História A história de Andromeda Black e Teddy Tonks - Capítulo 70


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiie meus amores,
desculpe a falta com vocês, mas os exames começaram tudo tem ficado uma correria. Esse ENEM está me matando de preocupações.
Boa leitura pessoal

Capítulo 70 - Últimos momentos de mágia


Fanfic / Fanfiction A história de Andromeda Black e Teddy Tonks - Capítulo 70 - Últimos momentos de mágia

 

Quando me sentei ao lado de Lucius, pude sentir o enjôo de imediato.

- Merlin, Andie! Onde você foi? Saiu correndo feito louca – Sentar ao lado dele me trazia calafrios.

Eu queria mata-lo... queria apontar minha varinha na cara ele e tortura-lo. Fazer com que ele confessasse seu crime na frente de todos. Aos poucos a memória ia voltando e mais raiva eu sentia.

Força Andie... se ele descobrir nada terá valido a pena.

- Eu fui checar um negócio na minha mala. Me lembrei que tinha emprestado uma blusa para uma amiga e fui pedi-la de volta.

- Certo...- ele sorriu para mim – Eu tenho um presente para você...

Ele tirou do bolso uma caixa de veludo preto.

 - Lucius...

De dentro ele tirou um grande enfeite de cabelo, era uma borboleta em prata de doente que batia as suas asas delicadamente. Ela era toda cravejada de pequenos diamantes... uma jóia de encantar qualquer um.

- Isso era da minha vó... ela usava todo dia. Acho que de todas essa era a jóia mais preciosa dela. Meu avô deu de presente para ela pouco antes do casamento e eu sei que ela gostaria de passar a diante.

- Malf.. Lucius, ela é realmente linda, mas eu não posso aceitar... – tentei ser o menos fria possível.

- Eu insisto, venha cá – eu não podia contrariar, mas estava gritando por dentro. Ele colocou a jóia com todo o cuidado... seu toque me deu calafrios. Então fez de seu prato um espelho. – Ficou perfeita, meu amor.

Realmente era lindo, mas prendeu a minha mexa rebelde que eu tanto gostava de ajeitar... Não consegui dizer nada sobre aquilo, estava com tanta raiva e com tanto ódio, que se eu falasse mais que duas palavras de cada vez era capaz de amaldiçoa-lo por impulso.

- Caros Alunos de Hogwarts, é com grande satisfação que eu declaro o fim desse ano letivo...

- Vai começar... – Lucius deitou na mesa entediado pelo discurso. Idiota...

Dumbleodore veio com mais um de seus magníficos discursos, nunca conheci alguém que soubesse usar tão bem as palavras para transbordar sensações. De todos os seus talentos, a arte de falar devia estar entre os três primeiros, pode até parecer algo insignificantes pois muitos acham que esse dom é para todos. Errados! Aprender a falar pode ser para todos, mas aprender a fazer disso um dom... é para poucos. As palavras ganham magia...

Como sempre eram discursos motivadores... mas uma parte me chamou mais atenção.

- ... É com grande pesar que eu declaro a Guerra que estamos vivendo. Sei que parece algo óbvio, mas a situação é muito diferente do que todos enfrentamos com as meias verdades ditas pelo Profeta Diário. Lá fora a situação está... alarmante e com certeza nessas férias vocês serão testados. Muitos passarão por sérias dificuldades, em tempos de guerra o pão vira ouro e o pouco, suficiente... lá fora pessoas morrem e desaparecem diariamente... Tenho certeza que muitos estão indo para a casa garotos e voltarão homens! Para os que encerram os estudos, gostaria de lhes desejar sorte e torcer para que tudo o que ensinamos aqui possa ajudar. Quero alertar a todos que a divisão de pensamentos começará a partir que chegarem em casa, mas antes de escolher um lado se lembrem que o que parece mais “fácil” nem sempre é o certo a se fazer, pois a coragem não será para aqueles que se deixarem levar por falsas promessas, ela só será dada àqueles que lutam para um futuro melhor e justo! Façam as suas próprias escolhas, por mais difíceis que elas pareçam... pois quem faz o certo, sempre será recompensado... Estejam prontos e determinados a tudo...”

 Que vivíamos uma guerra era fato, mas muitas vezes isso era abafado com as crises adolescentes de cada dia. Hogwarts era uma verdadeira cúpula protegida onde tínhamos a escolha de ler ou não o profeta diário. De vez em quando alguém acabava tendo que voltar para a casa por “problemas” familiares... O Profeta também não procurava se aprofundar muito nesse assunto para não causar pânico geral, procurando fazer tudo escondido... mas pelo que Dumbleodores procurava dizer as coisas já não estavam do jeito que eles queriam.

Por mais um motivo quis me esconder de todos. Além de enfrentar a minha família em relação ao casamento, ainda teria que ouvir sobre o meu “futuro emprego”. Parece que foi ontem que papai tinha nos dito que começariam a investir em um novo ideal. Em um bruxo que com suas ideias iria melhorar o mundo e desde então fazer da tarefa dele nossa futura sina. Não sei se teria paciência para mais esse assunto... se eu matasse Lucius, as coisas seriam muito melhor. Eu poderia ficar meses, talvez anos isolada chorando pelo meu noivo assassinado brutalmente que até conseguiria escapar desse trabalho imundo.

