História A Hospedeira (Coração Gelado) - Em Hiatus - Capítulo 2


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Categorias Amber Heard, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Elena Gilbert, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Álcool, Almas, Amor, Castiel, Coração Gelado, Dean Winchester, Drama, Hospedeira, Jennifer Watson, Risa Mary Winchester, Supernatural, The Vampire Diaries
Visualizações 68
Palavras 1.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - We Need To Talk About Michael


Fanfic / Fanfiction A Hospedeira (Coração Gelado) - Em Hiatus - Capítulo 2 - We Need To Talk About Michael

POV Risa

Me levanto frustrada. Minhas pernas ainda estão rígidas e doloridas do jogo de pega que tive com um vampiro ontem a noite. Sem contar o meu couro cabeludo que arde dos cabelos que o maldito conseguiu arrancar.

Pra me vingar, eu o decapitei, mas não antes de jogar um isqueiro aceso nele e vê-lo gritar enquanto eu observava alegremente.

Ninguém toca no meu cabelo.

Bufo irritada e me levanto um tanto rápido demais. Ouço minhas costas estalarem e paro. Esse som não é normal. Espero um pouco e me levanto mais consciente do meu corpo dolorido. Viro o rosto e enfio minha não debaixo do meu travesseiro, puxando assim a minha arma preferida. Uma Colt 1911A1. A arma do papai.

Ou melhor, a arma que era do papai. O tio Sam a guardava e eu a pedi pra mim. Foi minha decisão tê-la. Assim me sinto protegida. A encaro por alguns minutos para só então me levantar completamente.

Desço a escada e me dirijo em direção a cozinha. Minha casa é pequena. Bem pequena na verdade. Com apenas sala, cozinha, e dois quartos no segundo andar. Sem esquecer o banheiro, claro. Tudo isso compacto em pouco mais de 40 metros quadrados.

Eu gosto desse lugar. Não é como a casa em que vivi na infância. Enorme, arejada. Essa por outro lado é diferente. Quase não se tem ar aqui dentro, mas é minha ... por enquanto. O bairro é uma merda, cheio de drogados e prostitutas se vendendo nas esquinas, mas eles nunca mexeram comigo. Bem ... não que eu fosse deixar.

Como se meus instintos estivessem falando comigo, vejo alguém sentado em uma banqueta na cozinha. Levanto minha arma que por algum acaso tinha levado comigo e aponto na direção do intruso. O cara não se vira, o que me faz caminhar lentamente em sua direção.

— Ei. O que faz aqui? — Indago bruscamente. Obviamente nada feliz de ter problemas a essa hora da manhã. Principalmente depois da noite de merda que tive ontem. O homem continua virado de costas pra mim, mas posso ouvir um som no que aparenta ser um riso abafado. — Perdeu a língua, ou o que? Não me ouviu?

— Winchesters. Sempre tão impacientes — O homem finalmente se vira e dou de cara com um homem de rosto convencido. Ele usa um terno preto, e sapatos lustrados. Quando ele fica de pé, percebo que ele é alguns centímetros mais baixo que eu. — Que original.

O sotaque britânico ... ou sei lá. (Não sou perita em sotaques do mundo) cintila em meus ouvidos como glitter em uma cartolina com cola. Já não gosto dele.

— Quem é você? — Pergunto aumentando o tom de minha voz, e mostrando que não estou de brincadeira. O homem puxa os lábios em um sorriso e passa pelo cano da arma sem qualquer medo aparente.

— Me chamo Crowley.

Enrugo o rosto enquanto puxo em minhas memórias onde já ouvi esse nome antes. Eu tenho certeza de que já ouvi em algum ...

— Espera ... Crowley? Como o demônio Crowley? O babaca que pôs a marca de Cain no meu pai e quase o matou? — Resmungo olhando pro homem que revira os olhos e me manda um olhar de tédio. Aperto a arma na mão apontando diretamente pra sua testa.

— Você está atrasada com as notícias, querida. Seu pai não era muita coisa sem mim. Éramos quase que inseparáveis. Unha e carne — Ele diz com audácia e tento segurar o som de desgosto que surge em minha garganta. — A marca foi apenas um detalhe.

— Detalhe que quase o matou seu idiota.

— Tudo isso foi resolvido á muito tempo se você não sabe — Ele me informa e estala a língua enquanto esbanja um outro sorriso na ponta dos lábios — Não vim aqui para falar de erros passados.

Levanto o rosto e mantenho minha postura ereta. — E o que quer então? Veio aqui pra me influenciar a alguma loucura como fazia antes? Saiba que já estou vacinada pra idiotas de terno como você.

Isso é verdade. Anjos. Demônios. Ugh.

— Está é a hierarquia de Winchester tomando seu rumo? Imaginava melhor — Ele olha em volta para as paredes e móveis velhos da minha casa. Bufo irritada. Minha casa é uma porcaria, mas é a porcaria que tenho para agora, e é minha, então só eu posso ofende-la.

Estreito meus olhos para ele, e isso deve ter tido algum efeito pois ele limpou a garganta antes de se lançar em um dos sofás.

— As palavras saem com mais louvor de meus lábios quando não me sinto ameaçado por uma arma apontada para mim — Ele aponta pra minha arma, eu porém a mantenho equilibrada como antes.

— Não confio em você.

— É recíproco. Afinal você é filha de Dean Winchester — Ele cospe e tento manter a calma. Falar do meu pai ou da minha mãe não me deixam bem. Me fazem pensar e pensar, e me mostra como estou sendo inútil. Porcaria. Mal consigo manter meus cabelos em minha cabeça.

