História A Herança - Capítulo 43


Escrita por:

Visualizações 30
Palavras 1.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Olá herdeiros! Me desculpem pela enorme demora. Eu estou escrevendo duas fics originais, que ainda nem postei, mas o processo de pesquisas e formação de ideias, tirou o meu foco das fics bíblicas, são universos muito distintos, mas sei que tenho o dever de finalizar essas fics por todos que acompanham e gostam, então fiquem tranquilos, não vou abandonar nem essa, nem Estrelas. Zorobabel e Elisabete na capa!

Capítulo 43 - Injustiça.


Fanfic / Fanfiction A Herança - Capítulo 43 - Injustiça.


               Reino da Pérsia

Na sala do trono do palácio em Pasárgada, o rei Ciro e o General Dário, conversavam...

— Recebi excelentes notíexplicou a rainhmeu segundo pai, o tesoureiro Mitridates, as províncias de todo o império estão prosperando. 

— Isso é ótimo, mas acho que está na hora de iniciar mais uma campanha militar.

Ciro já sabia o que se passava na mente de Dário. — Mesopotâmia? 

— Sim, já adiamos tempo demais,  conquistando a Babilônia, o soberano será rei de toda Mesopotâmia. Assíria, Caldeia, Acade, os reinos fenícios...

— E minha terra, Judá. — completou a Rainha Joaquina. 

Ciro olhou para a amada, e se recordou da promessa que a fez a ela e Selatiel há tantos anos. 

Dário continuou com seu argumento. — A capital está sendo governada pelo príncipe regente Belsazar. O rei Nabonido não mora na Babilônia,  ele vive num Oásis em Taiman, e construiu um palacete para si, lá. É sumo sacerdote de um deus lunar.

— Nabonido não é caldeu, é assírio, e sua crença é em deuses lunares,  certamente não se sentia a vontade em ter que adorar deuses babilônicos. — explicou a rainha Joaquina. — Mas o fato de ele ter deixado Belsazar na regência é preocupante. 

— E desde da aliança que fizeram com os lídios, sabemos que a Babilônia não é uma aliada. 

— Podemos começar conquistando cidades menores, como Uruk, Ur, Nippur, entre outras, depois a capital.

— Uma boa estratégia, soberano.

— Se conquistarmos a Mesopotâmia, eu o nomearei Sátrapa da Babilônia, Dário. — anunciou Ciro

— Será um grande presente, ter a honra de governar a Babilônia, já anexada ao império persa. 

— Tudo o que tenho ouvido sobre a Babilônia ultimamente são más notícias.  Belsazar é soberano fútil  e egoísta.  É lamentável. Estaremos fazendo um bem aos caldeus conquistando essa terra. — reconheceu Ciro.

                             ***

                  Reino da Babilônia

— Não consegui nada fixo, só uma moça babilônica que me pediu para podar umas plantas. E me pagou na hora.  Está aqui.  — a jovem estendeu o sacinho, com o pagamento.

Jacob logo negou. — Fica para você, vai na rua do comércio comprar algo pra você. Mas nada de comprar amuletos pagãos,  é o que mais vendem na rua do comércio.

— Que isso, tio. Não sou idolatra não.  

— Você não vai voltar no palácio mais não,  não é? 

— Não, eu quero poder me casar, tio.  Se eu perder minha pureza com o rei, ainda que contra a minha vontade, quem vai me desposar? 

— Entende agora porque quando você chegou eu disse "Vasti"? Sua beleza,  encantou até mesmo o rei.  

— Ah, entendi. 

— A beleza às vezes pode ser perigosa, Elisabete. É uma pena sabe, uma camponesa como você, ia se dar bem lá na Pérsia, a terra das flores, jardins... Sabe que a rainha da Pérsia é filha do rei Joaquim de Judá? 

— É mesmo?

— É a princesa de Judá, Joaquina, conheci ela, conheço a família real de Judá, são pessoas muito boas. Por falar na realeza, olha quem chegou. 

Era Zorobabel, que chegou com um sorriso, como sempre.  

