História A história de Lara Holtz. - Capítulo 3


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Categorias A Orfã
Personagens Personagens Originais
Visualizações 9
Palavras 2.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu demorei um pouco pra soltar esse capítulo, por que escrevo tudo no bloco de notas, e quando escrevi, infelizmente não salvou. Fiquei super decepcionada, e desanimada para reescrever tudo novamente. Mas está ai, espero que gostem. :*

Capítulo 3 - A fuga.


- Lara? O que são essas marcas nos teus braços?!
Disse a monitora Carmen, a única pessoa depois do Andrey, que se importava comigo ali dentro. Ela tinha visto os roxos nos meus braços, feitos pelo "Homem".
  - Ele apareceu aqui, o dia em que eu fui falar com o Andrey... sei lá, eu tinha falado para os monitores mas ele nem ligaram, apenas acusaram o Andrey. Ele aparece mas frequente ultimamente...
  - Eu entendo.
  - Como assim entende Carmen?
Fiquei olhando pra ela com muita curiosidade.
- Eu nunca falei para ninguém, mas, esse homem que te persegue, já chegou a me perseguir também. Já sofri muito graças à ele, e isso infelizmente é um caso muito sério. E infelizmente as pessoas como os doutores psiquiátricos, nunca vão acreditar em gente como a gente.
Ela me mostrou um de seus braços, com uma grande cicatriz que por sinal, parecia uma mancha de nascença.
- "Uau"...eu nunca achei que isso já tinha acontecido contigo... Então tu acredita em mim né?
- Sim Lara... acredito sim. E por isso, te apoio aqui.
Dei um grande abraço nela.
- Obrigada!
Ela me sorriu, e logo se despediu indo até os outros quartos.
   Depois que o Andrey me falou sobre a fuga, eu passei a ver cada vez mais o Homem. Era como se, a aproximação do Andrey, o trouxesse mais para perto de mim. Eu tinha medo de dormir qualquer dia daqueles, e não acordar ali, era um desejo de anos não acordar ali, mas... não dessa forma. Eu me sentia tão confusa.
   O Andrey passou a dormir no corredor D, ficava no segundo andar. Eu nunca fui "corajosa" ao ponto de sair do quarto e ir para o segundo andar, mas precisava falar com ele, então eu levantei da minha cama pela madrugada, quando só o segurança ficava na recepção e vagando pelos corredores, e fui para as escadas. Subi bem devagar para não fazer muito barulho, e comecei a procurar nas portas o Andrey... bem eu não sabia onde ele estava.
Ali estava ele, sentado na beira da cama, olhando para o nada como sempre, viajando. Arregalei os olhos, e fiz um sinal com a mão tentando chamar a sua atenção.
- Andreeeeeey...! "Vim cá".
Vi ele procurando quem o chamava. Então eu abri a porta sem querer, e ele finalmente me viu.
- Lara Holtz! Ele abriu um sorriso.
- O que faz por aqui? Criaste coragem repente?
  - Vim te ver.
- Ah sim. Então como estás? 
- Pô... tô levando né Andrey. E tu? Como tá sendo ficar aqui nesse andar novo?
- Sinceramente? Até bom. Os dois maluquinhos desse quarto não surtam diariamente. Posso ler meus livros calmamente, o único mal é ficar longe de ti, apenas.
- Uau! Que "sorte". Mas então... quando planejou a nossa ida?
- Sabia que ia perguntar... Vamos partir desse lugar, amanhã de madrugada. Estás pronta para ter uma vida comigo?
- É estou até. Vamos para onde?
- Quantas perguntas Lara Holtz, bem, nós vamos para Mahua. Espere amanhã e verás, agora vá para o teu quarto antes que te peguem aqui safada.
Disse ele rindo. Reviro os meus olhos. Então ele coloca seu dedo sobre a minha boca me fazendo ficar calada, e me deu um beijo como sempre na minha testa. Não demorei muito para ir embora, saí do seu quarto, com muito cuidado e ansiedade. Fugi pelos corredores, tentando fazer o mínimo de barulho possível até o meu quarto. Graças a Deus, ninguém me pegou, apenas abri a porta do meu quarto, caminhei até minha caminha com passos firmes ao chão, me deitei sobre a mesma, e fechei os olhos... pensando em tudo que tinha acontecido, e tudo que estava pra acontecer, então ali adormeci.

No outro dia...

