História A Ilha da Morte - Capítulo 1


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Naufrágio


Fanfic / Fanfiction A Ilha da Morte - Capítulo 1 - Naufrágio

Diego acordou com um enorme susto. A água salgada do mar estava entrando em seu nariz.

- Minha nossa! O que aconteceu aqui?! - Se pergunta Diego, ao ver seu quarto inundado.

O rapaz, de vinte e oito anos, levanta de sua cama e, com a água do mar batendo em sua cintura, caminha em direção à janela para tentar ver o que está acontecendo. Porém é uma tentativa em vão. A tempestade está tão forte que é impossível ver algo a poucos metros de distância.

- Que água gelada! 

Diego caminha em direção da porta e tenta abri-la. Porém a porta está trancada.

- Não é possível! Eu deixei a chave ontem aqui em cima dessa escrivaninha, ao lado da porta! - Diego olha para a escrivaninha submersa pela água do mar.

O rapaz prende a respiração e mergulha dentro de seu quarto, olhando ao redor.

- Argh! Droga! - Emerge Diego, reclamando por não ter encontrado a chave.

Diego mergulha novamente e encontra o molho de chaves embaixo da cama.

O medo do "USS Maria Rita" estar afundando deixa as mãos do rapaz tremendo e isso o dificulta abrir a porta.

Diego consegue destrancar a porta e fala: - Espere! Eu preciso pegar minha mochila com as roupas!

Rapidamente Diego vai até o armário e pega sua mochila, que estava em uma prateleira acima do nível da água e não ficou molhada. 

O rapaz caminha até a porta de seu quarto e, com um pouco de esforço, consegue abri-la.

O longo e estreito corredor do lado de fora do quarto também está com a água batendo na cintura de Diego e todas as portas estão trancadas.

- Tem alguém aí? O navio está cheio de água! - Grita Diego, batendo na porta do quarto que fica ao lado do seu. Porém, ninguém responde.

- Droga! Preciso sair dessa água para colocar uma roupa seca antes que eu congele. - Diz Diego.

O rapaz continua andando e gritando ao longo do corredor, a fim de receber alguma resposta, mas ninguém o responde.

Diego finalmente chega ao final do corredor e se depara com uma escadaria, que dá acesso ao andar de cima.

O jovem senta em um degrau da escada, abre sua mochila e tira algumas peças de roupas secas para se trocar ali mesmo.

Após se trocar, Diego sobe para o andar de cima e avista um guarda correndo em sua direção.

- Você está bem?! - Pergunta o guarda.

- Sim, mas... Cadê o restante das pessoas? - Pergunta Diego.

-Foi tudo muito rápido. A tempestade nos pegou de surpresa. Ainda falta olhar esse andar de baixo. Estamos reunindo o pessoal lá no salão de festas. Vá para lá. - Responde o guarda, descendo a escada em seguida.

Diego sobe mais um andar e vê muitas portas abertas. Sobe outro andar e avista várias pessoas, desesperadas, carregando suas malas e saindo de seus quartos.

O pessoal vai andando junto e entra no salão de festas, que está muito barulhento, com pessoas discutindo e crianças chorando.

- Acalmem-se! Acalmem-se! A situação é inesperada, porém estamos todos seguros. - Diz um funcionário do navio, em cima do palco, falando no microfone.

Todos presentes começam a conversar e fazer perguntas ao mesmo tempo.

- Acalmem-se! Vamos esperar o guarda trazer os últimos hóspedes e deixaremos todos informados sobre o ocorrido. E vale ressaltar que nós não estamos correndo perigo. - Diz o funcionário.

Cerca de meia hora depois o guarda adentra o salão com o pessoal que estava hospedado no mesmo andar que Diego estava.

- Muito bem, pessoal. Nós  fomos surpreendidos por uma forte tempestade. A previsão era de uma viagem tranquila, porém não se pode controlar a natureza. - Explica o homem no microfone. Concluindo em seguida:

- Apesar de ter sido um fator inesperado, nós estamos preparados para todo tipo de situação. Uma equipe médica está à disposição no saguão e nós temos roupas secas e quentes para todos. Só pedimos que fiquem todos secos o mais rápido possível.

Após todos se trocarem, o comandante sobe no palco para se pronunciar:

- Acreditem, isto também está sendo triste para mim, pois considero este navio minha casa e eu passo mais tempo aqui do que com minha família.

