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História A Hogwarts dos Fundadores Lendo HP - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Quadribol



Quando entrou novembro o tempo esfriou muito. As serras em torno da escola viraram cinza-gelo e o lago parecia metal congelado. Toda manhã o chão se cobria de geada. Hagrid era visto das janelas dos andares superiores do castelo degelando vassouras no campo de quadribol, enrolado num casacão de pele de toupeira, com luvas de coelho e enormes botas de
castor.
Começara a temporada de quadribol. No sábado, Harry estaria jogando sua primeira
partida depois de semanas de treinamento: Grifinória contra Sonserina.

Alunos e fundadores se encararam

Se Grifinóriaganhasse, subiria para o segundo lugar no campeonato das casas.
Quase ninguém vira Harry jogar porque Olívio decidira que, sendo uma arma secreta, aparticipação de Harry deveria ser mantida em segredo. Mas de alguma forma a notícia de quejogaria como apanhador vazara e Harry não sabia o que era pior – se as pessoas dizerem que
ele seria brilhante ou dizerem que iriam ficar correndo embaixo dele com um colchão.

- Hogwarts sendo Hogwarts -disse Melissa revirando os olhos

Era realmente uma sorte que Harry agora tivesse Hermione como amiga. Não sabia como
poderia ter dado conta dos deveres de casa sem ela, diante dos treinos de quadribol
convocados por Olívio à última hora. Ela também lhe emprestara o livro Quadribol atravésdos séculos, que acabara rendendo uma leitura muito interessante.
Harry aprendera que havia setecentas maneiras de cometer faltas em quadribol e que todashaviam ocorrido durante a Copa Mundial de 1473; que os apanhadores eram em geral os
jogadores menores e mais velozes e que a maioria dos acidentes graves no quadribol pareciaacontecer com eles; que embora as pessoas raramente morressem jogando quadribol, havia
juízes que tinham desaparecido e reaparecido meses depois no deserto do Saara.

- que ótimo - disse Salazar

- maravilhoso - disse Rowena

- reconfortante - disse Helga

- encentivador - disse Godric

Hermione tornara-se menos tensa com relação às infrações ao regulamento desde que Harrye Rony a tinham salvado do trasgo montanhês e se tornara uma pessoa mais simpática.
Navéspera da primeira partida de quadribol de Harry, os três foram até a quadra congelada
durante o intervalo das aulas, e ela fizera aparecer para eles um fogo azulado muito vivo quepodia ser levado para toda parte em um frasco de geleia. Achavam-se parados de costas parao fogo, se esquentando, quando Snape atravessou o pátio. Harry reparou logo que Snape
estava mancando. Harry, Rony e Hermione se aproximaram mais para esconder o fogo com ocorpo; tinham certeza de que era proibido. Infelizmente alguma coisa em suas caras culpadasatraiu a atenção de Snape. Ele veio mancando até onde eles estavam. Não vira o fogo, mas
parecia estar procurando uma razão para ralhar com eles.

– Que é que você tem aí, Potter?

Era o Quadribol através dos séculos. Harry mostrou-o.

– Os livros da biblioteca não podem ser levados para fora da escola – falou Snape. – Me
dê aqui. Menos cinco pontos para Grifinória.

– Ele acabou de inventar essa regra – murmurou Harry com raiva, enquanto Snape se
afastava. – Que será que houve com a perna dele?

- Não sei, mas espero que esteja realmente doendo – falou Rony com azedume.

A sala comunal da Grifinória estava muito barulhenta aquela noite. Harry, Rony e Hermionesentaram-se junto a uma janela. Hermione verificava os deveres de Harry e Rony para a aula
de Feitiços. Ela nunca os deixava copiar (“Como é que vocês vão aprender?”), mas ao lhepedirem para ler os trabalhos, eles recebiam as respostas certas do mesmo jeito.
Harry sentia-se inquieto. Queria de volta o Quadribol através dos séculos, para se distrair do nervosismo que a partida do dia seguinte estava lhe provocando. Por que deveria ter medo de Snape? Levantou-se e disse a Rony e Hermione que ia pedir a Snape para lhe devolver o
livro.

