1. Spirit Fanfics >
  2. A Ilíada do deus >
  3. Submundo;

História A Ilíada do deus - Capítulo 12


Escrita por: e Yunko


Capítulo 12 - Submundo;


O estado dos jardins do Olimpo era deplorável, os campos de flores que antes eram coloridas e lindas, agora apodreciam exalando um cheiro insuportável. As folhas das árvores estavam murchas e sem cor, quase como se estivessem mofando, sem falar no tronco que ao invés de distribuir água para as folhas, agora estavam inchadas pelo o acumulo de seiva.

Tudo isso tinha uma razão, Perséfone, a deusa das flores chorava copiosamente em seu quarto. Seu coração estava partido, doía tanto que achava eu iria morrer. Nunca mais amaria alguém como ela ama Meliodas. Proibida de sair do quarto calendulas cresciam atormentadas nos vasos de cerâmica, eram as únicas flores que cresciam em meio ao cheiro podre do resto do Olimpo.

-Me deixem entrar! Preciso ver Ellie. – Diane gritava do lado de fora de seu quarto. Ninguém deveria entrar e vê-la a não ser Demeter, tudo o que restava para Elizabeth era chorar sozinha.

~❀~

Do lado de fora, Arthemis parava de brigar com as ninfas que guardavam o quarto de sua amiga, não que havia desistido, nunca, porem ficara cansada, logo seria seu turno de guiar a lua com sua carruagem prateada. Suspirou irritada, como seu irmão gêmeo poderia ser tão egoísta, como ele poderia deixar Elizabeth se casar forçada só para satisfazer seu ego. Diane não conseguia imaginar alguém assim como seu irmão.

Seus devaneios foram interrompidos por King, o deus da festa e do vinho. O deus sentou silenciosamente em seu lado fazendo com que a acastanhada tomasse um susto ao vê-lo ao seu lado.

- Porque esta cara emburrada neste rosto tão lindo? – King puxou toda coragem que tinha para dizer isto.

- Agora não King. – Suspirou mais uma vez, as vezes achava que King gostava de tira um sarro dela.

- Desculpe... Esta assim pelo o que Lorde Hades fez com seu irmão?

- O que? – Ela lhe lançou um olhar surpreso, porque as pessoas sempre acreditavam que ela se importava tanto com o idiota do seu irmão assim? – Claro que não, ele mereceu o que ganhou. Estou assim pela Ellie.

- Mas o que tem Persefone?

Diane suspirou novamente, agora um pouco triste.

- Esse casamento é um erro King, Elizabeth ira casar sem amor.

King abriu a boca por alguns segundos, incrédulo. Não sabia que Elizabeth estava sendo forçada a se casar, se soubesse jamais contribuiria para tal covardia. Tudo o que conseguia pensar era: por onde estava Athenas quando se precisava dela? Tal deusa que nunca permitiria esse absurdo em sua morada. Antes eu pudesse dizer algo uma ninfa loira apareceu desesperada.

- Diane! Como assim Elizabeth vai se casar com seu irmão? Porque os jardins estão apodrecendo? O que esta acontecendo?

Diane se pós a acalmar Elaine e explicar o que havia acontecido, contou tudo desde o isolamento, ate a luta entre Mael e Meliodas.

-Não acredito, preciso falar com Ellie. – Indagou a ninfa da floresta.

-Todos precisamos, mas é impossível. Oh não, me corta o coração vê-la desse jeito...

King respirou fundo. Não podia ver Diane assim, por mais que ela fosse a deusa da virgindade ela ainda era o amor de sua vida. Precisava tomar uma atitude.

- Nos vamos falar com ela! – O deus do vinho disse com convicção. Tanto a ninfa quanto a deusa olharam confusas para King, porem Diane conseguiu ver a seriedade no olhar do acastanhado.

- Como?

- So precisamos juntar forças. Diane você logo ira guiar a lua nos céus não é? – A acastanhada balançou a cabeça positivamente. – Certo então faça a lua brilhar menos, porque então Elaine ira voar ate a janela de Elizabeth.

Elaine fez uma careta, Diane olhou como se King fosse louco.

-Voar? Como é que eu vou voar?

- Confie em mim. Você ira voar em segurança.

Elaine ainda o olhava desconfiada. Já Diane parou alguns segundo para olhar nos olhos de Dionísio, aquele deus sempre flertava com ela mesmo sabendo que era a deusa da virgindade, ela sempre desconfiava de suas intenções. Todavia o deus lhe olhava tão confiante e emanava uma aura tão segura, que ficava difícil dizer não, por um segundo olhou para as feições de King, não eram tão másculas,porem era bonito.