Cada vez que eu olhava para minha situação, mais o desejo de fugir com Teddy aumentava...

- Onde está Ciça? – Sussurrei para Rox.

- Ela foi para o quarto de maquiar. – TÍPICO...

- Obrigada. Vou chama-la antes que sua arrumação acabe sendo desnecessária em um castelo vazio.

- Mas vá rápido, saímos em dez minutos... e não se esqueça que os alunos do último ano voltam para o trem de barco.

- É mesmo... obrigada Rox. – dei um beijo exagerado n bochecha dela e voei para o dormitório.

...

- Ciça... hora de iiiir. – Abri a porta para assusta-la, mas infelizmente Narcisa era impossível de abalar.

- Há Há, engraçadinha – ela estava de costas, passando rimel e ajeitando o seu lindo cabelo dourado – E a propósito, eu acabei de acabar... venha aqui, deixe eu te arrumar um pouco.

- Ciça, nós temos oito minutos para estar na entrada do castelo.

- Eu consigo fazer alguma coisinha em dois minutos e podemos ir correndo. Aliás, a Mc Gonagall vai fazer a chamada de TODAS as turmas e você está na última... então digamos que tenhamos uma meia hora? Chutando por baixo?

- Dois minutos, nada mais! – ela apenas acenou para que eu me sentasse de frente para ela. – vou sentir tanta falta daqui...

- Você vai sentir falta? E eu que ficarei aqui sozinha sem vocês? – ela podia ser dramática, mas rimos em seguida.

Ciça começou a colocar muito mais do que uma simples máscara de cílios...

- Passamos muitos momentos bons aqui, neh? – passei o olho por todo o quarto

- Bons e ruins... nem consigo contar quantas vezes brigamos e nos unhamos aqui kkk

- Só Dumbleodore para nos deixar juntas – sorri com a lembrança do meu amigo...

Tantas recordações passavam por mim que logo minha cabeça voltou a doer, tive até vontade de chorar.  

- Agora eu vou passar o deniliador!!! – Ciça veio com aquela coisa estranha para cima de mim.

- Não... não! Nem pense em fazer isso! – Eu sai correndo pelo quarto – Para Ciça

Ela me perseguia rindo

- Para Ciça, eu não quero. Para – ela me prensou na parede enquanto tentava passar aquele pincel em mim – Ciça, para por favor. Alguém me ajuda... Ciça...

As lembranças me bateram em cheio. Fiquei paralisada olhando para Ciça... não quis acreditar no que se passava dentro da minha cabeça.

Eu via Lucius, sorrindo determinado. Eu estava brava, submissa, estava falando tudo na cara dele... toda a verdade que tanto escondi, aquilo me fez sentir livre até o momento que ele me paralizou... mas o que ocorreu em seguida me desmoralizou. Ciça, minha irmãzinha me segurando a vontade de Luicus... eu implorando pela ajuda dela, pedindo o seu socorro...

Ela tinha me traído...

Minha irmã me traiu...

Por Lucius.

Uma lágrima queimou no meu rosto.

- Andie...Está tudo bem? – Ela deu um passo para trás.

Eu a olhei nos olhos tentando aceitar aquela idéia maluca... tentando achar naquele pingo de gente que tanto se dizia uma das minhas melhores amigas, capacidade para me trair de tal maneira. Parecia que alguém tinha me dado uma facada ou talvez várias...

O pensamento que me impediu de voar na garganta de Ciça, foi Teddy dizendo que teríamos de ser discretos. Para ele era fácil falar, afinal não foi ele que foi amaldiçoado e traído... mesmo assim ele estava certo, não podia jogar o meu futuro no lixo pela minha raiva. Principalmente agora que eu sei que ela não é confiável.

Merlin, aquilo era um pesadelo sem fim.

Sequei a lágrima escorrida e sorri.  

- Sim... – Merlin, eu queria esganar Narcisa – Vamos ou perderemos o trem.

Se fui grossa e nenhum pouco convincente, isso já não me importava só precisava sair daqui sem um tufo do cabelo dela.

...

Quando saímos do castelo o clima estava pesado, até de mais. Procurei não ficar perto de ninguém, principalmente de Lucius e por mais engraçado que pareça até de Teddy me distanciei porque em partes eu estava com raiva dele por não me deixar tirar satisfações com aqueles que me traíram.

Uma voz muito potente surgiu em meio a multidão de alunos.

- Alunos do último ano, vocês irão fazer a travessia para o trem de barco! Então já vão pensando nos quartetos para não atrasar. Sigam-me.

Mesmo sem olha-lo eu poderia reconhecer aquela voz kk mas realmente era impossível não ver um homem daquele tamanho. Hagrid...

- Ola Hagrid – fui ao seu alcance, quase correndo para compensar seu passo, que eram cinco dos meus.

