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História A heart of broken glass - Jason The Toymaker - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Três


Fanfic / Fanfiction A heart of broken glass - Jason The Toymaker - Capítulo 3 - Três

Hilary Collins

Entrei na loja de brinquedos segurando a mão de Johnny, o garotinho que eu cuidava todas as tardes.

Ele solta minha mão e corre pela loja tentando escolher seu mais novo brinquedo, me sento em uma cadeira próxima a porta e cruzo os braços esperando por ele.


– Ei, tia! – Johnny me chama, vindo na minha direção com um jogo de tabuleiro em suas mãozinhas. – Vou querer esse aqui – ele fala sorrindo.


– Só esse? – pergunto arqueando uma sobrancelha.


– Não! – ele corre novamente pela loja.


Respiro fundo.


“Por que eu perguntei se ele só queria aquele jogo?”


Logo, Johnny volta arrastando uma cobra de pelúcia gigante pelo rabo, ela parecia bastante pesada.


– Também quero essa cobra! – ele fala colocando o rabo da cobra na minha mão, eu a puxo para perto e caraca…eu nunca pensei que um bicho de pelúcia poderia pesar tanto.


– Cadê aquele maldito? – ouço alguém resmungar, um cara ruivo com um uniforme colorido olha para Johnny e o puxa pelo braço com força, Johnny começa a chorar como a criança que é. – Quem mandou você pegar a cobra, moleque?


– EI! – exclamei me levantando e deixando o jogo de tabuleiro cair no chão, largo o rabo da cobra e bato na mão do homem que segurava Johnny. Ele me olha por alguns instantes, seus olhos cor de âmbar brilham por um momento, mas de uma hora para outra o jovem me olha como se eu fosse totalmente inferior a ele.


– Quem você pensa que é para me bater? – ele perguntou incrédulo.


– Sou Hilary Collins, e você? Quem pensa que é para fazer isso com uma criança?


O ruivo mostra um sorriso maldoso.


– Sou Jason, Jason Meyer. – ele segura minha mão e a leva até os lábios para beijá-la, mas a puxo. Ele sorri. – É um prazer, Sra. Hilary.


Jason se virou, ele olha para Johnny com um ódio inexplicável nos olhos.


– Você poderia devolver a cobra roxa e dizer para o seu filho, que ele não deve mexer nas coisas que estão atrás do balcão? – Jason pergunta estendendo a mão, esperando o brinquedo de pelúcia.


– Eu não sou mãe dele, e pode pegar a sua maldita cobra – falo tentando levantar a cobra para entregá-la a Jason, porém ela era muito pesada. 


Jason ri e se abaixou para me ajudar a pegar a cobra, ele a segura 

com firmeza e a levanta como se tivesse feito isso muitas vezes. Antes de se virar, o ruivo olha nos meus olhos e por alguns segundos, sinto que seus olhos da cor de âmbar estavam olhando para minha alma.


– Vamos logo Johnny... – digo, pegando o jogo do chão e o colocando acima da cadeira em que eu estava sentada, estendo a mão para o garotinho, que cruzou os braços fazendo bico.


– Não vou sair daqui sem um brinquedo. – ele senta no chão pronto para fazer birra. – Eu quero um brinquedo tia…


É nessas horas que eu odeio meu trabalho.


– Escolhe logo um brinquedo para irmos embora daqui. – respiro fundo a ponto de perder toda a paciência que eu tinha. 


Johnny sorriu e correu até uma prateleira enorme com caixas grandes de brinquedos Lego.


– Por que você mima ele? 


Olho para o lado, e lá estava ele, de novo. 

Jason estava sentado na cadeira com o jogo de tabuleiro em seu colo, ele batucava os dedos na caixa parecendo feliz.


– Eu não mimo ele. – retruco.


– O moleque tá pegando três caixas de lego, se isso não é mimar, eu não sei de mais nada. – o ruivo diz rindo. 


Reviro os olhos.


– Esse é meu trabalho, a mãe dele diz o que eu tenho que fazer, e eu faço. 


– Sério que você é babá? – ele pergunta parecendo não acreditar.


– Sim, tenho que ser babá dele por mais seis meses.


– Que horror – ele põe o jogo novamente no chão e cruza os braços. Me viro olhando Johnny pegar seus brinquedos. Sinto o olhar de Jason queimando sobre minhas costas. – Do que você gosta?


– Do que eu gosto? – pergunto confusa.


– Sim, você deve ser muito interessante, Hilary Collins. – ele se levanta e fica diante mim, com uma expressão indecifrável.


Seu indicador e polegar seguram meu queixo e o levantam um pouco me obrigando a olhar para seus olhos.


– Bom, você está errado. Não sou nenhum pouco interessante.


Jason mostra um sorriso, um sorriso doce e amigável, ele solta meu queixo quando a porta da loja se abre e um senhor de idade entra.

