História A Herança Fatal ( Camren ) - Capítulo 27


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Visualizações 77
Palavras 1.222
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: LGBT, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - 27 - capítulo


Desceram as escadas. Camila ainda cambaleava, mas já conseguia andar sem as pernas dobrarem. Foi bem mais fácil trazê-la de volta. Ajudou-a sentar numa poltrona e foi à cozinha. A sopa já estava cozida. Passou-a no liquidificador. Camila devia estar muito tempo sem comer nada sólido e o estômago não iria agüentar nada que não fosse cremoso. Colocou o creme em uma tigela e voltou à sala. A latina cochilava com a cabeça no encosto da poltrona.


Helen puxou outra poltrona para perto de Camila e sentou com a tigela nas mãos.


 -- Camila. . . – chamou.


 Ela abriu os olhos, sonolenta.


 -- Hummm. . .


 -- Tome a sopa, Você está fraca e precisa alimentar-se.


 -- Não quero nada. . . – resmungou, fechando os olhos.


 -- Se não comer, vou levá-la para o hospital.


 Ela abriu os olhos, com ar receoso.


 -- Não. . . hospital, não. . .


 -- Então , coma!


 Levou a colher aos lábios dela, depois de soprar. Camila engoliu o creme, automaticamente. Helen repetiu a operação até o creme acabar. Sorriu, satisfeita. Ela conseguira comer!


Levou a tigela para a cozinha, lavou-a e voltou à sala. Camila voltara a cochilar.


Helen pegou um lençol e estendeu no sofá. Apanhou uma almofada macia forrada de tecido e colocou-a no canto do sofá. E foi até Camila, sacudindo-a levemente. Ela abriu os olhos, com expressão sonolenta.


 -- Que é? . . .


 -- Vá para o sofá dormir.


 -- Não. . . está bom aqui. . .


 -- Não, levante-se, Camila! Precisa estender o corpo!


 Puxou-a pelos braços. A latina ergueu-se trôpega e jogou-se no sofá. Fechou os olhos, adormecendo logo.


Helen cobriu-a com um cobertor e alisou os cabelos castanhos e revoltos. Ficou um bom tempo olhando-a dormir, pensando como a amava. Depois, juntou duas poltronas, forrou-as com um lençol e deitou-se. Custou a dormir, mas o sono finalmente chegou.


 Acordou bem cedo e tomou um banho, vestindo a mesma roupa, com exceção da calcinha, que havia trazido em quantidade suficiente. Desceu para a cozinha e vasculhou a despensa. Encontrou cereais diversos e enlatados, mas optou em fazer um mingau de aveia para Camila, suco de laranja e torradas. Voltou à sala com a bandeja e colocou-a sobre a mesinha de centro. Aproximou-se da ruiva e a sacudiu de leve.


Camila acordou sobressaltada, sentando-se e dando um grito. Helen a segurou pelos ombros, tentando acalmá-la.


 -- Calma! Está tudo bem, Camila. . . – Disse, suavemente.


 Camila a fitou confusa. Estava agora lúcida. O efeito da bebida havia passado e a sopa que havia tomado a fortalecera.


 -- Helen! O que está fazendo aqui?!


 Helen sorriu com um certo receio. No dia anterior ela parecia uma criança, mas agora estava em seu perfeito juízo. Nunca a tratara mais que com uma distante cortesia. Não a trataria com frieza e indignação, achando que invadira a privacidade dela?


 -- O chefe de polícia, Phil Scott, telefonou para a Jauregui Corporation e eu o atendi. Ele pediu que alguém viesse aqui para ajudá-la, pois havia vindo aqui duas vezes e percebeu que você precisava de ajuda. Como você. . . a senhorita não tem parentes que eu conheça, resolvi eu mesma vir. E aqui estou.


Dulce olhou-a surpresa. Helen viera de New York até ali para ajudá-la! Não tinha nenhum tipo de intimidade com ela, nenhum vínculo além do profissional. Será que tinha sido  mandada por alguém da Jauregui Corporation? Quem?


 -- Quem a mandou aqui?


 Ela a fitou desajeitada.


 -- Ninguém. Vim por minha conta. Fiquei preocupada com o pedido de Phil Scott, pois ele falou que você estava sozinha aqui e muito abalada com a morte  da Senhorita Lauren. E não me arrependo. Você estava aí jogada no sofá, sem comer, bebendo há vários dias.


