1. Spirit Fanfics >
  2. A História de Cell >
  3. Em Busca de...

História A História de Cell - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Em Busca de...


 Dias e dias se passaram os amigos estavam loucos atrás de Rafael que havia sumido após o que havia feito. Felipe já estava à ponto de enlouquecer por causa de seu amigo, que tinha sumido à dias atrás…

– Aonde será que ele está? Será que ele está bem?Será que ele foi… — Felipe não ousou em terminar a frase.

– Ei cara… — Disse Alan sentando na calçada do lado de Felipe. — Para de pensar assim, ele está bem e vamos encontrá-lo o mais rápido possível.

– Ou não vamos encontrá-lo nunca, porque talvez ele tenha sido morto ou preso… — Disse Matheus.

– Se for pra falar merda fica com a boca fechada que é melhor! — Disse Thiago.

Depois de uma enorme discussão entre Thiago e Matheus, Felipe levantou-se da calçada e foi até a delegacia.

– Ei Felipe! Você e seus amigos sabem onde o Rafael está? Ele não apareceu em casa…

– Felipe você acha que devemos contar a verdade ao policial? — Disse Thiago colocando a mão no ombro do amigo.

Assentiu indo em direção ao policial bem devagar e disse que ia contar tudo o que havia acontecido, mas tinha que prometer que a polícia não levaria esse caso ao público… Felipe e o policial então entraram em uma sala e começaram a conversar.

– Não achei que Rafael fosse capaz de matar um aluno. Vou ter uma conversa bem séria com ele!

– Ele fez isso porque, ele não aguentava mais…

– Como assim não aguentava mais?

– O Rodrigo ficava zoando ele por causa que ele não tinha mais família. Ele aguentou isso por muito tempo, todo dia na escola aquele idiota ficava irritando ele… Teve um dia que ele levantou o Rodrigo pelo colarinho da camisa e depois jogou ele no chão...

– Mas isso não é motivo para matar um aluno, nada é motivo para assassinar um colega! E ele podia ter me contado o que ele estava passando, eu podia ter resolvido o problema…

– Acho que ele não contou porque achou que ia atrapalhar o seu trabalho com os problemas dele… Bom, eu tenho que ir agora… Meus amigos devem estar me esperando para continuarmos procurando ele — Disse o garoto se levantando.

– Felipe! Não gostaria de se tornar um policial? E me ajudar nos casos?

– Eu… Preciso de um tempo para pensar nisso… Em breve irei te responder.

O menino abriu a porta e foi embora… Enquanto isso em uma cidade não tão longe dalí, Rafael andava pelas ruas totalmente sem rumo, depois de um tempo percebeu que estava sendo seguido, então começou a correr o mais rápido possível, Rafael olhou para trás e viu que aquela pessoa tinha sumido, ele começou a parar de correr, mas quando fez isso foi jogado em um beco perto de onde estava. O garoto se levantou meio atordoado, e viu duas pessoas na sua frente…

– Olá garoto… Está com medo de mim? — Disse um dos homens abrindo um imenso sorriso medonho.

Rafael sabia que já tinha visto aquele homem e ouvido aquilo em algum lugar só não se lembrava onde. De repente em sua mente veio a imagem daquela pessoa falando e apontando a arma para sua cabeça.

– Jack… Você… Você vai pagar por tudo o que fez!Você vai pagar por tudo o que fez naquela noite com a minha família.

– E você também vai pagar pelo que você fez com aquele garoto,qual era o nome dele mesmo, Ryan?

– Rodrigo — Disse o garoto tirando o capuz da cabeça.

– Ryan?!?!

– Olá Rafael… Espero que esteja feliz com o que fez…

– Eu não queria fazer aquilo…

– Se você não quisesse, não teria feito…

– Bom, chega de conversinha, eu tenho que eliminar você…

Jack correu em direção ao garoto com uma faca, Rafael desviou o mais rápido possível. Jack se virou rapidamente e conseguiu acertar a faca no ombro do garoto, que virou imediatamente e acertou um soco no rosto do bandido que caiu no chão. Ryan foi correndo em direção ao menino para dar um soco, mas Rafael se virou pegou o braço de Ryan virando-o e colocou a faca no pescoço.

– Gostei de você — Disse Jack se levantando devagar — Seria um ótimo assassino…

– Cale-se — Disse Rafael tirando a faca do pescoço de Ryan que se afastou com medo.

O menino com a faca na mão se aproximou de Jack lentamente e apontou a faca para ele. O bandido somente deu um passo à frente deixando assim a faca encostando em seu pescoço.

