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História A Hóspede de Kakashi - Capítulo 82


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Notas do Autor


Voltamos corações, ainda sigo tentando entreter alguém nessa pandemia, espero que curtam 📖💗

Capítulo 82 - Um Novo Alvorecer


Fanfic / Fanfiction A Hóspede de Kakashi - Capítulo 82 - Um Novo Alvorecer

 

Kakashi POV


Agitação interior, inquietação, apreensão. Ansiedade, já estive em diversos terrenos de batalha onde o controle mental praticamente decidiria se eu sairia vivo ou morto. Eu sobrevivi, sai de cada uma dessas situações, e agora estou aqui, de pé há uma hora, esperando, sem comando nenhum sob meu próprio corpo. Eu arfo, quando mais um minuto passa e ela não vem, minhas mãos não sabem onde ficar, e estou particularmente incomodado com tantos olhares sobre mim. Onde Anne está? Porque ela simplesmente não entra e rouba a atenção de todos? Porque não coloca um fim em toda tensão? 


Tsunade bocejou de pé em seu lugar, ela é nossa juíza de paz; Parecia correto a Senju selar nossa união quando houve momentos em que apenas ela acreditava em nosso relacionamento. Mirei o céu, o tom azul se despedia quase desbotando, dando lugar aos tons alaranjados. Suspirei e fui distraído pela profusão de flores que dominava grande parte do quintal, mas foi quando vi o bando de mulheres entrando e tomando os lugares da primeira fila que eu soube. Ela havia chegado. 


Alinhe a coluna, tire as mãos do bolso, firme bem as pernas no chão, prepare-se, a confusão em minha mente começava a dar ordens. A melodia foi trocada, meu nervosismo elevado e a minha agitação interna ampliada, a sensação congelante da ansiedade me atingiu por completo. 


Tem sido uma longa história, tem sido uma sucessão de eventos não esperados, sob um céu azul e uma lua brilhante, bons e maus momentos, um longo tempo sozinho, até a sua chegada. Andamos por universos diferentes, e embora tenhamos percorrido um longo caminho, estávamos destinados a nos encontrar. 


Pakkun foi o primeiro a aparecer, carregando um cesto na boca ele sacudia o pequeno objeto espalhando pétalas vermelhas no tapete branco. Não muito distante, Haru chegava logo atrás, com um focinho erguido e um ar altivo, sua postura orgulhosa só foi mudada quando um olhar cúmplice foi dirigido a mim. Um miado forte e uma saudação positiva indicava que eu havia conquistado sua confiança, ele confiava sua companheira a mim, foi a primeira vez que entendi de forma clara o que ele queria dizer.


Então ela surgiu, flutuando sobre a passarela, os convidados ficaram de pé, meu mundo parou por alguns segundos. Sim. Porquê ela não está nada mais que perfeita. Tirou-me o fôlego, me fez sorrir mesmo que involuntariamente, são as reações que essa mulher causa em mim. Meu olhar encontra o seu, estou nadando em seus olhos, naquele castanho tão vívido enquanto calafrios dançam pela minha espinha e descem até os meus pés. Todo o cenário desaparece, a única existência que me importa é Anne, caminhando até mim.


Ela é tão bela, uma obra perfeita. Pele de cetim mas macia como a seda, lábios de cobiça, e um nariz delicado, olhos selvagens como uma felina, eu não trocaria nada nela, porque eu amo cada traço seu, cada detalhe, parte e particularidade dela. Um passo após o outro, metros a menos e sou atingido por sua graça, pelo singelo sorriso no cantinho da boca, pelo rubor que pigmenta seu rosto e pelo olhar que me fez alvo.


Anne chega ao altar com olhos lacrimejados, as mãos que seguram o buquê de flores estão trêmulas, e nosso primeiro contato é frio. Meu instinto me faz ampará-la, uma lágrima foge de seu controle mas é amparada por meu polegar. Eu me inclino;


_ Irei jurar amor eterno para você agora, não deixe sua visão ficar turva pelas lágrimas, quero esta memória clara em sua mente.  -  Minhas palavras fazem efeito em sua face, sou presenteado com um sorriso.


Tsunade inicia um discurso sobre amor e todas as suas fases, como ele pode iniciar em uma fisgada inofensiva, crescer, se expandir e tomar nossos corações. Nossas alianças foram trazidas por meus ninkens, os cães ninja estavam eufóricos para realizar tal missão. Desse modo trocamos as alianças, sustentando nossos olhares, ditando promessas para a eternidade, depositando mais que um anel em nossos anelares, selando para o mundo nosso amor.


