutos depois, ele retornou com alguns embrulhos na mão, e entregou imediatamente à garota.

- Toma! É pra você.

Ela abriu as embalagens, e se deparou com alguns objetos: um se assemelhava a um coelho de textura macia; o outro com um cachorro que parecia se feito de cristal; e o último, uma flor dentro de algo que lembrava uma enorme gota de água.

Yukiko achou todos os objetos muito lindos, e o brilho nos olhos dela alegrou Shinazugawa.

- O que é isso? - Ela perguntou encantada. - Eles são lindos!

- São doces. Espero que goste.

A expressão admirada se transformou em desconforto.

- Eles são tão bonitos! Não posso comer! - Ele quase fez um bico choroso.

- Doces são para serem comidos. Anda! - Ele saboreava um mochi de morango, que havia comprado junto.

Yukiko se segurou e comeu os doces com muita calma. O coelho era um bolinho de mochi branco recheado com anko, com pequenos cortes que criavam orelhas. O cachorro era simples: feito de açúcar caramelizado e endurecido como uma bala. E o último, o mais intrigante… A flor. Uma flor de cerejeira comestível envolta em suco de fruta cristalizado.

A garota acho o sabor incrível. Ela sentou-se sobre uma banco perto da loja, e agitava as pernas enquanto comia. Shinazugawa virava o rosto, enquanto ria das reações da colega.

Após terminar de saborear as novidades, a jovem levantou-se e voltou-se para o outro.

- Agora é a minha vez de te levar em um lugar legal!


Notas Finais


❄️ Nota: Torii são aqueles portais muito conhecido no Japão, que geralmente demarcam a entrada de um santuário um qualquer lugar sagrado.
❄️ No Japão sempre foi muito comum a arte de esculpir doces. Foi numa barraquinha dessas que eles foram.


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