- Ahhh olá Andrômeda. Como é bom te rever! Sabe, você ainda me deve uma visita para tomarmos chá.

- Me desculpe, Hagrid. Mas as coisas andaram um verdadeiro vendaval. Meses passaram em dias... sem tirar a correria dos N.I.E.M’S. Uma loucura.

- KK tudo bem cara amiguinha, eu entendo que deva ser uma correria. Não estou magoado – ele abriu um grande sorriso. – Agora me diga pequenina, porque sempre que te vejo você está com uma carinha triiiste?

- Boa pergunta...

- Algo que dê para você possa me contar em quarenta segundos?

- kk Eu nem sei como que tudo isso aconteceu em menos de dois anos... parece que estou vivendo essa história por décadas.

- Ahhh agora sim, um lindo sorriso. – ele deu um “empurrãozinho” em mim que quase me derrubou. – Droga... sou extremamente curioso.

- Então essa será uma bela desculpa para tomar chá contigo. – revidei o empurrão que ele nem deve ter sentido.

- kk Ahh prefiro uma bela carta. Assim minha curiosidade não será tão longa. Embora você sempre será bem vinda na minha cabana, minha amiguinha. – ele bagunçou meus cabelos e sorriu. – Agora vá se juntar a sua turma porque já estamos chegando.

...

- Querida, venha cá. Já temos nosso quarteto – ele sorriu me pegando pela cintura. – Zabinni e Angela já estão nos esperando.

- Ahh que ótimo meu amor- sorri para ele – mas eu não vou poder ir.

- Como assim, não vai poder ir? É claro que você pode. – ele tentou manter o seu sorriso estridente.

- Sinto muito querido, mas o Guarda caças me pediu para ajuda-lo com o timão do barquinho dele e eu prometi que o ajudaria.

- Qual é Andie, ele é só um...

- Mestiço? – olhei com desprezo para ele.

- Eu ia dizer serviçal, mas isso também serve. – Ele tentou me abraçar e eu não consegui evitar o afastamento. – Meu amor, não precisa fazer. Diga a ele que não poderá ajuda-lo porque já tem lugar para você

- Não posso fazer isso! Já dei minha palavra. Com licença... – até quando me virei de costas pude sentir a raiva dele.

- E onde eu vou sentar agora? – ele já me olhava como se desconfiasse de algo.

- Com Yasley, Crabbe e Goyle, seus fiéis cavaleiros. Sei que eles irão adorar – as coisas já estavam começando a pesar para mim... respire  – Assim que a travessia acabar, eu prometo... ou melhor, juro que passaremos o resto da viagem juntos.

Dei o beijo mais falso da minha vida. Fiquei até com medo de vomitar todo o meu café ali mesmo, mas no final das contas acho que consegui tirar as desconfianças dele.

- Entrem nos barquinhos alunos!!! – Hagrid gritou para todos.

- Hagrid. Me espere!!! – corri até o Barco dele – Posso ir com você?

- kk Seria um enorme prazer, mas eu não sei se essa belezura irá aguentar nós dois.

- Não tem problema! – puxei a minha varinha – Deixa que eu resolvo isso.

...

Deixar Hogwarts era como me despedir de uma parte minha... eu não estava saindo completa dali. Atravessar o Lago com naqueles barquinhos era a coisa mais nostálgica e emocionante que já tinha me acontecido. A lembrança da primeira vez que eu vi o castelo me fez perder o ar, nunca tinha visto algo tão majestoso e bem... mágico. Hoje tudo o que eu pensava sobre Hogwarts superam todas as expectativas de onze anos de espera... mas agora o castelo estava se afastando assim como minha vida acadêmica, não pude deixar de derrubar algumas lágrimas insignificantes para a imensidão do Lago e ao mesmo tempo tão importantes para mim.

Era estranho... algo que parecia transcendente. Passar pelo mesmo caminho anos depois... tanta coisa mudou de lá para cá e ao mesmo tempo ainda pareço com aquela garota acanhada. Entrei aqui tremendo, com o coração na mão, medo, insegurança, mais tímida do que qualquer uma. Minhas preocupações eram conciliar todas as matérias com a minha paixão por leitura, não chamar atenção, ser uma boa filha... e por quanto tempo não fiquei nisso? Até um pouco mais de um ano atrás? Kk hoje essas coisas parecem tão bobas. Saudades de me preocupar com coisas assim...

Hoje, saio daqui noiva de quem não amo e traída pela última pessoa que eu pensaria me fazer mal algum. Acabei de sair de um feitiço que desconheço... Mas deixo Hogwarts apaixonada. Se tem algo que posso tirar de bom dessa partida é isso, finalmente achei o amor de livro que tanto quis e as aventuras kk ainda estão no começo. Não procurei pensar muito no que aconteceria depois que eu saísse do barco, do trem... mas uma certeza eu tinha, a minha vida está preste a virar de ponta cabeça. Nada mais seria como antes...