-Diane, você confia em mim? – A voz do deus a tirou de seus devaneios. Senti-se arrepiar quando o som chegou ao seus ouvidos. O que fora isso?

- E-eu confio!

- Certo! - King sorriu confiante, se levantou ficando de frente a Elaine. Fechou os olhos se concentrando. Apontou as mãos para a ninfa da floresta.

Duas asas douradas começaram a crescer das costas de Elaine, que olhava incrédula para o que acontecia. Diane olhou de boca aberta para o que acabara de acontecer.

- O-o que é isto? Que asas são essas? – Elaine indagou confusa.

- Com elas você conseguira voar ate a janela de Elizabeth.

- King isto é perfeito! – Diane abraçou o deus das festividades calorosamente, o mesmo achou que iria desmaiar. – Com isso poderei saber como Ellie esta. Vou agora guiar a lua.

Diane começou a correr ate sua carruagem, porem antes parou, pensando que faltava alguma coisa. Voltou correndo ao lado de King e lhe deu um beijo na bochecha.

- Obrigada! – Então envergonhada saiu atrás de sua carruagem.

~❀~

Elaine estava decidida, tinha uma missão. Elizabeth era sua melhor amiga, uma das únicas deusas que não lhe tratavam que nem empregada, ela devia isso a ela, iria ajudar a fugir de seu cativeiro.

Com leveza deu um pulinho para pegar impulso, e então tirou os pés do chão. Nunca tinha voado então subiu o voo desengonçada, devagar para ninguém suspeitar tentou ir mais rápido, mas o vento forte a fazia voar para a direção oposta. Quando finalmente pegou o jeito conseguiu coar mais rápido pela torre de mármore.

Quando finalmente chegou viu Elizabeth deitada em sua cama chorando. No quarto, vinhas tomavam os chãos e se enroscavam nos pé dos moveis, seus espinhos eram afiados, flores apodreciam em seus vasos.

-Ellie, Ellie! – Chamou a ninfa loira. A deusa platinada levantou a cabeça levemente.

- Elaine? Como entrou aqui? E o que são essas asas nas suas costas?

- Isso não importa agora, eu vim aqui te tirar deste cativeiro.

Elizabeth abaixou a cabeça com uma cara desgostosa, seus olhos se encheram d’água, soluçou baixinho.

- Do que adianta fugir agora? Se Meliodas não vai abrir os portões do submundo para me receber. – Os soluços aumentaram e ela começou a chorar alto.

- Isso não é possível! Eu tenho certeza que lorde Hades ama você! – A ninfa disse com certeza em sua voz, não podia acreditar que um amor tão bonito não existia mais.

- Ele mesmo desistiu de mim. Não quero sair daqui. – Insistiu a deusa das flores.

- Então eu trarei Hades ate aqui para te buscar! – A ninfa gritou e então saiu voando pela janela.

(•••)

Normalmente Dionísio não estaria se sentindo mal por um casório, ainda mais por envolver tudo que ele mais gosta - além de Artemis, porque ela ele tem plena certeza que ama -, mas uma boa festa e bebida lhe ofertaria dias bons. Porém alí estava ele, andando sem rumo pelos corredores do castelo do Olimpo, planejando o que fará, o casamento forçado, como descobriu há poucas horas o atormentava e simplesmente não podia deixar isso acontecer por vias de fato.

Por Zeus, já bastava o que Hera fez com Hefesto por repúdio de ter um filho coxo, Perséfone sangraria Apolo na noite de núpcias talvez. Ou quem sabe com sorte, Mael morreria enforcado por uma das vinhas que estavam tomando o castelo.

Virando o corredor à esquerda por pouco King não bateu de frente com o peito rígido de Merlin pela armadura, dois passos para trás e ele encarou a deusa com alívio. Bem na sua frente estava a mulher que resolveria o caos que viria acontecer logo.

- Atena! Por nosso pai! Que bom vê-la. - Saudou sorrindo alegre e em resposta ganhou apenas um arquear de sobrancelhas.

- Dionísio, por favor pode me dizer que desgraça estamos prestes a enfrentar? O mundo mortal está em caos.

- Uh-oh, diria eu que pelas plantações mortas? 

- Exato. Perséfone adoeceu ou algo pior aconteceu a ela? - Merlin indagou curiosa e King suspirou sonoramente.

- Um chá seria ótimo para acompanhar tudo que perdeu, não é?

- Claro, vamos aos meus aposentos. As ninfas já devem ter trago chá.

Em silêncio King acompanhou a mulher até seu quarto, onde assim que entrou Merlin se livrou do peito da armadura e deixou sobre a mesa redonda de madeira negra uma bolsa vheiayde pergaminhos.

- E então, o que ocorreu nesse curto tempo que estive fora?

