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História A hundred ways to love you (Jackson Wang - Got7) - Capítulo 5


Escrita por: MissWang90

Notas do Autor


Desculpa a demora. Tava sem tempo, mas aí está a sequência. Espero que estejam gostando.

Capítulo 5 - A flor de cerejeira se desprendeu do galho...


Fanfic / Fanfiction A hundred ways to love you (Jackson Wang - Got7) - Capítulo 5 - A flor de cerejeira se desprendeu do galho...

Yinghua saiu correndo o mais rápido que pode dali sem fazer muito barulho. Até que depois de correr por três minutos em meio a floresta e ver que ninguém a seguia, parou pra respirar embaixo de uma árvore.

- Ahh, minha deusa! Um guerreiro Song! Se descobrisse que eu era a princesa, ele poderia acabar me devolvendo para o Templo... - Yinghua pensava enquanto respirava pesado. - Apesar de me assustar com aquela espada... Ele era tão bonito, imponente. E aquele olhar... 

Olhando pra lua entre os galhos das árvores, ela pensava no rosto do valente que quase a descobriu. Ficou um tempo entretida nos flashes em sua mente daquela breve visão do rapaz. Depois resolveu seguir seu caminho pra cidade. Porém, no meio da floresta tinha um pequeno pântano, que ela não viu devido à escuridão, e acabou caindo nele e se afogando.

Depois de boiar por alguns minutos, uma guardiã do templo a encontrou e retirou do meio da água turva, pondo seu corpo em terra seca. Ela tentou fazer manobras de respiração, até que dois minutos depois a princesa despertou, cuspindo água e tossindo.

- Sacerdotisa! Graças a deusa você está viva!

- Ahh... Onde estou? - Ela perguntou meio desorientada.

- O que deu em vossa alteza pra fugir do templo? Você sabe o que tem aqui fora? Não! Podia ter morrido nesse pântano! Não se arrisque mais e retorne comigo. - Ela retrucava, enquanto puxava a princesa pelo pulso para a levantar.

- Não! Eu não vou voltar! - Ela reclamava enquanto tentava se livrar da outra.

- Sinto muito alteza. Não é uma opção, é uma ordem. - Ela dizia arrastando a menor pelo pulso.

- Não! Por favor! - A princesa se desesperava.

- Já disse que não é uma opção!

Assim, a guardiã do templo seguiu arrastando a princesa de volta até o templo, onde todos estavam preocupados com sua ausência. Ao chegar, o Conselho de sábios a esperavam no salão nobre.

- Porque a sacerdotisa fugiu? - Perguntou o xamã. - Vossa alteza sabe o que poderia ter ocorrido com seu reino e com seu povo se nunca mais a encontrássemos? Cairíamos em desgraça!

- Eu não... - Ela quase exitou, mas resolveu falar. - Eu não aguento mais ficar aprisionada aqui dentro! Porque não posso simplesmente viver como meu irmão? Uma vida normal, viver, andar... se apaixonar, casar?

- A princesa não é como as outras pessoas. É diferente e importante para a deusa.

- O que tenho de diferente, porque eu não vejo nada demais em mim... Não tenho nenhum poder mágico.

- Seu poder é manter-se aqui pra que a cidade se mantenha em equilíbrio.

- Mas eu não poderia servir à deusa e viver minha vida? Porque tenho que viver trancada nesse templo? Porque não posso conhecer ninguém? Não aguento mais!!!

O sábio exitou por um instante, mas resolveu contar toda a verdade.

- Não deveríamos, mas vou lhe contar para que você entenda de uma vez por todas. Você vive aqui porque não pode se apaixonar.

- Como? - A princesa se surpreendeu.

- Apesar de ter nascido na primavera, você nasceu apegada ao inverno, e seu pai serve à deusa da primavera porque ela o deu a vitória no dia em que você nasceu. A deusa pediu sua vida como oferta pela vitória. Seu pai a deu de bom grado. Então se vossa alteza deixar de servir à deusa, o reino cairá em desgraça.

- O que...? Como assim apegada ao inverno?

- Vossa alteza nasceu entre o último dia de inverno e o primeiro da primavera.

- E o que tem de mais em nascer entre duas estações?

- Uma criança que nasce entre duas estações... não terá uma vida auspiciosa. Por isso para evitar maiores problemas, até para você mesma, a princesa deve ficar afastada do mundo exterior.

- Não! - Ela dizia entre lágrimas. - Isso não é justo. Eu... Então eu sou uma maldição, é isso?

- Claro que não, princesa! É graças aos seus serviços e dedicação à deusa que nosso reino está de pé. Mas, infelizmente, quando vi seu destino quando pequena, a deusa me mostrou que o homem pelo qual você se apaixonaria seria nosso inimigo e destruiria nosso reino.

- Mas e se eu me apaixonasse por um homem do reino Song? Como ele poderia ser nosso inimigo se serve ao meu pai?

- Existem espiões, minha doce e inocente princesa... São pessoas traiçoeiras. Não sabemos as vezes com quem podemos contar, por isso, como diz o provérbio: "Melhor prevenir do que remediar."

- Isso... Isso não me parece certo. É tão injusto, que destino horrível o meu! - Ela chorava se ajoelhando, derrotada por saber das suas limitações.

-Alteza, por favor, se recomponha. - O xamã dizia ao caminhar até ela e a afagar as costas tentando consolá-la. - É uma grande honra servir à deusa.

Ela se levantou devagar ainda chorando. Respirando fundo e se recompondo, e resolveu se desculpar.

- Acho que estava fora de mim. Quase coloquei minha vida em risco... Peço desculpas aos honoráveis sábios, minhas servas e à deusa. - Ela dizia se inclinando. - Vou aceitar meu destino e me comprometer com meu reino.

