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História A História de Vegeta e Bulma - 2 Versão - Capítulo 4


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Capítulo 4 - 4. Novo Projeto


O relógio ao lado marcava 10h32 quando Bulma abriu os olhos. Uma leve dor de cabeça da ressaca a deixava lenta e emburrada. Sentou-se devagar e se arrastou até o banheiro. A noite anterior tinha sido a despedida de Yamcha, que iria naquela tarde ao encontro de Tenshin para treinar nas montanhas. Ficaria 3 meses fora, então isso requeria uma despedida apropriada. Bulma se viu no espelho, com a cara amassada, o cabelo emaranhado e maquiagem borrada da noite anterior.  “Cruzes, tô um caco!” pensou, entrando no banho. 

Renovada, Bulma deixou Yamcha dormindo e seguiu para o café da manhã. Pual e Sra. Briefs estavam à mesa, conversando sobre um episódio da novela que passou na noite anterior e Pual havia perdido por ter saído com eles. Oolong ainda não estava acordado. O porquinho bebeu demais na noite anterior e provavelmente não acordaria tão cedo. Sr. Briefs estava na janela, fumando seu cigarro e acariciando o gato, que ronronava em seu colo. Bulma deu bom dia a todos e seguiu para a varanda com um prato de panquecas e uma caneca de café. O dia estava lindo, céu azul e brisa fresca, extremamente agradável. Bulma suspirou com um sorriso ao dar a primeira garfada em suas panquecas. A porta da varanda se abriu e Vegeta apareceu segurando uma caneca de café. Ele recostou-se na parede ao lado da porta, em sua posição típica e bebericava seu café em silêncio. 

- Bom dia para você também. – reclamou Bulma mas teve apenas um resmungo e um aceno de cabeça em resposta. 

Mantiveram suas atividades sem se importar com a presença um do outro até Bulma acender seu cigarro. 

- Por que fica usando essa coisa fedorenta? – soltou Vegeta rispidamente

- Hãn? Isso? – Bulma foi pega de surpresa pela pergunta. – É uma boa pergunta mas creio que não poderei te dar uma resposta à altura. É relaxante. Ajuda a manter a cabeça focada. É como um minuto de descanso. E.. bom.. sei lá.. eu gosto. – riu-se e deu uma tragada – Quer tentar? 

- Não. – disse Vegeta dando um grande gole em seu café. 

- aaaah vai Vegeta! Curiosidade você tem. Só falta coragem. – Bulma se aproximou  de Vegeta, estendendo seu cigarro e com uma expressão desafiadora que ela sabia que faria Vegeta aceitar. 

Vegeta a olhava com desconfiança mas pegou o cigarro. 

- É só puxar um pouco de fumaça e um pouco de ar, juntar tudo e levar pro pulmão. Depois é só fazer como respira normalmente. 

Hesitou por um segundo mas seguiu as instruções. A fumaça quente irritou sua garganta e seu pulmão a rejeitou imediatamente, seguindo de uma crise de tosse. Bulma tentou, mas não conseguiu segurar o riso, o que irritou ainda mais Vegeta, que jogou o cigarro longe. 

- Não precisa ficar tão irritado. Isso acontece com todo mundo na primeira vez.- Bulma pegou outro no maço e o acendeu. Tragou na frente de Vegeta, provocando, como se fosse uma simples tarefa que ele não conseguia executar. – Depois você se acostuma.

- O gosto disso é pior do que o cheiro. – disse Vegeta de dentro de sua caneca de café. 

- A sensação compensa o restante. Nada se compara à sensação de um cigarro depois de um café, de sorvete ou de sexo. – Bulma sorria divertidamente 

- Mulherzinha vulgar. – soltou Vegeta cruzando os braços e voltando à sua posição inicial.

Bulma se afastou, dando os ombros e debruçou na sacada para ver o jardim. Fumava despreocupada assistindo o robô-jardineiro aparar a grama. 

- Preciso de uma nova cápsula de treinamento. A que estou usando não serve. – o tom imperativo era inconfundível.

