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História A história continua com Mia Colucci e Miguel Arango - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Hace un instante


MIA COLUCCI:

Algumas semanas depois do chá de bebê...

 

Desde ontem vinha sentindo dores fortes nas costas, o que tornou difícil dormir durante a noite. O Miguel tentou me ajudar durante a noite a encontrar uma posição para dormir, mas não estava sendo algo fácil.

Por fim, acabei levantando da cama, enquanto ele estava dormindo e fui fazer um chá.

Assim que o chá ficou pronto fui para o meu novo lugar preferido da casa: o quarto do meu Miguelzinho, do meu júnior, como por fim acabamos decidir chamar o nosso filho: Miguel Colucci Arango Júnior.

Estava tão lindo azul, branco e dourado. Era o quarto do meu principezinho. O meu pequeno príncipe! Me sentei na poltrona de amamentação que havíamos comprado. Ela era bem confortável e me ajudava a não sentir tanta dor nas costas. Era uma das únicas posições em que eu não me sentia incomodada. Em pensar que ainda faltava um mês para ver o rostinho do meu pequeno. Estava tão ansiosa!

Mas tudo estava pronto aguardando a sua chegada.

Desde ontem, além de ter aumentado a minha dor nas costas, a minha barriga estava engraçada, ela ficava bem dura e então relaxava. Acho que era o bebê se esticando dentro dela. Mas eu iria perguntar para o médico de qualquer modo. O ruim é que a consulta seria daqui a três dias ainda.

Faria 34 semanas em dois dias praticamente, pensei olhando no relógio que marcavam 3:00 da manhã. Já não era quinta-feira, mas sexta-feira já.

Mas eu não queria ligar para o médico antes para que ele não voltasse a me perguntar se eu não estava nervosa. Não gostava quando me perguntavam isso. Só porque a minha pressão sanguínea estava um pouquinho mais alta que o normal, ele assumiu que eu não estava de repouso ou descansando o suficiente. O que, é claro, tanto o Miguel, quanto o meu daddy praticamente me obrigarem a ficar quieta. Como se isso fosse possível.

Coloquei a caneca de chá na cômoda e fiquei ali sentada apenas admirando tudo e acho que acabei dormindo e Miguel deve ter me levado para a nossa cama.

Acordei e olhei no relógio e já eram 8h da manhã. E não me lembro de como fui parar ali. Escutei o barulho do chuveiro desligando e em minutos a porta do banheiro sendo aberta com o Miguel embrulhado apenas na cintura pela toalha e ainda um pouco úmido do banho.

- Ei, amor! Você acordou... – disse vindo em direção a cama para me dar um beijo. – Você acabou dormindo de novo na cadeira lá no quarto do nosso filho. – disse se separando de mim.

- É que lá é tão confortável. E eu não consigo achar uma posição adequada na cama. – eu disse me sentando na cama e espreguiçando.

A minha barriga estava dura novamente e em seguida voltou a relaxar. Passei a mão nela para ver se conseguia acalmar o nosso bebê. Mas não tinha certeza do que estava acontecendo ali dentro.

- Bebê, o que você vai fazer hoje? – eu perguntei enquanto ele estava dentro do nosso closet. Não gostava quando ele ia para o escritório e eu não podia ir, pois estava de “repouso”. Detestava isso.

Miguel já estava vestido. Ele era muito rápido.

- Vou no escritório depois do almoço resolver umas coisas pessoalmente e depois volto para passar o resto da tarde com a minha princesa. – disse para mim se virando e me dando um sorriso. Ele sabia como eu amava quando ele me chamava de princesa. – Mas agora, que tal tomarmos café da manhã juntos antes de eu ter que fazer umas ligações?

Concordei e me descobri para levantar da cama e ir no banheiro antes de me dirigir para a cozinha. E os meus pés estavam tão inchados! O que foi mais um choque!

Miguel percebendo a minha reação se sentou na cama e analisou os meus pés. Então foi até a nossa cômoda e pegou um dos meus cremes que eu tinha para passar no corpo e começou a passar nos meus pés e massageá-los, sem que eu tivesse que pedir.

Depois da nossa sessão de massagem. Bom, a minha sessão de massagem. O Miguel acabou indo na cozinha sozinho e trazendo uma bandeja para que pudéssemos comer no quarto.

 E com cada gesto seu, eu o amava cada vez mais.

