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História A hundred ways to love you (Jackson Wang - Got7) - Capítulo 1


Escrita por: MissWang90

Notas do Autor


Essa história foi baseada no clipe "100 ways" do Jackson (que eu tô amando muito). Espero que vocês curtam.

Capítulo 1 - A flor de cerejeira brotou...


Fanfic / Fanfiction A hundred ways to love you (Jackson Wang - Got7) - Capítulo 1 - A flor de cerejeira brotou...

Durante a madrugada, num quarto no alto da torre maior do Palácio Imperial, ouvia-se o choro de uma criança que acabou de nascer... uma linda menina. Algumas horas depois, o sol nascia e trazia um dia lindo ao reino da Dinastia Song. Estava fresco, corria uma brisa leve que trazia o cheiro das delicadas flores de cerejeira por todo o reino, anunciando o primeiro dia de primavera.

5 dias após seu nascimento, depois de voltar de uma batalha vitoriosa contra o perverso clã Shin, o rei finalmente toma nos braços sua linda menina, que fazia o grande General Dang sorrir. Apesar de ser um homem bom, os tempos de guerra endureceram seu coração, mas a pequena conseguiu um sorriso de seu pai.

- Yinghua... Ela se chamará Yinghua, porque me trouxe alegria e vitória junto com a primavera.

[Yinghua significa "flor de cerejeira" em chinês. As flores de cerejeira brotam logo nos primeiros dias de primavera.]

- Lindo nome, meu rei. - Concordou a rainha Ziyi.

- Vou levá-la ao xamã. Ele nos dirá seu destino.

Como de costume no clã Song, ao nascer, as crianças da família eram levadas por seu pai ao xamã de confiança da família para que se soubesse seu futuro. Com Yinghua não seria diferente. Mas o rei, depois de muitas tentativas de engravidar sua rainha e tentar trazer um herdeiro ou herdeira à sua nobre casa, infelizmente não tem boas noticias ao entrar na câmara do xamã Tongli.

- Essa criança... - Ele dizia de costas pra porta e para o rei, que entrava com a criança em seus braços. - ...ela veio com a primavera, mas está ligada ao inverno (ela nasceu entre o último dia de inverno e o primeiro da primavera).

- Se o rei não quiser desgraça sobre sua linhagem, deve educar e manter a princesa longe do mundo exterior. - Ele se virou para o rei, num movimento suave, mas olhando o chão com pesar. - Ela trouxe alegria ao rei, mas não poderá trazer alegria à sua casa se conhecer algum homem.

- Co... Como assim? - O rei, perguntou, sentindo um frio percorrer sua espinha. - Minha Yinghua não poderá dar continuidade à minha nobre linhagem?

- Não! Ela precisa se manter pura e ser entregue à deusa da primavera para ser sua sacerdotisa e manter o equilíbrio e vitória da casa Song. O inverno não foi auspicioso para o rei, portanto deve entregar sua primogênita à deusa da primavera como oferta da sua última vitória.

O rei ficou extremamente triste pelo peso que sua vitória impôs sobre os ombros da pequena. Porém ele era um homem muito supersticioso e fazia tudo que o xamã de sua família ordenava. Quando contou a rainha o destino de sua pequena filha, ela chorou muito naquele dia e por mais alguns até aceitar a idéia.

Cinco dias antes, na última noite gélida de inverno, o bravo Tenente-Coronel Wang tomava conta da vigília da noite no pórtico da cidade imperial quando escutou um choro de criança.

- Está ouvindo isso, Soldado Wu? - O tenente perguntou ao menor.

- Sim, senhor. Parece...

- ...Um choro de criança! - Os dois falaram juntos se olhando.

- Devo ir lá verificar, senhor?

- Não. Eu vou. Pode ser uma armadilha. Nossa tropa e o rei ainda não voltaram. - Ele dizia enquanto embanhava suas espadas e se preparava para descer. - Fique aqui, alerte os outros e mantenha a vigilância. Já volto.