- Você quebrou a última, se lembra? E não há nada de errado com essa. 

- Sabe muito bem que esta já está obsoleta. Estou fazendo o meu papel. Faça o seu. 

Bulma virou-se para Vegeta e o encarou como quem aceita um desafio. Ela gostava demais de projetos de luta, muito mais do que os projetos que vinham da fábrica. E já estava há algum tempo pensando em como poderia ajudar mais nessa batalha. Essa seria uma ótima forma. 

- O que tem em mente, saiyajin? – disse, recostando-se no balcão da varanda e posicionando-se como quem está prestes a receber uma proposta. 

Vegeta se aproximou a passos seguros, deixou sua caneca de café na mesa e se aproximou.

- Preciso de reais inimigos dentro da cápsula comigo. Algo que ultrapasse não só o físico, mas também o mental. Preciso de um desafio de verdade. 

- É um projeto grande. Estou pensando em uma nova estrutura, leitura de movimentos, simulação responsiva.. 

- E aprimorar o módulo de gravidade.  

Bulma puxou uma grande tragada de seu cigarro antes de continuar. 

- E aprimorar o módulo de gravidade. Tudo isso levaria cerca de 4 meses... Talvez se eu pedir um help pro setor de programação lá da fábrica, consiga agilizar as simulações, mas não posso fazer isso lá, teria que levar só os códigos para eles não saberem do real propósito.. tá.. mas a estrutura teria que ser feita aqui. – Bulma pensava alto enquanto planejava a logistica do projeto e o organizava em sua cabeça, enquanto Vegeta a observava atento. “Como essa mulher fala!” 

- Consegue ou não consegue fazer, mulher? – gritou Vegeta

- Claro que eu consigo, mas se você me ajudar, vai ser mais rápido! – Disse Bulma calmamente, dando a última tragada em seu cigarro e largou a bituca num cinzeiro.

- O que acha que sou? Um dos seus empregados? -  bravejou, cerrando os punhos.

Yamcha abre a porta da varanda nesse momento, segurando um prato de ovos, bacon e torradas e com Pual em seu ombro. 

- Esse cara está te incomodando, Bulma? – Yamcha deixou seu prato na mesa e se aproximou deles. 

- Não, estávamos conversando sobre um novo projeto para a cápsula de treinamento. 

- Outro projeto? Você está mimando demais esse cara. Ele acha que pode estalar os dedos e ter o equipamento que quiser. Está mal acostumado. – Yamcha falava com tranquilidade, como se Vegeta não estivesse ali, enquanto se sentava e se preparava pra começar seu café da  manhã. 

Bulma viu um veia pulsar na testa de Vegeta e se antecipou na resposta. 

- Na verdade.. – Bulma se posicionou à frente de Vegeta, passando levemente a mão no braço do saiyajin ao passar, como que para tranquilizá-lo, e funcionou  – Vegeta vai estar trabalhando comigo na montagem dessa nova cápsula. – terminou sua fala, sentando-se à mesa com Yamcha. 

Vegeta, que estava imóvel desde o toque de Bulma, pareceu entender seu sinal e seguia em silêncio para a porta mas... 

- Não vejo por que ele exige tantos equipamentos, todos nós treinamos sem precisar disso. Goku treina sozinho nas montanhas do Sul. Estou indo para um treinamento de 3 meses nas montanhas geladas do Norte...  – começou Yamcha

- Que não vai fazer a menor diferença. – interrompeu Vegeta à poucos passos da porta. 

Bulma revirou os olhos. “Vão começar..”

- O que disse, Vegeta? – Yamcha se levantou da mesa. 

- Que não vai adiantar nada. Você é um verme e não importa o quanto treine, não vai passar de um estorvo durante a luta. Um espectador que só vai atrapalhar a batalha de verdade. 

- Não sou um espectador! Vou provar a vocês que posso ajudar! Mas estou fazendo isso com esforço próprio, ao invés de ficar igual um garoto mimado pedindo brinquedos novos. Goku não precisou de nada disso para se transformar em super saiyajin.  – agulhou Yamcha. Vegeta travou o maxilar.