Tomamos café na cama e então ele foi para o escritório que tínhamos em casa a fim de fazer umas ligações para a empresa. Eu me levantei, tomei um banho demorado. Depois passei os meus cremes por todo o meu corpo e então voltei a me sentar na cama, me acomodando com diversas almofadas.

Conversei um pouco com a Celina e com a Lupita. A Lupita disse que esse final de semana ela e o Santos viriam para cá e estava super animada de recebê-los. A ultima vez que tinha visto ela tinha sido no nosso chá de bebê.

Quando tinha terminado a chamada com a Lupita, o Miguel entrou no quarto e disse que teria que ir para a empresa mais cedo, antes do almoço para resolver uns probleminhas.

Fiquei chateada por não podermos almoçarmos juntos, mas é claro eu entendia. Ainda mais porque esse final de semana seria aconteceria o meu desfile internacional e nem eu, nem ele ou meu daddy poderíamos estar lá presentes.

Meu daddy insistia que não queria perder o nascimento do seu primeiro neto, mas sabia também que ele não queria me deixar sozinha, ainda mais depois que eu descobri que a minha mãe teve que se internar novamente em uma clínica de reabilitação de drogas. E até o momento não tinha novidades dela, pois na clínica em que ela estava eles não permitiam o uso de celular.

Já eram 11:00 da manhã. Fiquei um pouco mais na cama lendo uma revistas até a hora do almoço.

 

MIGUEL ARANGO

Tínhamos passado um inicio de manhã muito bom. Mas agora o dever chamava.

Fui para o escritório a fim de tentar adiantar algumas coisas, a fim de ficar o menor tempo possível na empresa e voltar logo para casa. Não queria ficar muito tempo fora, com medo de que a Mia precisasse de mim para alguma coisa. Ou que entrasse em trabalho de parto prematuro, o que era possível segundo o médico, tendo em vista que a pressão dela andava alterada esses dias.

O médico tinha me pedido em particular que eu ficasse de olho na Mia, principalmente em alguns sinais que poderiam indicar pressão alta, como: dor de cabeça forte e constante, dor no lado direito do abdômen, alterações na visão; inchaço de partes do corpo, como pernas ou braços e claro a própria pressão estar alta.

E quando vi como os pés da Mia estavam inchados prontamente tentei ajudar como podia, fazendo uma massagem e forçando-a a ficar na cama.

Por isso, queria fazer o que tinha que fazer o mais breve possível e retornar para o nosso ninho.

Já estava tudo pronto para o desfile com a coleção desenhada pela Mia. Victoria já estava em Milão com as demais modelos, o irmão de Franco, Marcello, também estava lá para nos representar. As peças já estavam todas lá e a Celina fez o grande favor de ir junto para ajudar a vistoriar tudo, pois segundo ela, ela conhecia o olhar da Mia e sabia mais do que ninguém o que não lhe agradaria. É claro que a Mia prontamente concordou com a ideia.

Por fim, terminei as ligações com todos os nossos fornecedores e liguei para a empresa para verificar se tinha alguma urgência. E minha assistente disse que haviam alguns sócios que estavam lá e gostariam de conversar comigo ou com o Franco, mas o Franco não podia hoje, pois estava em uma reunião por skype providenciando alguns detalhes que apenas ele, um expert no assunto de desfiles poderia resolver de última hora.

Assim, meus planos de almoçar com a Mia foram por água abaixo e tive que sair as pressas para ir até a empresa. Sabia que ela tinha ficado chateada, mas não tinha jeito. O trabalho chamava.

Parecia que aquela reunião nunca mais iria terminar. Por fim, terminamos às 13h40 e além de estar cansado estava morto de fome. Sabia que não tínhamos mais o que fazer, se não aguardar os resultados do desfile que aconteceria nesse final de semana em Milão.

Tinha acabado de desligar o computador quando o meu celular começou a tocar, não era um número que eu conheço, mas atendi mesmo assim.

- Alô? Quem fala? – eu perguntei.

- Alô, Miguel! É a Sabrina. Por fim consegui te encontrar. – disse Sabrina do outro lado da linha.

O que será que ela queria dessa vez? E do nada ela começou a chorar no telefone.

- Sabrina está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? – eu perguntei preocupado.

- Ai Miguel não aguento mais de saudades do meu pai. E você mais do que ninguém sabe como é essa dor. Podemos conversar? Estou muito mal hoje... – disse soluçando.

- ah Sabrina, infelizmente é assim mesmo a dor de perder alguém para a morte, só o tempo ajuda a cicatrizar essa ferida. Mas ela nunca passa por completo, está sempre presente.