- péssima idéia - comentou Alex

– Antes você do que eu – responderam eles juntos, mas Harry tinha a impressão que Snapenão iria recusar se houvesse outros professores ouvindo.

Ele foi à sala dos professores e bateu à porta. Não obteve resposta. Bateu outra vez. Nada.
Talvez Snape tivesse deixado o livro na sala? Valia a pena tentar. Entreabriu a porta e
espiou para dentro – e deparou com uma cena horrível.
Snape e Filch estavam lá dentro sozinhos. Snape segurava as vestes acima do joelho. Umadas pernas sangrava, lacerada. Filch entregava ataduras a Snape.

– Droga – dizia Snape. – Como é que se pode ficar de olho em três cabeças ao mesmo
tempo?

- é bem difícil na verdade mas o que raios ele foi fazer la?- perguntou Godric fazendo careta

Harry tentou fechar a porta sem fazer barulho, mas...

– POTTER!

O rosto de Snape contorceu-se de fúria ao mesmo tempo que ele largava as vestes para
esconder a perna. Harry engoliu em seco.

– Eu vim saber se o senhor poderia devolver o meu livro.

– SAIA! SAIA!

Harry saiu, antes que Snape pudesse descontar algum ponto de Grifinória. E voltou
correndo para baixo.

– Conseguiu? – perguntou Rony quando Harry se reuniu a eles. – Que aconteceu?

Num murmúrio, Harry lhes contou o que vira.

– Sabe o que isso significa? – terminou sem fôlego. – Ele tentou passar pelo cachorro de três cabeças no Dia das Bruxas! Era para lá que estava indo quando o vimos. Ele quer a coisaque o cachorro está guardando! E aposto a minha vassoura como ele deixou aquele trasgoentrar, para distrair a atenção de todos!

- realmente o trasgo foi uma distração agora se foi ele já é outra história - disse Rowena pensativa

Os olhos de Hermione estavam arregalados.

– Não. Ele não faria isso. Sei que ele não é muito simpático, mas não tentaria roubar uma
coisa que Dumbledore estivesse guardando a sete chaves.

– Sinceramente, Hermione, você pensa que todos os professores são santos ou coisa parecida – disse-lhe Rony com rispidez. – Concordo com Harry, acho que Snape faria
qualquer coisa. Mas o que é que ele está procurando? O que é que o cachorro está guardando?

- concorda porque também não gosta dele - disse Helga erguendo a sobrancelha

Harry foi se deitar com a cabeça zunindo com aquela pergunta. Neville roncava alto e Harrynão conseguia dormir. Tentou esvaziar a cabeça – precisava dormir, tinha de dormir, ia jogar
sua primeira partida de quadribol dentro de algumas horas –, mas a expressão no rosto deSnape quando Harry vira sua perna era difícil de esquecer.
O dia seguinte amanheceu muito claro e frio. O Salão Principal estava impregnado com o cheiro delicioso de salsichas e com a conversa animada de todos que aguardavam ansiosos
uma boa partida de quadribol.

– Você tem que comer alguma coisa.

– Não quero nada.

– Só um pedacinho de torrada – tentou persuadi-lo Hermione.

– Não estou com fome.

- a gente come exatamente para não ficar com fome - disse Helga

Harry se sentia péssimo. Dentro de uma hora estaria entrando na quadra.

– Harry, você precisa de energia – disse Simas Finnigan. – Os apanhadores são sempre os
que acabam aleijados pelo outro time.

- quanta delicadeza - disse Melissa

- um verdadeiro Lorde - disse Alex

- pura sensibilidade - disse Connor

- meus parabéns Finnigan - disse Thomas

– Obrigado, Simas – respondeu Harry, observando Simas amontoar ketchup sobre as
salsichas.

Aí pelas onze horas a escola inteira parecia estar nas arquibancadas que cercavam o campode quadribol. Muitos estudantes tinham levado binóculos. Os lugares ficavam no alto mas, às
vezes, ainda assim era difícil ver o que acontecia.
Rony e Hermione se reuniram a Neville, Simas e Dino, o fã do time de segunda divisão na
fileira do alto. Como uma surpresa para Harry, eles tinham pintado uma grande bandeira em um dos lençóis que Perebas roera. Dizia: Potter para Presidente e Dino, que era bom em
desenho, tinha pintado o grande leão de Grifinória embaixo. Depois Hermione apelara para um feiticinho para fazer a tinta brilhar multicolorida.
Entrementes, nos vestiários, Harry e o restante do time estavam vestindo as roupas
vermelhas de quadribol (Sonserina iria jogar de verde).

