História A historia de Tanatos e Macaria - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Mitologia Grega
Tags Hades, Macária, Melinoe, Perséfone, Tanatos, Zagreus
Visualizações 16
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Oiii!❤
Gente esse é um capítulo extra que eu fiz pra vocês. Planejo fazer outros ao longo do tempo e esses capítulos vai ajudar vocês a entenderem o ponto de vista de alguns personagens na história e outras coisas que estão acontecendo ao redor. eu aproveitei essa onda de criatividade que veio e estou fazendo o máximo de capítulos que eu consigo aproveitando o tempo das férias. Espero que gostem! ❤

Capítulo 6 - Bônus


Tanatos

Os reis já haviam saído para ir ao Olimpo. Sabia que os outros Deuses logo começariam a adiantar suas tarefas e eu já iria começar as minhas, Hades havia me passado uma lista do que queria pronto quando voltasse e eu não queria ter que escutar seus gritos por não cumprir meu trabalho. Terminei de arrumar minha roupa olhando no espelho que havia no quarto e vi pelo reflexo a bela ninfa com quem havia passado a noite pondo seu vestido para logo sair. Ela sabia que se eu a quisesse chamaria outra vez, não era preciso conversa e eu já estava acostumado.

Eu gostava das coisas assim, tinha as mais belas ninfas a minha disposição sempre querendo me satisfazer, não tinha limitações ou preocupações fora o meu trabalho. Já tinha me acostumado, sempre me tiveram medo, por mim e pelo que eu representava, diziam que eu era frio e não possuía sentimentos, não vi por que lutar para que minha imagem mudasse.

Mas de algum tempo pra cá algo havia mudado eu não pude mais ficar tranquilo, Macária era meu problema e também a solução. Não sei bem quando isso começou mas sei que não conseguia para de pensar nela e eu não conseguia mais ignorar isso. Eu a queria para mim. E eu tive a certeza quando vi Ares atacando-a, minha vontade era de ter continuado a briga, não me importava de sair ferido se também lhe desse uma surra, mas minha prioridade era saber se ela estava bem ou se estava machucada.

Era linda, pensei que não haveria ninguém que chamasse mais atenção no Submundo que Persefone, mas ela me chamava a atenção de um jeito diferente, ela era como meu lado bom, literalmente. Via beleza no mundo, bondade, tinha o sorriso que era capaz de alegrar até o pior momento, a morte. Eu queria que ela também se interessasse por mim, nunca entendi bem como Hades tinha sido e era capaz de tudo por um amor que surgirá do nada, abriu seu coração a uma, mas agora eu tinha finalmente entendido e o porquê estava mais que claro.

Eu tentava sempre acabava sempre vendo-a, mesmo que ela não me visse muitas vezes. Era seu superior na função, eu guardava os portões da morte, então acabava tendo uma desculpa para estar perto. Mas eu não queria mais só vê-la de longe, queria ela estivesse comigo, queria toca-la, abraça-la, beija-la. Ri internamente, Hades me lançaria aos Titãs se pudesse ler meus pensamentos.

Sai da mansão indo em direção ao Tártaro, precisava verificar como andavam as coisas para ter o relatório completo quando o Soberano chegasse. 

...

Persefone

Eu estava mais que pronta, usava um vestido branco sem mangas com decote em v que amava para o Campo. A carruagem ia rápido e eu olhei pela janela uma última vez vendo a entrada do inframundo se distanciar cada vez mais. Hades estava sentado ao meu lado, eu olhei para ele e seu rosto mantinha uma expressão séria que não demonstrava o que estava sentindo, ele raramente demonstrava o que estava sentindo. Apesar do tempo de convívio, eu ainda o achava lindo. Seu cabelo extremamente negro estava um pouco mais longo que o costume, sua barba combinava com seu maxilar quadrado, seus olhos também possuíam um negro intenso que se destacavam em sua pele branca, seus lábios pequenos agora mantinham uma linha reta. Podia se dizer que ele era totalmente diferente de seus irmãos, cada um dos três grandes possuía uma aparência diferente. Zeus tinha os cabelos loiros, a pele com um tom mais dourado e os olhos azuis intensos, Poseidon tinha a pele negra, seu cabelo era preto e contrastava com seus olhos claros. Eu costumava dizer que suas aparências eram tão diferentes quanto suas personalidades, mas todos eram muito orgulhosos e isso acabava em fortes discussões muitas vezes. Eu olhei para sua mão que se mantivera fechada todo o trajeto em cima de sua perna e aproximei a minha, que era consideravelmente menor, entrelaçando-as. Ele as olhou e depois seu olhar parou em mim que sorria tentando conforta-lo, me olhou mais alguns segundos e se inclinou beijando minha mão que ainda estava sobre a sua desviando a atenção novamente para fora.

