História A Hyuuga desertora - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Hinasasu, Hinata, Hyuuga, Naruto, Sasuhina, Sasuke, Uchiha
Visualizações 36
Palavras 2.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Romance e Novela, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Reencontro com o homem-cobra


                                                    Capítulo 1

               Reencontro com o homem-cobra

"Baby eu te perdoo pela dor que me causou, se me perdoar pelo mal que lhe desejo"

* * *

Eram umas 6 da tarde, eu estava deitada no meu quartinho que se encontra no local onde eu trabalho, uma cafeteria. Tinha uma dispensa sobrando, então a senhora que é dona daqui se simpatizou comigo e me cedeu o pequeno cômodo, já que eu não tinha nenhum lugar para morar.

Eu estava enrolada nas cobertas da pequena porém  aconchegante cama de solteiro, meu expediente havia acabado há poucos minutos. Eu estava exausta, corro todos os dias igual uma barata tonta nesse estabelecimento e hoje não foi diferente, porém não reclamo. Minha patroa é bondosa comigo e o salário não é dos piores. 

Eu estava quase caindo no sono quando ouço fortes batidas em minha porta, pensei que derrubariam a mesma por tamanha brutalidade que usavam para socá-la.

-Tsc. Sussurei para mim mesma impaciente, eu estava quase dormindo. Me levantei lentamente e jurei arregaçar a cara de quem quer que fosse que estivesse atrás daquela porta. Quando estava colocando meus chinelos, a porta foi arrombada.

Não entendi muito bem o que vi, agentes da polícia acabaram de derrubar a minha porta. Que merda eu fiz dessa vez?- pensei, com cara de tédio.

-A que devo a honra?- perguntei claramente zombando dos homens, pelo visto eram uns 3 ou 4, não pude enxergar todos.

-A senhora está sendo detida por homicídio doloso, onde há intenção de matar e não será solta até que se prove o contrário. Me acompanhe por bem ou por mal- ele disse já se aproximando, eu não entendi nada! Como diabos eu matei alguém sem saber? Isso deve ser uma pegadinha

-Ta dizendo que eu matei alguém sem nem eu mesma saber disso? Isso é alguma piada?- perguntei cruzando os braços e recuando um passo cada vez que ele se aproximava. Minhas costas rapidamente foram de encontro com a parede, já que o cômodo era minúsculo.

-Venha, não temos o dia todo!- ele disse já exaltado. O mesmo me puxou pelo braço e me empurrou para a frente dele, me segurou pelos cabelos e com outra mão me empurrou para andar. Odeio quando me tocam.

-QUE MERDA É ES-um deles segurou a minha boca e outro deles me algemou. Estão em 5, pensei.

-Tudo o que você disser poderá ser usado contra você mesma no tribunal.- ele disse sereno e o outro rapaz soltou a minha boca. Entendi o recado. O plano era ficar calada até o julgamento, e não dizer um "a" até lá.

Pensei que eles estavam de carro, mas me enganei. Desfilei assim, algemada e tendo os cabelos e nuca segurados por toda a cidadezinha pacata, até chegar na cadeia. Durante o caminho todo recebi olhares de ódio, pena, compaixão. Tsc. Eu não precisava desses olhares, muito menos os de dó ou coisa do tipo.

Assim que entramos no presídio, praticamente me arrastaram até uma sala em que uma mulher carrancuda recolheria meus pertences e me daria aquela roupinha sexy de presidiária. Merda, por que eu tô aqui?

O trabalho da carrancuda foi rápido, eu não costumava usar jóias nem nada. Mas ela deixou uma coisinha passar despercebida, e eu agradeci mentalmente por isso. Assim que ela praticamente jogou o conjunto laranja em mim, novamente me arrastaram pra outra sala, onde eu me trocaria. Eu não ligava e não entendia o que estava acontecendo, mas resolvi obedecer os superiores até que minha inocência seja provada.

Coloquei minha roupa e me sentei em uma cadeira que havia ali. Haviam duas cadeiras e uma mesa no meio da sala. Logo depois entrou um cara que possivelmente era uma espécie de segurança de lá e um outro homem que eu acreditava ser o delegado, ou algo do tipo.

O "delegado", ou sei lá o que se sentou e logo começou a falar, enquanto o homem de olhos Ônix e cabelos negros que eu julguei ser o segurança se encontrava atrás de mim, atento a cada mínimo movimento que eu dava.