- queria que cor? Pink?- perguntou Salazar sarcástico

- podia ser prata horas - disse Godric rindo - quanto mal humor

Olívio pigarreou pedindo silêncio.

– Muito bem, rapazes.

– E moças – acrescentou a artilheira Angelina Johnson.

– E moças – concordou Olívio. – Está na hora.

– O jogaço – disse Fred.

– O jogaço que estávamos esperando – explicou Jorge.

– Já conhecemos o discurso de Olívio de cor – comentou Fred para Harry. – Fizemos parte
do time no ano passado.

– Calem a boca, vocês dois – mandou Olívio. – Este é o melhor time que Grifinória já teve nos últimos anos. Vamos vencer. Sei que vamos.
E encarou os jogadores como se dissesse “Ou vão ver”.

– Certo. Está na hora. Boa sorte para todos.

- apostas? - perguntou Salazar para Godric

- sim e desta vez se voce trapacear de novo eu esgano voce - disse Godric o fulminando

- do que falas homem?- perguntou Salazar ofendido

-  voce pagou as apostas com ouro de Leprechauns! - disse Godric indignado

Helga e Rowena riram

- ou voce mesmo perdeu o ouro - disse Salazar tomando vinho - porque vamos combinar, você é péssimo em organização

Godric bufou

Harry acompanhou Fred e Jorge na saída do vestiário e, esperando que seus joelhos nãocedessem, entrou na quadra debaixo de vivas.
Madame Hooch era a juíza. Estava parada no meio da quadra esperando os dois times, de
vassoura na mão.

– Quero ver um jogo limpo, meninos – disse quando estavam todos reunidos à sua volta.

Harry reparou que ela parecia estar falando particularmente para o capitão de Sonserina,
Marcos Flint, um aluno do quinto ano. Harry achou que Flint tinha sangue de trasgo. Pelo canto do olho viu a bandeira, que piscava “Potter para Presidente” tremulando sobre as cabeças dos
espectadores. Seu coração perdeu um compasso. Ele se sentiu mais corajoso.

– Montem as vassouras, por favor.

Harry subiu na sua Nimbus 2000.

- meninas voces vão apostar? - perguntou Godric

- não obrigada - disse Rowena

- passo - disse Helga

Madame Hooch puxou um silvo forte no seu apito de prata.
Quinze vassouras se ergueram no ar. Fora dada a partida.

“E a goles foi de pronto rebatida por Angelina Johnson, de Grifinória – que ótima artilheira
é essa menina, e bonita, também.”

Muitos riram

– JORDAN!

– Desculpe, professora.

O amigo dos gêmeos Weasley, Lino Jordan, estava irradiando a partida, vigiado de perto
pela Profa. Minerva.

“E ela está realmente jogando com força total, um passe lindo para Alícia Spinnet, um bom achado de Olívio Wood, no ano passado ficou no time de reserva – de volta a Johnson e...não, Sonserina tomou a goles, o capitão de Sonserina rouba a goles e sai correndo – Marcosestá voando como uma águia lá no alto – ele vai mar... não, foi impedido por uma excelenteintervenção do goleiro de Grifinória, Olívio, e Grifinória fica com a goles – no lance aartilheira Katie Bell de Grifinória, dá um belo mergulho em volta de Marcos e sobe pelocampo e – AI – essa deve ter doído, ela levou um balaço na nuca – perdeu a goles paraSonserina – agora Adriano Pucey corre na direção do gol, mas é bloqueado por um segundo
balaço – arremessado por Fred ou Jorge Weasley, é difícil dizer qual dos dois – em todo o
caso uma boa jogada do batedor de Grifinória, e Johnson tem outra vez a posse da goles, o caminho está livre à sua frente e lá vai ela – realmente voando – desvia-se de um balaço veloz– as balizas estão à sua frente – vamos, agora, Angelina – o goleiro Bletchley mergulha – não
chega em tempo – PONTO PARA GRIFINÓRIA!”

