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História A Herdeira - Capítulo 4


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Notas do Autor


oi, eu voltei, aparentemente.

Capítulo 4 - Gabriel


Fanfic / Fanfiction A Herdeira - Capítulo 4 - Gabriel

Eu vou vingar a tia Maria, nem que seja a última coisa que eu faça.

 

Dia 4 - 1885

 

Nathanel hospedou a tia em sua casa noite passada, após serem banidos a bolachadas pelo Barão. Capenga, ainda curando-se, disposto a não abandonar a tia naquele momento, arruma, as pressas, sua bolsa de viagem. Encaminha-se, pendurando a mala nas costas, à sala de estar onde sua família, coadunada, conversava. 

- Pretendo seguir com ela ao Rio de Janeiro. - Pronunciou indicando tia Maria. Como ele já estava destinado a seguir com o plano de vingança, não fez jus a possíveis julgamentos da família. Apenas decidiu, usando como pretexto o estado emocional dela. - Ela está abalada, eu ficarei alguns dias, logo voltarei.

Seu pai contente e orgulhoso de sua criação, apertou a mão do jovem garoto e lhe proferiu palavras carinhosas de apoio. O pai agora sabia que seu filho havia crescido, e que já estava tomando decisões sozinho.

- … Vá com Deus meu filho.

Por mais que sua mãe estivesse com a feição da hora da morte, discordando totalmente da decisão do pai, permaneceu calada. Aquele momento agonizante dentre beijos e abraços de despedida, nunca foram suficientes pra ela, e Nathanael sabia disso. Portanto, tentou ser o mais breve possível. 

- Eu vou ficar bem, mamãe. Não quero que se preocupe tanto com seu filho. - Aquele olhar. Ele lançara um olhar caridoso para a mãe. 

Ela tinha um pressentimento ruim. Ela não precisou nem lembrá-lo do que decorria dias atrás na casa do Barão, pois ele já compreendera tudo com a olhada ranzinza dela.

- Eu não te criei pra ser chacota dos outros, Nathanael Marquez. - Diz inconformada.

- Mãe, não é justo com a tia.

- Eu não posso imaginar a dor que ela está sentindo agora, mas você não pode abandonar sua família, porque uma senhora fadada a depressão precisa de consolo. E os nossos negócios?

- Eu já tomei minha decisão.  - Nathanael não se surpreenderia com o desprezo da mãe por outras pessoas. Na verdade, ele não tem conhecimento da razão que a fez ficar assim.

Então, sem olhar para trás amparou tia Maria a erigir na cupê e logo depois também embarcou. Embora tenha seus 19 anos, quando precisa zelar por algo, costuma passar por cima de qualquer cadáver.  

Foi difícil arrumar assunto com tia durante o percurso, uma vez que ela tinha escutado todo o drama da mãe. Ela permanecia calada, e quando ele achava que ela diria algo para se distraírem, abria a boca apenas para pedir comida e água. 

O garoto nunca tinha se sentido tão inseguro assim, é praxe ser totalmente cheio de si. Ele observava e não enxergava o cenário verde enfadonho, seus pensamentos estavam ingeridos por seus monstros interiores.

Logo, Nathanael nem reparou que ficaram 5 horas na estrada.

 

- Bom, esta é minha casa. - Abriu-se a porta, tia Maria adentrou seu lar e sem cerimônia jogou a chave em uma cômoda ao seu lado - Tem um quarto no meio do corredor, você pode dormir lá. 

Nathanael entrou na casa, logo depois dela, olhando ao redor, encantado, apesar de ser uma casa pequena, é organizada e quentinha. 

- Agora me diga rapaz, o que te fez querer vir até aqui comigo? 

- Eu não pude deixar uma bela senhora como você, viajar sozinha com aquele condutor. Ele não me agradou, pois eu vi em seu rosto que tinha intenções maliciosas.

- Na verdade, eu não reparei nisso, porque ele só me dirigiu a palavra para dizer, boa tarde.

- Mas, no século em que vivemos, quem que te diz boa tarde sem ter segundas intenções. - Ele tem um sorriso devasso agora. 

- Acho que você tem segundas intenções. - A senhora olhava-o incansavelmente.

Por um momento, o sorriso que Nathanael possuía no rosto se esvaziara. Ele estava confuso, e por isso enruga o rosto.

- Não, eu… - Ele encara o chão, corado.

- Entendi, você veio até aqui para me ajudar a me vingar.

- Certamente !? - Se estava confuso, apenas ficou ainda mais.

- Você precisa entender algo sobre as mulheres: quando estão quietas, ou estão planejando sua morte, ou a morte de quem as vez mal. - Ela se acomoda sutilmente no sofá, a frente dele. - Eu conheço alguns homens, que ajudavam meu marido a proteger nossa fortuna. - Ela respirou fundo e soltou calmamente, cerrou os dentes com raiva - Que aquele urubu roubou. 

Nathanael pode sentir a angústia e a melancolia que a tia transmitia, com a mão fortemente apertada, ela olhava a janela, atrás do sofá. Ele também viu uma lágrima escorrer no rosto dela, contornando sua bochecha, até o maxilar, donde foi enxugada por ela com os dedos. Ele não imagina que nos pensamentos da tia, um caos parecia insuperável, ela sentia raiva, saudades e acima de tudo, tristeza. 

Quando ela voltara seus olhos para o garoto, que estava parado em pé no meio da sala, inanimado, no seu rosto a expressão dela mudou completamente.

- Com o pouco dinheiro que me resta, vou recontratar Gabriel.

Antes que Nathanael previsse quem seria o sujeito pelo elã da tia, ela continuou: 

- Um dos homens, o melhor entre eles...

 


Notas Finais


então, até a próxima pessoal


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