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História A Híbrida Suprema - Jacob Black - Capítulo 12


Escrita por: YoritciTree

Notas do Autor


Boa leitura, desculpem os erros
e a demora....

Capítulo 12 - XII- Reencontro inesperado Parte 1


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As lembranças daquela época... 

fazem meu peito doer até hoje..

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Vitória Lilian D'Ark P.O.V

Depois da viagem cansativa de La Push a Port Angeles, Alan me mandou ir sozinha para Sequim, cidade vizinha de Port Angeles. Ele disse que recebeu informações de que uma vampira com as características de Victória estaria em algum lugar na floresta.

Bem, depois de 20 minutos cheguei na cidade e fui falar com os informantes que eram almas penadas. Sim, almas penadas! Eles estão aqui nessa floresta, pois foram mortos aqui, cada um tem seu próprio motivo que ainda o prende a esse mundo. Aquele malandro do Alan, com almas penadas como essas, ele têm olhos em todos os lugares. Entrei na floresta densa e toda cheia de lama, tinha acabado de chover. 

-Merda! Olha meus lindos tênis brancos…- que vontade de chorar, meus tênis limpinhos e novos já marrons e molhados.

-изваждането им може да е върховно добро. (tirá-los talvez seria bom suprema.) -A alma penada fala  todo estranho, como todas, mas eu compreendo.

- É, eles não têm mais jeito, mas prefiro ficar com eles do que pisar em um inseto nojento!- digo tentando subir um barranco agarrando em algumas raízes.

 Por maldição do destino, meu pé escorrega e cai na terra lamacenta. Levanto toda suja e continuo andando tentando ignorar as 5 almas penadas rindo atrás de mim. 

Além de suja e fedida, essa maldita floresta está cheia de insetos! 

-Eu te fiz alguma coisa, ó Grande Espírito Guerreiro das Florestas?!- Levanto os braços para cima e no mesmo instante uma gota cai em meu rosto, seguida de uma chuva pesada que se formou do nada.- A seu maldito não aguenta 3 minutos de porrada  comigo! Seu merda!!- Na mesma hora um raio caiu em uma árvore em cima de mim.- AAA SEU MERDA VEM AQUI ARTHURIO!!- Grito já correndo. 

Caí mais umas duas vezes na corrida e pude ouvir entre as risadas das almas penadas a risada familiar de Arthurio. Maldito seja! 

Corri entre as árvores com raios caindo em cima de mim toda hora. Encontrei uma casa abandonada mais a frente e resolvi me esconder lá dentro. As almas entraram pelas paredes e os raios lá fora pararam. Olhei ao redor, a casa tinha somente um único cômodo, toda acabada. O cheiro de algo podre me fez torcer o nariz.

-Acho que achei o seu esconderijo…- ando devagar até o chão fazer um barulho diferente, de madeira podre e um vão abaixo. 

Enfiei a mão entre as madeiras e tirei o pedaço de madeira facilmente do chão, mais duas madeiras e já pude ver nitidamente dois corpos, um aparentava estar ali a vários dias, o outro parecia recente. Coloquei uma luva de frio que estava no meu casaco, mesmo molhada serviria para algo. 

Toquei na mão do cadáver mais novo e percebi que seus dedos ainda tinham um pouco de mobilidade.

-Não tem 24h que morreu… Ela ainda deve estar por aqui.- conclui.

-е човекът, когото видяхме с червенокосия вампир вчера.(é o cara que vimos com a vampira ruiva ontem.)- uma alma fala.

- Humanos, não importa qual seja a era, sempre caem na conversa das vampiras. Acompanham a bela moça até a floresta e por sua idiotice acabam em uma vala rasa.- Digo as almas enquanto coloco as madeiras no mesmo lugar. 

- Digo o mesmo, humana idiota, veio direto para a morte.- a porta se abre revelando o cheiro doce de vampiro. A vampira com os cabelos ruivos molhados entra na casa.- o que  você é? Caçadora sobrenatural?- ela questiona cautelosa.