- Lara! Acorda...! - Andrey me chama repentinamente.
Então acordo com seus tapas fracos proporcionados para realmente me acordar.
- Que houve? - Perguntei a ele.
- Sim, vamos, antes que alguém venha. Se arruma, consegui falar com meus antigos amigos, para aguardarem a gente lá fora de moto. 
Me levantei da cama, catando algumas roupas minhas que estavam por ali, colocando tudo dentro de uma mochila grande que ele trouxe. Começo a sentir cada pedaço meu se estremecer, me deixando cada vez mais ansiosa para me ver livre daquele lugar, fugir era nossa única opção, mas... o medo queria me manter ali.
- Andrey vira.
Ele ficou me olhando rindo, como se eu estivesse brincando.
- É sério vai, vira, preciso trocar de roupa pelo menos.
- Tá bemmm dona Lara Holtz.
Ele se vira contra a parede mofada. Pego uma roupa qualquer, visto, apenas para as pessoas que habitavam fora daquele local, não se assustem.
- Pronto. Agora sim.
Fui para perto dele, fazendo ele se virar para mim.
- Então...?
Percebi ele sem reação alguma em me ver numa roupa normal.
- Que foi? Tá feio?
- Não... Pelo contrário, você está linda.
- Obrigada.
Me senti feliz com o elogio, mas... continuava com medo, o medo me fazia ficar desanimada.
- Andrey?
- Que foi Lara?
- Am... eu tô com medo (sorri sem graça), bem...
Ele toca no meu rosto, colocando a mão no meu queixo, fazendo com que eu o olhasse profudamente.
- Ei, não fica assim. Não precisa ficar com medo. Eu tô aqui.
Pela primeira vez, o seu beijo não foi na testa, e sim nos meus lábios. O beijo que tivemos naquele momento, me fez simplesmente sair de mim, era como se... o Homem tivesse ido embora pra sempre, o medo, a ansiedade, a depressão, a vontade de morrer. Eu me senti acolhida, então o abracei, fazendo com que ele fosse o meu único porto seguro. Sabia que ele não tinha nada além de mim, e seus demônios. Ele era meu novo amor.
- Vamos? - Disse ele.
Respirei fundo me despedindo de tudo.
- Vamos.
Pego minha mochila, e ajudo ele juntar nossas coisas. Ele pega firme na minha mão, com um pouco de receio também, o momento era tenso. Então me guia até o porão fundo e longe da recepção, que ele descobriu. Até o porão ninguém nos viu, sem ser a Carmen, que se despediu da gente, nos dando apoio total. O porão era frio, e com um cheiro horrível. A passagem/porta que dava até a rua estava trancada por algumas tábuas podres. A podridão das tábuas facilitaram para ele abrir. Apenas catou uma madeira qualquer e colocou no meio das que estavam ali, forçando até elas saírem. Não era impossível, ele apenas fez com menos tempo que eu levaria para fazer. Eu já conseguia avistar a luz do dia, o sol não apareceu. Mas os dias nublados eram meus preferidos. Logo ele conseguiu abrir a porta.
Pela primeira vez depois de anos, eu senti o ar puro. Eu toquei com meus dedos na grama, eu tinha nascido de novo. A claridade que havia lá fora incomodou meus olhos por não estar acostumada, mas me fez sorrir e me sentir viva, me fez sentir como era ser um ser humano normal. Fui a primeira a sair para fora, avistei os amigos dele longe, acenando para a gente.
- Vem Lara. - Ele me puxou correndo em direção ao seus amigos. Olhei para trás vendo o hospício ficar cada vez menor, e notei algo, uma espécie de borrão nos olhando na passagem que abrimos, estranhei um pouco, mas ignorei. E apenas senti o momento de estar livre dali.
- Finalmente! - Diz um dos amigos de Andrey, Augusto. Ele entregou as chaves de uma das motos.
- Pode pegar, ela é toda tua por enquanto. Ele sorriu.
Vi o Andrey sorrir alegre, oque me fez ficar mais feliz.
- Nossa cara... Eu nem sei se lembro dirigir isso, depois de tanto tempo. - Disse Andrey.
Fiquei olhando os três debaterem um assunto.
- Ah! Que falta de educação a minha. Essa é a Lara Holtz rapazes.
- Olá! - comprimentei eles
Peguei a mochila que Andrey estava segurando, deixando suas mãos livres para poder dirigir a moto. Então subimos. Ele deu partida na moto, saímos dali. Na estrada ele começou a correr, como um morcego fugindo do inferno. Oque fazia meus cabelos voarem, apreciei o momento como uma criança aprecia seu doce. A sensação de estar longe daquele inferno era incrível. Eu podia gritar, podia viver novamente. Fechei meus olhos e deixei me sentir viva, sentir oque é estar no lado de fora. Nós estávamos sem rumo, mas o que importa, quando a felicidade está ali? Pela viagem inteira, fiz da frase de uma música da grande compositora Lana Del Rey, um novo momento, " I AM FUCKING CRAZY. BUT AM FREE." O vento que batia no meu rosto, levava embora toda as decepções, as mágoas feitas pelos meus pais. Eu não me importava com mais nada. Apenas queria viver uma nova vida, sem barreiras, mesmo sabendo que não seria muito fácil.