O idoso usava um uniforme colorido igual ao de Jason e carregava um saquinho com balas vermelhas. Ele olha para nós dois e sorri.


– Bom dia! – o idoso diz se aproximando de nós. – Por que não me disse que sua namorada ia vir?


– Ela não é minha namorada. – Jason retruca – Sr. Heitor, essa é Hilary Collins, babá daquele menino mimado. – ele fala apontando para Johnny.


– É um prazer conhecê-la Hilary Collins, sou Heitor – o idoso se apresenta.


– O prazer é meu, Sr. Heitor. – digo sorrindo.


– Vamos tia! – Johnny fala vindo com um cestinho, várias caixas de brinquedos estavam empilhadas dentro dele.


Heitor ri e põe a mão no ombro de Jason.


– Vou passar esses brinquedos no caixa enquanto vocês dois conversam. – Heitor diz e olha para Johnny. – Por que não vem comigo? Posso te mostrar mais brinquedos legais.


– Eba! – Johnny exclamou sorridente


Cinco minutos se passaram, depois que Heitor e Johnny foram para o lado do balcão e se sentaram para brincar com alguns brinquedos, eu e Jason ficamos sozinhos conversando.


Jason me olhava de uma maneira estranha durante nossa conversa, e a cada segundo que se passava eu ficava mais e mais desconfortável. 


– Por que não sentamos e brincamos igual os dois? – pergunto olhando para Jason.


Era uma pergunta um tanto estranha.

Eu imaginava que depois dessa pergunta, Jason perderia o interesse em conversar comigo. Mas ele arregalou os olhos e perguntou:


– Você…quer brincar comigo? – Jason perguntou parecendo muito confuso.


– Sim. – respondo inclinando a cabeça.


Minha resposta deve ter deixado ele muito feliz, porque Jason abriu o maior sorriso que eu vi na vida. Parecia que ele havia ganhado na loteria.


– Então, vamos brincar. – ele se levanta e segura minha mão me puxando para uma parte da loja, na qual eu não tinha reparado. 


Jason pega um ratinho de corda vermelho com pequenos olhos azuis, ele dá corda no ratinho dez vezes e se ajoelha no chão o soltando. O ratinho corre sumindo de baixo das prateleiras.


– Vamos brincar de quê? – pergunto inclinando a cabeça, alguns fios do meu cabelo caem sobre meu rosto.


– Conhece aquele jogo, onde os dois tem que ficar quietos, e quem falar primeiro faz o que o outro quiser?


– Sim, conheço.


– Quer brincar disso? – ele pergunta se encostando em uma prateleira com vários brinquedos.


Concordo com a cabeça, Jason sorri.


– Okay, começa…agora.


• • •


Trinta minutos passaram desde que concordamos em jogar. Já estava ficando tarde e eu precisava levar o Johnny para casa. 


– Ei tia! – Johnny fala vindo até mim com as três caixas embrulhadas em um papel de presente colorido. – Olha o que o tio Heitor me deu. – diz mostrando as caixas.


Balanço a cabeça como se falasse “Legal Johnny”. Ainda não satisfeito, o menor começa a fazer perguntas.


– Por que você está me ignorando? Você e ele brigaram? Vocês estão namorando agora? A gente pode ir para casa? Minha mãe já ligou? – Johnny perguntava sem parar.


Respirei fundo. Eu sabia que poderia ganhar aquele jogo besta se ficasse calada, mas não podia ignorar o filho da minha patroa.


– Não, sua mãe ainda não ligou. – respondo, Jason abre novamente um sorriso enorme.


– Ganhei! – Jason exclamou levantando os braços comemorando sua vitória. – Agora você tem que fazer o que eu quiser.


Respiro fundo e reviro os olhos.


– Johnny, você pode ficar mais um pouco com o Heitor? Prometo que depois disso eu te levo para sua casa. – falo me abaixando para ficar na altura de Johnny, o menor sorri e concorda saindo de perto de nós.


Me levanto e olho para Jason, que sorria cinicamente.


– O que você quer? Diz logo, que eu tenho que levar o menino para casa.


– Quero que você jure que vai brincar comigo pela eternidade. – Jason vem até mim e segura minhas mãos as apertando levemente. 


– Que? Que tipo de promessa é essa? – pergunto confusa.


– O tipo de promessa que você tem que cumprir, já que perdeu o jogo.


– Certo…Eu juro que vou brincar com você pela eternidade. – juro tentando soltar minhas mãos, mas Jason as aperta com mais força.


Seu sorriso que antes era cínico, se torna um sorriso psicótico.


– Perfeito. – ele solta minhas mãos e me dá um tapa na nuca, em segundos estou em seus braços.


O que ele tinha feito comigo? 


Meus olhos lentamente se fecham até que tudo esteja escuro.


A última coisa que escuto antes de apagar é uma explosão perto de nós.




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