- Eu sei, eu sei. Mas tem dias que são insuportáveis. Podemos nos encontrar agora para conversar? Prometo que eu não vou te tomar muito tempo... Além disso, tenho alguns músicos que gostariam que vocês produzissem os figurinos deles e prometi  para eles que eu entraria em contato com vocês...– disse Sabrina.

Pensei nas possibilidades: queria ir para casa encontrar a Mia e sabia que ela iria ficar histérica se soubesse que eu iria me encontrar com a Sabrina, ainda mais depois de tudo que passamos. Mas por outro lado, eu sabia como era perder o pai, ainda mais desse jeito, de repente. E queria poder ajudar. Além disso, tinha a questão do trabalho para esses músicos. Assim, acabei cedendo.

- Tudo bem, Sabrina. Mas não posso ficar muito tempo. Tenho que ir para casa, a Mia está me esperando. – eu disse fazendo questão de mencionar a Mia.

- Tudo bem. Sem problemas! Muito obrigada, Miguel! – disse Sabrina. – Que tal se nos encontrarmos naquela cafeteria próxima de onde ficava o estúdio do meu pai? Estou aqui perto...

- Tudo bem. Estou quase para sair da empresa e te encontro lá. – eu disse. Nos despedimos e desligamos.

E agora? Teria que ir.

Peguei a minha carteira, meu celular e minhas chaves e disse para a minha assistente que não voltaria mais hoje e que se a Mia ligasse que eu tive que ir uma reunião. O que não era uma mentira, afinal de contas.

Saí rapidamente, pois queria terminar com aquilo o mais rápido possível, e me dirigi até a cafeteria.

 

MIA COLUCCI

(...)

Depois do almoço fui novamente no quarto do nosso bebê ver se estava tudo em ordem pela enésima vez. E me sentei novamente na minha poltrona confortável.

Já passava das 14h00 quando o meu telefone começou a tocar e era um número desconhecido. Fiquei em dúvida se atendia ou não o telefone. Atendi depois do quarto toque.

- Alô! – eu disse ouvindo um chiado no fundo da linha.

- Se você quiser saber quem está te enviando as caixas e ameaças, vá até o Café Central que a pessoa que está fazendo isso estará lá hoje às 15h00. – disse uma voz modificada eletronicamente.

- Quem fala? – eu disse desesperada tentando obter mais respostas.

- Café Central às 15h00. É a sua chance. – disse e desligou.

Fiquei olhando para a tela do celular me perguntando se aquilo teria sido uma pegadinha de mau gosto ou se realmente era uma pista do meu perseguidor. Já fazia um tempo que eu não recebia nada. Mas, por causa dele eu sofri aquele acidente horrível.

E o ruim é que o nosso motorista tinha saído a pouco para fazer umas manutenções no carro. Mas tínhamos outro carro na garagem à disposição, apesar de eu não gostar muito de dirigir. E também não estava afim de pegar um táxi.

Liguei para o celular do Miguel e caia na caixa postal. Será que ele estava em alguma reunião? Liguei na empresa e a minha assistente atendeu e disse que o Miguel tinha saído para uma reunião, não fazia 5 minutos que ele tinha saído. Então, talvez ele estivesse no trânsito.

E agora o que eu faria? Olhei no relógio e já eram 14h20 e se eu fosse no Café Central eu teria que me trocar antes de ir e sair de casa em 15 minutos para estar lá às 15h00.

Me levantei e senti novamente mais uma pontada nas costas. Estavam cada vez mais frequentes e então fui me trocar.

Depois de 20 minutos estava pronta. Resolvi colocar uma sapatilha e um vestido leve de grávida. Ainda bem que tinha me maquiado logo cedo. Deixei o meu cabelo solto.

Peguei a minha bolsa e disse para as meninas que ajudavam na casa com a limpeza que estava saindo e que se o Miguel ligasse perguntando por mim que era para ele ligar no meu celular.

Entrei no carro e foi difícil ajustar o banco com a minha barriga. Mas, finalmente consegui.

Cheguei ao Café Central e eram exatamente 15h08min. Entrei no café procurando se eu encontrava algum rosto conhecido. Alguém que pudesse ser o autor de todas as ameaças e enviado aquelas caixas horríveis.

E quase caio quando eu vejo o Miguel sentado em uma das mesas acompanhado de..............................................................................................Sabrina.

