História A Herdeira - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxa, Bruxaria, Caçadores, Lobisomem, Romance, Vampiros
Visualizações 5
Palavras 2.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente! Voltei!! Toda sexta como o prometido S2

Capítulo 10 - Mergulhando, cada vez mais fundo...


Fanfic / Fanfiction A Herdeira - Capítulo 10 - Mergulhando, cada vez mais fundo...

Abri meus olhos lentamente, não estava em casa, olhei em volta e era a casa de Ivan.

-Oi. -Ele estava do meu lado, percebi que estava deitada no colchão.

-Oi... Como eu vim parar aqui? -Minhas pernas estavam doloridas e minha cabeça ardendo.

-Sabia que isso ia acontecer, eu não devia ter deixado você voltar. -Ele se levantou em direção a cozinha.

-Eu posso estar mais pra lá do que pra cá mas mesmo assim ainda tenho noção que você não manda em mim e eu vou pra onde eu quero. -Ele encostou na pia, ouvi colocar algo numa xícara, pelo cheiro era café.

-Não desse jeito Elie, eu devia ter te explicado melhor, é perigoso pra sua família, trouxe suas roupas, acho que seria bom se ficasse aqui, enquanto tento contatar Lucinda pra abrir a passagem. -Ele voltou e me deu a xícara, tomei um pouco.

-Minha família... Dante? Onde ele está? Ele está bem? -As lembranças da última noite começaram a voltar.

-Ele está bem, conseguiu fugir quando eu quebrei sua perna. Me desculpe.

-Não, fez certo, teria matado ele se não tivesse me parado.

-Não por isso... Desculpe por ter te dado meu sangue. -Ele abaixou a cabeça.

-O que tem de mais?

-Dependência.

-Hm... Eu acabei de falar que você não manda em mim.

-Não, Elizabeth, é um vínculo, você pode ser grossa comigo, dar meu sangue causa uma ligação... É complicado.

-Bem, não deve durar pra sempre certo? Não preciso me preocupar... Certo?

-Não, uns dois dias no máximo. -Ele sentiu do meu lado.

-Você fez parecer muito pior, é coisa boba. -Ele sorriu, passou a mão no meu joelho e olhou nos meus olhos, também pensei a mesma coisa, banho. Logo que entrei no banheiro de Ivan, tinha um espelho enorme atrás da porta, parei pra me olhar por um tempo, antes eu costumava reclamar das coxas grossas ou do cabelo ressecado, hoje eu olhei com medo de não me reconhecer mais.

Foi rápido, só passei um sabão, não gosto de ficar no chuveiro, gastando água, eu me troquei no quarto de cima, encarando a porta do outro quarto imaginando o que teria ali, assim que meu casaco rosa me cobriu até o quadril, Ivan apareceu subiu as escadas.

-Parece que vamos ser colegas de quarto por um tempo. -Eu virei e ele tentou esboçar um sorriso

-o que aconteceu?

-Edith te ligou, eu atendi.

-O que disse? -Fiquei apreensiva

-Ela perguntou onde você estava, disse que estamos na minha casa e que vamos assistir um filme.

-Ela caiu?

-Sim, pareceu meio desconfiada, ligue pra ela depois.

-E Dante? Notícias dele?

-Hm... Sim e não. -Ele estava começando a me irritar.

-Diga de uma vez!

-Ele está vivo, sabemos disso, mas ainda não deu notícias, não tentou ligar, não voltou pra casa, porque Edith estava conversando normalmente, o que quer dizer que ela não sabe de nada.

-Ele sabe de mim Ivan, ou pelo menos desconfia, acho que sei aonde ir.

-Se for pra balada pode desistir, ele não foi lá. -Droga, esse é sempre o primeiro lugar pra onde ele corre, tentei pensar em outros lugares, mas eu não conhecia muitos lugares que ele gostaria de ir após ser atacado pela própria irmã.

-Vou tentar ligar pra ele. -Peguei o celular.

-É uma boa ideia.

-Eu sou cheia de boas ideias se depender de você. -Sorri. Liguei uma, duas três, na quarta vez fiquei com raiva, guardei o celular no bolso.

-É, será que algum filme bobo ajuda? -Falei suspirando, eu quero relaxar, é um processo grande de mais e não consigo nem pensar.

-Acho que tenho algo melhor que um filme. – Ele saiu andando e fui atrás dele, entramos na garagem, abriu a porta de metal que dava para um grande matagal, olhou pra mim, e correu, fui atrás dele como se uma corda me puxasse pela cintura. Ele me levou até um morro, era muito alto e tinha uma cabana de madeira escura no topo.

