História A Herança - Capítulo 35


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Ashtiel na capa, esse casal lindo ❤

Capítulo 35 - Despertar da estabelecida.


Fanfic / Fanfiction A Herança - Capítulo 35 - Despertar da estabelecida.


                            550 a.C.                                                         

          Reino da Babilônia

— Não deixamos qualquer pessoa entrar aqui, e vê-la. — explicou Selatiel. — Mas confiamos em você, Jacob, é um grande amigo. — completou.

Jacob, o marceneiro, era judeu, cativo, se tornou um amigo de Selatiel, de tanto ouvir ele falar da irmã, desejou conhecê-la mesmo ela estando incapaz de se comunicar.

— Ela é linda, e é como se estivesse dormindo. — comentou ele.

— E está, só que ela nunca acorda.

— Há quanto tempo ele está assim?

— Há cinco anos...

Toda a família se lembrava, da noite que havia deixado Joaquina daquela maneira...

FlashBack On

Disfarçado de comerciante, Labash-Marduk entrou na Babilônia, ainda se lembrava de quando foi deposto por Nabonido.

Labash-Marduk estava sentado no trono, e estranhou, ao ver Nabonido entrar com os sacerdotes na sala do trono.

 — O que desejam? — perguntou.

— Que entregue o trono, pois ele não pertence a você.

— Não entreguarei. Sou babilônico, sirvo a Marduk e Ishtar, não vejo motivos para isso.

— Você não tem direito a esse trono Labash-Marduk, não tem sangue real.

— E quem será o novo rei, no meu lugar? Você?

— Exatamente.

— Também não tem sangue real, Nabonido. 

— Mas sou casado com a filha de Nabucodonosor, pai do neto dele, do herdeiro legítimo. Prendam e o levem para outra cidade.

— Prender!? Eu não cometi nenhum crime. Isso é uma injustiça.

— Injustiça é o que aquele chamava de pai, fez. Usurpou do trono, matou um rei legítimo, eu estou apenas destronando porque esse trono não pertence a você.

— VOCÊS VÃO ME PAGAR, A FAMÍLIA REAL, IRÁ ME PAGAR! JURO POR MARDUK! — jurou Labash sendo carregado pelos oficiais.

Labash Marduk, sempre viveu numa linha tênue entre o bem e o mal. Oscilava entre dois. Mas, ao perceber que não tinha mais nada a perder, antes de sair exilado, decidiu que iria matar Selatiel. Antes ele se preocupava com o sofrimento dela, mas quem se preocupou com ele? 

Os que estiveram do lado dele, quando estava no trono,  lhe viraram as costas,  ao vê-lo ser deposto. E Ashira, que ele sempre amou, o rejeitou. E a decisão foi tomada, enquanto ele era carregado para fora do palácio, viu Rabe-Sáris, seu pai se aproximar.

Ele hesitou se aproximar do filho, enquanto ele esteve no trono, temia não ser aceito.

— Filho, eu tenho certeza que se não fosse por esse golpe de Nabonido, seria um grande rei, o maior que a Babilônia já teve.

— Tarde demais, não acontecerá mais.

— Eu não permitirei que passe o resto de seus dias como prisioneiro, confie em mim.                                      

                             ***

Labash-Marduk conseguiu fugir graças ao pai Rabe-Sáris, que foi capturado pelos oficiais, entregue a Nabonido, e morto, somando esses acontecimentos, o jovem fugitivo, decidiu que iria mesmo vingar. Nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.

Observava a familia do Joaquim retornar para casa, após a casamento de Belsazar e Nidama, mirou em Selatiel e soltou a flecha. Se deu conta de que errou sua mira, já era tarde demais.

Joaquina já estava desacordado no chão, e sangrava. Kassaia e Joaquim, e ver a filha caindo, se desesperaram.

— Uma flecha, ela foi atingida por um flecha. — percebeu Selatiel.

— Ela bateu a cabeça. — Ashira falou, com preocupação.