_ Pelo poder concedido a mim, eu vos declaro: Marido e mulher. Pode beijar sua esposa, Kakashi.  -  A Senju conclui seu trabalho. 


Até aquele momento beijá-la nunca foi um problema, mas agora tenho um impasse. Anne me espera com um ar de divertimento, e eu tenho vários pares de olhos cravados em mim. A expectativa é palpável, todos aguardam a mesma coisa, ver o meu rosto. Eu poderia fazer isso por ela, não podia? Ergo uma das mãos em direção ao seu rosto.


_ Eu jamais permitiria isso.  -  Anne enlaçou meu pescoço. 


_ Você é oficialmente meu, Hatake. Ninguém além de mim verá seu rosto.  -  Ela tinha a solução para isso, o buquê foi posicionado de forma que cobrisse nós dois e dentro de um segundo ela baixou minha máscara. O beijo aconteceu sob frustrações audíveis e lamúrias nos primeiros segundos, mas a sucessão de aplausos e vibrações foi ouvida a seguir. Estávamos finalmente casados. 


As felicitações chegaram uma a uma, não tínhamos uma multidão de convidados, mas tínhamos às pessoas essenciais, as que fizeram diferença em nossas vidas em determinados momentos. Isso era tudo, isso bastava. A festa seguiu noite adentro na área a frente de nossa casa, nunca pensei que me sentiria confortável sendo os centro das atenções, mas o tamanho do sorriso de Anne compensa tudo, vê-la feliz me deixa da mesma forma.


_ O noivo precisa dançar com a noiva, sabia.  -  Ela me avisa.


_ É mesmo?  -  Pergunto. 


_ Sim.  


_ Irei dançar com você sob uma condição.  -  Alerto.


_ Qual? 


_ Que se refira a mim como marido.  -  Proponho enquanto me divirto a expressão que se forma em seu rosto.


_ Então... Aceita dançar comigo Sr. Hatake? 


_ Está me provocando, Anne? 


_ Preciso mesmo responder.  -  Ela dar de ombros. 


Não, eu não deixaria isso passar; Minhas mãos rodearam sua cintura, trago a minha esposa para junto de mim, faces quase encostando uma na outra.


_ O que eu me tornei para você? 


_ Meu… 


_ Valendo uma valsa comigo.  -  Também provoquei.


_ Marido!  


_ Minha senhora, acabou de fazer a coisa certa. 


_ Não me chame de minha senhora, faz parecer que eu tenha cinquenta anos.


_ É um ponto a ser pensado, verei você envelhecer, já estou ansioso!  -  Alfineto e a vejo estreitar os olhos. 


_ Você vai chegar a velhice primeiro que eu!


_ Sim vou, mas estarei satisfeito. Anos de casados, filhos criados… Me diga se não quer isso também?  -  Pergunto. 


_ Quero, chegaremos nessa fase, mas no momento quero meu prêmio. 


_ Quer dançar com seu marido? 


_ Claro!


Aproveitei a melodia devagar e seguir os passos de Anne, acho que não estou dançando, estou na verdade acompanhando seu leve bailar, para lá e cá. As coisas que faço por minha garota…


Minha recém esposa deu de jogar o buquê, mas solteiras aptas e dispostas por lutarem pelo tal arranjo estava escasso, Tsunade e Shizune se negaram a brincadeira, as únicas animadas com aquela tradição do mundo de Anne eram Ino e Sakura, mas nem idade legal tinham para casar. Anne entregou as flores para Liane. 


_ Você é a próxima.  -  Ela soou quase profética. Era o momento que Might Guy tanto aguardava. 


Um pedido de casamento, dentro de outro casamento, porque não? Quem sou eu, para indagar as surpresas que já vivemos? Dois shinobis que estavam preparados para suas jornadas solitárias hoje selaram dois compromissos, Anne disse sim para mim, Lia aceitou o pedido de Guy. Somos homens compromissados agora.

 

                           ***


A propriedade agora vazia sucumbia ao silêncio, os amigos foram embora, as lamparinas que iluminaram a festa foram apagadas, a ornamentação florida seria retirada pela manhã, era madrugada quando a comemoração pelo casamento acabou. Éramos só eu e Anne, na soleira da porta, uma chave nas mãos, uma residência nova, uma jornada para vida se iniciava. Demos as mãos, ela não parecia cansada, não com aquele sorriso que esteve ali a noite toda. 


_ Pronta? 


_ Você ainda me pergunta? Quando se dará conta que minhas respostas para você sempre serão sim?


Movido pela sua certeza, direcionei a chave, girei a maçaneta.


