História A Hospedeira (Coração Gelado) - Em Hiatus - Capítulo 3


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Categorias Amber Heard, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Elena Gilbert, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Álcool, Almas, Amor, Castiel, Coração Gelado, Dean Winchester, Drama, Hospedeira, Jennifer Watson, Risa Mary Winchester, Supernatural, The Vampire Diaries
Visualizações 62
Palavras 2.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo foi reescrito duas vezes antes de realmente sair. Eu gostei do resultado, espero que curtam também 💖

Boa leitura 📖😊

A esquerda está Risa, e na direita temos Grace, a filha de Sam e Ariel.

Capítulo 3 - Home


Fanfic / Fanfiction A Hospedeira (Coração Gelado) - Em Hiatus - Capítulo 3 - Home

POV Risa

Inspiro profundamente assim que chego na frente da casa do tio Sammy. Há tempos não vinha aqui. Não existia motivos pra isso. Somos família, eu sei disso, mas não existia assunto para me impulsionar a visita-lo.

Dirigi por 8 horas até chegar em Vancouver. Foi uma longa viagem e posso dizer que estou completamente moída. Crowley não me foi de muita ajuda. Ele apenas me informou tudo e foi embora. Não que eu precise dele. Eu posso resolver isso sozinha. Além do mais eu não gostei dele. Muito convencido e fede á enxofre.

O degrau de madeira range quando o impulsiono com a minha bota. Um por um me vejo subindo em direção a porta branca de entrada. Tio Sammy continuou morando na mesma casa desde sempre, eu por outro lado resolvi ir para o mais longe desse lugar possível. Não consigo me sentir bem aqui.

Hesitante, estico a minha mão, e com o dedo indicador aperto a campainha. Espero longos minutos antes de uma menina de cabelos escuros e olhos azuis abrir a porta. Ela estica a boca em um sorriso e quase me desequilibro quando ela se joga nos meus braços com um aperto de aço.

— Ei, sentiu a minha falta? — Pergunto a ela com a voz feliz. Há anos que não vejo Grace, a filha de Tio Sam e Tia Ariel. Ela tem um pouco de cada um de seus pais. Seus cabelos escuros e longos são completamente do tio Sam, enquanto que seus olhos azuis vibrantes saíram da tia Ariel.

Éramos quase que inseparáveis antes de eu resolver me mudar. Isso foi há 3 anos atrás. Eu tinha apenas 17 anos, e Grace tinha 14. Foi uma decisão difícil, mas acho que já me sentia preparada pra dar esse passo.

— Não acredito que está aqui — Grace sorri amplamente pra mim, exibindo seus dentes bem alinhados e suas covinhas. Mais um dos atributos ganhos do tio Sam. — Espera. Aconteceu alguma coisa?

A expressão de Grace mudou rapidamente de alegria para preocupação. Ela é tão mãe galinha quanto tio Sam. Por mais que eu seja a mais velha, ela sempre foi a mais cabeça fria de nós duas.

— É uma longa história. — Suspiro, meus olhos focados em minhas botas marrons. — Onde estão todos?.

Grace abre caminho para que eu entre e sigo a sua liderança até a sala. Por mais que eu tenha morado aqui grande parte da minha vida, não me sinto mais tão confortável quanto antes. Ela me indica o sofá, e rapidamente me sento, feliz de finalmente estar fora daquela lata de sardinhas que chamo de carro.

— O papai está no escritório. Sabe, grande advogado e tudo mais. — Ela sorri orgulhosa e não consigo segurar meu próprio sorriso. O tio Sam é realmente um grande advogado. Sempre defendendo os justos. Nada do que ele não tenha feito toda a sua vida. Só que de um jeito diferente. — Mamãe está fazendo compras. Levou anos até ela conseguir fazer isso sozinha. Você a conhece.

Rimos juntas ao falar disso. A tia Ariel nunca foi exatamente confortável ao mundo humano. Levou tempo até o livre arbítrio se tornar habitável. Tive que morar com ela por anos pra perceber o quanto tudo isso estava sendo difícil pra ela. Mas fico feliz que ela finalmente conseguiu.

— Eu sei.

Ela sorri. — Pelo menos podemos usufruir de muitos Lucki Charms, ela ama isso. O papai sempre reclama.

Sorriu imaginando a cena de tia Ariel sequestrando várias caixas de cereal do super mercado, e do tio Sam apresentando sua famosa cara emburrada ao ver isso. Épico.

— Pelo menos ela desistiu da pasta de amendoim. Ela lambia o pote enquanto estava grávida de você. — Me lembro com a expressão nostálgica e logo me entristeço quando me lembro que isso foi apenas alguns meses depois de toda aquela merda. Grace não parece notar isso.

