História A Hospedeira (Coração Gelado) - Capítulo 1


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Categorias Amber Heard, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Elena Gilbert, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Álcool, Almas, Amor, Castiel, Coração Gelado, Dean Winchester, Drama, Hospedeira, Jennifer Watson, Risa Mary Winchester, Sexo, Supernatural, The Vampire Diaries
Visualizações 49
Palavras 2.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aí está o primeiro capítulo pessoal ❤

Boa leitura 📖

Música do capítulo: "Be Alright" de Lucy Rose.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A Hospedeira (Coração Gelado) - Capítulo 1 - Prólogo

POV. RISA

Movo meus pés rapidamente assim que as vejo derrubar a porta da biblioteca. Puxo minha arma, e corro até a porta da saída. Minha decepção porém, ocorre quando percebo que ela está trancada.

— Vocês deveriam respeitar as regras da biblioteca. Shhh — Coloco o dedo indicador nos lábios e aponto com a cabeça para o aviso. “Faça Silêncio” pregado na parede. — São meninas tão más.

Ouço o ranger dos dentes de uma delas enquanto a outra grunhi nada feliz com a minha intenção de piada fora de hora. Meu tio Sam sempre me diz que sou a cópia exata do meu pai. Será que é por isso?

— E você não deveria roubar o que não lhe é seu. — Ela aponta para o cilindro prateado que seguro na mão esquerda. Eu aceno com a cabeça, minha expressão ainda despreocupada. — Seus pais não lhe deram modos? Ah, espera ... — Elas riem. Aperto meus lábios em uma linha fina enquanto tento manter a calma.

— Palavras fortes para duas bruxinhas de baixo calão que tentam tão arduamente conquistar o amor de sua bruxa mãe. Acho que seu feitiço pegou diretamente em suas bundas. — Rio alto e quase não tenho tempo de desviar quando uma delas joga uma cadeira em direção a minha cabeça. — Uff. Essa foi quase.

— Ná próxima não vou errar. — Ela zomba, mas posso ver a raiva tomando conta delas. Idiotas.

— Certo, acho que o curso de bruxaria que estão praticando é meio mixuruca. Mal conseguem lançar uma cadeira com maestria. — Levanto minha mão cujo segura o cilindro e nesta hora, uma cadeira voa em direção a elas, fazendo-as cair inconsciente com a força da pancada. Sorriu olhando pro objeto amaldiçoado na minha mão. — Gostei.

Caminho graciosamente por entre seus membros caídos e para a saída. Mas não saio antes de falar:

— Não mexa com uma Winchester, vadias.

{...}

Suspiro assim que entro na minha casa. Ponho a mochila em cima do sofá, e me sento ao seu lado. Deixo meus olhos centrarem no cilindro de metal com algumas gravuras desenhadas na ponta.

Parece uma luneta pequena, de cor bege. Ainda não sei pra que serve, mas espero que funcione.

Cas e eu temos procurado por formas de tirar as almas de meu pai e minha mãe de dentro de mim para dentro de seus devidos corpos. As possibilidades são bem limitadas, mas isso não me desanima. Tudo o que eu quero é os dois de volta.

Respiro profundamente fechando os olhos e inclinando minha cabeça para o encosto do sofá. Minha mente está um turbilhão. Pensamentos de todo tipo surgem em minha cabeça. Muitas vezes já me vi entrando em desespero, pois alguma tentativa não deu resultado.

Sabia que não seria fácil. Deveria estar preparada pra isso. O problema é que não estou. Cas tem me ajudado muito. Está todo o tempo comigo, me dando forças, e buscando novas maneiras de resolver tudo isso.

É tão estranho pensar que a alma de meus pais estão dentro de mim. Penso que eles estão me vigiando todo o tempo. Eles não estão, porém. Cas me garantiu que ambos estão dormindo felizes. Por mais que eu os queira de volta, é bom imaginar que os dois estão finalmente tendo um descanso. Mesmo que seja nessas condições.

O bater de asas anuncia a chegada de Castiel, e abro os olhos para já dar de cara com ele.

— Eu peguei — Estico o cilindro pra ele, que pega com a testa franzida. — O que?

— Eu não tive tempo de terminar de falar antes de você sair correndo. Isso aqui pode sim sugar as almas de dentro de você, mas ele irá aprisiona-las assim que estiverem aqui dentro. Isso iria tornar totalmente impossível liberta-los. Isso se chama Cela dos Devedores. E como o próprio nome diz ...