Hagrid e eu íamos a frente para guiar os outros vários barquinhos, mas quando me virei vi Teddy e Amus remando para perto de nós kkk Quando nos alcançaram pude sorrir para os dois. Aqueles dois malucos... e pensar que é com eles que vou recomeçar uma nova vida. Teddy e eu nos olhamos por um tempo, acho que ele também pensava na mesma coisa.

Me desliguei de tudo a nossa volta... parecia que naquele momento éramos só nós dois. Quando chegássemos na estação nossa missão seria a mesma, fazendo o que for preciso para ocuparmos o mesmo barco para sempre... independente da tempestade. Mas aquilo estava para depois, queria curtir aquela vista linda até o final. Me lembraria dela para sempre...

- Preparem-se para sair, a beira está logo a frente. – Quando Hagrid saiu, me estendeu a sua enorme mão para me ajudar – Gostou do passeio?

Sorri de volta.

- Foi mágico... – peguei minhas coisas e fui em direção ao trem junto com os outros

- Ei mocinha. – A voz dele tomou o lugar – Te desejo toda a felicidade do mundo.

Kk corri em sua direção e dei um grande abraço. Kk No inicio ele ficou todo corado, mas retribui... era como ser abraçada por um urso, mas extremamente reconfortante. Quando o trem soou o primeiro aviso tivemos que nos despedir.

Algo era fato, um precisava tomar chá com Hagrid.

...

Não foi fácil deixar o castelo para trás. Eu tive que me conter em não me esconder nos barcos e voltar... caminhar para o trem por vontade própria era como uma traição. Coisa que eu ando pensando muito.

No trem fui direto para o vagão, afinal eu estava devendo essa a Lucius. Horas e mais horas ao lado dele em uma cabine fechada somando a minha raiva... não daria certo. Mas tenho que me acalmar, a única coisa que me confortaria naquela viagem era que a cada minuto que se passava, mais perto eu estava de ficar longe com Lucius.

Querido casório, os seus dias estão contados.

Abri a porta da nossa cabine.Do grupinho de cobras só faltava eu, nem consegui fechar a porta quando Lucius gritou meu nome para todos.

- MEU AMOR, Que bom que você chegou. Estava quase indo te buscar! – Ele me beijou na frente de todos – Vem cá, guardei um lugar só para você.

Queria mata-lo?Sim

Se aquele idiota me chamasse de meu amor de novo, acho que minha cabeça iria explodir.

...

- E onde será o casamento? – Angela examinava o nosso convite.

- No lago da Família da Andie, é uma tradição deles. – Ele passou a mão na minha coxa, sorrindo. Ele parecia uma noiva histérica.

- Que lindo... – não sei se foi impressão minha, mas ela não foi muito sincera – E como vai ser a decoração?

- Não sabemos... – fui direta.

- Como assim, não sabem a decoração do próprio casamento? – ela debochou de nós, enquanto Zabinni estava quase dormindo de tédio.

- É uma tradição das famílias mais antigas – Lucius já foi se arrumando para mais um discurso de superioridade – Vem desde a idade média, onde os pais arrumam todo o casamento para que os noivos possam passar mais tempo juntos em vez de se preocupar com tais coisas. Também tem aquele negócio dos pais passarem a felicidade do casamento deles para o nosso se organizarem como bem entenderem. O que sinceramente eu acho que não é necessário porque se depender de mim teremos todo o amor e felicidade do mundo.

Lucius pegou a minha mão, entrelaçou nossos dedos e a beijou. Uma cena linda, mas com a pessoa errada

- Awnnn ! –Angela supirou – Porque você não é assim Zabinni?

- Porque não queremos casar cedo?! – ele tentou se desviar dos tapas que ela dava nele.

- Mas eu quero casar! Casar ainda esse mês! – ela bateu o pé.

- Porque? Você está grávida? – Naquele momento achei que a Angela fosse capaz de arrancar os olhos dele.

Nem sei por quanto tempo eles discutiram, mas isso me ajudou a não ter que responder ao discursinho de Lucius. Eu nem conseguia olha-lo direito. Afinal como ele podia ter coragem de fazer aquilo comigo? Como poderia ser tão sínico assim? Meu nojo foi substituído por medo...

Não sei mais quem era aquele garoto... até onde iria sua ambição por mim? Do que seria capaz?

 - Doces!!! – A tia gordinha passou com o carrinho perto do nosso vagão.

- Quer alguma coisa, querida?

“ A sua cabeça em uma bandeja”

- Não, amor. Eu estou bem. – gritei por dentro. Será que ninguém me ouviria?

- Ahh, você deve comer alguma coisa, meu anjo. É uma viagem longa – a moça dos doces sorriu bondosamente para mim – e você está tão magrinha!

- KK obrigada, mas eu não estou com fome – tentei ser o mais bondosa possível.

- Ahhh Vamos, escolha algo docinho.

- Agradeço, mas...

- Por favor, eu insisto – ela veio até mim, deixou um bolinho comigo e piscou.

   Enquanto o pessoal comprava suas coisas eu cogitei em comer pelo menos um pedaço do bolinho, já que nem tomei café direito. Quase dei um gritinho, mas me contive. Naquele bolinho letras surgiram sobre o glasse.