- Não, porém estou aqui para matá-la. Quais são suas últimas palavras sanguessuga?- ela gargalha.

- Como uma humana como você vai me matar?- ela diz se aproximando já preparada para me matar.

- Com isso!- lanço um machado, ela desvia por muito pouco e corre para fora da casa.

Peguei o machado que ficou fincado na parede e saí da casa velha.

-Da onde você tirou esse machado?- ela diz em cima de uma árvore.

- Digamos que eu tenho uns truques na manga, ou um machado especial para decapitar vampiros. É um presente do meu querido pai. Já deve ter ouvido falar desse machado, afinal é o terror dos vampiros, você só conseguiu desviar pois eu não ativei sua magia. 

- Mentira! O esse machado foi perdido a mais de 2 mil anos. Não tem como estar com uma humana.

- Vai querer morrer aí em cima ou vai descer e lutar comigo?- a vampira ri e desce da árvore.

- Vou te deixar viver humana, você parece muito com alguém importante para mim. Se eu matar você, vai ser como matar essa pessoa.- falou séria.

- Não existe ninguém tão linda como eu, pode ter certeza.- digo com o machado nos ombros.- vamos lá, não vim de tão longe para te matar sem diversão.- Faço cara triste.

- Parece que está obstinada em me matar… É uma pena, mas não vejo outra opção a não ser matá-la.- ela mostra as presas.- mas antes que você morra, quero que me responda algo.

- Certo, vou considerar como último pedido.- digo girando o machado.

- Têm algum parente chamado Vitória Lilian?- ela fala. Ue, ela me conhece?

- Não tenho nem um parente com esse nome, pois me chamo Vitória Lilian D'Ark.

- Impossível…- a vampira fala mais para si mesma.- ela não viveria mais de 100 anos… Me diga, é algum ser sobrenatural?

- Digamos que sim.- essa vampira me conhece? Matei alguém da família dela no passado??

- Quantos anos têm?- ela abaixa a guarda, mas não ataco, quero ver onde essa conversa sem sentido vai chegar.

- Já que morto não fala, vou te contar, tenho em torno de 3 mil anos.- a vampira parece não querer acreditar.

- Impossível, é você… Mamãe?- ela diz melancólica. 

É o que?! Mãe? 

- Acho que deve estar louca. Eu nunca tive um filho.- Apenas aquela garotinha… seria possível que..

- México, a quase 100 anos, uma criança abandonada, sem nem um nome, você lembra de algo?- Ela me olha com um olhar atento e um pouco esperançoso.

Flashback on:

Andava pelas ruas que tinham uma certa movimentação, o tédio me consumia, por todo lado que olho tem pobreza, pessoas mendigando enquanto outras gastam atoa, mas talvez eu também gasto atoa. 

Ri sozinha com meus próprios pensamentos.

Um ponto vermelho se destacou em meus olhos no meio de tantas pessoas, uma criança em minha frente pedindo dinheiro enquanto era ignorada. Estalo a língua ao ver o quão magra era a criança.

-Ei ruivinha.- chamo a criança para se aproximar e ela se aproxima.- Está com fome?- Ela acena que sim com a cabeça.- venha comigo.- a garotinha me segue até uma taverna/restaurante. Quando chegamos todos olharam para nós duas esquisitos, talvez por conta das roupas maltrapilhas da criança. Pedi uma refeição para a garota e uma garrafa de vinho para mim.  

- Sabe garota, aqui é para pessoas comerem, e não ratos de rua.- um homem da mesa ao lado diz sarcástico, vejo a menina se encolher e dou uma risada.

- Então o que diabos está fazendo aqui?- sorri sarcástica. O homem se levanta da cadeira e vem ao meu encontro com raiva.

- Escuta aqui sua cadela, sabe quem eu sou?- ele diz com as mãos na mesa e se esgueirando em minha direção tentando me intimidar.