— Eu deveria saber — Pisco tentando manter minhas emoções sob controle. Obvio que não seria fácil. — Nunca mais vou vê-los vivos de novo.

O olhar de Cas entristece antes dele se sentar e me puxar para um abraço reconfortante. Por mais que eu tente manter as lágrimas, elas ainda descem sem a minha permissão.

— Não é o fim. Ainda existem possibilidades que não exploramos. — Ele acaricia meus cabelos, e me deixo relaxar em seu abraço. Amo como me sinto segura ao seu lado. Como tê-lo comigo me faz ver o mundo de novos ângulos. Fungo antes de falar:

— Então ... qual será a tentativa 153? — Digo em forma de brincadeira, mas a verdade é que já tentamos tantas coisas, que esse número pode ser mesmo real.

— Vamos encontrar alguma coisa. Tenha fé. — Ele aconselha e me dá um beijo nos meus cabelos. Aceno. Pois é a única coisa que posso fazer agora.

{...}

Solto uma risada quando sinto o cara beijar meus mamilos. Nem sei por que estou rindo. Droga, minha cabeça está mais confusa que o normal.

— Qual é a graça? — O cara ... (uh ... Steve ... ou Brad, não lembro agora) pergunta quando me ouve rir como uma louca. — Não era essa a reação que eu esperava.

— Desculpa, acho que estou bêbada demais. — Digo com a voz estranha. Devo estar bêbada mesmo, o que é uma droga, pois não era isso que eu queria. — Eu quero te perguntar uma coisa.

Mordo meu lábio inferior quando sinto a sua língua descer de entre meus seios, até minha barriga nua. Seus dedos brincando com o cós de minha calça, prontos para tira-la. Ele traça a sua língua para perto de meu umbigo e em volta.

— O que? — Ele pergunta entre beijos na minha barriga e descendo. E droga, isso está ficando bom.

— Você ... — Paro e tento não gemer quando ele começa a puxar o zíper de minha calça jeans. — Você conhece umas mulheres que ... Ah Deus.

Ele puxa a calça sem muita dificuldade e sua boca vai diretamente para a minha calcinha, dando beijos por cima do pano, ele está nas preliminares.

— Deixe esses assuntos chatos pra depois, amor. Vamos apenas nos divertir — Ele murmura com a voz cálida e um sorriso. Tento me conter, mas eu sei que preciso disso. Preciso me deixar relaxar um pouco. O problema é que não consigo. A alma de meus pais está dentro de mim, e isso me faz sentir uma criança fazendo o que não devia.

É como se tivesse sido pega me masturbando, só que pior. É embaraçoso.

— Espera. Droga, espera.

Ele para e começa a me escarar com um olhar confuso e um tanto irritado.

— Você quer transar ou não?. — Ele pergunta impaciente. Eu tento manter um rosto casual. Preciso que ele me dê informações sobre a convenção de bruxas de Oklahoma. Esse cara é um caçador, e soube que ele já teve contato com essas bruxas. Suas informações seriam cruciais agora.

Cas não sabe disso. Ele não sabe metade do que eu faço pra buscar formas de libertar meus pais. Ele não deixaria eu me meter nesse tipo de problema, bruxas, sozinha, e eu realmente não tenho tempo para preocupações frívolas agora.

— Steve ...

— É Josh — Ele me corrige, sua expressão definitivamente irritada.

— Isso, uh, olha, eu sei que é um caçador, e preciso de sua ajuda. É muito importante — Digo sem rodeios e ele franze a testa desconfiado.

— Do que está ...

— Eu também sou caçadora, meus pais eram caçadores e agora se encontram em uma situação meio difícil, eu sou a única que pode salva-los e pra isso eu preciso de sua ajuda. — Digo suavemente mas sei que no meu tom existe aflição. Josh parece contemplar por alguns segundos antes de dizer:

— O que quer saber?

— Sobre a convenção de bruxas em Oklahoma. Sei que você já ...

— Mortas, todas elas. Usavam magia para realizar grandes roubos. Matavam alguns civis no processo, e acabaram sendo emboscada por caçadores. Eu como adição pra isso. Não queríamos mata-las, mas estavam loucas. Era nós ou elas — Ele revela e sinto a luz de esperança de apagar mais uma vez.

— Elas eram muito poderosas, eu pesquisei tudo sobre elas. E foram mortas assim? Tão facilmente? — Digo indignada para o homem bonito a minha frente.