A Grifinória fez barulho junto com Godric

A torcida de Grifinória enche de berros o ar frio, e a torcida de Sonserina, de lamentos.

– Cheguem para lá, vamos.

– Rúbeo!

Rony e Hermione se apertaram para abrir espaço para Hagrid se sentar com eles.

– Estive assistindo da minha casa – disse Hagrid, indicando um grande binóculo pendurado
ao pescoço. Mas não é a mesma coisa que assistir no meio da multidão. Nem sinal do pomoainda, não é?

– Não – respondeu Rony. – Harry ainda não teve muito o que fazer.

– Pelo menos não se machucou, já é alguma coisa – disse Hagrid, levantando o binóculo eespiando o pontinho que era Harry lá no céu.

- e é assim que se atrai desgraça - disse Helga bufando

Muito acima deles, Harry sobrevoava o jogo, procurando um sinal do pomo. Isto fazia parte
da estratégia montada por ele e Olívio.

– Fique fora do caminho até avistar o pomo – dissera Olívio. – Não queremos que vocêseja atacado sem necessidade.

Quando Angelina marcou, Harry tinha feito uns loops para extravasar a emoção. Agoravoltara a procurar o pomo. Uma vez avistou um lampejo dourado, mas era apenas um reflexo
do relógio de um dos gêmeos e outra vez um balaço resolveu disparar em sua direção e maisparecia uma bala de canhão, mas Harry se esquivou e Fred veio atrás dela.

– Tudo bem aí, Harry? – Ele tivera tempo de gritar ao rebater o balaço com fúria na direçãode Marcos Flint.

“Sonserina de posse da goles.” Lino Jordan continua narrando. “O artilheiro Pucey sedesvia de dois balaços, dos dois Weasley, da artilheira Bell e voa para – esperem aí – será opomo?”

Correu um murmúrio pelas torcidas quando viram Adriano Pucey deixar cair a goles,ocupado demais em espiar por cima do ombro o lampejo dourado que passara por sua orelha
esquerda.
Harry viu-a. Tomado de grande agitação, mergulhou em direção ao rastro dourado. Oapanhador de Sonserina, Terêncio Higgs, vira o pomo também. Cabeça a cabeça, eles seprecipitaram em direção ao pomo – todos os artilheiros pareciam ter esquecido o que
deveriam fazer, pararam no ar, para observar.
Harry foi mais rápido que Terêncio – estava vendo a bolinha redonda, as asas batendo,disparando para o alto –, imprimiu mais velocidade...

– Ohhh! – Um rugido de raiva saiu da torcida de Grifinória embaixo. Marcos Flint tinha
bloqueado Harry de propósito e a vassoura de Harry perdeu o rumo, Harry segurou-se paranão cair.

- filho de uma fuinha - disse Alex socando a mesa

– Falta! – gritou a torcida de Grifinória.

Madame Hooch dirigiu-se aborrecida a Marcos e em seguida deu a Grifinória um lancelivre diante das balizas. Mas na confusão, é claro, o pomo de ouro desaparecera de vista outravez.
Nas arquibancadas, Dino Thomas berrava:

– Fora com ele, juíza! Cartão vermelho!

– Isto não é futebol, Dino – lembrou Rony. – Você não pode expulsar jogador de campo noquadribol, e o que é um cartão vermelho?

- um cartão vermelho seria um cartão vermelho - disse Rowena revirando os olhos

Mas Hagrid ficou do lado de Dino.

– Deviam mudar as regras, Marcos podia ter derrubado Harry no ar.Lino Jordan estava achando difícil se manter neutro.

“Então – depois dessa desonestidade óbvia e repugnante...”

– Jordan! – ralhou a Profa. Minerva.

“Quero dizer, depois dessa falta clara e revoltante...”

– Jordan, estou-lhe avisando...

“Muito bem, muito bem. Marcos quase matou o apanhador da Grifinória, o que podeacontecer com qualquer um, tenho certeza,

- eu também - disse Melissa fulminando dos Sonserinos

"portanto uma penalidade a favor de Grifinória,
Spinnet bate, para fora, sem problema, e continuamos o jogo, Grifinória ainda com a posse dabola.”