Meus olhos se encheram ao ver paisagens tão lindas durantes a viagem. Prédios enormes, formavam arranha céus. Restaurantes, lojas, pessoas bem vestidas, shoppings, era uma típica cidade Americana. A paisagem natural também era linda, mas pouca. Estacionamos enfrente um prédio enorme, por sinal muito luxuoso. Desci junto aos garotos.
- Andrey? Que lugar é esse? - Perguntei com tal curiosidade, observando tudo ao redor com meus grandes olhos.
Tirando a chave da moto, ele respondeu.
- Essa é a minha... digamos, antiga casa. Eu morava aqui.
Olhei para ele surpresa.
- Aqui?! Uau! Você nunca tinha me falado.
- É... as vezes sou uma caixinha de surpresas rs. - Ele me sorriu.
- Tô vendo.
- Mas então, curtiu a viagem?
- Sim, e como. Me senti um poodle na janela de um carro.
- Ahahaha, queria ter visto essa cena. Mas vamos para dentro.
- Vamos sim.
Peguei na mão dele como sempre, deixando ele me proteger do mundo, e entrei junto ao grande prédio. Seus amigos, estavam guardando a moto, e pegando algumas coisas na loja que ficava do outro lado da rua. Andrey foi direto a recepcionista do prédio, conversando com a mesma, e perguntando sobre o seu apartamento. Eles confirmaram tudo, e ela me comprimentou alegre, oque não é normal vir de uma recepcionista, ATENÇÃO.
O telefone dela tocou, então foi atender, deixando a gente subir. Fomos direto ao elevador, com as mochilas.
- Quantos andares tem aqui? E que andar fica o teu apartamento? - Perguntei a ele.
- Sempre muito cheia de perguntas, né dona Lara? - Rindo. Ele me cortou, e respondeu atravessado.
- Ao todo tem 30 andares. E o meu fica no vigésimo quinto.
- Baralho! - Disse alto, foi aleatoriamente.
Ele arregalou os olhos, rindo.
- Que houve? Ahah, vai falar que no apartamento da sua irmã, não era assim? Pelo que sei é bem pior que esse.
- Nunca fui no apartamento dela, bobo. A gente não se fala muito, ela tem vergonha de mim.
- Ah... Bem! Vamos mudar de assunto. Xô  tristeza.
"Pin"
- Nosso andar. - ele apontou para a porta. Quando sai do elevador, olhei aquele corredor enorme. Ele tirou uma chave do bolso, e abriu o seu apartamento. Entrei no mesmo muito ansiosa. Ao ver a paisagem que vinha da janela, e a beleza daquela casa, um "UAU" aleatório saiu de mim.
- Uau! Andrey, tu nunca me falou disso mesmo. Isso é lindo.
- Essa casa era dos meus pais.
Ele pega um retrato, com uma foto de dois "senhores".
- São seus pais? - Perguntei.
- É... são eles. Meus pais, que me entendiam, e me protegiam. - Ele me respondeu com os olhos cheios de lágrimas.
- O que houve com eles Andrey?
- Minha mãe acabou morrendo de câncer no pulmão, e logo depois da morte da minha mãe, meu pai entrou em depressão e se matou. Eles se conheciam desde a infância.
Por um minuto me senti mal, por ter perguntado, e entrado no assunto.
- Nossa... Meus pêsames andrey.  Me desculpa por ter entrado no assunto. Senti uma lágrima pingar na minha blusa.
- Não. Sem problemas, eu... já acostumei com essa dor absurda.
Observei suas lágrimas escorrerem por aquele rosto pálido.
- Ei, não fica assim... - Passei meu dedo levemente sobre o rosto dele, secando suas lágrimas, e o abracei, fazendo sua cabeça encostar no meu ombro. Acariciei ele, enquanto sentia seus dedos enrolarem meus cabelos.
- Depois do que tu fez por mim... eu vou estar sempre ao teu lado. Independe do momento. Acho que posso dizer agora sem precipitação, que te amo. - Falei baixinho no seu ouvido.
- Eu te amo Lara Holtz.
Uma segunda sensação agarrou. O "amor". Uma sensação que é capaz, de te fazer pirar, tanto de uma forma boa, como uma forma ruim.
Fechei a porta, e fomos até o sofá. Mudamos ele de posição, deixando ele totalmente de frente para a janela. Resolvi dar tudo de mim naquele momento para confortar o Andrey. Me senti na obrigação, depois de tudo oque ele fez por mim. Então me sentei sobre o sofá, e fiz ele se deitar em mim, ali passamos horas, o carinho naquele momento estava sendo recíproco. A cada toque dele em mim, meu coração batia forte. Saber que eu ia passar todos os dias ao lado dele, sem ninguém nos impedir de conversarmos, era tão bom. Saber que eu ia tocar nele todos os dias, era tão bom! O apego que nós tínhamos um ao outro, me fazia ter muito medo de um dia talvez o perder. Então eu apenas, aproveitava cada segundo, minuto, ao seu lado. 



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