- Por piores que sejam as condições desse planetinha ridículo – Vegeta agora assumia uma postura de segurança e superioridade. Virou-se para Yamcha de braços cruzados, cabeça baixa e olhos fechados. – Para nós, saiyajins, indifere o planeta que estamos, nosso treinamento pode ser adaptado sem problemas. Mas podemos perceber o quanto o planeta nos ajuda nos treinos baseado nos habitantes dele, e ao que parece a Terra não gera grandes guerreiros. 

- O QUE QUER DIZER COM ISSO? – Yamcha cerrou os punhos e caminhou ameaçadoramente para Vegeta, que não se moveu nem um milímetro. 

Yamcha já estava quase chegando a Vegeta quando Bulma se colocou entre os dois. De costas para o sayajin, Bulma com as mãos na cintura, encarava Yamcha com a cara fechada, enquanto seu cabelo lançava uma onda perfume em Vegeta, que pareceu acalmar-se instantaneamente. 

- Não importa como cada um escolhe treinar. O importante é acabarmos com esses androides quando eles chegarem. – Bulma dizia com tom de conversa encerrada. – Yamcha, vá tomar seu café antes de esfrie. 

Um tanto contrariado, Yamcha deu uma última olhada zangada à Vegeta, que continuava na mesma pose segura de antes (mas com os ombros menos tensos), e voltou à mesa. 

Quando Bulma se virou para Vegeta, ele já havia entrado em casa e o perdeu de vista. 

Ao final da tarde, Yamcha partiu com Pual ao encontro de Tenshin e Oolong seguiu para a casa do mestre Kame. Bulma acenava do jardim e suspirou pesadamente quando eles sumiram entre as nuvens. Mas ainda tinha o resto do domingo para aproveitar. Subiu correndo, colocou um biquini, pegou uma taça e uma garrafa de vinho na cozinha e foi para a piscina. Àquela hora, o céu se misturava entre o laranja do pôr do sol e a noite que começava a cair. O vento era gelado, mas a piscina aquecida e o vinho cairiam muito bem para relaxar antes de começar uma nova semana de agenda cheia. 

Vegeta estava sentado no telhado da Corporação Cápsula e viu Bulma posicionar-se na parte rasa da piscina e bebericar seu vinho imersa em seus pensamentos. Àquela distância e com a noite começando a criar suas sombras, Bulma não conseguiria ver o saiyajin ali, mas ele tinha visão clara da piscina. 

Bulma pousou sua taça na beira da piscina e deixou a água levar seu corpo. Boiando, de olhos fechados, foi até o meio da piscina e então abriu os olhos, fitando o céu com a expressão séria, como se esperasse que algo viesse dali. Observar Bulma fazia Vegeta aquietar sua mente, sempre barulhenta, e vendo os cabelos verdes soltos na água, lembrou-se do perfume que o estapeou na varanda naquela manhã.

Vegeta a observava, ela parecia tão tranquila, tão em paz. No fundo de sua mente, uma voz o incomodava “O que você está fazendo aqui? Vá treinar, seu inútil” Mas seu corpo não obedecia. Ele via aquela linda mulher, livre e feliz. Queria sentir aquela mesma paz. Queria se aproximar e beber o que quer que fosse aquele líquido roxo que ela bebia. Não suportava como aquela mulher não parava de falar. Mas algo nela o fazia sentir que ela sabe do que fala. Ela sempre sabe o que fazer. 

Bulma voltou ao seu lugar na parte rasa da piscina e olhou em volta, cruzando olhares com Vegeta. Pego em flagrante, Vegeta corou e levantou-se. Bulma fez sinal com a mão, chamando-o para juntar-se a ela. 

“Mulherzinha inútil. Não tenho tempo para essas coisas de terráqueos.” Pensou Vegeta, levantando voo e seguiu de volta para sua cápsula de treinamento. 

 

 



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