_ Bem vinda ao lar, Anne Hatake. 


A porta estava aberta, ela só precisava dar o primeiro passo, mas Anne estava congelada, a única coisa que se movia em si era os olhos, eles corriam de um canto a outro registrando cada detalhe, identificando cada um.


_ É a minha casa!  


_ É o meu presente para você.  -  Entreguei.


_ Você fez da nossa casa uma réplica da minha antiga? 


_ Sim, eu fiz.


_ Então… o local, os cômodos?...  


_ Estão todos no mesmo lugar da residência em que cresceu, a casa foi projetada em cima dos relatos que me deu.  -  Explico. 


A surpresa em sua face é nítida e os olhos retornam a marejar. 


_ Venha comigo, tem muito a conhecer.  -  Pego sua mão. 


Passamos por cada ambiente, apontei os detalhes, fomos a cada cômodo, a casa feita de madeira foi idealizada com esmero. Mostrei as particularidades da nova residência, os quadros na sala, as fotos no corredor, a cozinha projetada assim como na antiga casa dela. Subimos as escadas, no primeiro andar descobrimos os quartos, um em particular estava vazio, ganharia decoração e móveis em breve. Anne estava emocionada, lágrimas iam e vinham em seus olhos, enquanto ela sussurrou diversas vezes "obrigada". Expliquei que meu intuito era que ela se sentisse bem ali, remeter ao lugar em que cresceu foi uma pequena homenagem à parte que ele nunca esqueceu. Não se trata apenas de um teto sobre nossas cabeças, é o nosso abrigo, o lugar onde quero que minha esposa se sinta confortável e meus filhos sejam criados. Nosso lar.


Deixei nosso quarto por último, ao abrir a porta, já dava para sentir o clima que quis dar ao ambiente: totalmente calmo e aconchegante. Com todo o espaço em madeira ipê, o quarto se estendia em um marrom médio para escuro, com uma iluminação quente completando o ambiente, dando uma sensação  bastante intimista. Foi colocada uma cama de casal ao centro e um criado mudo de cada lado com pequenas plantas decorativas. Atrás da cama, dois pequenos quadros adornavam o que seria a cabeceira, e mais para as laterais deles, as arandelas. 


Esse quarto precisava ter algo especial.  Então, para dar o toque surpresa desse quarto foi escolhida justamente a ideia de colocar uma abertura no teto, bem em cima da cama, coberta com vidro. Durante o dia, a claridade deixa o ambiente alegre e vivo e à noite,  a luz da lua deixa o local bem sugestivo... O resultado foi algo singular, melhor que o esperado, ali da cama poderíamos assistir o alvorecer e o anoitecer. Um brise da mesma madeira foi colocada à direita como um quebra-luz, já que do quarto havia uma visão privilegiada do bosque lá fora. Seria injusto cobrir uma vista como essa. 

 

                          ***


Já faz alguns minutos que Anne se trancou no banheiro, apesar de ter gostado de vê-la como noiva, confesso que estou ansioso pela sua saída. Pareço um virgem animado pela consumação do casamento, enquanto espero minha esposa na cama. Livre e nu, como vim ao mundo, chega de terno, gravata ou qualquer tipo de roupa que me impeça de tê-la.


A porta se abre devagar, cada relance recém revelado é um espetáculo à parte, a exibição do corpo que tanto espero é uma cena instigante envolta na névoa que é meu desejo. É a mulher que amo, tentadora em peças íntimas brancas. Será que ela sabe o quão gostosa está? Um corpo curvilíneo faz seu desenho, a barriga saliente é o detalhe mais bonito, os seios mais cheios me fazem salivar, a curva de seu quadril é tentadora demais, as pernas tem a mesma exuberância de sempre e o que dizer daquela bunda? Kami Sama me segure… meus instintos gritam para me enterrar com vontade ali.


Embora meu instinto grite para que eu à ataque, o homem paciente que existe em mim me faz esperá-la. Os pés se aproximam de mansinho, como a sedutorazinha que é Anne está diante de mim, seu perfume chega até minha narinas, mas é quando aqueles olhos me atingem que eu perco toda batalha. 


Tomo sua boca com ímpeto, ainda incrédulo com a promessa que firmamos; Esses mesmos lábios que beijo agora, os terei pela eternidade. Minha língua a convida a nos perdemos naquela onda de desejo, e ela me segue. Eu gostaria de tê-la apreciado mais, elogiado seus cabelos soltos ou dito como ela continuava linda até mesmo sem maquiagem alguma, mas o meu anseio falava mais alto. A lingerie branca não demorou muito para estar no chão, ela estava inteiramente livre, com novas curvas prontas para serem desbravadas por mim. Estou mais que disposto para decorá-la mais uma vez. 