-Srta. Hyuuga, certo?- confirmei com um movimento de cabeça- Você foi acusada de homicíd-Já sei, pode pular essa parte.- eu disse sem deixar nenhum vestígio de qualquer emoção transparecer por minha face.

-Para uma presidiária, você tem a língua bem afiada.-o homem pálido lambeu o lábio inferior primeiro, depois o superior. Li seu crachá, seu nome era "Orochimaru". Conheço esse nome de algum lugar, mas não faço ideia de onde. Maldita seja essa minha memória horrível!- Sasuke, pode levá-la. Ela não vai abrir a boca.- ele disse para o homem que agora se encontrava me levantando pelos braços. 

Eu já mencionei que odeio que me toquem? 

Por esse leve(grande, enorme) trauma, um dos meus instintos se atiçou e em um pulo eu já estava atrás do segurança, tentando quebrar seu pescoço, mas as algemas me impunham um certo limite de movimento, coisa que me desagradou imensamente. 

-Lenta demais- o homem sussurou em meu ouvido, só aí que eu me dei conta que ele havia se esquivado do meu ataque e me imobilizado. Tive vontade de esfregar sua linda face no asfalto, mas me acalmei, afinal, não podia fazer nada no momento.

-Não me toque nunca mais!- em um movimento rápido joguei minha cabeça para trás e acertei seu nariz, que deu uma leve jorrada de sangue, mas cessou rapidamente. 

-Você tem os reflexos de um gato morto!- eu disse e me preparei pra levar um soco com coisa do tipo, mas me surpreendi com a falta de paciência do homem.

Em outro movimento brusco fui jogada na mesa, segurada pela nuca e forçada a encarar o tal de Orochimaru. O homem pálido se aproximou do meu ouvido e sussurrou:

-Fico feliz que você não tenha mudado nada- em seguida ele voltou para sua posição normal, aquilo clareou minha mente. Agora eu sabia de onde eu conhecia aquele nome! Sabia não, tinha certeza. Aquele verme!

-Quando eu tiver sua cabeça pendurada como um lustre em meu quarto, eternizarei esse seu sorriso em sua face com linhas de costura- o encarei com olhos de uma psicopata. O tal Sasuke me olhou espantado com minha possível afronta enquanto o mesmo limpava o sangue já seco que havia escorrido de seu nariz.

-Boa sorte, pérola- droga, esse apelido! Agora já não me restava mais dúvida nenhuma, só duas pessoas me chamavam por esse apelido nojento, e eu nunca simpatizei com esses dois seres. Orochimaru era um deles.

-Sasuke, leve-a ao Kiba.- ele direcionou seu olhar ao moreno que entendeu o recado e saiu literalmente me arrastando dali. Sustentei meu olhar sob o de Orochimaru, e aquele maldito sorriso debochado estava estampado em seu rosto pálido. 

Fui sendo arrastada por um corredor imundo, em que haviam celas com vários presidiários dos lados esquerdo e direito. Todos homens, os mesmos me olharam como se eu fosse um pedaço de carne jogado para leões famintos. Não me intimidei, eu sabia lidar com esses insetos melhor que ninguém.

Reparei que no final do corredor havia uma porta branca, e era pra lá que eu estava indo.

-Hotel 5 estrelas? Que honra- eu disse debochada.

-Você vai adorar- ele disse sério, sem emoções aparentes. Após ele abrir a porta, fui jogada em uma única cadeira que havia no meio da sala que era completamente branca, azulejada.

Sasuke acorrentou meus tornozelos e pulsos na cadeira, depois se direcionou a um canto aleatório e se encostou lá, cruzando os braços em seguida.

-Ei, gato morto! O que vai acontecer agora?- o mesmo me olhou com desdém

-Um lindo espetáculo.- ele disse sem pestanejar, e assim que terminou sua curta frase, um homem entrou na sala e logo a seguir trancou a porta. 

Ele tinha cabelos castanho escuro espetados e olhos pretos, um sorriso parecido com o de um cão e duas marcas parecidas com triângulos compridos vermelhos invertidos nas bochechas.

-Essa é a premiada da vez?- ele disse enquanto abria um sorriso medonho.

-Divirta-se.- Sasuke disse simples, enquanto o homem que Orochimaru havia dito que se chamava "Kiba" vinha em minha direção. Continuei com meu típico olhar frio direcionado a ele, não expressar emoções já era de meu costume.

