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História A Heart For You - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Por falta de planejamento, aqui vai uma one já feita de bnha para o dia dos namorados (14/02, no resto do mundo) com esse meu casal tão invisível da Hagakure e do Ojiro <3
Escrever sobre eles é uma experiência interessante. Ela saiu meio bobinha mas, dá pra ler kkkk
Adendo: no Japão, existe o Valentine's Day e o White Day. No Valentine's Day, são as meninas que dão chocolates (não só romanticamente, alguns podem ser chocolates para os amigos e familiares) e no White Day são os meninos que dão chocolates. Eu gosto do fato de que independente da sua relação com as pessoas, "todo mundo" meio q recebe algo de alguma forma kkkkkk
Boa leitura <3

Arte da capa do capítulo da artista tumblr "chellylabee"

Capítulo 1 - One-shot


Fanfic / Fanfiction A Heart For You - Capítulo 1 - One-shot

 

O Dia dos Namorados havia chegado, fazendo todos os alunos da U.A. ficarem animados com o evento. Ainda que tivessem aulas naquele dia, os estudantes não desperdiçaram a chance de presentear amigos e paixões com doces chocolates – pela tradição, cada qual com um significado próprio – e os mais emotivos davam presentes especiais para aqueles que amavam.

Hagakure, pela primeira vez, olhava o dia com olhos tristes.

No intervalo entre as aulas, os estudantes da Classe A aproveitaram para começarem a trocar seus presentes. Para onde quer que olhava, a garota invisível via as meninas recebendo chocolates ou pacotes com outras coisas, ainda que tradicionalmente não fosse o dia delas de receberem presentes*. Alguns meninos também eram presenteados de volta. 

No entanto, ela estava sozinha na própria carteira, sentindo-se meio à parte de tudo, como era de costume. Por ser invisível, já havia se acostumado um pouco com o fato das pessoas não notarem muito ela. 

Nem mesmo Mineta havia ido na sua mesa. O baixinho estava ocupado tentando chamar a atenção de Yaoyorozu enquanto esta estava conversando com Todoroki e ambos trocavam chocolates, um pouco embaraçados e ignorando a presença do outro ali. Isso fez a garota invisível suspirar.

Até o Mineta não se importa comigo... – pensou, tombando a cabeça na mesa – Ai, meu Deus! Eu sou patética...”

Estava tão solitária – e no fundo, desesperada – que a presença do pequeno não seria um incômodo no momento. 

Todas essas sensações tristes incomodaram seu coração. Desde quando era pequena, amava o Dia dos Namorados. As decorações rosas e vermelhas com corações romantizavam seu olhar e o cheiro de chocolate que sua mãe preparava para seu pai sempre fora delicioso. Tudo era perfeito, até ela ficar mais velha.

De repente, a inocência do evento perdeu a alegria. Todo o absoluto foco para o amor tornou-se meio deprimente para a garota. O que era de se esperar, visto que ninguém seria capaz de olhar para ela e se apaixonar. Nem ele poderia fazer isso.

-H-hagakure-san? – ouviu alguém a chamar.

Quando levantou a face, a primeira coisa que viu foram os cabelos loiros de Ojiro e a sua calda balançando ansiosa atrás dele. Suas bochechas tinham um leve tom carmesim e ele escondia algo atrás de si. Antes que completasse qualquer pensamento, o rapaz estendeu um pequeno saco vermelho na sua direção.

-São para você. Eu comprei numa loja, mas acho que você vai gostar. Chocolate ao leite, meu... digo, seu preferido... mas eu gosto também... er... – disse ele, abaixando um pouco a cabeça, envergonhado. Não precisava dar tantas explicações naquele momento.

O loiro então sentiu algo o abraçando e viu o uniforme da U.A. flutuando na sua direção, com um peso em um de seus ombros e o barulho de lágrimas escorrendo. Ficou estático com aquilo por um segundo e num impulso, abraçou a garota de volta. Era estranho a sensação de tocar em algo que ele não conseguia ver, apenas sentindo suas formas.

O corpo de Hagakure era bem mediano, nem cheio e nem magro demais. Podia sentir pontas de fios de cabelo tocando seu pescoço, o que significava que a garota tinha cabelos muito curtos que não deviam ir muito mais além da orelha. Ela tinha cheiro de morango, um perfume comum para garotas. 

Apesar da invisibilidade, Tooru era uma garota simples e comum. Bem parecida com ele, um garoto simples e comum. De fato, como os outros falavam, eles combinavam muito.

-E-ei, não chore! – de repente, tornou-se consciente do choro silencioso dela – Não é o presente mais fantástico do mundo. É meio comum, mas legal...

-É um presente maravilhoso, Ojiro-kun! E mesmo sendo bem simples de se fazer, ele é fantástico porque foi você quem o deu para mim – a manga da garota se elevou, indicando que secava suas lágrimas – Poderia receber um cartão de coração e ainda seria incrível!