“ Venha me encontrar na dispensa, final do trem.

Assinado – Seu Texugo. ”

Não consegui conter um sorriso. Guardei o meu bolinho e fui devagar até a saída...

- Querida, onde vai? - Droga...

- Vou ao banheiro. Daqui a pouco volto. – dei meu melhor sorriso inocente e fechei a porta antes que ele fizesse outra pergunta.

...

Sair dali era como me renovar, senti que até poderia respirar novamente. Eu podia correr de tão livre que me senti.

Antes de abrir a porta, respirei bem fundo... mais um passo para a loucura. Peguei minha varinha e deixei a postos! Afinal depois de tudo o que passei não podia ignorar o fato de ser uma armadilha, só que dessa vez eu estaria pronta. Decidi entrar de uma vez, mas não sei direito o que aconteceu. Eu entrei em um segundo e no outro já estava beijando Teddy... não que eu estivesse reclamando, mas neh kkk

- Senti sua falta. – ele ajeitou a minha mechinha enquanto tomava fôlego.

- Eu também. – sorri abertamente para ele – Nem sei como te agradecer, por me tirar de lá.

- Eu sei – ele me deu seu maior sorriso malicioso kkk bati nele como resposta e ele apenas riu – kk Bem, mas eu te chamei aqui por outro motivo. Tive uma idéia...

- Qual? – não sei muito bem o que estava sentindo.

Ansiedade, nervosismo, medo, alegria... uma loucura.

- Bem... você não vai gostar muito... – ele tentava achar as palavras certas. – Vamos lá... acho que não deveríamos fugir...

- O QUE?- Ele tapou minha boca, afinal não podíamos ser descobertos - Você está louco?

- Me deixe terminar!!! – acenei com a cabeça, com medo do que aconteceria – Pelo que parece tudo o que planejamos acaba com sua família nos caçando e nos matando... então porque sairmos sem ele saberem? É muito mais fácil matar a cobra se você esperar o bote, segurar a cabeça e esfaquear do que correr...

- Teddy, se eu falar para eles serei colocada na maldição imperius para sempre e viverei a mercê de meus pais, ou pior, de Lucius. E você há há será morto antes de passar pela porta... na verdade você será morto de qualquer jeito Teddy.

- Você acha que eu também não sei disso? – ele já estava ficando impaciente e deixei que ele terminasse o plano - Não estou falando que você tem que chegar lá e dizer “ Oi mãe e pai. Eu me apaixonei por um sangue ruim e vamos nos casar. Esperamos vocês no natal em nossa casa mestiça “. Andie, não precisamos ser 100% sinceros.

- Então nós vamos engana...

- Iremos fazer um teatro – ele quis me confortar – Seus pais não vão descansar até nos encontrarem, porque afinal eles vão sempre querer saber o que aconteceu com você. Mas se dermos a eles uma falsa realidade... talvez possamos ficar em paz, pelo menos até acharmos um lugar seguro.

-Isso parece tão louco que... parece fazer sentido, mas o que falaremos a eles?

- Bem... você vai cancelar o seu noivado com Malfoy e dirá que se apaixonou por um outro sangue puro que conheceu em um dos passeios a Hogsmead!

- Mas Teddy, meus pais conhecem todas as família sangue puro da Inglaterra, arrisco dizer que a maioria das famílias da Europa.

- Diremos que sou estrangeiro... posso ser americano, talvez um dos meus pais fosse um parente distante de alguma família aqui. Posso ser um primo do Amus, eu não sei... mas se você me apresentar a seus pais, juro que farei um ótimo papel. Diremos que eu tenho um negócio e preciso que viaje comigo, depois de convencemos eles e ganharmos a benção para o nosso casamento, fugiremos. – ele tinha aquele brilho sonhador nos olhos. Estava sentindo a mesma confusão que eu, mas sorria esperançoso. – O que me diz? Está comigo?

- Bem eu... eu acho que... nós

- Andie, eu sei que está com medo porque eu também estou... mas precisamos tentar. É nossa chance de conseguirmos ficar juntos, sem tirar que não temos muito tempo, quero dizer, também aceito idéias...

- Eu... eu... eu estou com você. Olhei ainda com medo de tudo aquilo.

Ficamos ali pensando nos outros detalhes que teríamos que ajeitar. Acho que passamos mais de duas horas ali. Pensando, supondo, rindo, vendo o nosso futuro... passamos muito alem do nosso plano, já crendo que ele fosse dar certo e começamos a pensar na nossa casa, em nossos filhos. Tudo era perfeito e se concretizaria... não importava o que acontecesse, eu só queria estar ao lado dele. Quis ficar naquela dispensa para sempre, mas uma hora teríamos que sair... esse era o único pensamento que ignorávamos kkk

- Você terá que usar terno, quando for lá em casa. Meu pai não sabe nada de moda, mas com certeza repara em uma pessoa mal vestida... minha mãe então.

- kkk Com você falando nem parece que são monstros...

- Não se deixe enganar... as cobras mais venenosas são as mais coloridas...