Logo o caminho de terra que ficava entre o Submundo e o Monte Olimpo foi substituído por um caminho verde, repleto de plantas com o lindo céu azul natural onde raiva o grande sol, pude ouvir pássaros voando perto e quando olhei para fora vi lindas borboletas passando próximo a janela. As vezes me esquecia o quão bela era a natureza aqui, me sentia uma criança pela alegria que me invadia agora, eu sentia tantas saudades de tudo aqui, não seria capaz de abandonar Hades e meus filhos para voltar definitivamente para cá, mas sentia que essa também era minha casa. Passamos por algumas ninfas que cantavam festejando, elas me   cumprimentaram alegres e eu sorri acenando de volta. O trotar dos cavalos diminuiu aos poucos até que paramos em frente ao grande Olimpo, meu marido saiu primeiro me estendendo a mão logo após para me ajudar a descer da carruagem. Eu dei alguns passos olhando o enorme palácio inteiramente branco que eu conhecia muito bem.

-Vou entrar para falar com Zeus, ele deve estar à minha espera, depois eu voltarei para casa- ele se aproximou de mim e tomou minhas mãos nas suas.

-Vai sentir minha falta? -perguntei brincando.

-Sabe que sim- sua voz era baixa e ele passou a mão por meus cabelos soltos acariciando meu rosto- eu a esperarei cada dia que passar, sabe o quanto eu a amo. –abraçou-me pela cintura colando nossos corpos. Eu sorri com sua declaração e passei minhas mãos por sua nuca o puxando para um beijo. Ele ainda estava com o cheiro do óleo de mirra que eu havia usado para uma massagem na noite anterior e um pequeno sorriso escapou de meus lábios em meio ao beijo me lembrando da noite passada. Ele me abraçou mais forte e eu pude senti seus músculos tensos, eu sempre me sentia protegida quando ele me tomava em seus braços mas agora sentia não conseguia, mesmo com a proximidade, não o sentia o mesmo calor que antes. O ar faltou em meus pulmões e eu me separei encarando-o mas ele não me olhava nos olhos.

-Cuide das crianças enquanto eu estiver fora-pedi e pude ver atrás dele as servas tirarem minhas malas da carruagem levando-as.

-Não são mais crianças- quis me corrigir- mas eu cuidarei-  segurou meu rosto entre as duas mãos - eu tenho que ir, adeus- me deu um beijo na testa e seguiu até a porta do Olimpo. Eu fiquei parada e o olhei partir com uma sensação estranha dentro de mim, parecia que ele estava partindo para sempre e não apenas indo à uma reunião de negócios, algo gritava dentro de mim para que eu não o deixasse ir como se fosse perde-lo.

-Não sabe como estava ansioso! - escutei uma voz animada atrás de mim e sai do transe.

O Deus de olhos verdes e um grande sorriso vinha até mim a passos largos com os braços abertos.

-Hermes- sorri quebrando a distância entre nós abraçando-o.

-Mesmo a vendo quando vou a Submundo, quando você chega aqui parece que não nos vemos a anos, eu sempre estou com saudades- Hermes era uma das pessoas mais alegres que eu conhecia e me fazia um bem enorme, era um ótimo irmão- vamos, Demeter está a dias falando em meus ouvidos- reclamou exagerado- Não pude traze-la como das outras vezes mas vou acompanha-la até lá- ele pôs a mão em minhas costas e me levou por todo o trajeto contando como minha mãe havia ficado ansiosa por minhas chegadas e como sua semana havia sido exaustiva. Eu ria alto com as piadas que ele fazia de suas histórias e consegui me distrair minha mente. Estiquei minha mão e vi uma linda trilha de lírios florescendo enquanto andávamos. Era um prazer poder trazer mais vida para esse lugar.

...

Hades

- Tentem entender, Demeter se excedeu nesse inverno. Mas já conversamos, ela vai se controlar a partir de agora- Zeus afirmou com o mesmo tom manipulador de sempre.