-Sério? – Ojiro sorriu feliz por um momento e no seguinte, desviou o olhar para o chão – Quero dizer... eu estava meio preocupado se você não iria gostar.

-Eu? Você não comprou nada para os outros também? 

O olhar vidrado do garoto respondeu sua pergunta e ao mesmo tempo, encheu sua mente de muitas outras. Por que ele tinha se dado o trabalho de comprar chocolates apenas para ela? Será que não tinha dinheiro o suficiente para comprar outros? Aqueles eram chocolates de amizade, talvez?

Como não era boa pensando de estômago vazio, a Invisible Girl abriu o saco e tirou um dos bombons para comer. Contudo, concentrou-se na mensagem escrita no doce: “Eu te amo”. Pegou outro e havia ali “Namorada”; mais outro “Você é tudo”; e tinha um “Minha outra metade”; e várias outras mensagens bonitas. Mensagens de dois namorados.

Olhou novamente para o Tailman e ele estava cabisbaixo e inclinando-se bastante para frente, quase como se pudesse cair de joelhos em um pedido de desculpas o quão rápido fosse preciso.

-Hagakure-san? – a voz dele era a mais baixa possível.

-Sim, Ojiro-kun? – ela perguntou, se inclinando perto do ouvido do garoto.

Houve um momento de hesitação e então, vieram as palavras mais esperadas pela garota durante toda a sua infância:

-Eu gosto muito de você. Eu te amo, Hagakure. Iria me dar a honra de te ter como namorada?

A garota se surpreendeu. Minutos antes, estava se lamentando de sua solidão e agora, recebia uma confissão. O mundo dava mesmo muitas voltas, como dizia seu pai.

-Eu gosto muito de você também e iria amar te ter como namorado – respondeu. Se ela tivesse um rosto visível, poderia tranquiliza-lo mostrando que estava tão corada quanto ele.

Ojiro levantou um pouco o rosto e virou-se para a amiga com um sorriso feliz. Desajeitadamente, aproximou-se para beijar a bochecha dela, porém, ao tocá-la, percebeu tarde demais que errara o alvo previsto. Os lábios de Hagakure eram finos, seu nariz parecia ser pequeno e fino e a mão de pele quente e macia dela tocou-lhe o lado do rosto.

Achava fantástico a maneira como gostava tanto de Tooru sem nem a enxergar direito. Isso só tornava ainda mais importante as ações dela para com ele. Amava a gentileza, a bondade e a energia dela, a maneira como estava sempre disposta e sua segurança para consigo mesma. 

Era como a história de Psiquê e Eros, na qual a princesa não conseguia ver o rosto de seu amado porque sempre se encontravam na escuridão da noite. No início, ela o temeu e depois se apaixonou pelos pequenos atos e cuidados do “misterioso esposo”. Ele – talvez melhor do que ninguém – a compreendia.

Além disso, era divertido imaginar como a amiga deveria se parecer. Já tinha visto uma foto dela quando bebê pois a mesma mostrou para as garotas um dia e ela tinha cabelos castanhos aparentemente lisos. Não sabia exatamente qual a cor dos olhos dela – na imagem, estava com eles fechados – mas, poderia descobrir depois.

-Ojiro? – a voz da nova namorada o tirou de seus pensamentos.

-Sim? – perguntou o garoto.

-Estou muito feliz que, de todas as pessoas nessa classe, quem mais me nota é você. Desde que nos conhecemos, eu sabia que iria gostar muito da sua companhia. Eu te amo! 

Mashirao sorriu ainda mais. 

-Você não me acha comum demais? – indagou.

A garota puxou a bochecha dele de leve. Teve a sorte de fazer um rapaz se apaixonar por ela, não iria desperdiçar isso avaliando o nível de simplicidade dele.

-Eu te amo do jeito que você é, Ojiro-kun – ela puxou o dedo polegar dele e o passou pelos seus lábios, mostrando-lhe o sorriso que dava.

-Eu também te amo desse jeito... Tooru-chan – disse sorrindo.

Então eles ouviram um barulho de nariz sendo assoado e viram que a classe inteira mais a heroína Midnight os assistia, todos muito emocionados. Principalmente a professora, a dona de intensas lágrimas de emoção. 

-A juventude de vocês é realmente linda para mim... snif... mas preciso dar a aula, queridos... – a mais velha disse limpando um dos olhos marejados.

O casal assentiu e sorriu, um pouco envergonhados. Enquanto os alunos voltaram às suas respectivas cadeiras, a garota comum e o rapaz normal trocavam um último toque de mão e um beijo. Simples e, claro, fantasticamente significativo. 

O Dia dos Namorados voltou a ser uma data feliz para Hagakure Tooru e Ojiro Mashirao soube que todos os dias seriam felizes.

 


Notas Finais


Espero q tenham gostado! <3


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