História A história de Lara Holtz. - Capítulo 1


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Categorias A Orfã
Personagens Personagens Originais
Visualizações 15
Palavras 916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, espero que gostem, apesar de não ser algo tão forte como em um filme, fiz com atenção. Após esse capítulo, as coisas ficaram mais pesadas e curiosas.

Capítulo 1 - Começo perplexico.


Fanfic / Fanfiction A história de Lara Holtz. - Capítulo 1 - Começo perplexico.

   - As pessoas acham que sou louca, mas... mas, ele me espanca, me machuca por dentro e por fora. Eu achava que eu era maluca, mas ele é real, vocês precisam acreditar em mim! Ele não fica tá mais ficando só aqui, me persegue por tudo que é canto. - Lara.
Lara narrando.
Todo mundo me olhava como se eu fosse anormal, na verdade é oque eles imaginam oque eu sou, "ANORMAL", "BRUXA", "SATÂNISTA".
    - Sim, ele e o Papai Noel existem. Você tem graves problemas, um exorcismo é o teu caso, orações. - Dra. Susana.
   - Eu te odeio! - Lara.
A minha única opção era correr, fugir, mas pra onde? Como eu sento saudades daquela cama quentinha, com cobertores macios  e peludinhos, mas a anos tive que me "habituar" com uma nova "realidade", o manicômio.
O manicômio de WeberCity, era o verdadeiro inferno. As pessoas eram maltratadas como se fossem lixo. Os barulhos eram pertubadores, desde gritarias como exorcismos. Ninguém lá falava a verdade para os "maiores", como nós nomeamos os médicos psiquiatras.

Desde criança, eu sempre via e ouvia coisas. Achava coisas que nenhuma criança acharia e se interessaria em olhar, ler, ouvir, falar. Coisas como, bonecas enterradas, tabuleiros, joias, túmulos, carniças e diversas outras coisas.
Eu não tinha amigos por causa disso, eu era diferente pra eles. Desde pequena, eles sempre me maltrataram. Eu me sentava em um balanço velho de pneu, e me perguntava por que tinha vindo ao mundo, qual era a minha missão ali. Então eu ficava por ali, brincando sozinha, rindo sozinha, como uma pequena maluca. Então um dia, eu ouvi alguém me chamar.
  - Lara! - algo.
Eu olhei assustada para todos os lados, aquela voz não era de ninguém conhecido. Então joguei minha boneca ao chão e comecei a procurar quem me chamava.
- Quem é? - Disse com a voz trêmula.
- Aqui Lara, venha.
Vi uma mecha de cabelo loira sobre uma tábua grande e velha de madeira. Fiquei intrigada, e fui mais perto. "DEI UM PISÃO ERRADO, DROGA!", caí em uma espécie de porão, comecei a gritar alto, mas ninguém iria ouvir, estava muito abaixo. Então a voz ficou mais próxima, e me arrepiou os cabelos.
- Lara! Quanto tempo...
Virei assustada e o vi novamente, o Homem.
- Sa, saí daqui... o que tu quer? Por que não me deixas em paz! - Eu comecei a tremer.
- Sou seu amigo, lembra? Prometeu nunca me abandonar Lara. Vamos ao que interessa.

Então de repente acordei, novamente, atira sobre o chão, com marcas roxas sobre meu corpo. No manicômio. Pesadelos como esse, eram frequentes na madrugada que me assombrava.
Eu sentia que não dormia totalmente sozinha, além do meu colega vizinho o Andrey, sentia mas alguém por ali. Mas preferia ficar calada, como sempre, aliás, se contasse, iam me chamar de "maluca" como todas as outras vezes.

Como toquei no Andrey, vou falar quem é ele. Andrey era um menino igual a mim, que era "perseguido" pelo mesmo "Homem". Ele era ruivo, com os cabelos cacheados e curtos, tinha sardas pelo rosto branco, e seu nariz fino. Nós éramos amigos, mas não deixavam a gente se falar muito depois do ocorrido de sexta - feira. Bem, a gente tava conversando, na mesma sala, em observação dos monitores óbvio, privacidade não é o forte desse lugar. Então nós sentimos ao mesmo tempo a vibração ruim do Homem, como sempre ele chegou de repente, já machucando a mim primeiro. Os monitores estavam distraídos na hora do "espancamento". Então o Andrey tentou me ajudar, mas acabou se encrencando, o Homem acabou machucando muito o Andrey, que um grito saiu aleatoriamente dos seus pulmões. Os monitores logo viram, e como sempre, não deram a oportunidade da gente explicar, então puxaram o Andrey e o acusaram de ter me espancado brutalmente, levaram ele até a solitária, o lugar mais frio e isolado do mundo sem dúvidas. Depois do acusamento à ele, não podemos nos falar mais "pessoalmente" nem com a observação dos monitores. Somente pelas malditas janelas. Eu nunca confiei em alguém, tanto quanto confio nele, ele me entende e tenta me proteger. E mesmo depois de tantas encrencas atoas, ele ainda toma culpa por mim. Alguém nunca se importou tanto comigo assim. Eu comecei sentir algo por ele, confesso. Mas... não era o momento certo para falar naquilo.

Eu sentia falta dele, de olhar aquelas sardas "laranjas". Tinha medo que enquanto ele estivesse lá desprotegido, o Homem fizesse algo com ele. 

 Acabei pegando no sono de repente, e mais uma vez acordei de madrugada, com os gritos da moça da frente, a realmente pertubada. Ela sofria muito, e ninguém ligava a não ser, nós mesmos. Pelo que sabia dela, ela era completamente pertubada, ouvia e via coisas também, mas além de tudo, ela fazia coisas horríveis. A fixa dela, contava que ela quando engravidou, teve seu filho normalmente, e depois o queimou, ela disse que fez por obrigação de seu marido, que para obséquio, estava morto.

Lugares como aquele não eram frequentados muito por pessoas, consideradas "normais". Apenas por pessoas que realmente se importavam com alguém ali dentro. Meus pais nunca ligaram para mim, apenas para minha irmã Lucy Holtz, a estrela de New York, apresentadora, rica, e bonita. Toda vez que ela dava entrevista mentia sobre a minha existência, e meus pais a mesma coisa. Só pensavam em luxúria, dinheiro, viagens, a felicidade deles. Isso sempre foi um motivo para eu pensar sobre a minha existência desnecessária no mundo. 



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