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História A história dos meus namorados - Capítulo 1


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Capítulo 1 - João Luiz


         " Nome " disse o velho mal humorado da autoescola para o próximo da fila. Desde que o órgão de trânsito havia estipulado a coleta de digitais para evitar fraudes todos os dias eram assim, toda hora um senta e levanta para uma coleta sem fim de digitais.

"Nome"

"Megan" 

" Hum, diferente, coloca o polegar esquerdo " obedeci "foi, pode sentar, próximo"

Fui caminhando por entre as carteiras da sala amarela e mal iluminada até encontrar uma que fosse próxima a uma tomada. Na fileira de trás um garoto com seus 19 anos me fitava. Após uma hora de legislação de trânsito inteira mexendo no celular finalmente o velho voltou a chamar as pessoas para a fila sem fim de digitais. Levantei preguiçosa e fui quase que me arrastando para a fila, o menino se posicionou na minha frente como que hesitante de fazer uma pergunta.

"Ei, você viu que as notas do Enem saíram hoje? " Ele me cutucou

"Eu já faço faculdade" Respondi sorrindo para não afasta-lo, era inevitável ele pensar que eu estava na época de vestibular como ele, os meus 1,53m me faziam passar por uma adolescente de 16 anos apesar dos 23.

" O que você faz?" 

"Engenharia química" Falei como quem não quer nada.

" Puxa, uau, nossa" O rosto dele ficou seriamente desconcertado, acho que ele estava esperando Literatura, Geografia, Biologia quem sabe Arquitetura. Naquele momento era nítido que me achava areia demais pro caminhãozinho dele.

" E você, conseguiu passar?" Ele acenou negativamente com a cabeça. " Ah, não fique assim, eu também não passei de primeira" mentira.

Ele abriu um sorriso de que o flerte estava dando certo, e realmente estava, eu estava interessada.

"Nome" o velho gritou. Acho que já era a terceira vez que ele o chamava.

" João Luiz" 

"Próximo"

Após mais uma aula inteira de legislação, novamente nos levantamos para a última tirada de digitais, o menino que agora eu sabia o nome continuava me olhando sem parar. De tempos em tempos eu também olhava para ele como quem diz que está disponível e incentivando-o a chegar mais uma vez.

Finalmente ja do lado de fora ele me perguntou.

"Você mora por aqui?"

"Sim, moro no final da principal"

" Mas são 15 minutos andando, e já são dez da noite, você quer que eu te acompanhe?"

Ele caiu 

"Claro" respondi sorridente

Durante o caminho ele me perguntou mais sobre a faculdade e desde quando eu morava por ali, contei que morava ali desde criança mas me mudei aos 12 anos para Minas Gerais, e depois aos 19 voltei para fazer faculdade no Rio de Janeiro. 

" E seus pais voltaram com você?" 

" Não, na verdade eu moro sozinha" 

Aquelas palavras fizeram brotar um sorriso imperceptível no canto dos lábios do garoto que agora passou a andar mais devagar como que quisesse que demorassemos meia hora para chegar até o meu apartamento. Ele continuou falando sobre como queria ser médico tentando passar um ar de maturidade para a minha pessoa. Era nítido que ele não queria ser médico ou pelo menos não estudava para tal, mas fingi-me impressionada ao ouvir todas as histórias pomposas que ele tentava me empurrar. 

Finalmente chegamos ao portão do meu prédio. O prédio parecia novo e bem acabado, possuía apenas 3 andares, um apartamento por andar, não era gigantesco mas para os padrões do bairro era muito bonito. Fui abrindo o portão e entrando enquanto Luiz ficou do lado de fora cabisbaixo.

"Ei você não quer entrar pra comer algo? Afinal você me trouxe até aqui andando, deve estar morto de fome, pelo menos eu estou!."

Ele rapidamente entrou batendo a grade do portão, fomos andando até o elevador que nos levaria até a cobertura, onde eu morava. Durante o trajeto um silêncio constrangedor pairava no ar.

" Bem, é aqui" disse rodando a chave 

Meu apartamento seguia um modelo moderno,  uma cozinha ligada a sala de jantar e sala de estar logo na entrada, um corredor pequeno onde se encontravam dois quartos e um banheiro para hóspedes. No quarto e na sala uma sacada de blindex que davam para a rua.