— Ugh, isso é nojento. — Ela enruga o rosto ao saber disso. Eu apenas sorriu, por que bem, é verdade.

Meu sorriso escorre lentamente do meu rosto e ficamos sentadas por vários minutos em silêncio. Agarro uma almofada e a coloco no meu colo, me estico no sofá, e assim fico quase que deitada. Mantenho o foco na lâmpada que está no centro da sala, e nesse momento Grace resolve falar:

— O que houve, Riss? — Sinto uma pontada de saudade ao ouvi-la me chamar assim. Ela é segunda pessoa que tentou encurtar meu já curto nome. A primeira foi a minha mãe ... — Sabe que ainda estou aqui. Ainda somos as duas mosqueteiras.

Sorriu divertida. Éramos apenas nós duas, e gostávamos de nos nomear como heroínas. Sempre fomos as duas mosqueteiras. Amava isso. — Estamos mais pra Tico e Teco.

Ela ri. — Engraçadinha.

Me endireito no sofá, e aperto a almofada do meu colo com os punhos. Espero alguns segundos enquanto tento formar frases que façam real sentido antes de começar a história que na verdade não é tão longa, só é complicada.

— Não tenho mais casa.

Grace ofega alto, quase posso ouvir o ar fugir de sua boca quando me ouve dizer isso. — Como aconteceu?

— Anjos. Foi isso que aconteceu. Os babacas queimaram tudo. Não sobrou nada. Tive que fugir de lá. E agora estou aqui. — Explico com o mínimo de detalhes possível. Afinal é tudo o que eu sei. Simples assim — Tive sorte de terem poupado meu carro.

— Por que fizeram isso? — Questiona Grace pasma.

— Bem, talvez eles só gostem de atrapalhar vidas alheias. Ou estou com uma marcação angelical na minha testa. Com a minha sorte, é com certeza a segunda opção. — Bufo e nesse momento sinto meu celular vibrar. Puxo com dificuldade do meu bolso da frente, e o desbloqueio.

— Algum problema? — Grace questiona quando me vê sentar rapidamente com o celular na mão. Espero alguns minutos até ele vibrar de novo. Fecho os olhos e o atendo com um simpático:

— Olá.

RISA? Graças ao pai. Onde você está? Você está bem? A sua casa está ...

— Eu sei, Cas. Se acalma, eu tô bem. Estou segura agora, e bem longe daí — Esclareço ao anjo preocupado. Grace olha pra mim e lhe indico que preciso de um minuto, ela sorri e sai da sala me dando espaço.

Onde você está? O que houve?. — Ele exclama, sua voz cansada mas ao mesmo tempo alerta para qualquer ameaça que posso estar na minha cola.

— Eu realmente não quero falar por telefone. Você pode vir até aqui, estou na casa do tio Sam. Resolvi vir aqui por que ...

O som alto de asas surge na sala antes que eu termine minha frase e reviro os olhos antes de fechar o telefone. Ele rapidamente corre até mim e me puxa para um abraço apertado. Envolvo meus braços em seu pescoço e me derreto em seus braços. Amo como Cas consegue me fazer sentir bem apenas com a sua presença.

— Você quase me matou de susto. Sabe que não posso localizar você graças ao bloqueio em suas costelas. — Ele me fala com a voz errática. Seus dedos estão passando por meus cabelos e sorriu com o toque gentil.

— Tenho certeza de que isso não o mataria. — Brinco e ele se afasta me olhando seriamente.

— Sim. Isso me mataria.

Fico séria e aceno. Estico minha mão e seguro em seu sobretudo velho. Meus dedos brincam com os botões da peça de roupa desgastada e apenas suspiro.

— Não tinha pra onde ir. Tio Sam nem sabe que estou aqui ainda. Apenas Grace sabe. — Murmuro, querendo que ele saiba de tudo. Me sinto uma idiota de não ter me lembrado dele de iminência. Ele acena, seu semblante sério e calculista. Não o vejo muito com essas expressão, e realmente tenho medo dela.

— Foram anjos?

Minha única resposta é um aceno fraco. O vejo cerrar a mandíbula. Suas mãos formando punhos apertados. Sei que o seu sangue está subindo nesse momento. Eu rapidamente tento tranquiliza-lo

— Cas, tudo bem. Eles não conseguiram me machucar. —Minha voz parece faze-lo serenar, mas seu rosto determinado não some. — Cas. Tenho algo pra te falar ...