— Shalom,  príncipe Zorobabel. Essa é minha sobrinha que falei que viria para cá; Elisabete.

O casal sorriu para outro, encantados um com o outro.

                         ***

Nidama, não conseguia esquecer de Elisabete, afinal a jovem esteve no momento mais importante de sua vida, o nascimento de Vasti. Por ela, a camponesa continuava trabalhando no palácio. E era exatamente o que a princesa dizia a jovem.

— Meu tio disse que eu não preciso me preocupar, ele é um excelente marceneiro. Mas eu faço questão de ajudar, encontrarei um emprego.

O rei Belsazar entrou no aposentos, e até gostou de ver que a jovem que tanto desejava ainda estava por ali,  não ia demorar muito, e ele a possuiria.  

— O que essa judia faz aqui?

— Ela foi essencial o parto de Vasti, eu gosto dela, ela veio a meu convite.

Belsazar meneou a cabeça. — Depois não reclame do que acontecer. Sabe que se eu desejo uma mulher, eu a tenho.

O rei saiu do quarto,  e Elisabete se levantou, para ir embora. — Vai escurecer, é melhor eu ir embora, ou meu tio, ficará preocupado.

— Já percebi que não se sente a vontade vindo aqui, tudo bem, quando eu for visitar Ashira e sua família farei questão de vê-la.

— Nunca pensei que eu ia ser próxima de uma princesa, a senhora tem sido muito boa comigo.

A princesa da Babilônia, sorriu: — Sabe que gosto demais de você, Elisabete. Sou muito grata por você ter me ajudado a trazer minha filha ao mundo.

                        ***

Ainda nervosa por ter encontrado Belsazar, Elisabete foi até a oficina da casa do tio. Encontrou Zorobabel lá.

— Shalom Elisabete.

— Shalom, príncipe. Ainda está aqui?— perguntou, pois já havia escurecido.

— Eu gosto, aprendi a fazer muita coisa com madeira, graças ao seu tio marceneiro.  Eu estava lendo umas escrituras antigas, e descobri como o Templo de Salomão, era... Meu avô Joaquim,  também me falou como era. Então, eu fiz uma maquete do Templo.

O príncipe retirou o pano que cobria de cima, deixado Elisabete impressionada. — Zorobabel, ficou lindo! Meus parabéns!

— Meu avô e Daniel disseram que ficou muito parecido. 

— Uma pena que o Templo tenha sido destruído... — lamentou ela. — Não imaginava que fosse tão bonito assim!

— Também ele foi construído pelo rei Salomão, filho de Davi, um dos Reis mais ricos que Israel já teve. Rico e sábio. 

— É mesmo muito triste o que aconteceu com nosso povo, ser exilado... Isso faz com que a gente se esqueça de quem realmente somos. Num lugar de culturas tão diferentes, em meio aos pagãos.

—  Não fique triste, Judá vai voltar  a ser habitada. O exílio terá fim! O ungido do senhor irá nos libertar.

— E quem será esse libertador, um judeu?

— Não, será um estrangeiro, um homem muito poderoso, o rei Ciro da Pérsia.

— Como pode ter tanta certeza disso, príncipe Zorobabel? A Babilônia parece invencível com essas grandes muralhas. 

Zorobabel riu.  —  As de Jericó também diziam que eram invencíveis.  Conhece essa história?

— Sim, conheço. Meus pais, principalmente minha mãe contava as histórias de nosso povo. — confirmou a jovem. — A conquista de Josué e os hebreus, pela terra prometida, era uma das quais ela contava.

— Então sabe que Ele é capaz de derrubar qualquer muralha, por maior que seja. Uma profecia do profeta Isaías, já falava sobre Ciro. Um profeta que viveu na época do exílio de Israel.

— Mais de cem anos atrás?

— Sim, Deus está no comando de tudo. Tudo o que acontece, e para os desígnios de Deus.

— Você tem muita confiança em Deus. E eu tenho que melhorar isso, fortalecer minha fé. — reconheceu Elisabete.