- Independente, eu gostaria de agradece-los por terem me dado você, mesmo que queiram me matar kk – Dei um sorriso torto, ainda não podia ignorar os perigos daquilo tudo – Pode usar o que quiser quando for lá em casa, meus pais não ligam para boas roupas kk Mas te sugiro que fique uns cinco dias sem comer, porque minha mãe vai querer fazer um banquete para você.

- Kk Merlin... eu sou muito tímida para conhecer pessoas, seus pais então...  – minha barriga começou a embrulhar.

- Ei,não se preocupe com isso. Do jeito que minha família fala é capaz de te prenderem ali a noite inteira, talvez a madrugada kk Acho que vai ter que dormir com Lia, mas já alerto que ela ronca muito.

- Ou posso dormir com você... – Teddy virou um pimentão kk Tentou falar algumas coisas, mas não disse nada mais do que algumas silabas kkk – Será que você pode me ceder um espaçinho na sua cama.

Sentei no colo dele, de frente para Teddy. KKK Ele estava tão aflito que mal se mexia, então peguei suas mãos e as coloquei na minha cintura, talvez um pouco a baixo e o beijei. Quando o beijo ficou mais intenso, peguei a mão de Teddy e a coloquei debaixo da minha blusa pude ver que ele corou de novo, mas não tirou... Não demorou para aquela sala acabar virando um forno...Então nada mais justo do que Teddy tirar minha blusa para ver se melhorava aquele calor.

- Andie? – quando a portinha se abriu, senti a minha cor deixar meu corpo.

Não tinha nem como nos separarmos. Era tão apertadinha aquela dispensa que até para nos levantar ficava complicado. Narcisa me olhava mais aflita do que eu.

Peguei minha blusa e coloquei as pressas, então minha querida irmã me puxou com tanta força que suas unhas rasgaram meus pulsos. Eu tentei me livrar, mas Narcisa é mais forte do que parecia... Só consegui ver Teddy sentado, desesperado olhando para mim.

- Narcisa... me solte. – tentei falar calma para não chamarmos atenção.

- Não! Como você pode fazer isso Adrômeda? – ela me olhou brava – Você não tem amor pela vida? Sabe que nada de bom acontece quando você namora um sangue ruim!!!

- Peraí – dei um tranco e fiz ela parar – Como você sabe que ele é um nascido trouxa? Como sabe que eu estou namorando com ele?

Me soltei de Narcisa... tudo se encaixava. As duvidas que eu tinha quando eu pensava em algo e Narcisa sempre reagia as coisas que eu nem ao menos tinha falado. Só ela ter me achado depois de toda a volta que Lucius deu comigo pelo castelo. Nossos poderes, especiais... Narcisa era Legilimente...

- Você!  - peguei Narcisa pelos cabelos, sem dar tempo dela se defender.

Arrastei ela pelos corredores, puxei seus cabelo com tanta força que podia sentir eles se soltarem. Ela tentava reclamar o mínimo para não causar escândalo, mas eu não estava nem ai para isso, eu queria que ela berrasse de dor. Quando achei uma cabine vazia, joguei ela com tanta força que Narcisa acabou cambaleando. Estava caída no chão e me olhava de baixo, com medo... era isso o que eu queria. Tirei das minhas mãos as várias mechas que consegui arrancar. Fechei a porta e passei alguns feitiços para abafar o som.

- Andie...

- CALE A BOCA! – ela ainda estava no chão. – VOCÊ... EU NEM SEI O QUE DIZER... CARALHO NARCISA, VOCÊ É UMA LEGILIMENTE!!! Me diz... desde quando você sabe?

- Sei de que? – eu a peguei pela gola da blusa e chacoalhei.

- Não se faça de idiota Narcisa! – eu a soltei com força...cansei de ser boazinha – Ou você fala por bem, ou EU te faço falar!

- Já sei disso a um tempo...

- QUANTO TEMPO?

- Eu fui percebendo aos poucos... a primeira vez que eu vi algo estranho foi quando voltamos para cá depois das férias de inverno, quando você se recusou a ir conosco até o vagão. Mas em minha defesa queria dizer que foi sem querer... mas é que os seus pensamentos estavam fervilhando e eu senti algo tão intenso que fiquei curiosa...

- E você acha que isso te dá permissão para ler os meus pensamentos?

- Não! Não quero dizer que o que fiz estava certo, mas veja o meu lado. Naquela época eu não sabia controlar direito, a primeira vez foi sem querer. Vai me dizer que você aprendeu a usar o seu poder o dia para noite! – ela se levantou deixando o máximo de distância possível – Você estava muito estranha aquele tempo. Quando estava conosco vivia fria e distante, sempre ausente, chegava tarde no quarto e ao mesmo tempo vivia cantarolando, estava sempre sorrindo ... radiante. Não precisava ser nenhum gênio para perceber que estava apaixonada, o negócio era saber por quem.

- Isso não era da sua conta.