***

— VOCÊ O QUE? — Grito com raiva estampada na minha cara. Cas não pode ser sério. Ele não pode ter escondido algo assim de mim. Ele simplesmente não pode. — Como assim você sabia que Miguel estava livre? POR QUE NÃO ME CONTOU?.

— Foi necessário. Miguel não tem seguidores, ele não tem um exercito o ajudando, ele está fraco. Sabia que ele não causaria problemas. — Cas mostra seu ponto com cautela, começo a ranger os dentes enquanto caminho pesadamente pelo piso de madeira da casa do tio Sam.

— E se ele causasse problemas, uh?.

— Então eu estaria lá pra resolver tudo. — Ele responde com calma. Estreito meus olhos pra ele, e aperto os lábios em uma linha fina. — Risa, durante todos esses anos eu estive tomando conta de Dean e Jennifer. Durante todo esse tempo eu os tenho vigiado, tenho zelado por sua segurança. Eu saberia se Miguel os tivesse encontrado.

— Eles são meus pais, Castiel. Não tinha o direito de me esconder isso. Não deveria ter me excluído disso. — Retruco com raiva, mesmo que agora ela esteja sumindo e só sobrando o cansaço. — Eu deveria cuidar deles. É meu dever.

— E meu também — Cas me corrige com força. Seus olhos azuis vibrando e quase tocando minha alma. Cas sempre sabe como me fazer ver o ponto certo. — É meu dever cuidar de todos vocês. Sempre foi assim. É meu dever cuidar dos Winchesters.

Eu vivo pelos Winchesters. Desde antes de vocês brotarem em vida e seguirem a sua jornada. Sempre fui eu.

Me sentindo desgastada caiu no sofá atrás de mim. Minhas pernas não conseguem mais me segurar, e meus ouvidos estão zumbindo. Droga eu preciso de uma bebida. Mas aí me lembro de que estou na casa do tio Sam. E falando no Diabo:

— Risa? Cas? O que está acontecendo? — É a primeira coisa que ele pergunta assim que entra pela porta. Tia Ariel o segue por trás. Eles sempre foram tão companheiros, não me espanta que ela o tenha avisado que estava no supermercado e tenho o pedido para busca-la quando saísse do trabalho. — Algum problema?

Tento não rir da rápida percepção dele. Não estaríamos aqui se não houvesse um maldito problema. Estico meu corpo e estremeço com as minhas costas. Passar horas sentada em um banco desconfortável enquanto dirigia até aqui causa isso com a coluna de alguém.

— Estou bem, Tio Sam, obrigado por perguntar — Digo com a voz cansada porém divertida. Ele sorri pela primeira vez, e caminha até mim, me puxando pra um abraço. Sua altura me impossibilita de termos um abraço confortável, então ele me levanta e me gira pelo ar.

— Tô tão feliz de te ver de novo, amendoim — Ele me abaixa e me beija na testa. Tento conter as lágrimas que ameaçam surgir quando o ouço me chamar por esse apelido. Com a voz trêmula eu tento resmungar.

— Não sou mais uma criança, você sabe.

Ele sorri exibindo suas covinhas e retruca teimosamente. — Você nunca crescerá demais para que isso fique velho.

Sorriu, em seguida estou abraçando a tia Ariel. Que está tão linda quanto sempre. Ela coloca uma mecha de meus cabelos pra trás da minha orelha e sorri.

— Senti saudades.

— Eu também — Digo com suavidade. Minha voz mais firme, porém ainda emotiva. — Também senti saudade.

Nos abraçamos mais uma vez. É tão bom estar com a família mais uma vez. Sentir o calor das pessoas que se ama depois de anos separados. Pra alguns isso não significa nada, mas pra mim, é tudo. Minha família é tudo pra mim. Por isso que nunca desisti dela. Por isso que jamais vou desistir da idéia de trazer meus pais de volta.

Passei anos me sentindo culpada por resolver ir embora. Minha decisão não teve haver com meus tios, ou Grace, decidi por mim mesma, pra poder tentar seguir sem me sentir reprimida. Passar diante da minha casa de infância sempre cutucou a ferida. Nunca ficou mais fácil. Então resolvi ir embora, e ficar o mais distante possível de todo esse medo e saudade. Mesmo sabendo que carrego a alma de meus pais comigo todo o tempo, não é a mesma coisa.

Estar aqui de novo, me deixa frágil, e me deixa com medo mais uma vez. Não me sinto tão forte. E ser forte é exatamente o que preciso agora.

Viro o rosto e vejo o sorriso da minha família pra mim.

É bom estar de volta, mesmo que isso acabe comigo.



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