 Camila olhou para si mesma. Notou que estava com um roupão azul. Lembrava-se vagamente que estava com outra roupa. Olhou para Helen, confusa.


 -- Você trocou minha roupa?


 Ela sorriu encabulada.


 -- Sim. E dei-lhe um banho. Você estava precisando. Depois a fiz tomar uma sopa e dormir.


 Camila ficou vermelha. Helen, praticamente uma estranha, a vira despida e lhe dera banho! Devia ter precisado mesmo, pois em sua bebedeira já fazia dois dias que não tomava banho. Que vergonha! Olhou-a, tentando disfarçar o que sentia.


 -- Obrigada, Helen. . . não sei porque se deu ao trabalho de preocupar-se comigo. Não temos um conhecimento muito. . . estreito.


 -- Desculpe-me ter vindo sem ser chamada por você. Deve estar pensando que vim devassar sua privacidade. Mas foi apenas um gesto de ajuda.


 Camila a fitou com gratidão.


 -- Não se desculpe. Eu lhe agradeço. Mas não sei se vale à pena preocupar-se comigo. Suas funções em relação à mim terminaram. Não trabalho mais na Jauregui Corporation. Não sou mais assistente de ninguém – Disse amargamente.


 -- Não estou aqui profissionalmente. Pedi dois dias de licença para vir  até aqui – Disse, desviando os olhos dos de Camila.


 -- Por quê? Por que está fazendo isso, Helen?


 Ela olhou-a com um sorriso tímido.


 -- Porque você é uma pessoa legal, Camila. Gosto de você. Sempre foi muito gentil comigo.


 Camila continuava sem entender. O motivo era tão pequeno para o muito que ela estava fazendo! Tirar dois dias de licença para vir ficar com ela! Isso as pessoas só faziam por parentes ou amigos especiais! Mas Helen fizera isso por ela! Não entendia, nem queria entender. Era reconfortante saber que alguém se preocupava com ela, ainda. Sozinha, com seus lúgubres pensamentos, só estava se destruindo.


 Ergueu-se e deu um leve sorriso.


 -- Não se justifique mais. É bom tê-la aqui, Helen. Agora vou tomar um banho e vestir-me.


 Helen indicou a bandeja.


 -- Coma o desejum que fiz. Precisa alimentar-se.


 -- Depois do banho.


 Camila subiu escadas e sumiu de suas vistas. Helen suspirou, aliviada. Ainda bem que ela não insistira em saber o motivo que a levara até ali. Quase não resistira em dizer que estava ali porque ficara preocupada, morrendo de saudades e sofrendo por ela.


 Ainda bem que Camila não estava lendo os jornais. As insinuações de que ela mantinha uma relação homossexual com Lauren estava em todos eles. As suspeitas se fundamentavam em perguntas, como:


 Por que a rica herdeira se ligara tanto à Camila Cabello, à ponto de nomeá-la para um alto cargo na empresa, preterindo pessoas mais qualificadas?


 

Por que Lauren havia saído da casa da família e fora morar com Camila no apartamento da Quinta Avenida?


 

Por que elas foram passar sozinhas aquele fim de semana no rancho?


 

Por que a família de Lauren odiava Camila, tendo declarado que ela era uma mulher vulgar?


 

Por que Camila havia sido expressamente proibida de comparecer ao sepultamento de Lauren?


 

E finalmente, por que Camila estava tão abalada com a morte de Lauren,   a ponto de isolar-se de todos? Seria natural ela ficar triste, mas o comportamento dela era de quem perdeu a pessoa que mais amava no mundo.


 

Pobre Camila! O escândalo a atingira. Dava razão à ela em ter-se refugiado ali, sem querer ver ninguém. Devia estar sofrendo muito a perda de Lauren. Devia tê-la amado muito, para ficar tão abalada.


 E ela própria? Estava apaixonada por Camila. Aqueles dias sem vê-la, sabendo-a passando por tudo aquilo a angustiara. Queria vê-la, ajudá-la. Mesmo sabendo que ela estava sofrendo por Lauren. Não esperava nada da latina. Sabia que Camila não tinha interesse nenhum por ela. Mas a amava assim mesmo, sem esperanças. Bastava vê-la, estar com ela.


Notas Finais


E Ai Amores, Vcs Acham Que A Lauren Morreu Mesmo? Ou Tudo Não Passa De Um Plano? Dêem Sua Opinião.


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