O pessoal pela primeira vez fica em silêncio.

- Infelizmente nós decretamos perda total do navio e uma equipe treinada os dividirá para iniciarmos um processo seguro de evacuação.

Após essas palavras do comandante, o saguão fica um caos, com muitas pessoas gritando e chorando.

- Manter a calma é extremamente importante nessa hora. Aguardem as instruções da equipe de evacuação. - Diz o comandante, antes de descer do palco.

Um funcionário chega próximo de um grupo de pessoas, no qual Diego  está e fala:

- Boa noite. Eu me chamo Gilson e irei orientá-los sobre o processo de evacuação.

- O grupo de vocês está bem tranquilo e isso será bom para todos nós.

- O primeiro passo será seguir estas setas nas paredes, sem correr, para não causarem um acidente. Este caminho indica a rota de fuga até o ponto de encontro.

- Chegando lá, vocês verão funcionários que lhes darão coletes e os guiarão até as jangadas pneumáticas.

- Conto com a colaboração de vocês. - encerra o funcionário e se direciona para outro grupo.

O grupo de Diego, composto por oito pessoas, começa a seguir a rota de fuga em direção ao ponto de encontro.

- Nosso grupo aparenta ser o mais tranquilo. - Comenta uma mulher, olhando para Diego.

- Isso é muito bom  - Responde Diego.

- Eu me chamo Carmem. Sempre viajei nesse cruzeiro e nunca tivemos problema algum. É estranho não terem detectado esta tempestade. Os equipamentos deles são de última geração.

Carmem era magra e tinha cabelos marrons e cacheados. Estava com um vestido vermelho longo e usava um salto alto.

- Sabe por que não detectaram a tempestade? Porque o homem não pode passar por cima de Deus. Esse monte de água foi criado por Deus e nós  não somos nada perto dessa imensidão. - Interrompe Maria, uma mulher negra, acima do peso e com um pano branco enrolado na cabeça.

- O importante é estarmos todos bem e não termos nenhuma fatalidade. - Diz Diego.

- Eu vou é ficar milionário após esse naufrágio. Com a indenização que eu vou ganhar, não vou precisar trabalhar nunca mais! - Diz Jorge, um rapaz de meia idade, de cabelo grisalho e barba por fazer.

- Parece que chegamos. - Diz Carmem.

Uma funcionária caminha em direção aos oito e diz:

- Caminhando devagar, vão até aquele carrinho e peguem seus coletes e vistam. Somente um colete para cada um. O colete é fácil de vestir, mas qualquer dúvida, podem me perguntar.

Os oito caminham em direção ao carrinho e começam a vestir os coletes.

- Maria sente dificuldade em colocar o colete, por causa de seu peso e sua pouca mobilidade, mas é ajudada por Rodrigo.

Rodrigo é jovem, alto e magro, aparentando ser o mais novo do grupo.

- Obrigado, garoto. - Agradece Maria.

- Não há de quê, senhora. - Responde Rodrigo.

Após vestirem os coletes, o grupo é guiado por outro funcionário através de uma escada de evacuação, que leva até a parte mais baixa do navio, que está completamente inundada.

- Como podem ver, estamos preparados para todo tipo de situação e as jangadas não foram afetadas pela inundação.

Antes de entrarem, tirem calçados ponteagudos e qualquer acessório com pontas que possam causar algum acidente com perfuração.

- Dancei. Vou ter que ficar descalça. - Diz Carmem, tirando o salto alto.

- Eu tenho um chinelo aqui na mochila. Diz Rodrigo, pegando-o em sua mochila logo em seguida e entregando a Carmem.

- Obrigada. - Agradece Carmem.

Os oito entram na jangada e por último a funcionária também entra, dizendo:

- Eu irei acompanhá-los na jangada. Sairemos em instantes e não poderemos esperar muito tempo, pois o navio está naufragando. Após tocar o aviso, a escotilha se abrirá e nós sairemos.

- Uma pergunta: Para onde iremos? Eu vou ficar vagando pelo oceano? - Pergunta Jorge.

- Nada é por acaso. Nós não detectamos a tempestade, mas conseguimos avistar uma ilha bem próxima, que o radar também não tinha detectado. Parece que estamos com sorte. - Responde a funcionária.

- Sorte?! Isso é uma emboscada do demônio. - Diz Maria.

Continua...




  



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