Foi quando Harry se desviou de mais um balaço, que passou com perigoso efeito ao lado desua cabeça, que a coisa aconteceu. Sua vassoura deu uma perigosa e repentina guinada. Poruma fração de segundo ele achou que ia cair. Segurou a vassoura com firmeza com as duas
mãos e os joelhos. Nunca sentira nada parecido antes.
Aconteceu outra vez. Era como se a vassoura estivesse tentando derrubálo. Mas uma
Nimbus 2000 não decidia de repente derrubar seu cavaleiro. Harry tentou voltar em direção às
balizas de Grifinória; tencionava avisar Olívio para pedir tempo – e então percebeu que avassoura se descontrolara. Não conseguia virá-la. Não conseguia dirigi-la. Ela ziguezagueava
pelo ar e de vez em quando fazia movimentos bruscos que quase o desequilibravam.
Lino ainda comentava.

- alguém esta azarando a vassoura  - disse Rowena preocupada

“Sonserina ainda com a posse – Marcos com a goles – passa por Spinnet – por Bell –
atingido no rosto com força por um balaço, espero que tenha quebrado o nariz – é brincadeira, professora – Sonserina marca – ah, não...”
A torcida da Sonserina vibrava. Ninguém parecia ter notado que a vassoura de Harry estavase comportando de maneira estranha.

Godric deu de lingua ao olhar de Salazar enquanto a sonserina comemorava

Carregava-o lentamente cada vez mais alto, afastando-se
do jogo, dando guinadas e corcoveando pelo caminho.

– Não sei o que Harry acha que está fazendo – resmungou Hagrid. E espiou pelo binóculo. –Se eu não entendesse da coisa, eu diria que perdeu o controle da vassoura... mas não podeser...

De repente, as pessoas em todas as arquibancadas estavam apontando para Harry no alto.
Sua vassoura começara a jogar para um lado e para outro, e ele mal conseguia se segurar.
Então a multidão gritou. A vassoura dera uma guinada violenta e Harry desmontara. Estava agora pendurado, aguentandose apenas com uma das mãos.

– Será que aconteceu alguma coisa à vassoura quando Marcos o bloqueou? – cochichou Simas.

– Não pode ser – respondeu Hagrid, a voz trêmula. – Nada pode interferir com uma
vassoura a não ser uma magia negra muito poderosa, nenhum garoto poderia fazer isso com uma Nimbus 2000.

Ao ouvir isso, Hermione agarrou o binóculo de Hagrid, mas em vez de olhar para Harry no alto, começou a espiar agitadíssima para a multidão.

– Que é que você está fazendo? – gemeu Rony, o rosto branco.

– Eu sabia! – exclamou Hermione. – Snape. Olhe.

Rony agarrou o binóculo, Snape estava no centro das arquibancadas do lado oposto. Tinha
os olhos fixos em Harry e movia os lábios sem parar.

Os queixos dos fundadores caíram

- Filho de uma Hera - disse Godric nervoso e irritado

- ou pode ser um contra feitiço - disse Rowena pensativa

– Ele está fazendo alguma coisa, ele está azarando a vassoura – disse Hermione.

– Que vamos fazer?

– Deixem comigo.

Antes que Rony pudesse dizer mais alguma coisa, Hermione desapareceu. Rony tornou a
apontar o binóculo para Harry. A vassoura vibrava com tanta força, que era quase impossível
Harry se aguentar por muito mais tempo. A multidão se levantara, acompanhava com os olhos,aterrorizada, os gêmeos Weasley voaram para tentar transferir Harry a salvo para uma de suas
vassouras, mas não adiantou – toda vez que se aproximavam dele, a vassoura subia mais alto.
Mantiveram-se em um nível mais baixo fazendo círculos sob Harry, obviamente na esperança de apará-lo se caísse... Marcos Flint apoderou-se da goles e marcou cinco vezes sem ninguém
reparar.

Os Grifiinorios reviraram os olhos

– Anda logo, Hermione – murmurou Rony, desesperado.