— Precisamos levá-la para casa. Vá ao palácio, e traga alguns sacerdotes, Ashira. — pediu Joaquim. 

Ashira assentiu e correu. Joaquim pegou filha no colo, e a levou para casa.

Mesmo sem entender o que acontecia, o pequeno Nedabias chorava no  colo da mãe.

Ebede Meleque se desesperou, vendo a gravidade da situação: 

— Precisamos tirar o mais rápido possivel essa flecha.

— Espera, você sabe fazer isso, Ebede?

— Sim, senhora. Tenho certo conhecimento medicinal,  fiz o parto e Zorobabel, lembra? Não podemos perder tempo. — falou,  enquanto entravam na casa.

— Sim, eu confio em você, Ebede. — afirmou Kassaia.     

                         ***

Desesperado com o que aconteceu a irmã, Selatiel correu em direção de que flecha veio. Subiu o telhado, e pode ver que um homem com o rosto coberto, o seguiu, correu, até que o conseguiu o parar, e o ameaçou com uma adaga. Tirou o pano de deu rosto, e assustou ao ver quem era. Afinal, ele deveria está preso em outra cidade.

— Labash-Marduk!?— Eu mesmo! De onde acha que veio a flecha que acertou sua irmã?

— Foi você? — perguntou alarmado, o príncipe de Judá. 

— Sim, fui eu. Eu jurei que vingaria a família real quando fui deposto, e voltei para cumprir meu juramento.

— Matando meu irmã!? O que ela fez para você!? — Selatiel se desesperou, sem evitar o choro. — Tão boa, tão generosa...

— Eu confesso que errei, estava tentando te acertar, te matar. Ashira não me ama, rejeitou o trono, e meu amor. Merecia ficar sem quem ama, sozinha como eu. Quem sabe assim reconheceria que eu sou o homem certo para ela. 

— Você está louco, completamente louco! Você será preso, tentou me matar, atingiu Joaquina. Eu mesmo o entregarei aos oficiais. 

O filho de Sammu-Ramat sorriu, com frieza.

— Agora pelo menos tem um motivo para me prenderem, me matarem. — disse. — Me perderam como se fosse um criminoso, semeu ter feito nada, mas agora eu matei o princesa de Judá, agora sou um criminoso.

— Ela não morreu, e nem morrerá. — Selatiel falou,  confiante. — Eu creio que Deus vai curá-la.                     

                    ***

Nidama e Belsazar entraram na sala do trono, juntos, naquela tarde. Os recém casados estavam tão felizes, e nem imaginavam  que havia acontecido uma tragédia.

— Soberanos. — Nidama os reverenciou.

— Pensei que nem sairiam do quarto, hoje. — comentou Nitócris.

A princesa corou, escondendo o rosto no ombro do marido.

— Eu não disse que a gente deveria ter ficado? — o príncipe sussurrou para ela.

— Belsazar!

 — Do jeito que as coisas estão aqui, seria melhor que ficassem por lá, mesmo. — comentou o rei Nabonido.

— Aconteceu alguma coisa? O soberano e a rainha estão com uma expressão tão séria... — percebeu a princesa.

— Infelizmente aconteceu, ontem à noite, mas decidimos por  não contar, para não atrapalhar a noite de núpcias de vocês. — justificou a rainha.

— Não nos esconda nada, precisamos saber o que aconteceu. — pediu Belsazar, e a rainha Nitócris contou:

— Infelizmente, acertaram a prima de vocês, Joaquina com uma flecha, na rua, depois do casamento. Ela está entre a vida e a morte.

— Quem pode ser o responsável por isso? — indagou Nidama.

— Labash-Marduk, é claro. — Belsazar falou, sem hesitar.

—  Foi ele mesmo. — confirmou o rei Nabonido. — Conseguiu escapar da prisão, com a ajuda de Rabe-Sáris, os oficiais matatam Rabe-Sáris, mas Labash ficou livre, ele havia jurado vingança.

Belsazar ficou inconformado com o que ouviu. Já Nidama, ficou triste,  por Labash ter mudado tanto, e para pior. 