– Me mate — Disse Jack tranquilamente.

Rafael queria fazer aquilo, mas sabia as consequências deste ato… O garoto hesitou, abaixou a faca e colocou dentro do bolso de sua calça e saiu andando.

– Você ficou maluco?!?!

– Eu sei que ele não ia conseguir me matar, e eu sei disso, porque a consciência dele já está pesada e se ele fizesse isso só iria piorar a situação…

– É verdade não tinha pensado por esse lado… Mas e se ele acabasse se deixando levar naquela hora! Você ia morrer!

– Bom, você acha mesmo que vou morrer? Então vá chamar todos os bandidos da cidade imediatamente, eu vou atrás do menino.

– Mas che…

– Isso foi uma ordem, apenas obedeça.

– S-sim senhor…

Ryan foi chamar todos os bandidos da cidade que estavam soltos e conheciam Jack… Enquanto isso na outra cidade, Felipe contava para seus amigos a conversa que teve com o policial que cuidava de Rafael…

–Ele perguntou a você se gostaria de se tornar um policial? — Disse Thiago.

– Sim… Mas eu respondi à ele que eu precisava de um tempo para pensar — Respondeu Felipe.

– Acho que você não aguentaria ficar na polícia por muito tempo — Disse Matheus — Lá é a mesma coisa que a escola.

– O que quer dizer com isso? — Disse Alan.

– O que quero dizer é que você vai até lá aprende coisas, depois tem que ficar correndo atrás de um monte de gente que faz um monte de coisa e ao mesmo tomar cuidado por onde você anda, porque talvez quando menos esperar você é pego de surpresa e acaba sendo espancado.

– É você tem razão…

Alan e Thiago olharam para Felipe surpresos com o que o amigo havia falado…

– Mas isso não vai me impedir de achar meu amigo, meu melhor amigo. Eu vou fazer de tudo para encontrá-lo! E não vai ter ninguém nem nada que me impeça ou me faça desistir disso. Eu vou até o fim…— Disse Felipe se levantando da mesa de sua casa e saindo correndo em direção a delegacia.

Já era dezoito horas, o sol já estava se pondo, Felipe corria sem parar e atrás dele estavam seus amigos, pedindo para ele correr mais devagar.

– O que você vai fazer Felipe?!?! — Gritou Alan.

– O que você acha?

– Você não vai?… — Gritou Matheus.

– Sim, eu vou me tornar um policial! Custe o que custar. Porque como eu já disse eu vou fazer de tudo para encontrar meu melhor amigo.

Chegando na delegacia Felipe foi procurar o policial Lincon que ia ajudá-lo a ser um deles. Foi em todos os locais da delegacia, mas infelizmente não o encontrou…

– Com licença policial, o senhor poderia me dizer onde está o policial Lincon?

– Não sei e nem quero saber, agora se manda moleque!

– Ok… — Disse Felipe indo embora meio sem entender o que havia acontecido ali…

– Então, encontrou o policial? — Falou Alan.

– Não… Mas achei outro policial muito estranho…

– Como assim? — Perguntou Thiago muito confuso com o que o amigo tinha dito.

– Quando perguntei onde o policial Lincon estava ele falou que não sabia e nem queria saber, e ainda falou para eu me mandar…

– Talvez ele só esteja estressado com o trabalho dele,ou alguma coisa do tipo. — Disse Matheus.

– Eu suspeito que ele está escondendo alguma coisa, porquê nenhum policial falaria assim com as pessoas, acho que é uma boa hora para investigar isso... Todos estão com o seu celular aí?

– Sim.

– Beleza. Quanto de bateria tem o seu celular Thiago?

– Cinquenta por cento.

– O seu Matheus.

– Setenta e cinco.

– E o seu Alan?

– Cem por cento.

– Bom, vamos usar o celular do Thiago, porque está pela metade, depois que o dele acabar a bateria, vamos usar o celular do Matheus, depois o celular do Alan ou se não o meu… Entenderam?

– Sim.

– Ei, não sabemos do que o policial vem… — Disse Matheus.

– Eu sei, porque ele é amigo do meu pai, e um dia ele veio lá em casa. Se eu não me engano o carro dele é uma S10.

– Você se lembra da placa? — Perguntou Felipe.

– Era KJL0609.

– Ok! Vamos atrás do carro e somente aguardar o momento certo para entrarmos no carro.