- Cadela?- Fiquei com raiva, me levantei e em um piscar de olhos torci seu braço até suas costas o imobilizando, o pressiono contra a mesa.- Preste mais atenção no que diz, pode perder a cabeça enquanto volta pra casa.- solto uma risada estranha (do tipo psicopata).

- Me solta vadia!- ele tenta escapar, mas em vão.

- Segunda vez que me insulta, acho que esse braço não vai fazer falta. Ei ruivinha, feche os olhos e tampe os ouvidos, só abra os olhos quando eu mandar.- a pequena me olha confusa, mas faz o que eu disse.- Boa garota.- coloco mais força e quebro o braço do homem em 2 lugares e solto ele. Ele cai no chão e agoniza.

- Eu… vou te.. matar!- ele tenta se levantar, mas chuto sua mandíbula fazendo com que ele caia desacordado.

- Ei vocês.- digo os dois homens que o acompanhavam, eles ficaram imóveis. Coloquei duas notas na mesa deles.- os cavaleiros poderiam levar esse rato para fora do estabelecimento?- digo doce.

- sim senhorita…- os homens o arrastam para fora e eu te sento novamente na cadeira.

- E se alguém falar mais alguma coisa…- fecho o punho e bato na mesa.- vai levar na orelha! (Referência ao Saitama ksksk)

As pessoas voltaram a comer e beber, pedi para a menina abrir os olhos e tirar as mãos do ouvido, a comida chegou e ela devorava tudo muito rápido enquanto eu bebia meu vinho. Depois de comer ela me agradeceu com um sorriso que para mim foi como um tiro de fofura.

Conversei com a pequena e soube que ela não se lembrava de muita coisa, tinham contado a ela que sua mãe morreu quando ela tinha dois anos. Ela cresceu com o pai alcoólatra até um ano e meio quando ele morreu pelas dívidas, desde então vive na rua. Só lembrava dessas coisas, não lembrava do próprio nome.

-Então vamos te dar um nome!- digo enquanto entrávamos em uma loja de roupas.- O que você acha de… Bia?- ela negou com a cabeça.- Ana, Julie, Carolline?- Ela ia negando a todos.

- Qual é o seu nome?- A pequena pergunta.

- Vitória Lilian.- respondo vendo algumas roupas para ela.

- Então vou me chamar assim.- Me surpreendo.

- Que tal um nome parecido, Victória. É quase a mesma coisa, aí você tem o seu e eu o meu.- ela sorri e confirma.

Comprei roupas novas e fui para a pousada onde passava as noites, banhei Victória, lavei seus cabelos e coloquei uma roupa nova nela. 

A pequena passou a morar comigo, a ensinei a ler e escrever, fomos felizes por 7 meses. Victória me chamava de mãe e eu soube novamente o que era ter uma família. 

Mas o que é bom para mim nunca dura.

 Em uma madrugada alguém bateu na minha porta, um mensageiro do clã que solicitou minha presença, uma guerra começou entre os Arkles e outro clã, Alan pedia para mim ir.

Tomei a decisão que mais me doeu, não queria envolver Victória nesse mundo obscuro, queria que ela vivesse uma vida normal. 

Eu decidi deixar Victória com um casal rico que não podiam ter filhos, eles já tinham se encantado pela beleza da pequena a tempos, então com meu pedido para criarem Victória eles ficaram muito felizes.

Eu sabia que eles iriam amar Victória e não a deixariam faltar nada, ela cresceria e teria uma vida feliz. 

O que mais me doeu foi a despedida. Ver ela chorando, escutar ela gritando para levá-la comigo… mais o mundo onde vivo não é para ela…

Para a garotinha, Vitória Lilian seria sempre sua mãe, por mais que ela tenha ido embora de repente, deixando para trás a garotinha apenas com as lembranças e uma pulseira, que pertencia a mulher, a única coisa que a pequena tinha de recordação

Flashback off


Notas Finais


Por essa vocês esperavam?
Continuo?


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