   FlashBack Off

                             ***          

   — E surpreendendo a todos Belsazar o matou na sala do trono. — contou Selatiel.

— Foi ali que minha irmã se deu conta de que se casou com um homem violento. — relembrou Ashira, que havia se juntado à eles. — Afinal, apesar de tudo, Belsazar e Labash-Marduk,  cresceram juntos, eram amigos. Mas ele o matou cruelmente. 

— Belsazar, o príncipe coroado? — perguntou Jacob.

— Ele mesmo.

— Bom, por falar em príncipe, rei, eu tenho que trabalhar para pagar os altos impostos. Obrigado pela confiança, Selatiel,  por me deixar vê-la. Sua irmã é uma moça jovem, cheia de vida pela frente, espero que saia dessa logo!

— Obrigado pelas palavras,  Jacob. Temos fé sim, de que ela sairá. — Selatiel, falou esperançoso.                                        

                ***

Dias mais tarde, o tão esperado despertar da princesa de Judá, aconteceu.

Enquanto Selatiel tocava harpa, e Ashira cantava, a princesa sempre gostou de música, de tocar instrumento, estava aprendendo o hebraico através da música, e Ashira tinha mesmo uma bela voz.

Joaquina abriu os olhos, emocionando o irmão, e a cunhada.

— Irmã, você acordou. — falou sem conter a felicidade. — Como se sente?

— Sinto sede, muita sede. Minha boca está seca.

Ashira serviu água a ela. Após beber uma quantidade considerável,  ela constatou. 

— Eu não consigo me lembrar do que aconteceu.

Em seguida, ela tentou levantar,  Selatiel a segurou,  impedindo que a irmã caísse, ela estava fraca.

— Fiquei um pouco tonta. — sussurrou. 

— Também não é para menos,  foram anos deitada nessa cama.

As palavras de Ashira surpreenderam Joaquina. 

— Anos? Como assim!? Eu não estou entendendo...

Joaquina ficou ainda mais confusa, ao perceber a aparência de ambos. 

— Vocês estão diferentes, mais velhos. 

— Se passaram anos, minha irmã. É por isso.

— Como?  Eu me lembro do casamento de Nidama e Belsazar,  e depois... E eu não consigo me lembrar do que aconteceu depois disso.

— Passaram cinco anos,  desde então. É complicado, nem os sacerdotes souberam dizer, você simplesmente não acordava. Não havia nada que mudasse sua situação...

Selatiel e Ashira contaram o que Labash-Marduk havia feito, sua intenção verdadeira, que era matá-lo, fazendo com que Joaquina se entristecessse ao saber como terminou para Labash, foi ele mesmo que decretou seu fim,  com tanto ódio e desejo de vingança. Para fazer com que Joaquina se  distraisse um pouco, depois do que ouviu, Ashira teve uma ideia.

— Você precisa se ver no espelho, venha.

Joaquina ficou impressionada com seu reflexo. O rosto de menina, agora era de mulher,  e os cabelos estavam bem longos, do que se lembrava.

— Ao me olhar no espelho, eu me dou conta que o tempo realmente passou. — Joaquina falou, passando a mão pelos cabelos castanhos, mais longos. — Estão maiores, e eu gostei assim, não pretendo cortar.

— Está linda. — Selatiel a elogiou. — Como é bom, vê-la sorrindo, e senti tanta falta. De sua voz, de cantar com você.

"Entregue seu caminho ao Senhor..." começou ela.

"Confie nEle, e ele agirá" completaram Selatiel  e Ashira, com ela.

— Você está cantando Ashira, e em hebraico. — percebeu Joaquina. 

— Eu sempre gostei muito de música, e estou aprendendo o hebraico, através das músicas. — ela explicou para a cunhada.

— E Zorobabel, Nedabias? — perguntou ao recordar dos meninos.  — Eu quero vê-los.

— Estão enormes, Zorobabel tem dez anos, e Nedabias cinco. — contou Selatiel.