Queria tomá-la, prová-la, redescobri-la, e assim fiz. Com a ponta da língua experimentei a suavidade de sua pele, descendo da clavícula até seus seios; Provei de seus mamilos, às aréolas maiores em tom de rosa escuro demarcavam onde minha língua deveria passar, com a boca senti  sua carne macia e fiz seus biquinhos enrijecerem. Saboreá-la era melhor que qualquer banquete.


Deixei meu deleite por último, a apreciação do centro de suas pernas. Meus dedos desceram até lá, dançavam e mexiam entre um lábio e outro. Olhei para Anne, seu corpo vibrava ao meu toque, o líquido escorria entre minhas falanges e a boca dela proferia apenas meu nome, a visão era meu oásis particular. Separei suas coxas e coloquei meus ombros entre elas, eu precisava fazer aquilo, prová-la. 


_ Incline-se um pouco, e se apoie nos cotovelos.  -  Ela atendeu prontamente meu pedido.


_ Bom. Fique assim. Quero que me veja, não feche os olhos, me entendeu? 


_ Sim. 


Olhar para aquela parte deixava minha boca seca, queria saboreá-la e foi isso que fiz. Minha língua insaciável deslizou de baixo para cima, servindo-se dela, como uma boa sobremesa onde fosse necessário lamber para degustar. Ela gemeu, mal podia se aguentar, aquele era meu deleite, minha satisfação.


_ Ahh Anne, consigo sentir você pulsar contra minha língua.


_ Por favor, Kakashi…  -  Ela quer jogar a cabeça para trás e gemer em gratificação, sei que quer fazer isso.


_ Não ouse tirar os olhos de mim. 


_ Você gosta disso, não é?  -  Troquei o tom. Introduzi dois dedos dentro dela, esfregando a com a polpa do meu polegar sua entrada, encontrando seu clitóris. Levantei minha boca e soprei uma corrente de ar frio bem ali, e tudo que me restou foi assistir uma onda estimulante correr por seu lindo corpo.


_ Você vai gozar? 


_ Sim, sim. Oh céus…  -  Ela clamava.


_ Você é doce, sabia? Deliciosa e extraordinariamente macia e quente aqui embaixo.


Ela mordeu o lábio, minha garota estava tão perto... A chupei com ímpeto e fervor, saciando seu desejo como bom servo de seu prazer que sou. Seu corpo se contorcia como podia naquela posição, as mãos maltratavam os lençóis que escolhi para nossa casa, um grito se concentrava em sua garganta, mas em nenhum momento Anne me tirou do foco de seus olhos.


_ Você fica tão linda gozando. Quero ver você gozar agora, para mim. Vamos Anne, me dê isso.


Ela cai de costas no colchão, arfando derrotada e tremendo. Ela é minha boa taça, onde bebo o vinho mais precioso, seu gozo, seu doce néctar.


Observei Anne recuperar o fôlego, o peito subindo e descendo, os olhos miravam o teto, suas maçãs do rosto estavam coloridas com um belo tom de rosa, o orgasmo se despedia de seu corpo. Acabei de fazer minha esposa gozar.


_ No que está pensando?  -  Perguntei. 


_ No quanto amo você.  -  Seu olhar se voltou para mim.


Acho que meus lábios acabaram de se curvar em um sorriso totalmente voltado para ela, é tão simples a forma que meus reflexos reagem a Anne. Seus braços são colocados em volta de meu pescoço e ela me convida para um beijo, sua língua brinca com a minha e naquele momento partilho de seu sabor, sinto suas mãos agarrarem minhas costas, me puxando cada vez mais para si, tomando posse de mim. Eu me afasto um pouco em um momento de lucidez antes de ser cegado pelo desejo que me domina.


_ Não pare.  -  Ela murmurou tentando me ter de volta.


_ Outra posição. 


_ Não vou quebrar Hatake.


_ Existem inúmeras posições seguras para você. Vamos fazer assim, amor...  -  Deito-me com as costas no colchão.


_ Sente. 


Ela se senta na minha frente, observando meu pau totalmente duro, passando a língua em seus lábios. Sei o que Anne está pensando, nem pensar que ela iria me chupar no estado em que está, sabe-se lá o que a ingestão disso pode causar. 


_ Não mandei se sentar aí. Aqui.  -  Aponto para meu pênis. 


_ Eu ia…


_ Agora Anne. Sente.