" Você é maior de idade né?" 

" Aham, tenho 19 anos por que ?" 

Tirei uma garrafa de cerveja da geladeira e abri com a boca (meu truque secreto), cuspi a tampa no chão.

" Pra te oferecer isso" falei estendendo a garrafa para ele. 

"Valeu" ele disse tímido sentando no balcão da cozinha.

" O que você quer comer?" Perguntei enquanto prendia o cabelo em um coque alto deixando meu pescoço descoberto. 

" Você " ele disse em um som quase que inaudível.

Era o que eu queria ouvir desde o início.

Sai detrás do balcão apertando o botão da cadeira regulável que ele estava sentado para que descesse e ficasse na minha altura. Ele ficou paralisado, sem reação.

Me aproximei de suas orelhas e sussurrei " Porque não disse antes ".

O menino permanecia paralisado 

Comecei a beijar seu pescoço, orelhas, rosto e mordiscar seus lábios. Senti um volume em sua bermuda.

Puxei Luiz para o sofá e subi e cima de seu colo, rebolando compassadamente em sincronia com nossos beijos, ele já estava bem mais solto, tirara a camisa e conseguira desengrenar meu sutiã até de forma bem rápida. Saí do seu colo e tirei minha blusa e meu short e sai correndo até o quarto para buscar um pacote de camisinha, o menino observava tudo tão atentamente como se quisesse fotografar tudo aquilo na mente.

"Ei, você é experiente?" 

"Claro que sou" ele disse desajeitado

" É sério, eu tenho duas camisinhas aqui, normal e efeito retardante, qual você prefere usar, assim efeito retardante as vezes broxa o cara que não tá acostumado, sério pode ser sincero comigo"

" É a minha primeira vez " ele disse rubro, cogitando pegar suas coisas e ir embora

Peguei a camisinha normal e novamente sentei em seu colo. Abaixei seu short e toquei para ele até que ele se sentisse confortável de novo, coloquei a camisinha nele, afastei a minha calcinha da entrada da minha vagina mas sem tira-la e sentei calmamente em seu membro enquanto ele se contorcia de prazer. Fui aumentando o ritmo pouco a pouco ouvindo o respirar ofegante dele. Mais rápido, mais rápido

" Eeeeu" ele gozou

Saí de cima do rapaz, 23:00 exibia o relógio da parede, isso significava que Luiz havia aguentado 15 minutos, era um número muito bom para a primeira vez. Ele tinha potencial.

Ficamos sentados lado a lado no sofá até que ele tivesse forças para falar algo. 23:30 levantei. Joguei a blusa em seu colo e ele vestiu. Esquentei uma pizza do dia anterior no microondas e entreguei pra ele junto com outra cerveja. 

23:45 

"Eu acho que já vou então, minha mãe deve estar preocupada" ele disse passando a mão pelos cabelos curtos.

" A gente se vê na autoescola" respondi "Eu te levo até a porta"

" Você pode me dar seu número? "

" Veja bem João Luiz, não me entenda mal, mas eu tenho namorado" mentira

O menino não parecia surpreso ou triste, ele estava ainda tentando assimilar o fato de que havia acabado de transar com uma total estranha da autoescola.

" A gente se vê" fechei a porta atrás dele.

A verdade é que não tinha namorado nenhum, eu só queria sexo. Eu sou assim. É fácil demais me julgar agora, eu entendo. Eu sou uma mulher de casos de uma noite, eu me apaixono todos os dias e desapaixono todas as noites, eu curto prazer. Essa sou eu. João Luiz era um desses casos curtos pra se ter na memória.

Tirei um vibrador do armário me masturbei até gozar, como era difícil gozar com esses caras. Tomei um banho demorado me deitei na cama. Uma brisa entrou pela sacada trazendo aquele cheiro de perfume para o quarto. Aspirei aquele odor tão gostoso que me lembrava aquele dia tão dolorido. Apaguei a luz e me deitei.

[00:20h 10/10/2020] Math: Meg, feliz aniversário. 



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