Joaquina sorriu olhando para eles.

— E vocês, continuam apaixonados. Um casal muito abençoado. 

— Por falar em casal apaixonado, abençoado,  seus pais ficarão radiantes, em saber que despertou.  —  Ashira falou,  sorrindo.           

                  ***

— Ah filha, como é bom olhar para você, restabelecida. — falou emocionado, o rei de Judá.

— Eu digo o mesmo! De senhor, e da senhora, mãe. Desculpe, por ter causado sofrimento,  imagino que não tenha sido fácil pra vocês...

— Você não tem culpa, meu amor não tem. — Joaquim disse,  a abraçou fortemente a filha. 

— Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, foi esperar. Como Deus é bom, eu sabia que ele ia atender nossas preces; e te trazer de volta para nós. — Kassaia disse,  para então abraçar o marido e a filha, juntos.  

— Me digam como estão as coisas no reino. — pediu. — Como Nabonido tem se saído como rei?

— Nada bem. — falou Joaquim,  para a surpresa de sua filha.  — Inclusive os babilônicos, principalmente os sacerdotes, estão se revoltando com Nabonido.

— Porque? — Joaquina tentava entender.

— Ele deixou o trono. Não se adaptou, e preferiu o sacerdócio. — explicou Kassaia. — Parece que recebeu uma mensagem do Deus Sin.

— Então Belsazar está no trono? 

Kassaia confirmou. — Sim, meu sobrinho é co-regente, príncipe coroado da Babilônia. Tanta coisa mudou nesses em cinco anos. Principalmente na Pérsia...

— Na Pérsia? — a princesa sorriu,  ao recordar sua terra natal.

— A Pérsia agora é um grande império, império medo persa aquemênida de Ciro. — explicou a mãe. 

Ao ouvir o nome do amado, seu coração disparou,  e um sorriso escapou dos lábios da princesa. 

 — Ciro...  O Sol da Pérsia. 

— Ele derrotou o avô Astiages, é o rei da Pérsia, e da Média... — contou Joaquim. 

Joaquina sorria, ao ouvir que Ciro era um rei poderoso, mas sua maior alegria era saber que ele estava certamente usando todo seu poder,  para fazer o bem.        

            ***

— Eu preciso ir ver Nidama. Ainda não fui hoje. — comentou Ashira com Selatiel.

 — Tem razão, meu amor, vá lá.  E fico de olho em Zorobabel. 

— Eu posso ir com você? — perguntou Joaquina.

 — Sim, ela vai gostar muito te revê-la. Sem contar que suas palavras de sabedoria pode ajudá-la, ela está péssima, estava grávida, e perdeu novamente.

— Então vamos, quero muito revê-la.                         

                    ***

Nidama saia da piscina, quando foi avisada que a irmã chegará, estava se sentindo muito entristecida, ir para a piscina do harém, após a tia e sogra Nitocris, a convencer. Saiu da piscina para conversar com Ashira. Ao ver a moça que acompanhava a irmã,  ficou  impressionada. 

— Joaquina... Mas como!?— indagou enquanto a abraçava. — Que felicidade reencontrá-la. Por Ishtar, que bom que se recuperou, os sacerdotes duvidaram de sua cura.

— Nidama, você está linda. 

— Olha quem fala. — respondeu e sorriu.

— Não é que sua visita fez bem a ela.— comentou Ashira, com Joaquina. 

— Faz tempo que não vejo sorrir verdadeiramente,  apenas sorrisos forçados. Desculpe, mas essa é a verdade. 

— Você tem razão, mas hoje eu fiquei feliz de verdade.

— Vou falar com a tia Nitócris.— avisou Ashira, e saiu. 

Nidama convidou Joaquina, para entrar na piscina. Conversaram,  até que assunto Belsazar surgiu. 

— E o seu casamento com Belzasar? Vocês estão bem? 

— Está indo de mal a pior, pensei que eu e Belsazar pudéssemos ser feliz, quando eu voltei para Babilônia, ele parecia arrependido e apaixonado por mim.