Minha garota passa a perna em torno de mim, apoiando a mão em meu peito, enquanto a outra direciona minha glande até sua entrada. A porta do céu. 


_ Devagar.  -  Anne está sentando, estou entrando, alargando-a enquanto a cabeça de meu pau espalha pelo meu corpo a sensação de êxtase que é estar dentro dela, meu lugar favorito na terra.


_ Tudo?  -  A expressão em seu rosto é insondável, mas aqueles olhos escuros… Ah aqueles olhos reluzem a mais pura luxúria.


_ Nós dois sabemos que você quer tudo. Sou todo seu. Faça o que quiser.


Subindo devagar Anne se ergue, o quadril curvilíneo desce em um movimento devastador de encontro ao meu. Porra, sou jogado as estrelas com o ato. 


Explorando ao máximo o choque de nossas pélvis, ela apoia as duas mãos em meu peito, tomando impulso entre as investidas, arrancando de mim gemidos que sequer sabia estarem presos em minha garganta. Encontramos nosso ritmo com Anne montada em mim, minha esposa está extraordinariamente perfeita com os fios de cabelo que flutuam em torno de si, lábios entreabertos, e um hipnotizante balanço de seios.


Dentro e fora mais uma vez, ela ondula os quadris em um rebolar tão preciso, tão uniforme que a adrenalina corre por minhas veias feito brasa, aquecendo minha pele, tirando-me do eixo, levando-me mais perto do clímax a cada golpe. Fica difícil resistir quando ela faz isso comigo, ergo meu corpo, minhas mãos apertam seu traseiro, trazendo-a para perto, aumentando a pressão contra meu membro que chega a doer. Reuni forças para adiantar minha ejaculação, com meu interior borbulhando e fervendo em um orgasmo devastador, morrendo de vontade de me entregar. 


Eu não era o único atingido pelo efeito de nosso sexo, Anne começa a se desfazer em cima de mim. Um pouco mais de força e suas unhas entrarão em meu peito, sua voz tão melodiosa proferia gemidos altos sem pudor nenhum. 


_ Agora Anne.


Em um último ato de desespero pelo prazer, ela se comprime em volta de meu pênis, e eu caio em sua armadilha. 


_ Ora… Sua…  -  Sou catapultado para o espaço, jorrando tudo que tenho para dentro dela.


Para meu regozijo assisto Anne ser atingida por mais um orgasmo, ela para de rebolar absorvendo a onda eminente, eu vejo um arrepio subir por sua pele e arrepiar seus pêlos, seu canto gemente ecoa pelas paredes do quarto, as pernas estão trêmulas. Ela gozou novamente. 


Quando Anne retorna a si, sorri para mim. Os resquícios de nosso ápice ainda estão ali, nas ondas soltas e despenteadas de seu cabelo, nas pupilas dilatadas, e na camada fina de suor em seu corpo, seu visual pós sexo é lindo.


_ Meu marido é gostoso demais.  -  Ela solta.


_ Eu penso o mesmo de você, esposa. 


_ Quero fazer mais uma vez. 


_ O quê? 


_ Vamos transar de novo Kakashi. Por favor…  -  Ela ondula o quadril com meu pênis agora semi ereto ainda dentro dela.


_ Anne, você acabou de gozar.


_ Eu sei.


_ Teve dois orgasmos só essa noite, de onde vem essa fome? 


_ De onde acha?  -  Ela olha para a própria barriga.


_ Gosto de seus hormônios, definitivamente gosto deles.


Trocamos de posição, retomamos os beijos, as carícias, o contato pele a pele, meu amigo voltou a vida e eu atendi seus desejos como um bom marido. Anne desabou no quarto orgasmo cansada e agora dorme serena em meu peito, estou exausto mas completamente satisfeito. Minha mão descansa no ventre crescido, posso sentir o chakra de meus bebês, aproveito o sono de Anne para conversar baixinho, explico a eles que agora estão em casa, em seu novo lar. Logo logo teremos um novo alvorecer.

 

                            ***


Nosso primeiro dia de casados começou tarde, era uma manhã calorosa quando meus olhos se incomodaram com a luminosidade do sol. Onze da manhã, ocupar parte da madrugada resultou nisso. Fiz o mínimo de movimentos possíveis para evitar acordar Anne, pretendo preparar o café da manhã antes que ela desperte. Inaugurei a cozinha nova, colocando o bule de chá para ferver, fritei alguns ovos, aqueci o pão, fiz as panquecas que ela tanto gosta, organizei tudo na bandeja e acrescentei uma maçã, o interesse dela pela fruta aumentou com a gravidez.