- Era sim! Você não era mais minha irmã. – ela começou a chorar – Eu só queria descobrir como te fazer voltar ao normal. E aos poucos eu fui aprendendo e cada dia ficava mais nítido, onde vocês iam, o que faziam, as sensações que transmitiam um ao outro... mas o rosto nunca me vinha a cabeça. Até o dia em que Lucius me chamou para conversarmos sobre você e acabei esbarrando com ele... com o Teddy.

- Não ouse dizer o nome dele... – eu queria arrancar os olhos dela – Quem mais sabe disso? – ela não olhou nos meus olhos - Espera... foi naquele dia que você me enfrentou não foi?

- Eu tentei ouvir seu lado... eu quis te dar a chance de se explicar, quem sabe pudéssemos ter resolvido aquilo de um jeito pacifico e sem magoar ninguém... mas não, você preferiu esconder de mim, como se pudesse. - Ela cuspiu a última parte e eu queria cuspir nela – Se você tivesse cuidado nós poderíamos ter conversado e ter acabado tudo aquilo tranquilamente , mas você me forçou a contar...

- Contar – eu despertei – Contar a quem? Quem mais sabe – ela não olhava para mim – Para quem você contou???

Ela não parava de chorar, eu a peguei pelo braço... ela não sabia se tentava se soltar ou falar para me fazer larga-la.

- Eu... eu... contei para Bella. – meu mundo tinha desmoronado ali.

- Isso... isso só pode ser mentira... – eu tentei me levantar do chão, mas as minhas pernas já não tinham força... eu já não tinha força – Se Bella soubesse, teria me matado sem nem pensar.

- Eu também pensei que ela faria algo assim, mas não... não foi atrás de você que ela foi.

As coisas voltaram a se encaixar... se não foi em mim que ela descontou a raiva, foi em... Teddy . Merlin, a lembrança que aquilo me levou conseguiu me deixar pior.

Ele tinha terminado comigo na visita de Bella... primeiro Narcisa me enfrenta, depois Bella chega para nos fazer a visita logo quando meu namoro não podia estar melhor e depois BUM!!! Do nada Teddy terminou comigo...

“ Eu juro que não quis fazer aquilo”

“ Andie, eu te amo... eu nunca quis te magoar”

“ Ter que terminar com você foi a coisa mais difícil e dolorosa que eu já tive que fazer”

“Menti descaradamente e tive que manter o personagem, mesmo te vendo naquele estado, sendo que o que eu mais queria era gritar para você que estava sendo obrigado a fazer todo aquele teatro...”

Tudo o que Teddy me disse... tudo fazia sentido.

- Foram vocês... – Eu podia estar no chão, mas a minha alma eu já nem sabia mais para onde tinha ido. – Como... como puderam fazer aquilo comigo?

- Eu não fiz nada! Foi Bella quem ameaçou matar a família dele caso não terminasse com você...

Ela tapou a boca como se aquilo fosse o suficiente para encobrir o que tinha revelado.

Eu quis morrer... Meu coração estava estilhaçado em mil pedaços, talvez até virado poeira porque não via um jeito de concertar aquele estrago. Eu tive que chorar se não explodiria. Não fui traída apenas por uma irmã... mas pelas duas. Meu segredo já tinha sido revelado o que tornava tudo mais difícil e Teddy... Ah meu querido Teddy, o que elas fizeram você passar. Merlin, eu tinha que me desculpar com ele por tudo o que eu pensei sobre ele... tudo o que ele teve que enfrentar, toda a raiva que passou, o arrependimento deve ter consumido e mesmo assim ele quis me proteger não contando que as minhas irmãs que tinham me causado todo aquele sentimento.

- Andrômeda? – Ciça veio me consolar, mas eu estava com tanto nojo dela que me afastei bruscamente.

- Merlin... você sabe a dor que me causaram? Tem noção do sofrimento que eu tive que superar?

- Eu sei... – ela ficou envergonhada – Sei até de mais... a sua dor vinha involuntariamente. Quando você chorava a noite eu te acompanhei porque todo aquele sentimento vinha a mim e me rasgava por dentro por causa  da...

- Culpa? – Ri ironicamente – Narcisa.... não me fale de culpa porque se isso fosse verdade, você que tão bem sabia do que eu estava sentindo, de tudo que eu estava passando, teria me ajudado! Se você se sentisse culpada, não teria... – eu olhei para Narcisa decisiva -  Não teria me segurado para Lucius me enfeitiçar enquanto eu te implorei ajuda!!!

Ela foi para trás, perdeu a cor novamente, mas não chorou mais. Ela limpou as lágrimas que corriam... por mais que ela se sentisse mal pelo que tinha feito, eu sabia que não se arrependia.

- Foi preciso...

- Sabe... me enoja saber que a sua obsessão por Lucius seja maior do que o seu amor por mim – ela abriu a boca para retrucar, mas eu a proibi – Eu pensei que se alguém soubesse que o que sinto é verdadeiro, poderia talvez me entender.

- Você sabe que eles nunca te entenderão, é por isso que fiz isso Andie.Eu estava com medo de te perder porque você sabe... se escolhesse ficar com ele você abriria mão da sua família.

- Hamp... e que família hein! A cada dia vocês deixam mais fácil tomar a minha decisão.