— E isso mudou? — perguntou Joaquina.

— Estávamos tão bem,  nos primeiros anos, jovens, apaixonados. Mas então, Belzasar  se sentou no trono, desde então ele tem se tornado cada dia mais distante de mim,  começou a falar sobre o desejo de ter um herdeiro. Tem se mostrado muito frustrado por eu ainda não ter dado um filho, um herdeiro a ele.

— E a tia Nitócris? 

— Uma grande rainha, sábia, ela está planejando fazer grandes reformas na Babilônia, deixar o reino ainda mais invencível contra os inimigos. Tem mostrado uma mulher também pode ser uma grande governante.

— Pelo menos algo bom,  pois eu estou muito decepcionada, pelo que está me falando sobre Belsazar... 

—  O pior é que eu o amo demais.

 — Pode amá-lo, mas tem que se amar também, prima. — Joaquina a aconselhou. — Há quanto tempo o rei Nabonido foi embora?

— Três anos depois da coroação, ou seja, um ano atrás, eles conquistou a cidade-Oásis Teiman, e fixou moradia por lá, construiu um palacete. Lá eles cultuam o deus Sin. Acredito que não retornará tão cedo... Está seguindo os passos da mãe dele,  a grande sacerdotisa Adda de Haran.

— Ele queria se afastar da corte.  Ele me disse, uma vez. E cultuar o deus lunar que crer. — recordou Joaquina. — E eu achando que Nabonido estava governando com clemência, que finalmente esse reino estava nas mãos de alguém benevolente. No entanto,  as coisas estão mais complicadas por aqui, do que eu imaginava...      

  

                  549 a.C.                           

        Reino da Pérsia

Dois anos se passaram, cansada de ver o filho melancólico, desde a morte de Cassandana, Mandane resolver contar a verdade sobre Joaquina, a Ciro. Na esperança de que ele se casasse com seu grande amor.

— Porque a senhora mentiu para mim, falou que ela havia se casado? — Ciro perguntou a mãe. 

— Porque eu não sei se teria conseguido viver com isso, com a ideia de Joaquina poderia nunca mais abrir os olhos, não sei se teria sido forte o suficiente para conquistar a Média. Mas agora, está tudo certo, poderá conquistar cada vez mais territórios, e será bom para todos nós que esteja ao lado da mulher que ama.

Ciro ficou em silêncio, pensando na situação que Joaquina passou, e ele sem está ao lado dela,  sem ao menos saber o que se passava com ela. 

— Eu acredito que Aura-Madsa irá me perdoar. Eu menti por amor à você. E você, filho? Pode me perdoar? — perguntou Mandane.

— Não posso perdoar,  porque não há o que perdoar, tudo o que fez,  foi para evitar meu sofrimento. 

— Sempre foi tão maduro, Ciro,  claro que me entenderia. Agora sabe o que fazer,  não é?

 — Sim,  o que meu coração manda.  Eu escreverei agora mesmo um pergaminho para Joaquina, para vir nos visitar com sua família,  então a pedirei em casamento, se ela quiser, será a minha Rainha.                                

 ***         


Notas Finais


Joaquina tem um significado tão lindo e especial: Estabelecida por Deus, ou O Senhor exaltou, daí o nome do capítulo. Como era de se esperar, Labash-Marduk, quis vingança, tentou matar Selatiel, e acabou atingindo Joaquina,
e sendo assassinado por Belsazar. Inclusive historicamente, Labash-Marduk realmente foi deposto pelos sacerdotes, após governar por alguns meses. Nabonido então assumiu o trono. Joaquina sofreu, ficou anos desacordada, mas acordou! E o rei Nabonido partiu da Babilônia 💔 Mas como eu amo Nabonido, ele ainda vai aparecer, mais para frente. Belsazar é o regente, preocupante 😱 Agora que Ciro sabe da verdade sobre Joaquina, não vê a hora de reencontrá-la e fazer dela, sua rainha ❤


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