-Fala.- ele disse enquanto me encarava, eu sequer movimentei meus lábios. Um forte tapa foi desferido em meu rosto, mas continuei com meus olhos leitosos sem expressões fixos no homem. Ele segurou meu queixo, me forçando a olha-lo e em seguida fez um movimento indicando que o mesmo iria me beijar. Que merda é essa?!- pensei. 

Minha única solução foi bater a minha cabeça na dele com toda a força que eu conseguisse. Deu certo, o mesmo se afastou rapidamente

-Huh, pelo visto você quer do jeito difícil. Ok, vou entrar nesse teu jogo.- ele disse e deu um sorrisinho enquanto alisava a própria testa no lugar em que eu o golpeei.

-Nunca mais encoste em mim, seu cachorro imundo!- eu disse séria enquanto o fuzilava com o olhar 

 O mesmo se dirigiu a um canto da sala e abriu uma espécie de mala que ele havia trazido para cá, e de lá tirou uma espécie de chibata modificada com espinhos em suas pontas. O mesmo me arrancou da cadeira enquanto meus braços estavam no meu colo, facilitando seu próximo movimento. Continuei calada enquanto ele rasgava minha camisa, deixando minhas costas à mostra.

Ele ficou surpreso por já haverem inúmeras cicatrizes por toda a extensão de minhas costas, além de uma marca feita por um ferro de marcar gado. O símbolo, ou melhor, os números eram "007", e se encontravam centralizados no meio de minhas costas. 

Sasuke também se aproximou e se mostrou curioso para com as cicatrizes que cobriam minhas costas, mas ele não disse nada. Pelo visto ele deixaria que o tal Kiba perguntasse por ele. Ele é um homem esperto. Anotado.

-Que merda aconteceu com você, garota?!- Kiba perguntou incrédulo, como se fosse diferente o que ele faria com aquela chibata.

-Surpresa.- eu disse sem ânimo enquanto encarava o nada. Memórias esquecidas ressurgiram em minha mente, lembranças que eu gostaria de esquecer dançavam em minha cabeça.

* * *

-Não chore, não vai adiantar nada. Relaxe- forcei um sorriso para a menina a minha frente. Minha irmã estava sendo segurada por um dos membros da Akatsuki, sendo forçada a ver o que acontecia comigo bem ali, na sua frente.

Eu estava ajoelhada, com as costas nuas e as mãos amarradas para trás. Minha irmã não foi capaz de vencer uma luta clandestina,  e essa foi a sua punição. Ou melhor, a minha punição.

-A cada grito levará uma chibatada. Só irei parar caso perca os sentidos ou suplique para que eu não continue.- o homem mascarado que me segurava falou, enquanto empunhava uma chibata modificada para causar mais dor.

Levei a primeira chibatada, endureci o maxilar para não gritar. Eu não choraria, há muito tempo não fazia isso, mas os gritos queriam vir. Segurei, até me acostumar com a carne viva e o sangue incontrolável que escorria de minhas costas.

Hanabi, minha única família, a única pessoa de meu sangue que eu conhecia, segurava suas lágrimas grossas que se faziam presentes em seus antes lindos olhos perolados, hoje eles eram apenas leitosos como os meus, não existia mais brilho naquele olhar.

A última coisa que vi foi um breu sinistro que me engolia cada vez mais, e a última que ouvi foi o grito de Hanabi chamando pelo meu nome.

* * *

-Sasuke, esses números e cicatrizes... Você sabe o que significam, né?

-Não vai dar seu show com a chibata?- tive que dizer algo para cortar o assunto dos dois pois eu já estava submersa em minhas lembranças, e isso não significava coisa boa. A parte ruim é que falei sem pensar, e em menos de segundos já estava apagada, malditas anestesias de efieto rápido. Kiba, você me paga!

.

.

.

Acordei na mesma sala de antes, porém agora eu estava em uma maca, dessa vez algemada no ferro de proteção de quedas que a mesma possuía.

-Que merda é essa?- eu disse me sentando na cama e olhando minha pequena grande "platéia" que magicamente se multiplicou enquanto eu estava apagada. Merda. 

- Ei, se acalme. Nós somos do FBI.- um homem loiro dono de um par de olhos azul mar se pronunciou, dando um sorriso sem mostrar os dentes no final.







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