O que eles estava fazendo ali juntos? Dei um passo para trás em falso e um dos atendentes me segurou e perguntou se estava tudo bem. Nisso o olhar do Miguel levantou e se deparou comigo.

- Mia! – disse me chamando. Sabrina virou o rosto para mim e deu aquele sorrisinho dela debochado. Como odeio ela!

Não podia ver aquilo. Saí correndo. Grávida e tudo. Algumas vezes achei que fosse cair, pois a barriga atrapalhava no meu equilíbrio. Mas consegui chegar ao carro.

E ouvia na rua:

- MIA! MIA! VOLTA AQUI! VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO! NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO! – gritava o Miguel na rua.

Mas eu saí enfurecida. As lágrimas embaçavam a minha visão, mas eu as limpava. Tinha que dirigir com cuidado. Não queria sofrer outro acidente.

Minha barriga ficou dura novamente e passei uma das mãos nela e disse para o nosso Júnior: “Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem”. Mas acho que acabei falando mais para mim mesma me acalmar do que para o bebê.

Entrei em casa e fui direto para o quarto. Disse para as empregadas que não queria ser incomodada. Queria ficar sozinha.

Minhas costas estavam me matando. Talvez eu ligasse para o médico para tentar adiantar a consulta para amanhã, ao invés de segunda.

Como o Miguel pôde? Como ele pôde encontrar com ela depois de tudo? Meu choro estava descontrolado. E escutei uma batida na porta. Eu havia trancado ela.

- Mia, amor! Por favor, abre a porta. Precisamos conversar. – era a voz do Miguel.

- Não temos nada para conversar. – eu disse chorando e com o corpo trêmulo de nervoso.

- Eu juro. Não é o que você está pensando! A Sabrina ligou hoje na empresa para ver se produzíamos uns figurinos para uma banda que ela está produzindo. Ela assumiu os negócios do pai. – disse Miguel atrás da porta.

- Não importa! Você não tinha nada que encontrá-la! Poderia ter enviado outro funcionário! – eu disse irritada e tentando limpar as lágrimas que insistentemente caiam.

- Mia, você sabe que era ou eu ou o seu pai que teríamos que fazer isso. E ele estava ocupado hoje... – disse Miguel suspirando através da porta. – Por favor, amor abre a porta!

Nesse momento senti uma pontada forte na parte de baixo da barriga. Parecia uma cólica. Mas uma cólica MUITO forte. E não consegui responder para o Miguel.

Estava encostada na parede oposta a da porta e a dor foi tão dilacerante que fui escorregando na parede até sentar no chão.

- MIA! MIA! POR FAVOR, ABRE A PORTA! – gritou o Miguel diante do meu silêncio. Mas eu estava arfando de dor e não conseguia soltar uma palavra. – Tudo bem, se você não quiser conversar agora. Mas teremos que conversar. – disse Miguel e eu estava com medo de que ele fosse sair dali e não me escutasse. Não sei o que estava acontecendo, mas precisava de ajuda. Na verdade, eu precisava ir urgentemente para o hospital.

Por fim, consegui gritar:

- MIGUEL! – gritei o chamando e gemendo de dor.

Escutei ele voltando e batendo na porta enquanto estava na minha nuvem de dor sentada no chão. E comecei a sentir algo molhado no meio das minhas pernas. Ah não! Minha bolsa deve ter estourado. Dei outro grito de dor, estava insuportável!

- MIA EU VOU DERRUBAR A PORTA! VOCÊ ESTÁ NA FRENTE DELA? – perguntou Miguel gritando e consegui responder que não estava perto da porta. Estava na parede oposta da porta a uns bons metros de distância dela. E não necessariamente na frente.

Depois de três tentativas, o Miguel conseguiu derrubar a porta que eu havia trancado.

Eu estava sentindo contração atrás de contração. Como era a minha primeira gravidez, acho que estava com contrações desde ontem e não havia percebido.

Miguel entrou no quarto e se ajoelhou na minha frente. Ele tentou me pegar no colo para me levantar, mas eu gritava de dor, nas duas tentativas dele de me pegar. Por isso, pedi que ele chama-se uma ambulância. O mínimo toque eu arfava de dor.

Ele ligou para a ambulância e disseram que em menos de 10 minutos estariam ali. E eu não sei se iria aguentar tudo isso. Não tinha sido isso que eu tinha planejado!

Miguel tentou novamente me pegar para me colocar na cama. Mas eu não queria sujar a nossa cama. E além disso, a dor estava tão forte que sempre que ele tentava (passava as mãos debaixo da minha perna para me levantar) eu acabava gritando ainda mais de dor.