Nossa primeira refeição seria na cama, parecia um bom jeito de ingressar nossa vida pós matrimônio. Isso se minha esposa não dormisse tão bem, ela sequer se mexe, acordá-la agora seria um incômodo, mas se fazia necessário.


_ Anne. 


_ Hum?


_ Bom dia para você também.


_ Me deixe dormir mais, Kakashi.  -  Ela murmurou.


_ Vamos tomar café. 


_ Mais tarde.


_ Já estamos no fim da manhã, e você não pode ficar em jejum por muito tempo. Vamos… acorde.


_ Preguiçosa.  -  Sussurrei em seu ouvido.


Um sorriso é formado no canto da boca, e com isso ela finalmente desperta, espreguiçando-se como um gato, sentando e prendendo os longos cabelos em seguida. É uma visão bonita de se ver para iniciar o dia, ela ainda está nua, os lençóis estão amassados e a aliança dourada brilha sinalizando que é ela minha. 


_ Bom dia. 


_ Ohayo, se eu não lhe acordo agora a que horas iria acordar?  -  Ela dar de ombros em resposta a minha pergunta.


_ Preciso ir ao banheiro primeiro, volto em um instante. 


Ela retorna agora vestida para a cama, começa comendo a maçã primeiro. 


_ Ainda não acredito que irei morar aqui, nem em meus melhores sonhos previ algo assim.


_ Pensei no conforto da minha família. 


_ E no seu Kakashi? Que detalhes acrescentou para você? 


_ Tenho uma estante alta a prova de crianças onde posso colocar minha coleção Icha Icha, e um local bacana onde posso guardar minhas armas ninjas e alguns... brinquedinhos. 


_ Brinquedos?  -  Ela pergunta inocente.


_ Sim, vamos testar meu arsenal pelos próximos dias.  -  Solto uma piscadela para ela.


_ Você está se referindo a sexo. Seu pervertido. 


_ Ora temos uma casa inteira para estrear, esposa.  -  Digo sugestivo. 


_ Devo terminar o café logo, para iniciarmos as atividades?  


Minha risada sai um pouco rouca, eu definitivamente amo a energia que ela tem em me acompanhar sempre.


_ Preciso lhe mostrar algo antes. 


_ O quê? 


_ Nosso quintal. 

 

                             ***


Não programei estadias em hotéis ou pacotes de viagens, sair de Konoha seria de qualquer maneira uma longa caminhada, resolvi poupar Anne de tal esforço. Nossa lua de mel seria em casa, mas isso não precisava ser enfadonho quanto soava ser, o vasto terreno que herdei de meus pais daria conta de nós entreter. De mãos dadas, ainda de pijamas, chinelos e nenhuma máscara a conduzi pela cozinha, até os fundos da casa.


Deslizando suavemente as portas articuladas de madeira para os lados, foi possível ter uma visão ampla do que se esperava do outro lado. Esse movimento de abrir as portas era como descobrir uma enorme pintura, livrando-a do tecido. Bem em frente, o deck de madeira amplo contava com uma bela mesa e cadeiras acomodadas do lado direito para uma boa refeição ao ar livre. Mais à  frente, o deck forma um patamar rebaixado com uma linda floreira margeando-a, que seguia como um braço na diagonal esquerda, contornando uma enorme árvore que já existia por lá. A intenção era mantê-la intacta, e agora é como se todo o restante sempre estivesse estado lá, como ela. Na parte rebaixada, à frente da árvore, umas cadeiras confortáveis foram colocadas para apreciar aquela paisagem privilegiada de camarote. 


O bosque que crescia à frente era realmente lindo. Um gramado como um tapete, convidativo, seguindo até encontrar algumas árvores à frente, entre árvores frutíferas e plantas diversas com flores e frutos, cujas cores cediam seu encanto à luz do sol que as iluminava. Retornando para perto da floreira, do lado direito, alguns degraus conduziam a  continuar a exploração. Descendo, podia-se ver um caminho de pedras polidas, cuidadosamente colocadas para mostrar o caminho de onde se poderia passar horas e horas, nem que fosse somente contemplando a beleza e a calmaria deste lugar. 


Ao fim da pequena trilha, havia uma área desbravada, adornada com pequenas pedras brancas no chão, como se demarcasse o local. Havia cadeiras de madeira postas em meia lua de cada lado com uma lareira escavada ao centro, trabalhada com pedras grandes brancas e madeira. Ao fundo, estava localizado um balanço de madeira pendurada no mastro por correntes, relativamente grande.


