História A Hogwarts de Meghan 2 - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
Personagens Dominique Weasley, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Louis Weasley, Lysander Scamander, Minerva Mcgonagall, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Rúbeo Hagrid, Tiago S. Potter
Tags Aventura, Harry Potter, Magia
Visualizações 16
Palavras 1.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ai ai gente, se vocês soubessem o quanto eu pelejei pra tomar vergonha na cara e escrever o restante da história...
Mas, então, o que vale é que aqui estou eu. Depois de... o quê? Alguns meses? Kkkk (rindo de nervoso mesmo)
Eu estava com o coração na mão de ter que começar a escrever o final, mas uma amiga me enjoou quase todos os dias pra escrever logo. E bem, aqui estamos.
Espero que gostem:):):)

Capítulo 29 - O Baile - parte 1


Fanfic / Fanfiction A Hogwarts de Meghan 2 - Capítulo 29 - O Baile - parte 1

Pov. Meghan

O barulho me acordou antes mesmo do sono ir embora por completo. Levantei despreguiçando meu corpo e me deparando com o quarto vazio. O relógio na parede já batia as 13h50. Esfreguei os olhos lembrando do que tinha acontecido.

 "James, James. Por que tão complicado?"

Calcei os sapatos e fui tomar banho com cabeça rodando de pensamentos. Quando terminei de me trocar foi que percebi que dia era hoje.

James. Jogo. Formatura...

O vestido embrulhado dentro do baú me fez lembrar do que aconteceria aquela noite. E, pela primeira vez, desde que entrei em Hogwarts, eu deixe-me sentir medo, ansiedade e até mesmo empolgação.

 Em poucas horas eu estaria livre. Livre para ir à qualquer lugar que quisesse. Livre para fazer o quisesse. Sem sobrenome para atrapalhar. Sem olhares julgadores. E sem ninguém que me conhecesse.

A última parte me fez lembrar da conversa que tive com as meninas na noite passada. Mandei que elas me encontrassem na biblioteca e as contei sobre meus planos de ir embora.

Rose não gostou muito à princípio. Mas combinamos de nos comunicarmos por cartas e mensagens. E eu iria embora de Hogwarts de qualquer forma, onde eu estaria não mudaria nosso laço.

Desci as escadas encontrando o salão comunal lotado de grifinórios eufóricos. O jogo havia sido ganho. 

Eu tinha considerado ir assistir, de verdade, eu realmente considerei ir vê-lo, nem que fosse pra ele me zoar mais tarde, se estivéssemos nos falando.

Mas eu não podia criar ilusões de algo que não aconteceria. Eu gostava de James, realmente gostava. Mas gostava mais da ideia de não está presa a nada nem a ninguém. Liberdade. Era o que pulsava em minhas veias. Era o que meu corpo pedia. 

Ficar quase um ano presa me fez desprezar a ideia de permanecer em um lugar por muito tempo. E me deixar levar por aquilo só atrapalharia meus planos.

Tentei abrir espaço pelo corpos comemorando a vitória, quando um braço passou por cima do meu ombro.

- Onde você pensa que vai? - sorri para Victorie, enquanto ela me arrastava pelo meio da multidão para onde Rose estava, no canto do salão, perto da mesa de comida. Ela acenou conforme nos aproximávamos.

- Vocês arrumaram tudo isso em um dia? - perguntei vendo os lanches postos à mesa. Rose lançou um olhar acusador para Victorie.

- Não há nada que eu não faça.  - argumentou a loira.

Rose me ofereceu um copo do suco que estava tomando, então começamos a conversar. De vez em quando, eu olhava pelo salão, procurando. Em uma das minhas procuras encontrei o olhar julgador de Victorie. Ela estava com a sobrancelha erguida como se estivesse curiosa para perguntar, mas não quisesse se intrometer.

Depois de um tempo, eu disse que precisava sair. Encontrei com Hagrid na cabana alguns minutos depois.

- Tudo certo? - perguntei entrando na pequena sala.