-Não vou entrar ali. -Cruzei os braços quando paramos.

-Que bom que não se interessou, não vamos pra lá mesmo. -Ele sorriu e se virou pro lado oposto.

-Você adoro se meter no meio de florestas né? -Entramos, por entre plantas, flores e borboletas. Eu consegui ouvir um barulho de água corrente, Ivan desabotoou a camiseta e tirou os sapatos, deixando pelo caminho, e pulou da beirada do alto que estávamos. Meus pés não tinham intenções de parar... E cai atrás dele, a queda foi longa como um suspiro pesado, senti meu corpo consumido pela água, meu cabelo subir e meus pés afundarem, senti um par de mãos me puxarem pra cima, quando consegui respirar de novo abri os olhos, Ivan estava na minha frente, segurando minhas mãos, enquanto água escorria do seu cabelo molhado, o jeito como me olhava, parecia apreensivo.

-Do que você tem medo? -Sussurrei enquanto mechai os pés e sentia a água bater no meu queixo.

-Não tenho medo de nada. -Ele sussurrou de volta. Soltei suas mãos, me afastei e mergulhei, fundo até sentir meu pulmão apertar, quando achei que ia me faltar oxigênio, simplesmente não aconteceu nada, toquei as pedras do fundo com minhas mãos, virei e sentei, meu corpo não sentia pressão pra subir, deitei, olhando pra cima, Ivan desceu até mim, olhou pra mim e olhou pra cima, eu neguei com a cabeça e sai dali, nadando pra frente, era uma sensação maravilhosa, sentir a água me abraçar, vi um buraco no fundo, resolvi entrar, levou até uma caverna submersa, sentei na margem e joguei meus cabelos pra trás.

-Eu tenho um pouco de medo... De você ir embora e tudo colapsar no jardim de baixo... -Ele sussurrou se sentando do meu lado. Fiquei em silêncio, não queria negar, existe uma possibilidade de eu não ir.

-Não é culpa sua eu ser o que sou... -Encostei minha cabeça no ombro dele. -Não sei se acha isso, mas iria achar, só queria dizer que eu estou feliz de você me proteger, está no meu sangue, iria acontecer de qualquer jeito.

-Obrigado. -Ele falou tão baixo, quase não escutei. -Logo logo você não vai precisar que eu te proteja, vai me mandar embora. -Levantei a cabeça

-Mesmo se eu não precisar, ainda vou querer você por perto. -Ele me olhou, e sorriu. Ivan me cativou tão rápido, ele é divertido, cuidadoso e gentil, não sei de devia, mas confio nele. -Obrigado por me trazer aqui. -Sorri.

-Sabia que ia gostar, você pareceu gostar do rio que eu te levei da última vez. -Gelei ao lembrar que morri lá, mas apertei meu pulso, estou viva agora, isso que importa.

-Eu gosto de água. Aqui é muito bom, mas, eu preciso achar Dante, conversar e explicar as coisas pra ele.

-Entendo... Vamos embora, quando se secar a gente pode sair pela cidade e procurar ele.

Ele se levantou e entrou na água, fui seguindo ele, não parecia ter passado mais que uma hora, entrei no carro com o cabelo molhado, Ivan nem ligava. Assim que chegamos corri pro banheiro e tomei banho, sai e meu colega de quarto também foi, eu estava olhando as plantas na pia, quando ele saiu segurando a toalha.

-O que está fazendo? -Ele franziu o cenho.

-Estou olhando as plantas. Você sempre vai desfilar esse abdômen por aí? -Levantei uma sobrancelha.

-É um dos motivos de você gostar de mim. -Ele riu e entrou no quarto com a porta que fica sempre trancada, consegui espiar por baixo das pernas dele quando entrou, tinha o que parecia ser os pés de um guarda roupa e duas mochilas no chão.

-Espiar é crime. -Ele falou quando a porta fechou. E meu telefone tocou, era Dante.

-Oi, Oi, eu já ia sair pra te procurar... Dante me desculpe mesmo...

-Estou pronto pra respostas, estou em casa, pode trazer o jardineiro. -E desligou o telefone. Fiquei encarando a tela desorientada, não sabia o que iria dizer a ele, não sabia por onde começar.

-Vamos? -Ivan saiu do quarto com uma calça jeans e uma blusa branca.

-Vamos. -Entramos no carro e partimos em direção a minha casa.

Já era noite quando toquei na porta, passei a mão por ela com medo de tocar, medo de olhar pra Dante novamente e ataca-lo, medo de caso não aconteça, o que iria dizer a ele?

