História A Ilha - Bruno Mars - Capítulo 14


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capítulo 14 - Coincidência do Acaso


Dia 36 - 17:28 

O dia tava bem quente, pra "variar", ainda não sei como não chovia naquela ilha, achava que isso era coisa de filme ou sei lá. Cara, o aquecimento global ta acabando com o mundo. 

Eu ficava entediado muito facilmente, então tava sempre arrumando alguma coisa pra fazer e acabava inventando coisas que no final seriam úteis de alguma forma, geralmente coisas que não demandavam muito esforço se não Diana ficava extremamente brava comigo. Agora eu estava fazendo uma viseira de folha de coqueiro, seria bom pra ajudar contra o sol, o protetor solar iria acabar um dia. Tudo já estava acabando, a comida que encontramos no avião já estava nas ultimas, muita coisa já nem era pra se comer, mas comíamos mesmo assim, a gente não achava mais fruta por ai, e nunca achamos nenhum animal — por enquanto —, teríamos só peixe para comer e quem sabe alguns cocos. 

Diana nunca demorava para voltar das caminhadas, sempre era antes das seis, no máximo as cinco porque ela dizia q tinha medo do escuro. "Coisas ruins acontecem quando anoitece, eu não gosto de escuro, não me sinto segura", palavras dela. 

— Você... Precisa.. Vim ver isso. — chegou tão rápido perto de mim que me assustei, estava ofegante e gritando, como se tivesse ganhado e corrido uma maratona. — Você não vai acreditar. 

Fiquei assustado com a pessoa que estava na minha frente, nunca vi Diana tão eufórica e sorridente antes, as bochechas extremamente vermelhas e o cabelo preso bagunçado como se uma pessoa tivesse acabado de correr uma maratona. 

— Tá, mas ir pra onde? Já vai dar seis horas, o combinado é não sair do abrigo quando anoitece. — me levantei e respondi. Me arrependi depois porque a vi murchar como uma florzinha fica quando não recebe aguá e cuidado o suficiente. 

— Tem razão, o que eu estava pensando... — sentou num tronco de madeira que estava perto de mim. — Amanha de manha cedo então vamos, preciso mostrar isso mais rápido possível. — sorriu de novo. 

— Tá bom, mas a gente precisa comer e ir dormir. Eu não quero perder essa surpresa especial. — ela sorriu como resposta e eu sorri também. 

20:00

A gente se preparava para dormir sempre nesse mesmo horário, era bom porque como fazia frio na ilha deitávamos antes de ficar insuportavelmente frio, os cobertores e a fogueira ajudavam bastante — inclusive, eu deveria fazer alguma cobertura para ela. Não choveu desde que chegamos, mas caso acontecesse ficaria difícil de recuperar a lenha molhada.

Me ajeitei na "cama" do abrigo e já fechava os olhos para dormir, estava cansado realmente.

— Bruno, você ainda tá acordado? — depois de alguns minutos ouvi Diana me chamando. ela já estava deitada virada para o lado ao contrario ao meu, ficávamos a um metro de distancia do outro. Eu ouvi ela se virando para mim e eu me virei também. — Você acreditam em sorte?

— Eu acredito em coincidência. Sorte é algo inventado para tirar suas esperanças ou te dar, depende da pessoa. Por que?

— É que tem tanta coisa acontecendo sabe... — sentou enquanto estava coberta até a cabeça. — Eu nunca me considerei uma pessoa sortuda, imagina, quem poderia ter dote ao morara a vida inteira em um orfanato e não ser adotada? Pior que isso só se eu fosse adotada e vendida como sei lá, escrava sexual... Enfim, eu só to confusa e divagando, muitas coisas acontecendo de uma vez só e eu acho q não digeri tudo, ainda. — tentava se explicar, como sempre. 

— Não, tá tudo bem, eu gosto de conversar com você. Pode continuar falando, eu to sem sono mesmo. — suspirou e se ajeitou ainda mais. 

— Você não acha estranho tudo que está acontecendo? Tipo, estamos levemente saudáveis, a comida é escassa, mas de fato há comida, sem problemas com o clima e tempo, sem variações de humor e sei lá, sem nenhum dos dois surtar completamente. — acabei me sentando também pois queria ouvir mais dessa historia. — A gente já deveria estar morto, a muito tempo. Não faz sentido.