Ele me olhou de relance enquanto mexia nas panelas sobre a pia. Provavelmente do almoço passado.

- Sabe bem o que eu acho sobre isso. - disse ele, a voz nem um pouco alegre.

- Você concordou. - disse firme.

Um olhar para canto. Para a mochila cheia de dinheiro e documentos falsos encostada na parede perto do banheiro.

- Lembro de ter levado muito em consideração. - disse ele com seriedade.

Os momentos de ontem passaram na minha cabeça. Um Hagrid zangado por encontrar dinheiro suspeito em sua casa. Uma longa discussão sobre eu mentir sobre mudar e não ter aprendido nada com a cadeia. E, enfim, uma conversa civilizada sobre como eu conseguira o dinheiro e como pretendia usá-lo. Sem todos os detalhes, claro. A conversa foi bem, bem cansativa. 

Ele virou para me olhar. Algo nos olhos dele brilharam, partindo meu coração ao meio.

- Vou sentir sua falta. - falei, sendo sincera.

- Também vou. 

Então, num ímpeto de menina boa, eu o abracei. Foi um abraço difícil a julgar pelo tamanho dele, mas foi um dos melhores abraços que eu já tinha dado.

Uma lembrança sobre James tentou passar pela minha memória. A barrei antes de começar com a loucura do sentimentalismo, e aproveitei Hagrid por mais alguns segundos.


~

Victorie Weasley corria feito louca pelo quarto. 

Ela era de longe a imagem escrita de perfeccionismo que eu já tinha visto. Já tinha passado das cinco da tarde, quando ela chegou ao meu quarto, onde eu comida um balde de pipoca, eufórica e com a ansiedade à mil por hora. Eu quase engasguei.

Ela não parou de divagar sobre a decoração, o buffê, os formandos, os assentos bem postos, e a valsa. A bendita valsa que eu não aprenderia nunca sem a ajuda de um certo Weasley-Potter.

Enfim, enquanto Victorie se aprontava para o baile. Eu estava de roupão de algodão, decidindo se usaria salto ou calcaria minhas botinas de sempre.

- Nem pense nisso. - disse Victorie do outro lado do quarto, remexendo no grande guarda roupa que ela dividia com as colegas de quarto. 

- Em quê? - perguntei pondo as mãos na cintura. Victorie se aproximou da cama onde eu estava. De acordo com ela, pertencia à uma de suas colegas que tinham ido se arrumar em outro lugar.

- Você não vai usar isso na nossa formatura.

- Eu gosto disso. - falei sorrindo.

- Meu bem, me escute. Você já é a mini ladra da escola, não queira ser a estranha do baile.

Não consegui segurar a risada. Por um lado ela tinha razão, mas por outro, era engraçado ela achar que eu me importava com isso. Já tinha sido chamada de coisa muito pior que estranha.

Mesmo assim ela venceu. Depois de me ajudar a escolher um par de sapatos dourados, para combinar com as cores da casa, abri a proteção de plástico do vestido. O tecido vermelho brilhante fugiu de dentro.

Desci o vestido pelo corpo e me aventurei a olhar no espelho. Era um vestido vermelho carmesim rendado em um tecido que o fazia brilhar, as costas eram parcialmente nuas, e as mangas desciam um pouco nos ombros. Era perfeito. Um pouco chamativo, mas lindo. Os saltos fizeram a bainha subir e o penteado semipreso, que Victorie fizera, dava um ar de elegância e juventude.

Sorri para o que vi.

- É. Pode dizer agora que eu sou maravilhosa. - disse Victorie se aproximando. Ficamos lado a lado no espelho.

Seu vestido dourado brilhava junto às mil lantejoulas que o compunham. Impactante, seria a palavra para definir aquilo. Mas ela estava deslumbrante.

- O que eu posso dizer? - falei dando de ombros. - Você está linda.

Ela sorriu ajeitando a maquiagem recém feita no espelho. 

- Você também. - disse sorrindo. - James vai gostar.

Abri a boca perplexa pela indagação.

- O quê? - consegui dizer.