Wang desceu sorrateiramente pelas escadas da torre de vigia e quando saiu, olhou ao redor e não via ninguém. Do outro lado da estrada, próximo a enormes nogueiras que ficavam na entrada da cidade imperial, o Tenente viu um pequeno cesto com um monte de pano branco que se mexia. Ele se aproximou lentamente e remexeu o bolo de pano com a ponta da espada, que mostrou a figura de um pequeno bebê só de fralda. Quando sentiu o vento frio cortante em sua pele, a criança chorou. Wang se aproximou logo e tomou o cesto com o pequeno e o levou para a torre, voltando a cobrir o pobre bebê. Quando chegou à sala da torre, foi imediatamente com o pequeno pra perto da lareira para confortá-lo.

- Soldado Wu, vá a casa principal e chame minha esposa, a governanta Wang. Peça também que ela traga panos limpos e fraldas. Ela precisa ver isso.

O Tenente olhava o pequeno enquanto o aninhava e balançava em seus braços, tentando o manter aquecido no pano fino que o abandonaram. Por incrível que pareça, o pequeno parecia se sentir confortável nos desajeitados braços do militar.

- Que pequeno lindo. Como tiveram coragem de abandonar você, pobre criança... - Ele olhava o pequeno adormecer e sorriu. - E ainda te puseram em um pano fino... Você foi muito valente resistindo àquele frio horrível lá fora, sabia?! Acho que você será um guerreiro muito bravo.

Logo após alguns minutos, a governanta Wang chegou com tudo o que seu marido pediu. Os dois ficaram completamente apaixonados pelo bebê. Ele era lindo, forte, de cabelos negros e pele extremamente branca.

- Será que teria algum problema ficarmos com ele, Tao? - Sua esposa perguntava.

- Não sei, Mei... Não sabemos de onde ele vem e que sorte ele traz consigo.

- Não acha que é muita coincidência essa criança ter aparecido pra você? Perdemos nosso Min... O deus do inverno pode ter nos abençoado com ele. - Ela olhava a criança esperançosa. - Se te acalma, podemos consultar o xamã Tongli.

- Boa idéia, querida.

Deixando seus subalternos na vigilância, o Tenente e sua esposa foram ao xamã, que recebeu o militar na sua câmara. Assim que o velho sábio olhou o pequeno, sorriu.

- Ah, esse pequeno tem sorte! Sua aura está amarela como o brilho do ouro. Deixe-me ver seus olhos.

Ele pedia a criança do Tenente para pega-la em seus braços. Assim que o tomou e viu seus olhos abertos fixos nele, seu sorriso se abriu mais ainda.

- Ah, sim! Ele é incrivelmente abençoado.  Cuide desse pequeno e ele te encherá de honra. Deve se tornar um guerreiro e aprender a arte da guerra. Ele será inteligente, perspicaz, ligeiro, habilidoso com arcos e com o corpo. Onde seus pés pisarem será vitorioso e bem sucedido.

- Abençoado seja o deus do inverno, que nos deu essa criança maravilh...

- Mas... - O sábio continuou. - Uma névoa no seu olhar não me deixa ver sua vida amorosa, é um mistério. Sua beleza destruirá um reino e a força do inverno deve destruir a beleza da primavera para que o deus do inverno seja honrado. Ele é protegido por magia... magia forte. Ele deve ser treinado na arte da magia também.

- Magia? Um guerreiro que faz magia?

- Só faça o que eu lhe digo! Ele precisa proteger seu espírito também. Dos 4 aos 10 anos ele deverá ficar no monastério Ying comigo para que aprenda magia. Depois disso, você o introduzirá na arte da guerra. - Ele dizia, devolvendo a criança ao Tenente.

- Sim. Farei como pedido. - Ele reverenciou o sábio e saiu ao encontro de sua esposa e a contou tudo.

- Eu não disse, Tao. Ele é abençoado! Nos trará honra e provavelmente trará ao rei também se for do exército Song.

- Espero que esteja certa. Vamos apenas dar o nosso melhor para que ele cumpra o propósito do deus do inverno e recompensá-lo por essa bênção.


Notas Finais


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