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História A História de Cell - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Apenas Um de Vários


 Era o aniversário de Rafael, ele estava fazendo seis anos, todos estavam conversando… Rafael desceu as escadas de sua casa para comprimentar todos os convidados… A mãe de Rafa ouviu a campainha tocando e foi até a porta para ver quem é… Quando ela abre a porta, imediatamente leva um tiro na cabeça… Todos ouvindo o barulho do tiro se apavoram e saíram correndo, Rafael vendo aquilo sobe as escadas correndo em busca de um lugar para se esconder enquanto ouve o barulho dos tiros no andar debaixo… O ladrão sem piedade alguma mata todas as pessoas que haviam ali naquela festa, crianças, adultos e idosos… Logo depois disso, o ladrão começa a pegar todas as coisas de valor que havia naquela casa gigantesca, antes de ir embora, ele sobe no outro andar para ver se tem mais alguma coisa para roubar e ouve um choro vindo de um dos quartos… Então o ladrão começa andar pelo corredor para saber de qual dos quartos estava vindo aquele choro. Quando ele chega no último quarto do corredor entra e começa a procurar, Rafael estava chorando cada vez mais ao ouvir os passos daquela pessoa que havia matado todos em sua festa de aniversário. O ladrão chegava cada vez mais perto de onde Rafa estava escondido… E quando percebeu que era debaixo da cama que vinha aquele choro abaixou-se e se deparou com um menino de cabelos loiros e olhos castanhos chorando desesperadamente:

– Olá garoto… – Disse aquela figura vestida com uma roupa preta.

– O-oi – Disse Rafael.

– Está com medo de mim? – Disse o ladrão abrindo um imenso sorriso medonho e em seguida colocando a a arma na cabeça do garoto. – Fique tranquilo, não vai doer nada...

No instante em que ele ia atirar ouviu o barulho das sirenes dos carros de polícia vindo em direção a casa… O bandido então corre para sair da casa, pula o portão e sai em busca de um lugar para se esconder…

Quando a policia chega dentro da casa se depara com um nome escrito em sangue na parede…

– Jack – Disse o policial Lincon.

Os policiais ouvem barulhos de passos descendo as escadas, todos ficaram à postos para atirar e os passos pareciam cada vez mais perto e a sombra na parede cada vez maior… Até que surgiu Rafael chorando, e quando viu os policiais correu em direção de Lincon que abaixou-se e perguntou ao menino o que havia acontecido na casa quando o ladrão chegou… O garoto ainda chorando explicou ao policial tudo o que aconteceu na casa. Tempo depois, Rafael foi levado para casa de Lincon que à partir daquele momento cuidaria dele…

No dia seguinte, o menino foi levado para uma clínica onde seria tratado e logo em seguida voltou para casa…

– Policial Lincon…

– Fale Rafa…

– Quando eu vou poder voltar a escola?

– Amanhã mesmo…

– Oba!

– Você está louco para ver seus amigos novamente não é? – Disse Lincon dando um sorriso.

– Sim… Sinto muita falta deles…

Depois que terminaram de conversar cada um foi para seu quarto, Rafael começou a lembrar dos últimos momentos com sua família… Com sua mãe e com seu pai.

– Mamãe, papai… Quando eu crescer eu vou virar um policial igual ao policial Lincon e vou prender aquele cara. E vou proteger todos que estão ao meu redor das crueldades dessas pessoas más… – Falou bem baixinho para que ninguém escutasse.

No dia seguinte as 6:00 Rafa já estava acordado e pronto para ir a escola. Lincon ainda dormia, então o garoto resolveu fazer uma receita que sua mãe fazia pra ele toda manhã antes de ir para a escola. Pegou todos os ingredientes necessários e começou a fazer as panquecas com doce de leite e frutas vermelhas. Logo depois que terminou colocou com cuidado em dois pratos um para ele e outro para o policial as panquecas que havia feito e logo depois colocou no entre as panquecas doce de leite e em cima, as frutas vermelhas… Depois disso levou um dos pratos até o quarto do policial, antes de entrar bateu na porta e entrou…

– Bom dia Policial…

– Bom dia Rafael…

– Eu fiz isso pra você – Disse o menino entregando o prato com panquecas para o policial.