- Acha que eu não percebi você procurando por ele hoje cedo? E vocês tem toda aquela história do roubo juntos. E, além do mais, existem boatos sobre vocês dois.

Por um momento, eu senti meu coração bater mais rápido. Controlo-se, gritei mentalmente.

- Existem? - perguntei. Eu sabia que as pessoas inventavam histórias sobre o que tinha levado o filho de Harry Potter a se aproximar de uma ladra órfã e com histórico digno de um filme. Mas nunca os levei a sério. Até agora.

- Eles dizem que você seduziu meu querido priminho, e o levou pro caminho errado. - disse ela normalmente, enquanto retocava o rímel. - Outros dizem que você foi a menina que roubou o coração do Potter mais velho, já que ele não fica com ninguém tem algumas semanas, o que realmente é bem estranho. Outros são sobre o roubo, mas esses você já deve ter ouvido. Alguns são bem maldosos - ela se afastou do espelho, e virou para mim. - então prefiro não dizer.

- Nossa. - consegui dizer diante daquilo. Vi o sorriso de Victorie e fui o mais rápida possível na hora de me explicar. - Mas eu não tenho nada com seu primo, se é o que pensa.

Victorie sorriu com um ar de vitória no rosto.

- Eu não penso nada. Eu vejo, deduzo e comento.

- Então deduziu errado. - disse firme. Ela se afastou, com a graça de um felino. Mas disse antes de chegar à porta:

- Para alguém criada para mentir, você mente muito mal quando o assunto é você.

Não respondi. Não precisava. E não queria. Terminamos a arrumação, vestimos a toga com o símbolo de Hogwarts, o chapéu pontudo, e descemos.


~

Já passava das oito quando mandaram os formando se reunirem em uma entrada para o salão de baile. Da torre do diretor, observei as carruagens e vassouras e pessoas entrando pelos portões de Hogwarts. Pais de alunos, irmãos, parentes e amigos próximos.

Levei a mão ao colar que enfeitava meu pescoço. Meus pais. Se houvesse uma coisa que desejaria naquela noite era eles. Nem que fosse um plano para roubar algum artefato. Ou somente ter minha mãe na hora de escolher o vestido, ou meu pai presente naquele momento. Só queria eles. 

As lágrimas ameaçaram cair, mas me segurei. Se borrasse a maquiagem Victorie me mataria antes mesmo de chegar à pista.

Dei uma boa olhada naquele lugar. É. Eu sentiria falta de algumas coisas. A vista era incrível. Lembrei de quando pilotei a moto de Hagrid, quando dancei naquele piso, quando planejei meu um roubo, forcei uma amizade com Rose pra consegui informações sobre a capa invisibilade, lembrei de quando pisei pela primeira vez naquele castelo. Da novidade de estudar numa escola de verdade.

Até minha prisão na frente de toda escola. Tudo isso fazia parte de quem sou hoje. Tudo me mudou e continua me mudando. E tudo me levou à uma pessoa que esteve comigo na maioria dos momentos...

Eu sorri vendo Hagrid, vestido a rigor, no meio da multidão que não parava de chegar.

Deixei de lado aquele sentimentalismo. Endireitei a postura e incorporei o papel. Só mais algumas horas, e eu estaria livre.

Cheguei à fila de formandos alguns minutos depois, encontrando Victorie nervosa como sempre, junto de Teddy. Achei meu parceiro logo atrás dela, me juntei a ele que não ficou muito feliz com isso. Mas, fazer o quê?

Victorie parou de falar sobre as preocupações com que tudo estivesse bem, quando a diretora Mcgonagall apareceu para anunciar que estava na hora.

O relógio soou às dez. O nervosismo percorreu à todos. Era isso. Último dia. Última chance. Era agora ou nunca. Cornetas soaram de algum lugar atrás das portas. E a porta foi aberta.



Notas Finais


Bem gente, só falta mais dois capítulos para acabar. Chega eu fico com o coração na mão.
Espero que tenham gostado♡♡♡


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