-Não é a primeira vez que diz isso- Poseidon se pronunciou dando o último gole na terceira taça de vinho que passava por suas mãos- eu tenho que ver meus rios congelados cada vez que a sua filhinha vai embora- deu ênfase quando se referiu a Persefone- agora terei que aguentar os ataques fora de hora de Demeter?

-Modere o seu tom de voz ao falar da minha esposa-  as palavras saíram entre dentes e   pressionei o anel que eu girava em meu dedo indicador. Não estava com a mínima paciência para os excessos de Poseidon- mas ele tem razão Zeus, não é a primeira vez que isso acontece, você precisa controlar Demeter- deixei a taça, que permaneceu cheia desde o começo da reunião na mesa a nossa frente e vi Zeus bufando em seu lugar enquanto o segundo irmão pegava mais uma taça.

- Acalme-se Poseidon, Hades tem razão, modere seu tom de voz não está falando com seus criados- ele estava perdendo a sua falsa calma como sempre, fez uma pausa de alguns segundos e retomou a fala- Falarei novamente com Demeter amanhã mesmo e eu lhes garanto, darei um jeito para que isso nunca mais aconteça.

Poseidon se levantou jogando a taça de ouro já esvaziada no chão fazendo um barulho agudo horrível, perfeito ele estava bêbado.

-Eu espero que sim porque eu já perdi minha paciência com isso- ele gritou. Zeus se levantou se ponto em frente a ele enfrentando-o e eu continuei sentado em frente a cena.

-Eu não perguntei se tem ou não paciência- gritou no mesmo- eu já disse o que vou fazer.

Poseidon mal se aguentava em pé mas mesmo assim tentava se manter reto encarando o mais novo. Eu me levantei indo embora da sala, não obteria resultados satisfatórios dali, já estava convencido. Já havia saído pela porta do castelo quando escutei passos vindo rápido até mim. Ouvi Zeus me chamando e revirei os olhos diminuindo meus passos.

-O que vai fazer?

- Voltar para casa, cuidar do meu trabalho e esperar que o que você realmente de um jeito nessa situação- me virei ficando de frente com ele.

- Sabe bem como ela é difícil de lhe dar- se referiu à Deusa da agricultura.

- Você falou mesmo com ela? – ele afirmou com a cabeça e soltou o ar fitando o chão- sabe que ela não me dá ouvidos, mas eu falei com ela e falarei novamente.

- Está bem, cuide para que ela se controle e não cause mais problemas. Ela está em seus domínios, cometi o erro de pensar que você obtinha respeito dos Deuses ao seu redor- minha voz soou seca.

- E eu tenho- disse entre dentes- porque o comentário agora? Está interessado sobre o comando do meu reino? - me acusou e eu deixei que um riso sem humor saísse por meus lábios.

- Não me faça esse tipo de acusação, não tenho interesse no seu reino- o cortei- mas o que acontece aqui prejudica o submundo e esse sim me interessa – ergui o olhar vendo o Olimpo que ele tanto presava- eu aceitei que você ficasse com ele, e não me arrependo. Acredite, se um dia ele desmoronar não será através de mim- lhe dei as costas, agora havia esgotado totalmente o restava da minha paciência. Hera vinha na direção oposta à minha com duas servas que ouviam atentamente o que ela dizia.

- Hades...- deduzi que minha fúria já estava mais que evidente por sua expressão e passei direto deixando-a falar sozinha.

 O seu já estava escuro e a luz da lua brilhava tão forte que era suficiente para iluminar o caminho em volta. A terra começou a se abrir novamente para que seu senhor voltasse e eu subi na carruagem batendo a porta, meus cavalos já sabiam o que fazer e começaram a correr de volta ao Submundo.  Fechei meus olhos tentando acalmar minha raiva e Persefone me veio à mente, eu teria ido vê-la antes de partir, poderia ter feito uma surpresa, mas a última coisa que queria ver era sua mãe, seria capaz de estrangula-la. Abri meus olhos controlando o grito de ódio que me vinha à garganta, eu sempre ficava mais impaciente que o comum quando ela partia mas o encontro com os imbecis tinha me tirado do sério. Eu precisava relaxar, me livrar de todo esse estresse e já sabia quem podia me ajudar.

 


Notas Finais


EEEIIII ❗❗
Não deixem de deixar seus comentários e favoritar para ajudar por favor! ❤❤
Amo vocês e espero que tenham gostado meus amores
Xoxo 💋


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...