– Obrigado… Mas não precisava…

– Mas eu quis fazer para te agradecer por estar cuidando de mim…

Quando terminaram a conversa Lincon levou Rafa até sua escola. O garoto entrou correndo para reencontrar seus amigos Felipe, Alan, Matheus e Thiago…

– Ei gente, o Rafael ta vindo! — gritou Felipe.

Todos os garotos correram em direção ao amigo que fez o mesmo…

– Cara porque você não veio à escolas nessas últimas duas semanas? – Perguntou Alan.

– Aconteceu várias coisas e eu não pude vir…

– Que tipo de coisa? – Perguntou Matheus.

No instante em que o menino perguntou Rafael começou a lembrar de tudo o que havia acontecido no dia de seu aniversário e, logo em seguida começou a chorar…

– Eu não quero falar sobre isso… – Disse Rafa usando a manga de sua jaqueta para enxugar as lágrimas que escorriam em seu rosto.

Rafael sentou-se num banco que tinha no pátio e começou a pensar em tudo o que tinha acontecido… Os amigos vieram mais perto e ficaram em volta de Rafa.

– Ei cara – Disse Thiago. – Conte para a gente o que aconteceu… Somos amigos, não somos?

– Sim. Vou contar a vocês e acabar logo com isso.

Rafael começou a contar tudo o que aconteceu para seus amigos, às vezes chorava lembrando de algumas coisas que havia acontecido no dia de seu aniversário…

– Nossa… Eu nunca pensei que isso poderia acontecer com a gente – Disse Matheus.

– Mas pode – Disse Rafael com a maior calma para seu amigo.

No instante que o menino disse isso começou a chorar.

– Ah a criancinha vai começar a chorar? – Disse um garoto um ano mais velho que Rafael.

– Não enche Rodrigo! – Falou Thiago.

– Fica quieto na sua, projeto de gente! – Falou Rodrigo.

– Deixa ele Thiago. Uma hora ele para com isso… – Mas Rafa…

Rafael olhou para seu amigo que logo em seguida entendeu a mensagem, Rodrigo saiu dando risadas.

– Porque deixou aquele cara falar assim com você? – Gritou Alan perdendo a paciência diante da situação.

Não ouve resposta, o garoto louco de raiva deu um tapa na nuca de Rafael…

– Eu estou falando com você!

– Cara não adianta ficar discutindo com alguém assim, só vai piorar a situação!

A conversa cessou… No final do dia cada um foi para casa. Rafael chegou em casa e foi dormir…

Anos se passaram e Rafa já estava com 17 anos já ia pra escola sozinho. E no caminho parou no portão da casa de seu amigo Felipe para chamá-lo para ir a escola. À caminho da escola parou mais três vezes, e depois foi direto. Quando chegou, foi para um banco onde ele e seus amigos sempre ficavam e então começaram a conversar, quando Rodrigo e seus dois amigos Ryan e Bruno chegaram.

– Eaí bebê chorão – Exclamou Rodrigo rindo.

– Ah, não enche Rodrigo – Respondeu Rafael.

Todos os amigos do garoto levantaram do banco e fizeram uma barreira na frente tentando protegê-lo.

– Ah, que legal o bebê chorão não consegue se defender sozinho e precisa desse tanto de gente em volta?

Naquele momento Rafael explodiu de raiva, pulou do banco e pegando o garoto pelo colarinho e levantou.

– Calma, calma cara é só uma brincadeira… – Disse Rodrigo com medo, mas ainda rindo. – Você não vai me bater por causa disso não é?

O garoto encara Rodrigo, em seus olhos era possível enxergar toda a raiva que sentia, jogou-o no chão e chutou o rosto dele deixando uma marca vermelha enorme….

Rafael deu meia volta com um olhar de quem queria matar as pessoas que fizessem mal a ele ou aos que estão próximos dele. Ryan e Bruno olharam assustados para o garoto que agora voltava para seu banco… Depois disso tudo Rodrigo foi levantado por seus dois amigos que sairam de lá o mais rápido possível, os colegas de Rafa olharam ele impressionados com o que havia acontecido ali a poucos minutos atrás.

– Caraca… Mandou bem cara! – Falou Alan.

– Eu não aguento mais esse idiota no meu pé!

A conversa continuou por um longo tempo e o dia foi acabando… Todos já estavam indo pra casa.