Os amigos esperaram a delegacia fechar, e então entraram no porta-mala do carro do policial e só esperaram… Meia hora depois, o carro foi ligado, Felipe e Thiago olhavam atentamente através do vidro do carro para ver onde estavam indo e perceberam que iam para fora da cidade. Uma hora e meia depois, o carro parou e o policial desceu, e foi em direção a um beco.

– Ei ele desceu, vamos atrás! — Cochichou Felipe para seus amigos.

Os garotos sairam do porta-mala e correram em direção ao policial, mas mantendo um pouco de distância para não acabarem sendo pegos.O homem foi em direção à uma grande porta de ferro onde bateu e outro homem um pouco maior que ele abriu a porta.

– Três.

– Quatro.— Respondeu o policial, sendo liberado para entrar no local…

– É não tem como a gente entrar… Vamos embora…

– Nada disso Matheus, nós chegamos até aqui e não vamos voltar, simplesmente porque nós não aguentariamos andar tanto, e nem sabemos o caminho de volta pra voltar pra nossa cidade…

Felipe começou a pensar em um plano para entrar naquele lugar e tentar entender que tipo de senha era aquela.

– Eu já vi esse tipo de senha em algum lugar, só não lembro onde.

– Você precisa pensar em uma maneira de nós sairmos vivos daqui e não na onde tu viu essa senha! — Disse Matheus.

– Felipe, na boa, eu posso bater nesse infeliz pra ver se ele CALA ESSA BOCA?!

– Alan se controla, quer que alguém nos encontre aqui?! — Cochichou Felipe.

– Desculpa.

– Gente, eu lembrei como essa senha funciona,a pessoa vai falar um número e você tem que falar a quantidade de números que tem no número que ela falou.

Felipe já sabia como funcionava aquela senha, mas não sabia como seus amigos e ele iam entrar lá. Meia hora se passou Thiago já estava quase dormindo, Alan estava totalmente entediado, e enquanto ao Matheus roía as unhas sem parar… De repente felipe se levantou e foi em direção ao carro do policial procurar algumas roupas e chapéus para esconder o rosto dele e de seus amigos. O menino pegou o que precisava no carro e voltou para onde estava, deu para cada um de seus amigos um chapéu e um casaco para se disfarçarem, e explicou o plano, que foi executado logo em seguida… Os garotos foram em direção a mesma porta onde o policial entrara a alguns minutos atrás bateram na porta e então foram recebidos pelo mesmo homem que recebeu o policial.

– Um.

– Dois. — Respondeu Alan que entrou logo em seguida.

– Quatro.

– Seis. — Respondeu Matheus.

-Dez.

– T-três. — Respondeu Thiago com medo daquele homem.

– Vinte.

– Cinco. — Respondeu Felipe.

Assim que os quatro entraram, foram procurando um lugar para sentar. O lugar estava cheio de bandidos tomando cerveja, gritando, jogando truco batendo uns nos outros, mas os garotos mantiveram a calma e então acharam uma mesa, sentaram-se e começaram a sussurar uns para os outros sobre o que iriam fazer de agora em diante…

– Vamos continuar a seguir o policial ou melhor dizendo, bandido… Porque talvez ele nos leve até o Rafael…

Alguns minutos depois, Ryan entra correndo no bar e pede para todos os bandidos que conhecem Jack virem com ele. Quase todos que estava naquele lugar saem atrás de Ryan, Felipe e seus amigos não sabiam o que estava acontecendo, mas também correram.

Há alguns quilômetros dali Jack estava andando atrás de Rafa, que em nenhum momento notou a presença de outra pessoa…

– Ei garoto…

Rafael ao ouvir aquela voz de novo, parou e virou lentamente com a faca em uma das mãos.

– O que você quer agora desgraçado de merda?! Já não bastou ter tirado tudo o que era meu?

– Não tirei TUDO o que era seu. Tirei QUASE tudo. Ainda sobraram seus amigos…

Rafael ficou paralisado, o medo consumiu-lhe por completo.

– Oh, achou que eu não conhecia eles? — Jack chegava cada vez mais perto do menino. – Matheus, Thiago, Alan e… Ah qual é mesmo o nome do outro? Me lembrei, Felipe…

Rafael empurrou Jack para a parede e colocou a faca no pescoço do homem…

– Vai tentar me matar?… Vá em frente, é o que você quer não é?… Faça isso! Se vai se sentir melhor depois…

O menino somente pressionou a faca no pescoço, mas depois hesitou novamente…

– Não… Eu não sou igual a você que sai matando todo mundo como se as pessoas a sua volta não valessem nada.

– Você é igual a mim, só não quer admitir...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...