-Não precisa bater. -Ivan segurou minha mão e me levou até o jardim. Pulou pelo muro e entramos na casa, passamos pelo jardim, percebi que só se sabe que sua casa tem cheiro quando se passa um tempo longe, pareciam meses, e foi tão pouco tempo... Ivan passou pela porta na minha frente logo que entrei vi Dante sentando no sofá, com a calça jeans escura, uma blusa preta e jaqueta jeans clara, com as mãos juntas, os cotovelos apoiados no joelhos, o rosto, parecia tão assustado, me olhava como se fosse chorar a qualquer momento. Dei uma paço forte em sua direção, ia abraça-lo mas ele se recolheu, fiquei quieta e sentei na sua frente.

-Tudo bem, não tem problema, ainda sou eu. -Falei e toquei sua mão, ele puxou e se levantou imediatamente.

-O QUE É VOCÊ? -Ivan cruzou os braços.

-Calma, Dante... -Levantei e fui atrás dele.

-Eu não quero me acalmar! Elizabeth eu dormi com você em um dia e quase fui morto no outro!

-É complicado, me escuta, pergunte qualquer coisa e eu vou responder. -Fiquei as costas dele.

-Não toca em mim. -Ele se afastou. -O que aconteceu com você? Porque me atacou?

-Eu... Ouvi seu coração bater. -Ele parecia tão confuso.

-Somos vampiros. -Ivan falou do outro lado da sala. Dante sorriu confuso.

-O que? -Eu suspirei, não queria contar assim. -Elizabeth, você acredita nisso? Esta louca!

-Eu mostro. -Ivan falou grosso, olhei pra trás, ele mostrou a gengiva extremamente vermelha, os olhos ficaram negros, e as pressas longas e afiadas. Dante tomou um susto, só não caiu porque eu o segurei.

-Chega! -Ivan voltou ao normal, Dante tremia confuso.

-Meu Deus! Sai da minha casa! -Ele falava para Ivan.

-Dante... -Segurei sua mão.

-AGORA! -Ele gritou na minha cara, eu o soltei e me afastei.

-Sabe meu telefone. -E corri dali, sentia Ivan vindo atrás de mim, ele me ultrapassou e ficou na minha frente, me fazendo parar perto do rio onde me transformei. Desabrigados a chorar, cai no chão e lá fiquei, sentada abraçando meus joelhos, sem idéia do que fazer agora, não posso contar a Edith e Sebastian, não posso por eles em perigo, Dante está com medo, não tenho ninguém.

-Você devia ter medo se ele não reagisse assim... -Ivan falou sentando atrás de mim, usando minhas costas como apoio pras costas dele.

-Isso não é a melhor coisa a dizer agora. -Falei com raiva.

-Eu sei, mas é a verdade, dá um tempo, as coisas tendem a se arrumar sozinhas. -Ele virou e me abraçou. -Parece ridículo agora, mas vai dar tudo certo.

-Vamos pro jardim de baixo. -Falei numa decisão brusca, eu sabia que iria, mas quero ir rápido agora.

-Vou falar com Lucinda. -Segurei o braço dele.

-Não era daquele jeito que eu queria falar Ivan, se eu tivesse falado mais calmo talvez ele não tivesse ficado tão assustado. -No fundo eu sabia que não era verdade, não tem jeito bom de falar “Oi irmãozinho, advinha só? Agora eu sou uma vampira, cuidado pra eu não te matar viu” e terminar em gargalhadas.

-Desculpe, não vou mais me meter nos seus assuntos, não tinha o direito de roubar seu lugar de fala.

-Só não faz mais isso.

-Tudo bem. -Ele beijou meu ombro e se levantou.

-Vamos pra sua casa? Eu não estou com sono, só um pouco cansada.

-Eu tenho filmes, livros, tem uma banheira, pode fazer o que quiser, se quiser beber. -Ele sorriu.

-Talvez eu queira ficar de porre mesmo. -Sorri. -Só quero descansar, esquecer de tudo.

-Vamos. -Ele segurou minha mão e fomos até o carro. Apoiei meus pés no porta luvas, encostei a cabeça no vidro, ouvindo a rádio tocando “The night se met”, olhei pra Ivan e perguntei:

-Porque você gosta tanto de plantas? -Falei baixinho. Ele sorriu.

-Quando eu era criança, meus pais eram donos de uma fazenda pequena, meu pai cuidava dos animais, minha mãe da colheita, eu e meu irmão ficávamos dividindo, ele arrumava a casa e eu cuidava da pequena horta e do jardim.

-Você tem irmão? Que legal, qual o nome dele?

-Era Allgusto... -Ele puxou o ar forte

-O que aconteceu? Ivan?

-É uma longa história...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...