- Andie...

- Há várias maneiras de se perder alguém, Narcisa... e vocês duas me perderam de todas as formas. – as lágrimas dela voltaram a cair.

- Andie, por favor... me desculpe, eu só queria o seu bem. Mas por favor... nós somos ... somos um trio... sempre fomos. Te amamos tanto...

- Se ameaçar a pessoa que eu amo, ajudar alguém a me enfeitiçar, me fazer rumar a minha infelicidade com alguém que eu desprezo é o tipo do amor que vocês tem por mim... então eu não quero ser amada por vocês.

Ela se jogou aos meus pés implorando perdão...

- Você quer mesmo que eu te perdoe, Narcisa? – eu olhei do jeito mais frio que pude.

- Sim... por favor Andie, e não vou conseguir viver sabendo que você me odeia... sabendo que te perdi...

- Faria qualquer coisa para isso?

- Sim... por favor... sim

- Então terá de me ajudar em algo.

- No que?

- Você é a legilimente aqui, me poupe esforços – me arrisquei ao máximo naquele segundo

Deixei que Narcisa entrasse na minha mente e visse todo o nosso plano, todos os nossos planos. Ela ficou quieta enquanto examinava tudo... era estranho porque eu não conseguia impedi-la de fazer aquilo. Quando ela terminou não sabia ao certo o que sentir...

- Não tem como isso dar certo – ela ficou preocupada – A margem de erro disso é de quase cem por cento Andie, você serão mortos se...

- Eu sei... mas se for o caso eu prefiro morrer tentando!

- Não posso ajudar... Merlin, de todos os planos esse é o mais louco de toda a história, não vou te encaminhar para a morte.

- Prefere então que eu caminhe para a minha infelicidade? Saiba Narcisa que se eu acabar me casando com Lucius, certamente me matarei mais cedo ou mais tarde e aí sim você terá sangue nas mãos! Eu só estou te pedindo para tirar Bella de casa o que acontecer em decorrência disso é de total responsabilidade minha e de Teddy.

- Andie, me escute. – ela tentou pegar minhas mãos, mas eu recuei indo para a porta. Aquela conversa já tinha custado seu preço... eu estava exausta.

- Só quero que saiba que vamos fazer isso com ou sem você. A única diferença é que com sua ajuda as coisas podem ser mais fáceis.

Eu fechei a porta, sai sem saber andar direito, mas logo pude ouvir Ciça gritando meu nome.

- Eu te ajudo... – ela estava preocupada, talvez arrependida, mas aquilo já não me valia mais – Quando?

- Em breve. – segui meu caminho.

Embora ela tivesse me traído e eu não tivesse mais motivos para confiar nela eu quis pensar que sua ajuda era sincera e bem... caso não fosse eu morreria antes de qualquer coisa.

...

- Onde você estava? – Lucius estava a ponto de berrar comigo.

- Sai para conversar um pouco.

- Conversar com quem?

- Com meus amigos.

- Que amigos? – ele quis mais me humilhar do que perguntar

- Amigos Lucius! Mas como prometi estou aqui, toda para você – aquela encenação já nem me desgastava mais... não dava para isso acontecer.

...

Depois de tudo aquilo não demorou muito para chegarmos na estação.  Narcisa não falou comigo a viagem toda, nem mesmo se aproximou... apenas me olhava por alguns instantes. Claro que deve ter sido estranho para todos. Quando o trem parou na estação já dava para ouvir os gritos dos pais.

Quando todos começaram a desembarcar vi uma oportunidade de fugir de Lucius, afinal aquele momento era meu também. Aos poucos fui me despedindo daquele trem e pensando que a próxima vez que eu teria a possibilidade de voltar seria trazendo meus filhos...  meus filhos com Teddy. Será que sobreviveremos para passar por isso?

Narcisa se aproximou de mim quando estávamos saindo. E já na saída, trombei com Teddy... tentamos não sorrir... tentamos. Ele cuidadosamente pediu desculpa e me entregou um papel que eu só poderia ler em casa.

Quando descemos pudemos ver a nossa mãe chorando de felicidade em nos ver kk abraçada com Bella e a sua barriguinha de grávida, realmente estava linda e radiante...

Lucius me abraçou pela cintura e me acompanhou até lá... mas antes de chegarmos escondi o papel que ele me deu, bem colado ao peito e pude olhar para trás disfarçadamente. Encontrei os olhos de Teddy que falavam “Boa sorte”.

Agora era comigo...  


Notas Finais


então meus queridos, agora a história não vai mais rodar em Hogwarts :(
A vida deles passa para a adulta e logo as responsabilidades todas virão para os próximos cap. kk O próximo então... eu sei que vão querer me matar, maaaas não posso dar spoilers kkk
Espero que tenham gostado dessa passagem por Hogwarts e todo o começo da história de amor dos dois.
As coisas agora ficaram muito mais dficiceis pela guerra também...
kk Mas vou parar de falar neh
Muitoooo obrigada por continuarem lendo kk
adoro vocês
Uma grande beijo
até o próximo capitulo


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