Tudo estava realmente encantador, mas ainda não havia acabado. Daquele lugar era possível ouvir mais próximo o barulho das águas da cachoeira que havia bosque à dentro. Seguindo na direção das árvores do bosque, vê-se uma abertura entre árvores com algumas pedras maiores nas laterais, como se mostrassem um novo caminho para seguir. Obedientemente atraídos, impossível não prosseguir. A partir daquela entrada, a trilha era descendente, inclinando-se levemente para a direita, com algumas pedras para auxiliar na descida. Chegando lá embaixo, olhando para esquerda tinha-se a contemplação da queda d'água da cachoeira numa pequena montanha. 


Águas correndo entre pedras grandes em uma subida íngreme, misturando-se à vegetação que dava lugar às cores da estação. A cachoeira formava duas bacias. A mais próxima da queda d'água era mais profunda, e conforme se estendia para a esquerda, ficava mais rasa. No que seria o fim da cachoeira, fora improvisada uma prainha, com areia branca, algumas pedras laterais, boas para se sentar com os pés na água que invadia aquele pequeno espaço criado. Ao lado, foram colocadas duas espreguiçadeiras sob um pequeno bangalô de madeira. Assim podia-se optar por tomar sol ou apenas relaxar sob a cobertura. A água límpida refletia a luz do sol, mas, mais do que isso, refletia a paz daquele lugar. Estava quente. O lugar implorava para começar a ser desfrutado.


_ Gosto dessa proximidade com o bosque, longe da movimentação do centro e perto da paz que a natureza trás, você gostou? 


_ Você ainda pergunta? Por Deus Kakashi, tudo aqui é perfeito! Você por acaso é rico e eu não sei?


_ Eu fiz inúmeras missões ao longo da vida, e eu não usufrui desse dinheiro por um bom tempo. 


_ Então você é rico e não me contou.  


_ Não dá para fazer fortuna sendo um ninja, não é esse o intuito da coisa, só estou dizendo que eu tinha uma reserva, além disso Yamato me ajudou com a casa, economizamos madeira.


_ Espero que tenha usado parte do meu dinheiro, a casa está impecável e esse lugar é incrível, ficaria sem graça se soubesse que tudo foi bancado por você, não consigo ser tão criativa com surpresas, entregar um presente a altura seria muito difícil.


_ Você me deu os presentes mais valiosos, como pode dizer isso? 


_ Eu dei?


_ Sim, na verdade eles ainda estão em percurso, vão chegar no inverno.  -  Anne mantinha uma das mãos sobre a barriga, coloquei a minha sobre a dela.


_ Nada que eu faça vai se comparar com a gestação de meus filhos. Eu tenho uma família novamente graças a você.


_ Também estou na mesma posição. Obrigada, por me dar nossos bebês e um lar.  -  Os braços dela se estenderam até meu pescoço, um abraço afetuoso falou mais que mil palavras. Fez-se silêncio por um momento, apenas o martelar de nossos corações podia ser ouvido com um pouco de concentração, o clima só mudou quando nossos lábios não suportaram e romperam a pequena distância, movendo-se em sincronia, em um beijo singular de agradecimento.

 

                                 ***

 

O primeiro dia como casados passou rápido, momentos bons tendem a ter um ritmo acelerado, aproveitar cada segundo é crucial. A noite chegou e com ela o desejo de Anne por frango assado, ao menos é algo alcançável por mim. Acendi uma pequena fogueira no quintal, era a oportunidade de inaugurarmos o local, jantamos com as estrelas, em seguida minha esposa trouxe um cobertor e se aconchegou em meu colo. 


_ Vários bancos disponíveis e prefere o meu.  -  Brinquei.


_ Eles não tem você. 


_ Sou confortável o suficiente? 


_ Muito.  -  Ela respondeu. 


_ Acho que posso descansar feliz agora que tenho sua aprovação.  -  Me referi ao nosso lar.


_ Esse lugar já é perfeito o bastante por ter você, e com todas as coisas que fez, não existe lugar no mundo que eu queira estar senão aqui.


_ Uma recompensa por não lhe dar uma lua de mel como a tradição pede.  -  Expliquei. 


_ Não somos um casal normal, porque eu iria querer uma lua de mel como tantas por aí? Gosto desses instantes ao seu lado, sem ameaças a nossa paz e você comigo, já é o bastante para mim.  -  Seus dedos entrelaçados em meus cabelos, distribuem um afago relaxante, ela me olhava como se pudesse ver minha alma e gostasse do que via.


_ Você fez o meu dia, sabia?  -  Confessei. 


_ Espero que eu possa fazer os próximos. 