— Perae, deixa eu vê se entendi: você tá com a cabeça martelando porque a gente está vivo? — balançou a cabeça como se estivesse afirmando. — Também não é assim vai, eu não posso ter a resposta para tudo, mas sei que nós dois somos inteligentes, adultos e minimamente responsáveis. A gente tem apoio e fé q vamos sair daqui e isso em apenas um mês.

— Eu sei, e é exatamente isso que eu estou falando. Eu poderia estar morrendo de medo de você tentar fazer alguma coisa comigo porque bem, homens... Ou você poderia não confiar em mim e achar que eu sou algum tipo de canibal ou psicótica ou qualquer outra coisa que poderia te machucar, mas não! Estamos minimamente saudáveis. 

— Até agora eu não pensei em nada muito bizarro, tipo suicídio ou tentar te fazer algum mal. 

— Isso é positivo. Muito positivo. 

— Acho que a gente não teve aquele grande impacto ainda, sabe? E eu considero isso bom porque eu não estou afim de surtar. A gente fez nosso cérebro acreditar eu esta tudo bem e que só estamos passando por algo ruim no momento. Vamos manter assim. — balançou a cabeça.

— Eu concordo, a gente só precisa fingir que esta tudo no controle. — começou a se ajeitar para deitar. — Agora, acho melhor a gente dormir, amanha será ouro longo e confortável dia. — disse rindo. 

— Eu concordo totalmente. Boa noite. 

— Boa noite.

Dia 37 - 11:56

Acordei depois de sentir o chão do abrigo tremer o pouco, quando me dei conta percebi que estava chovendo. Não conseguia virar para o lado direito e vi que todas as malas estavam dentro do abrigo. Imagina, um lugar que tinha no máximo três metros ao quadrado com duas pessoas e umas dez malas dentro. 

— Me desculpa se eu te acordei, é que não ta muito confortável ficar nessa posição. — Diana estava sentada com o joelho nos peitos e abraçando as pernas, bem encolhida. 

— Isso é chuva? — perguntei já sabendo a resposta. 

— Sim. Acordei com o barulho do trovão e fui o mais depressa para pegar as malas, a gente precisava de roupa seca. — suspirou. — O resto ta embaixo do abrigo, se ele cair as malas vão amortecer a queda.  

— Eu espero que não dure muito tempo. Deve ser só uma nuvem carregada, sabe como é. — concordou com a cabeça, cética. 

— Pelo menos deu tempo de assar algum peixe, eu já comi o meu e guardei o seu, deve está um pouco frio...

— Brigado. — me sentei para comer o peixe e a banana que já estava mais que madura, não podia desperdiçar vitaminas. — Já fui muito tempo que está chovendo?

— Bem... Já são meio dia e a chuva começou as sete... Acho que dá pra você tem uma ideia. Minha boca é santa, mas só pra coisas ruins, Jesus não deve gosta do nome da vó dele numa mulher como eu. — riu um pouco brava. Fiquei surpreso, mas estava querendo acreditar que essa chuva seria temporária, mesmo algo dentro de mim dizendo que seria. 

Nada de surpresas para mim hoje.


Notas Finais


Oi gente, um capzinho com mais dialogo, mais descontraído para vcs curtirem mais um pouquinho hahaha, enfim, não foi hoje que descobrimos o que tem atras da pedra misteriosa hein, alguma pista do que seria? Quero apostas hein quem acertar ganha um spoiler exclusivo kkkkkk, brincadeiras a parte quero saber se vcs estão compreendendo a ordem das datas? Queria deixar uma coisa bem simples sem aquela tradicional dd/mm/aaaa que ia me confundir e confundir outras pessoas, prefiro contar os dias mesmo mas se estiver confuso pra vcs me diga pfvr. To conseguindo escrever os caps por causa do incentivo q vcs me dao, sou muito grata de verdade. Enfim, até quinta que vem <3

ps: tem um spoiler nesse cap, como sou boazinha vou dar uma dica: pleonasmo.


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