— Muitos estão fracos em sua fé, já estavam mesmo vivendo em Judá, Jerusalém estava mergulhada na idolatria, por isso foi preciso que o exílio acontecesse. Eu, meu amigo levita Josué, e meu tio Nedabias, conversando sobre isso, tivemos uma ideia. Faz muito tempo que não fazemos uma festa hebraica. Na época do rei Nabucodonosor fazíamos. 

— Eu mesmo nunca participei da uma. Seria maravilhoso.

                          ***

Algumas luas depois...

Elisabete e Zorobabel se tornaram grandes amigos, ao lado dele, e de Nedabias e Josué, a moça passou a crer mais em Deus.

— Hoje eu vou fazer o pedido ao rei. — comentou o príncipe com Elisabete, caminhando na rua do comércio.  — Para fazermos uma festa.

— Não sei, não... Rei Belsazar é severo... Será que ele vai permitir?

— A gente só vai saber se tentar. — respondeu. Zorobabel estava confiante. — Vou agora mesmo. 

Nedabias e Josué se aproximaram de ambos.

— Se vocês vão falar com aquele tirano, eu vou também. — começou Nebabias.

— Não, Nedabias.— negou. — Você fica.

— Está bem, mas vou esperar na porta do palácio, e se demorarem muito, e vou entrar. Não confio em Belsazar.

— Vou esperar por eles, com você Nedabias. — Elisabete falou tão decidida, que eles nem argumentaram com ela.

                   ***

— Não acho uma boa ideia. — falou Belsazar, entediado.

Para ele, governar era entediante, na maior parte do tempo, ele gostava mesmo era de condenar a morte, e muita vezes aplicar a pena, ele mesmo. Ignorava o código de Hamurabi, muitas vezes, e o gostava mesmo era de ostentar, dar grandes banquetes. 

— Porque não? — perguntou Zorobabel.

— Meu pai, está há anos sem aparecer na Babilônia, todos estão revoltados, não podemos fazer as festividades a Marduk, e outros deuses babilônicos,  por causa da ausência do rei Nabonido. O que os sacerdotes não vou achar se ver os cativos festejando a sua divindade, enquanto nós caldeus não podemos festejar aos nossos deuses?

— Então a resposta é não, entendi. Tem mais uma coisa...

— Fale.

— Os impostos, soberano, estão altos demais para os cativos, praticamente impossível de pagar.

— Príncipe de Judá, sua família até onde sei, desde o tempo de Evil-Merodaque recebe pensão vitalícia, Nabonido renovou essa lei, vivem praticamente num palacete aqui do lado, como pode reclamar de impostos, se não os paga?

— Sou príncipe de Judá, e me preocupo com o meu povo. Os cativos...

— Como se chama? — o regente perguntou ao jovem levita, interrompendo Zorobabel.

— Sou Josué, levita Josué. Serei sumo sacerdote, como meu pai Josadaque.

— Entendi tudo, é você que coloca essas ideias na cabeça de Zorobabel.

— Não, Josué não tem nada haver com isso. — Zorobabel falou, rapidamente. — Eu apenas reconheço que o povo está distante de Deus.  Já estamos distantes de nossa terra,  se permanecemos distantes do nosso Deus, o que será de nós?  Um povo não pode perder sua identidade nem mesmo no exílio.

— Um belo discurso, mas não gosto que digam o que tenho que fazer.  Prendam os dois!  

— Isso é uma injustiça. — indignou-se o príncipe.

— Me acha injusto, principezinho sem reino? Pois ainda não viu nada! Levem-nos para as masmorras. — ordenou Belsazar aos soldados, que obedeceram imediatamente prendendo o príncipe Zorobabel e o levita Josué.


***




Notas Finais


Belsazar prendeu Zorobabel e Josué 😱 Como eu disse lá em cima eu vou terminar essas estórias que tanto amo, eu só preciso de um tempo para consegui organizar minhas ideias,
escrever bons finais, e comentem, a opinião dos leitores sempre ajuda muito!!                     


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...