- Muito bem, minha criança. - O sábio sorria, se reverenciando a ela.

- Agora vou descansar e voltarei aos meus deveres. Perdão pelo tumulto.

Depois de enganar os sábios de que aceitaria quieta seu destino, retornou ao quarto e se banhou e se vestiu para dormir. Yinghua tentava processar toda a informação sobre seu destino deitada em sua cama.

- Não é justo. Não agora que...

A lembrança do rosto de JiaEr olhando pra ela rodava sua mente. Ela se sentou, abraçando seus joelhos, fechando os olhos.

- Um guerreiro Song... Será que ele seria capaz de trair nosso reino? - Ela se perguntava, falando sozinha. - Aqueles olhos... Será que vou vê-los de novo? Preciso ver eles de novo...

Yinghua passou a noite em claro pensando no que poderia fazer para ver de novo o guerreiro que a encantou. Agora que ela deixou os sábios e as guardiãs em alerta pela tentativa de escape, teria vigilância mais acirrada.

No dia seguinte, Yinghua conversava com Ning, sua serva mais fiel, enquanto ela penteava seu cabelo e contou sobre seu triste destino, o que viu fora do palácio e do rapaz que roubou sua atenção.

- Ah, minha princesa... A deusa que não me ouça, mas também acho muito injusto toda essa situação. Sinto muito... Se pudesse, a ajudava de alguma forma.

- Você me dá sua palavra? - A princesa se virou, interrompendo a serva segurando seu pulso.

- Sobre o que, alteza?

- Que me ajudaria... Você realmente me ajudaria? Eu... Eu preciso ver aquele guerreiro de novo.

- Sim! - Ela respondeu empolgada, se sentando ao lado dela. - Pelo que a princesa diz, ele parece realmente ser encantador: Bravo, de voz viril, hábil com a espada... Deve ser de alta patente.

- Sobre a patente não sei... Ele parecia muito novo pra ser de alta patente. Mas isso não importa agora. Só preciso ver ele. Você me ajudaria?

- Até ajudaria, mas não sei de quem a princesa está falando. Temos muitos guerreiros bravos no nosso exército... - Ela dizia, colocando a mão no queixo como quem tenta se lembrar de algo. - ...Ultimamente o mais aclamado do reino tem sido o Primeiro Sargento Wang.

- Wang... Ahhh! É ele! - Ela se exaltou, lembrando do encontro na floresta. - Eu ouvi uma outra voz masculina chamar ele por esse nome. Gritavam "Wang gege!".

- Ohhhh... O Primeiro Sargento Wang?! - Ning se perguntava, ligando os pontos. - Claro! Foi ele mesmo. Os 5 águias estavam aqui nos arredores do templo ontem a noite procurando um ladrão.

- 5 águias? - A princesa não fazia idéia do que Ning falava.

- Vossa alteza nunca ouviu falar nos cinco águias do reino Song? São os 5 guerreiros mais bravos de todo nosso reino. Ninguém escapa das mãos deles. A princesa foi a primeira... rsrs. Eles são incrivelmente habilidosos, valentes e... lindos. - Ela ria com a mão em frente às bochechas, cobrindo o rosto que corava. - Se foi mesmo o Sargento Wang por quem a princesa se encantou, a senhorita tem sorte. Ele é lindo, gentil e educado. As damas da corte e da cidade babam por ele. Ele é filho do Chanceler de defesa do reino, o General Tao Wang.

- Nossa... do jeito que você me fala dele, só me impressiono mais ainda.

- Ele impressiona mesmo. Ótimo em montaria, luta corporal, três vezes o melhor arqueiro, duas vezes o melhor espadachim... e os lábios rosados mais tentadores que já vi em todo o reino. - A serva falava suspirando.


- Hu-huum... - A princesa empurrou Ning com o cotovelo.

- Ah, me perdoe, princesa. rsrs... Bem, ele também venceu as duas últimas batalhas contra o clã Shin junto do general Wang. Ele realmente é alguém excepcional.

- Bem, você disse que poderia me ajudar.  Como você acha que conseguiria?

- Huuum... - A serva se levantou olhando e caminhando para a janela, pensando, até que ela se lembrou de algo. - A passagem secreta!

- Passagem secreta?

- Sim... No final do porão da dispensa da cozinha tem uma passagem secreta. Não sei pra que era usada, mas eu e Jien usávamos para escapar pro lado exterior do templo de vez em quando, quando éramos crianças.

- Porque nunca me disse dessa passagem?

- Eu e Jien não usamos há muito tempo, já que agora saímos para cidade.

- Até vocês tinham sua liberdade, mesmo que pela metade... menos a boba aqui. - A princesa lamentou.

- Mas agora a princesa também vai poder ter! - Ela se sentou ao lado de Yinghua, a confortando. - Sinceramente, acho toda essa coisa de prender a princesa aqui uma tolice. Eu não acredito nessas maldições e superstições que nos cercam. Acho que os mais velhos fazem tudo isso pra nos amedrontar e manipular. Pra mim, eles não querem que a princesa se case pra que seu marido não reine, já que mulheres não reinam. Então seu irmão que reinará.

- Nunca pensei nisso sobre mim e meu irmão, mas concordo totalmente com você sobre essas malditas crenças. Apesar de servir a deusa, também não acredito em nada disso.

- Então vou providenciar tudo para a princesa. Verificarei como está a passagem e criarei alguma situação para trazer o Sargento até a senhorita.

- Obrigada Ning! - Ela disse abraçando a menor. 


Notas Finais


Por favor, comentem e dêem sugestões também.
O feedback de vocês importa. 😊


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