É claro que ela podia, dias de solidão estavam extintos, Anne é a companhia que escolhi para a vida, queria ter dito isso a ela, mas o carinho em minha cabeça cessou e ela adormeceu em meus braços. Foi um dia bom.

 

                                ***

Dias Depois…


O Icha Icha Paradise era constantemente substituído pelo guia de gravidez, eu queria entender exatamente a que nível meus filhos estavam. Anne chegou aos cinco meses de gestação, que pareciam ser seis se alguém julgasse pelo tamanho da barriga. Após a quarta guerra ninja as missões se tornaram uma raridade, o trabalho de jounins como eu ficava entre os portões de Konoha, não reclamo, isso me dá mais tempo em casa. 


A leitura me fez entender várias coisas, uma delas é que meus bebês começariam seus primeiros movimentos perceptíveis este mês, e isso me fez ficar na cola de Anne em tempo integral. 


_ O que tanto procura?  -  Minha esposa estava deitada, e eu já apalpava sua barriga a pelo menos quinze minutos em busca de algum sinal.


_ Nada. 


_ Que gosto teria feijão com chocolate?... 


_ Um gosto ruim. Não me diga que está começando com aqueles desejos estranhos de novo.  -  Só essa semana ela comeu queijo com molho shoyo e morangos com sal.


Anne apenas sorri em resposta.


_ Vocês realmente querem isso?  -  Mirei a barriga, minha mão espalmada não notou movimento nenhum.


_ Acho que a resposta é não.  -  Baixei a blusa dela.


_ Talvez eles sejam calmos como você.  -  Ela queria me dar um consolo, ou uma explicação por toda calmaria em seu ventre?


_ Os dois? Ao menos um poderia ser agitado.  


_ Agitado nível Naruto?  -  Ela brincou.


_ Eu enlouqueceria.  


Foi a gota d'água para que ela desatasse em uma crise de risos. Anne estava bem até então, vez ou outra sua respiração ficava rápida mas, eu sabia que era devido ao aumento do útero que estava comprimindo seu diafragma; Os primeiros incômodos na lombar estavam surgindo mas ela não reclamava, ela sequer reclamou dos enjoos passados, e só tinha um motivo para isso; Ela estava extremamente feliz em gestar nossos filhos.


Quando o dia amanheceu segui o mesmo ritual de sempre, levantei, tomei um banho, preparei o café, enquanto isso Anne dormia. A gravidez lhe dava tanto sono que se eu não a acordasse creio que dormiria até o meio dia facilmente. Fizemos a primeira refeição do dia na cozinha, eu falava as tarefas que tinha que fazer pela vila, enquanto ela retirava a louça da mesa. Vi o bule tremer em sua mão e ser colocado de volta ao lugar rapidamente, seus dedos trêmulos acionaram meu sistema de alerta.


_ Kakashi... Não estou me sentindo bem…  -  Levei meio segundo para estar ao lado dela e constatar o suor frio em sua pele. Anne estava gelada.


_ O que está sentindo? 


_ Calafrios e…


Ela não concluiu a frase, meus braços a amparam antes que ela chegasse ao chão. Anne desmaiou, era a minha vez de sentir um arrepio frio subir pela espinha, eu não estava sentindo o chakra dos bebês.


Notas Finais


Sinto uma certa nostalgia em findar o capítulo assim...
História boa é a que prende o leitor hehehehehe.

Quero agradecer imensamente a querida @Barbiekill_T que foi crucial no detalhamento do quarto do casal, e na área externa da casa. Os parágrafos com a descrição desses dois lugares foi feito por ela, e é primeira vez que um leitor deixou um trecho seu na minha história, obrigada garota. Esse foi um mimo que ganhei e queria agradecer não só a ela como a cada pessoa que ler isso aqui, vocês me motivam a fazer isso e vocês não sabem o quanto me ajudaram a manter minha mente sã, obrigada a vocês.

Domingo passado foi o meu aniversário e eu tive a honra de ganhar esse presentinho:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/polaka-19262205
Dêem uma chance a meu shippe favorito em Naruto, o enredo tá rico e lindo, a história está emocionante 😍 obrigada Sarah mais uma vez

Pra finalizar quero deixar aqui o meu Instagram, ele tá todo voltado pra um projetinho que tenho e ficaria muito feliz de vê-los lá também. Além de ser uma outra via de acesso até mim, podem deixar observações, mensagens lá que eu terei prazer em responder:
https://www.instagram.com/heartless.merciless/?hl=pt-br

Beijos, fiquem todos bem 🙌🏻


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