— Prefiro acautelar.

— Contanto que não atire em mim. Tudo bem.

Sorriu. — Isso não podemos ter certeza. — Ainda com a arma apontada pra ele, volto a perguntar mais uma vez. — Agora, o que você quer?

— Já ouviu falar de Miguel?

Isso é tudo o que ele pergunta e eu franzo a testa confusa. O único Miguel de que tenho conhecimento é o arcanjo. E esse está preso na jaula. Certo?

— O que isso tem haver com qualquer coisa? — Questiono impaciente. Pelo que sei este arcanjo não é nada amigável. E não preciso de mais problemas agora.

— Dizem as más línguas que ele está livre a tempos, e que procura sua casca.

Sinto todo o sangue fugir de meu rosto quando ouço isso. Minhas mãos começam a tremer e só isso me faz abaixar a arma enquanto me jogo no sofá atrás de mim. Espera ... eu sei que Tio Sammy era a casca de Lúcifer, e que papai era a ...

Oh merda.

— Você quer dizer que ...

— Isso mesmo, a tempos que ele procura por Dean, e a sua busca não demorará a ter resultados. — Sinto o ar fluir mais pesadamente de mim depois de ouvir isso. — Estar em cascas temporárias o deixa fraco, e estando fraco ele não pode rastrear Dean. Levou anos, mas acho que ele finalmente já sabe onde Dean está.

— Anos?.

— Exatamente. Ninguém o segue, o que o deixa impotente. Ele então teve que vagar sozinho como humano por anos, trocando de casca em casca, em busca da sua verdadeira, que lhe dará seu completo poder. — Crowley olha diretamente pra mim antes de dizer. — Se ele tiver Dean, ele terá tudo.

Nem dois minutos depois, o som de asas entra na cozinha nos alertando ... me alertando, Crowley já havia fugido. Maldito.

— Merda — Corro até o segundo andar abrindo a porta com meu braço. Corro até o baú que está na quina da parede e o abro. Pego balas e facas, guardo tudo na mochila. Quando percebo que não falta nada eu corro até a janela e pulo sem pensar duas vezes. Me seguro nos galhos da árvore que tem na janela do meu quarto e desço rapidamente.

Assim que chego do outro lado da rua, o som de explosão me faz parar em minha trilhas. Engulo em seco enquanto vejo a minha casa voar pelos ares. O fogo toma conta do lugar, e entre a fumaça, vejo pessoas de preto surgirem. Começo a correr sem olhar pra trás.

Continuo correndo, sempre olhando pra frente e pra trás, quando esbarro em alguém. Minha fúria toma níveis épicos quando vejo a cara do sujeito a minha frente, puxo a minha arma e atiro próximo aos seus pés o fazendo ofegar e pular. Fico feliz que não tinha ninguém na rua, e que minha arma tem silenciador.

— Você me condenou, desgraçado — Aponto mais uma vez pra sua cabeça. Isso já está virando costume. — Você os trouxe diretamente pra mim.

— E como eu faria isso? Eles são anjos, não podem me rastrear. — Ele se explica com as mãos pra frente, como se isso fosse protege-lo da bala em sua testa. — A culpa foi sua que não soube cobrir melhor seus rastros. Eles já deviam estar marcando você a tempos.

— Sei, mas esperaram para me fazer uma surpresa. Não seja ridículo — Ironizo com um revirar de olhos. — Se soubessem onde eu morava, já teriam vindo a muito tempo atrás de mim.

— É a maldição Winchester. — Crowley tenta brincar muito fora de hora e grunhi irritada. — Ok, eles devem saber que você é filha de Dean, e devem achar que você sabe onde seu corpo se encontra. Eles precisam de você. Não iriam mata-la ... ainda.

— E pra que eles o querem? — Indago frustrada. A adrenalina ainda está tomando conta de mim. — Pensei que os anjos não estivessem apoiando Miguel.

— E não estão, não agora que ele enlouqueceu e quer acabar com todos sem exceção. Ele quer criar uma nova linhagem de anjos, todos servindo totalmente a ele. Sobre Dean, eles devem querer destruir o seu corpo, assim Miguel não poderá possuí-lo. — Explica Crowley. Enrugo meu rosto quando ouço isso. Minha mão esfregando a arma do papai enquanto penso.

— Ele pode fazer tudo isso? Quer dizer, sei que ele é poderoso, mas ele não é Deus. — Indago confusa.

— Acredite, um Miguel descontrolado é um Miguel altamente destrutivo. Ele consegue se quiser.

Bufo e tento não pirar. Óbvio que isso tinha que surgir exatamente agora. A pouco tempo voltei do passado, tendo feito algumas mudanças, mudanças essas que provavelmente trouxeram Miguel em busca do meu pai.

Incrível.

Começo a caminhar de um lado pro outro pensando em alguma coisa. Tentando fazer meus pensamentos se aquietarem e só então eu conseguir raciocinar. Droga, eu preciso resolver isso.

— Preciso chegar ao Bunker — Sussurro. Eu tanto não ir aquele lugar o máximo possível. Eu não gosto de pensar na ideia de que é lá que meus pais estão ... dormindo. Crowley franze a testa pra mim.

— O que?

— Eu ... Droga, preciso chegar ao Bunker. Preciso protege-los. — Suspiro e sinto como se tivesse esvaziado. — Não posso deixar que os machuquem.

TBC



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