- Oh, não muita coisa eu suponho. - Dionísio deu de ombros e misturou o líquido amarelado do chá de camomila que Atena o serviu. Com cuidado bebericou um gole e voltou a encará-la, usando bastante ironia na conotação de sua voz. - Apenas acabei por abençoar um casamento forçado sem que soubesse.

- E onde minha irmã se encaixa?

- O problema é que ela é a noiva e Apolo é o único radiante, além de Deméter, pela tragédia que acontecerá.

- Impossível, Hades jamais deixaria isso ir para frente.

- Aí é que está, Merlin. Meliodas veio intervir, porém Afrodite destilou seu veneno e Hades acreditou nas barbáries que ela falou.

- Quando acontecerá o casório?

- Amanhã ao entardecer. - Dionísio respondeu e gostou de ver a determinação estampar a face da deusa da justiça.  - Precisamos intervir para que essa atrocidade não aconteça.

- E quais são seus planos, Harlequin? - A mulher o questinou com seriedade e em troca ganhou um sorriso maroto. 

- Tenho uma ninfa indo convencer Hades e preciso de você para ajudar Elizabeth a se libertar desse futuro, é claro.

- Bom, não temos muito tempo. Vamos.

[•••]

Elaine estava com as pernas bambas, pouquíssimas vezes em sua existência relativamente extensa, havia embarcado para o submundo sozinha. Estava com medo, na verdade, apavorada. Mas tinha uma boa causa por detrás de sua bravura, não podia deixar Elizabeth ser infeliz com um deus tão arrogante e prepotente como Apolo.

O coração de Perséfone já tem dono e por mais que o mesmo tenha lhe quebrado em pedacinhos, Elizabeth não esquecia-o tão fácil e se tornaria alguém amargurada. Além do fato que, todas as plantações do mundo mortal morrera e apodrecera em poucos minutos. O submundo não haveria de estar diferente, as águas do Estige subiram de repente e vulcões adormecidos despertaram jogando lava para fora, bom, os mortais viam assim. Pois a ninfa via e ouvia com exata clareza as lamúrias e gritos das almas sendo arrastadas pelo rio de água e fogo.

As asas que ganhara de Dionísio haviam desaparecido e Elaine saltitava na beira do rio ansiosa para a chegada do barqueiro que não tardaria em estar alí. Deu um pulo assustado quando dedos frios e esguios encostaram em seu ombro e olhou para trás reconhecendo Ares, tão selvagem quanto sempre.

- Receio que não seja uma boa hora para visitar o submundo. 

- Imagino que não, senhor. Mas não tenho escolhas.

- Provavelmente Hades está caçando nesse momento e Cerberus deve estar solto. Dois riscos eminentes, que aliás, adoraria saber o que houve.

- Grande história, mas para resumir. Hades foi pedir a mão de Elizabeth em casamento e soube que ela foi entregue a Apolo e o casório será amanhã ao entardecer.

- Oh, isso explica tudo. - Ban murmura para si mesmo e em seguida sorri para a ninfa, bagunçando seus cabelos loiros e finos - Sorte sua que farei sua segurança, loirinha.

- É Elaine meu nome. - Ela responde irritada e se sente aliviada quando a condução que os levará para o submundo chega e vê o barqueiro. - Olá, Gowther.

- Como está Hades? - Ares questiona entregando ao ser uma moeda de ouro puro.

- Parecido com o Tártaro, senhor.

- Ah, Meliodas. O que uma mulher fez com você? - Ban se questionou baixinho.

A curta viagem até o submundo durou apenas um pequeno pedaço de tempo em silêncio e logo Ares cantava para sobrepor os gritos de almas castigadas soar alto demais. Entretanto ao passarem pelos portões do inferno que estavam abertos, ambos notaram que as almas rebeldes eram o último problema que enfrentariam.

Rugindo ensandecido com um chicote preto em mãos, Hades está montado em um de seus cavalos e açoita as almas desintegrando-as assim que a ponta do chicote tocam-lhe as costas. Cerberus com suas três cabeças rosnando e babando quantidades absurdas de saliva se alimenta das almas ressentidas que gritam sem parar.

Elaine treme e segura na túnica de Ares, para desta forma se sentir mais segura e menos esmagada pela áurea infeliz e assassina que Hades emanava.

- Eu disse QUIETOS. - Meliodas gritou, sua voz reverberando em tom alto e disforme por onde passou, fazendo assim com que elas se calassem.


Notas Finais


Oi gente, tudo bem? Mary aqui ❤️
Meio capítulo escrito pela linda da Yunko e eu terminei tudo. Agora chegaremos na parte boa que eu e ela planejamos com tanto carinho.
Espero que tenham gostado e aproveitem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...