Por fim, ele acabou pegando um travesseiro da nossa cama e colocou nas minhas costas, separando a parede das minhas costas.

- Calma, Mia a ambulância já está a caminho. Acredito que em menos de cinco minutos eles estarão aqui. – disse o Miguel.

- Minha...bolsa...estourou. Não sei se vamos ter muito tempo. – eu disse entre uma respiração e outra. A última coisa que eu queria era que o Miguel tivesse que fazer o meu parto!

Miguel levantou o meu vestido para confirmar que a bolsa havia estourado. Eu continuava com o meu vestido, a minha calcinha. Só havia tirado o meu sapato.

Ele abaixou o meu vestido e disse que realmente a bolsa devia ter estourado. Mas estava com uma cara de preocupado. E a única que tinha direito de entrar em pânico ou em um colapso nervoso aqui era eu. Eu precisava que ele ficasse centrado na tarefa.

As dores estavam cada vez mais fortes e eu sentia uma pressão forte no meu ventre e não tinha ideia se podia empurrar ou não.

Graças a Deus escutamos o barulho de uma sirene de ambulância. As empregadas devem ter aberto a porta, pois em instantes dois paramédicos estavam no quarto. Era um casal: um homem e uma mulher.

Assim que eles chegaram, o Miguel se sentou do meu lado e segurava o tempo todo a minha mão.

A paramédica falou que ele poderia se sentar atrás de mim para me ajudar a empurrar. Ela levantou o meu vestido e retirou a minha calcinha, então me examinou. E disse que não daria tempo de irmos para o hospital, pois eu já estava com 10 cm de dilatação. E que na próxima contração eu tinha que empurrar.

Empurrei uma, duas, três vezes e já não tinha mais forças. Sentia uma queimação por dentro. Muita queimação! As dores estavam intensificadas. E já estava mole de tanto empurrar.

- Você consegue, amor! Eu sei que você consegue! – o Miguel ficava falando no meu ouvido. Ele estava sentado atrás de mim, me dando sustentação na coluna para empurrar.

- Vamos lá, mais duas vezes só e você vai poder conhecer o seu filho. – disse a paramédica.

E lá fui eu novamente, empurrei uma, duas vezes e então escutamos um choro. E eu soltei o meu corpo de alívio e cansaço em cima do Miguel.

- Isso! Parabéns, Mamãe! Você conseguiu! Você tem um menininho! – disse a paramédica colocando ele no meu peito. Por cima do meu vestido.

Ele era tão pequeno! Estava com um pouco de sangue misturado com um outro tipo de líquido cobrindo a sua pele delicada. Era tão macio. E tinha os olhinhos claros, como os meus! E tinha bem pouquinho cabelo. Mas era lindo! Eu chorava de emoção. E ele também chorava nos meus braços, até que por fim acalmou com a minha voz e com o meu toque nele.

O Miguel beijava a minha cabeça e ficava me elogiando por ter conseguido.

A paramédica perguntou se o Miguel queria corta o cordão umbilical. Como ele não queria sair daquela posição. Ele perguntou se poderia cortar dali e ela disse que sim. Assim, ele conseguiu cortar o cordão umbilical. E estava radiante de alegria assim como eu.

Eu também me sentia radiante, apesar de me sentir cada vez mais fraca. Os meus braços estavam trêmulos e tinha medo de derrubar o nosso bebê. Por isso disse:

- Miguel, você pode me ajudar a segurá-lo... Não estou me sentindo muito bem... – eu disse e podia sentir que até a minha voz estava fraca. Parecia que toda a força que eu tinha usado durante o parto tinha sido sugada de mim.

O paramédico que estava ajudando a paramédica durante todo o parto disse:

- Temos que levar a senhora e o bebê para o hospital agora. A senhora perdeu um pouco de sangue e precisam verificar se está tudo bem internamente. Além disso, a pressão da senhora está caindo, por isso pode ser que a senhora está se sentindo fraca. Mas já estamos indo para o hospital e os médicos irão revisá-la. – disse.

Conforme, ele foi falando eu fui sentindo a sala toda girar e girar e senti alguém tirando o meu bebê dos meus braços. Tentei protestar, mas foi em vão. E então apaguei.


Notas Finais


Me contem o que estão achando... Estou curiosa.
Semana que vem posto a continuação para vocês!

Um bom final de semana!


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