Hermione abrira caminho até a arquibancada onde estava Snape e agora corria pela fileiraatrás dele; nem parou para pedir desculpas quando derrubou o Prof. Quirrell de cabeça na
fileira da frente. Ao chegar perto de Snape, ela se agachou, puxou a varinha e disse algumas palavras bem escolhidas. Chamas vivas e azuladas saíram de sua varinha para a barra das
vestes de Snape.
Levou talvez uns trinta segundos para Snape perceber que estava em chamas. Um grito súbito confirmou que Hermione conseguira o seu intento. Recolhendo o fogo num frasquinho
que trazia no bolso ela retrocedeu depressa pela mesma fileira – Snape nunca saberia o que acontecera.
Foi o suficiente. No alto, Harry conseguiu de repente voltar a montar a vassoura.

- Aleluia - disse Henry ao lado de Thomas

– Neville, pode olhar! – disse Rony. Neville passara os últimos cinco minutos soluçando no casaco de Hagrid.

Harry estava voando rápido de volta ao chão quando a multidão o viu levar a mão à boca como se fosse vomitar – ele pousou no campo de gatas – tossiu – e uma coisa dourada caiu em sua mão.

– Apanhei o pomo! – gritou, mostrando-o no alto, e o jogo terminou na mais completa
confusão.

– Ele não agarrou o pomo, ele quase o engoliu – continuava a esbravejar Flint vinte
minutos depois, mas não fez diferença, Harry não infringira nenhuma regra e Lino Jordan
continuava a gritar alegremente o resultado: Grifinória ganhara por cento e setenta pontos a
sessenta.

Godric estendeu a mão a Salazar

- que? Não me lembro de firmarmos as apostas - disse Salazar calmamente

Depois de uns segundos Godric lhe empurrou quase fazendo o outro cair

- quanto mal humor - disse Salazar risonho enquanto Godric bufava

Harry porém não ouvia nada disso. Hagrid lhe preparava no casebre uma xícara de
chá forte, em companhia de Rony e Hermione.

– Foi Snape – explicou Rony. – Hermione e eu vimos. Ele estava azarando a sua vassoura,
murmurando, não despregava os olhos de você.

– Bobagens – disse Hagrid, que não ouvira uma única palavra do que se passara ao seu
lado nas arquibancadas. – Por que Snape faria uma coisa dessas?

Harry, Rony e Hermione se entreolharam, imaginando o que lhe contar. Harry decidiu
contar a verdade.

– Descobri uma coisa – falou a Hagrid. – Ele tentou passar pelo cachorro de três cabeças
no Dia das Bruxas. Levou uma mordida. Achamos que estava tentando roubar o que o cachorro está guardando.

Hagrid deixou cair o bule de chá.

– Como é que vocês sabem da existência do Fofo?

– Fofo?

- Fofo?- indagou a escola inteira

– É... é meu... comprei-o de um grego que conheci num bar no ano passado. Emprestei-o a
Dumbledore para guardar o...

– O quê? – perguntou Harry, ansioso.

– Não me pergunte mais nada – retrucou Hagrid com impaciência. – É segredo.

– Mas Snape está tentando roubá-lo.

– Bobagens – repetiu Hagrid. – Snape é professor de Hogwarts, não faria uma coisa dessas.

– Então por que ele tentou matar Harry? – perguntou Hermione.

Os acontecimentos daquela tarde sem dúvida tinham mudado a opinião dela sobre Snape.

– Eu conheço uma azaração quando vejo uma, Rúbeo, já li tudo sobre o assunto! A pessoa
precisa manter contato visual e Snape nem ao menos piscava, eu vi!

- nas contra azarações também é assim - comentou Rowena fazendo Godric revirar os olhos

– Estou dizendo que vocês estão enganados! – falou Hagrid com veemência. – Não sei porque a vassoura de Harry estava agindo daquela forma, mas Snape não iria tentar matar um aluno! Agora, escutem bem, os três: vocês estão se metendo em coisas que não são de sua
conta. Isto é perigoso. Esqueçam aquele cachorro e esqueçam o que ele está guardando, isto é
coisa do Prof. Dumbledore com o Nicolau Flamel...

- ahhhhh uma luz finalmente - disse Henrique

– Ah-ah! – exclamou Harry. – Então tem alguém chamado Nicolau Flamel metido na jogada, é?

Hagrid parecia furioso consigo mesmo.

- muito bem todos para as suas aulas - disse Rowena fazendo muitos resmungarem 






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