Rafael chegou e foi logo para seu quarto,porque não queria falar com ninguém, não queria ouvir conversa, só queria ficar sozinho dentro de seu quarto jogando um de seus jogos preferidos…

Dias se passaram e continuava a mesma provocação mesmo depois do que aconteceu, as conversas ainda eram as mesmas, a rotina não mudou, levantar, ir para a escola, chegar em casa e dormir… Rafael estava farto disso tudo, então decidiu ligar para seus amigos e perguntar se eles queria sair para alguma festa e curtir a noite, os amigos logo aceitaram e foram imediatamente se arrumar e esperaram no portão de casa, à chegada de Rafael… Todos já estavam a caminho da festa, mas lembraram que não tinham dinheiro para pagar a entrada, então passaram no banco para fazer um saque de dinheiro e logo depois seguiram para a festa… Quando chegaram, o lugar estava lotado era quase impossível de se andar e ver lá dentro de tão escuro que era lá dentro. O grupo achou uma mesa e sentaram-se, começaram a conversar e depois pediram algo para beber, enquanto conversavam Rodrigo começou a se aproximar da mesa.

– Ora, ora se não é o bebê chorão…

– Rodrigo… – Disse Felipe – Quer que ele te faça mais uma tatuagem no rosto?

– Duvido que ele faria isso novamente… Ele não passa de um pobre coitado que perdeu seus pais quando tinha 6 anos e um imbecil que quer se tornar o valentão da escola, quer se mostrar forte, mas é um fracote, e isso nunca mudará…

Rafael levantou da mesa, pegou a faca de um dos garçons que estava passando com um pedaço de picanha no carrinho, e colocou rapidamente no pescoço de Rodrigo que ficou pálido na hora… Todos ali presentes o encararam, com medo.

– Repita o que você falou mais uma vez e nunca mais vai ver a luz do outro dia…

Rodrigo não falou nada, Rafael tirou a faca do pescoço daquele cara que imediatamente saiu correndo para fora da festa, Rafa devolveu a faca no carrinho e sentou-se na mesa novamente.

– Você enlouqueceu de matar aquele cara no meio da festa?!?!?!?! – Perguntou Matheus.

– Já estou por aqui com aquele idiota falando daquele jeito comigo…

– Acho que o idiota nessa história é você cara…Porque se você mata ele no meio da festa ou em qualquer lugar, você vai para o conselho tutelar! – Disse Thiago.

– É verdade…

Depois de uma longa conversa, Rafael e seus amigos foram para casa, porque no dia seguinte teriam aula.

No dia seguinte, Rafael fez o mesmo trajeto até a escola, quando chegou à escola tiveram aula de português, depois aula de matemática e por último tiveram a aula de natação. No final da última aula todos foram para o vestiário se trocar para ir embora da escola.

– Olha quem está aqui o cara que veio pra cima de mim para provar que era valente, mas sempre vai ser o bebê chorão…

Rafa somente revirou os olhos e ignorou completamente o comentário. Mas Rodrigo fez outro comentário que deixou Rafael irado de raiva, pegou a tesoura de seu estojo e partiu para cima de Rodrigo que segurava a mão de Rafael com todas as forças… Mas não conseguiu manter essa resistência muito tempo, acabou sendo jogado no chão, Rafa começou a fincar a tesoura em seu peito, ele não resistiu e morreu depois dos golpes fatais que recebeu… O garoto foi segurado por seus amigos, que chegaram tarde demais, pois um aluno já estava morto, sangue escorria para todo canto inclusive pelas mãos de Rafael.

– O que foi que fiz?… – Disse Rafael olhando para suas mãos sujas de sangue, depois para o corpo no chão.

Rafael ajoelhou-se ainda olhando para suas mãos, mas dessa vez chorando.

– Como fui capaz de fazer isso? Eu matei uma pessoa, eu me tornei um monstro, eu me tornei um…Não, isso é um sonho, eu não sou isso, eu não faria uma coisa dessas…

– Cara, isso não é um sonho… Você matou mesmo ele… — Disse Alan.

 Rafael tentou de tudo para ver se Rodrigo ainda tinha algum sinal de vida, mas era tarde demais… O garoto levantou-se, olhou para os amigos e correu para fora da escola. Correu descontroladamente, as vezes esbarrava nas pessoas, escorregava ou caía por conta do temporal que estava tendo naquela hora… Rafael correu para bem longe totalmente sem saber para onde ir…



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