— Quem disse que foi fácil? Elas conseguiram matar dois dos nossos. Acredite, não foi fácil — Diz ele com a voz rouca. Eu mordo o lábio e apenas aceno. — Sinto muito por seus pais.

Aceno com um sorriso pequeno, sem tentar mostrar demais o que estou sentindo. Não vou deixar quebrar na frente de um estranho. Não quero achar que já cheguei a esse ponto.

{...}

Acordo quando ouço o bater de asas do lado da cama. Já havia chegado em casa á horas, e tudo o que fiz foi cair na cama e chorar no travesseiro. Posso fingir que sou durona para os outros, mas a verdade é bem diferente.

— Onde você estava? Sabe que não posso encontrar você por causa do sigilo em suas costelas — Cas fala com preocupação. Reviro os olhos para o anjo que aliás, já deveria estar acostumado a todas as minhas escapadas.

— Fora.

Ele bufa. — Fora? Risa, não quero que machuquem você. O mundo ainda continua o mesmo. Ainda existem coisas que podem ...

— EU SEI — Grito alto, minha voz ecoando pelo quarto. Assim que grito eu desinflo quando vejo Cas se encolher e ficar em silêncio. — Eu sei ... eu ... só ... porra Cas, eu não posso desistir. Preciso traze-los de volta. Preciso deles, entende?

Cas acena, ele não parece com raiva, mas a sua expressão preocupada não muda.

— Eu também os quero de volta. Mas não quero que se mate no processo. Você vale demais pra mim para perde-la. — Ele encara o chão, e de repente me sinto uma estúpida. Aperto os lençóis que cobrem minhas pernas e me mantenho em silêncio. — Prometi a eles que cuidaria de você, não quero ter que trair com a minha palavra.

Ele murmura, mas sei que a promessa de tomar conta de mim não é a única coisa que o mantém de olho em mim todo o tempo. Sorriu suavemente e o encaro.

— Cas, eu sou uma Winchester. Ainda tenho umas 7 vidas sobrando — Brinco e sou recompensada com um sorriso. Ele se senta ao meu lado da cama, e me recosto nele, deitando minha cabeça em seu ombro, e fechando meus olhos. Não me espanto quando digo. — Nunca me deixa, Cas. Não acho que conseguiria.

— Não se preocupe, eu vou sempre cuidar de você — Ele diz com firmeza em sua voz profunda e eu aceno feliz, pois sei que sempre terei meu anjo comigo. — Eu prometo.

Logo depois disso caio em um mundo de sonhos.

***

Abro meus olhos e dou de cara com o mesmo cenário que vejo em quase todos os meus sonhos.

Minha casa de infância.

Sinto o cheiro de torta vindo da cozinha e me apresso a chegar até lá. Assim que atravesso o arco da cozinha vejo minha mãe de costas pra mim. Ela está cortando algo no balcão, cantarolando. Sua voz sempre me acalmou. Tão doce e suave.

Assim que ela se vira pra mim, um sorriso enorme se abre em seus lábios. Eu caminho até lá e me sento no balcão.

— Ei, mamãe — Digo pra ela com um sorriso. A paz que sinto sempre que tenho esses sonhos é imensurável.

— Oi meu amor. Chegou bem na hora da torta. Sabe como seu pai é — Ela pisca e eu solto uma risada acenando. Ela caminha até o forno e puxa uma deliciosa torta de maçã caseira. Quase posso sentir o gosto.

— Onde está o papai? — Pergunto e nessa hora sinto um beijo em minha cabeça. Não me espanta não tê-lo ouvido chegar. Tudo nesse sonho a instável. Menos o sentimento de felicidade.

— Ei, princesa. Aposto que sentiu o cheiro da torta, certo? — Ele pergunta, seus olhos verdes idênticos aos meus brilhando com a menção da sobremesa. Nessas horas nunca sei se choro ou se rio.

— Eu ... — Mordo o lábio olhando pro balcão — Eu ainda não consegui.

Eles rapidamente olham pra mim, seus rostos ficando tristes. Odeio quando isso acontece. Toda a felicidade some.

— Sabe que estamos com você todo o tempo. Sempre estaremos aqui. — Mamãe fala com suavidade e eu aceno tentando não chorar.

— Sempre estaremos com você, pequena. Todo o tempo. — Diz papai se aproximando, minha mãe vem junto, e sinto quando ambos me abraçam.

Nessas horas eu só queria ser a mesma menina de três anos de novo. Não quero mais ser uma adulta imprestável sem qualquer utilidade.

Eu só quero ser a menina do papai e da mamãe.

TBC



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