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História A Ilíada do deus - Capítulo 26


Escrita por: e Yunko


Capítulo 26 - Escolhas feitas;


Fanfic / Fanfiction A Ilíada do deus - Capítulo 26 - Escolhas feitas;

O silencio no submundo era estranho e assustador, até as almas atormentadas se calaram diante da surpresa que era ver a deusa da fertilidade alí. Meliodas enxugou as poucas lágrimas em seu rosto, agarrou a cintura de sua esposa e a ajudou a ir ate seu trono deixando-a sentada nele. Sentou em seu trono observando Diane se encolher calada no meio do salão.

Deméter parecia apreensiva, segurava a barra de sua toga firmemente, ela sabia que não seria fácil convencer Meliodas depois de tudo que fizera com eles. Suspirou inquieta com o silencio do rei do submundo, deu dois passos para frente ao ouvir o chiado de Elizabeth. Queria dar colo a sua filha.

- Eli...

- Não chegue perto dela! – O deus loiro gritou e todo o submundo tremeu junto. Deméter parou e então ficou de cabeça baixa. – O que veio fazer aqui? Veio infernizar meu casamento de novo? Saiba que não estou com paciência para ninguém, principalmente você.

A suprema divindade se encolheu no lugar, como iria fazer aquele deus acreditar que ela só queria ajudar? Suas mãos suavam frio.

- Eu só quero ajudar... Eu juro.

- Seu juramento não tem valor aqui. – Hades afirmou irritado.

- Minha mãe, não vê que esse momento é o mais difícil de minha vida? Por favor...

- Perséfone, minha filha... – Ela não deixou a filha terminar. – Eu juro por tudo o que é mais sagrado que minha intenção é verdadeira.

A deusa das flores parou um pouco para pensar, não sabia se acreditava no que sua mãe dizia. Era tão complicada a situação com ela, sua própria mãe a fez sofrer tanto. Ela apenas olhava para seus pés enquanto lágrimas quentes escorriam de seus olhos, ela queria acreditar que sua mãe havia mudado, queria mesmo.

Meliodas apenas observava com uma careta severa, não iria acreditar em Deméter. Ela havia feito de tudo para separar Elizabeth de si e agora estava jurando lealdade ao casal? Era impossível acreditar.

Ela respirou fundo tentando encontrar algum jeito de fazê-los acreditarem nela, sem muito sucesso ela apenas deu um passo a frente abriu as mãos que antes estavam serradas fortemente, e soprou algum pó que acabara de criar em suas mãos em Perséfone. Fez uma pequena oração e quando abriu os olhos pode ver a cara de fúria de Hades sobre si.

- O que você fez com ela!? – Ele gritou tão irritado quanto Cerberus que rosnou se pondo em guarda. Deméter apenas deu um passo para trás temendo o grande cão.

- Eu não fiz nada de errado! – Ela já começou a se explicar logo olhando para a sua filha que parecia confusa e o deus cuja face estava transformada em fúria.

- Espere Meliodas... – A deusa das flores tocou nos ombros do marido o fazendo olhar em seus olhos, quando viu que conseguiu a atenção dele colocou a mão sobre o ventre. – Não dói mais.

O loiro ergueu as sobrancelhas surpreso olhou para a deusa da fertilidade e a viu tomar um passo para frente.

- Eu apenas abençoei o ventre de minha filha. – Deméter tomou mais confiança. – Assim poderão ter outros filhos no futuro.

Meliodas suavizou a expressão e se sentou novamente pegando sua taça de vinho, deu um leve gole.

- Eu agradeço... – Ele disse um pouco acanhado, não queria dar o braço a torcer, era muito orgulhoso para isso.

- Por favor, acredite em mim agora. Quero ajudar em sua vingança.

Hades parecia ainda um pouco desconfiado, fazia uma careta fechada para a deusa da fertilidade. Ele não conseguia acreditar que ela agora era a favor de seu casamento. Todavia ela havia feito o útero de Elizabeth fértil novamente, seria fácil ter outro filho com sua esposa. Ele suspirou e olhou para o lado para sua mulher, ela apenas lhe olhava esperançosa. Já sabia o que ela iria dizer, Perséfone sempre fora piedosa com os demais, via beleza em tudo.

- Certo. Você é bem-vinda aqui.

Deméter finalmente relaxou a expressão e o corpo já indo de encontro a sua filha que se levantara e abrira os braços.

- Mas eu estou de olho em você. – Avisou Meliodas sério.

A deusa da fertilidade apenas concordou com a cabeça e finalmente chegou até sua filha e abraçara sentindo as lágrimas da mesma molhar sua toga com seu choro doloroso.

- Mamãe! – Elizabeth chorava absurdamente.

- Eu estou aqui minha filha. Esta tudo bem agora...

Diane que via tudo sorria largo para a mãe e a filha, finalmente fizeram as pazes.

~❀~

Ao redor de uma mesa enorme de guerra onde um mapa representava seus domínios, Hades se reunia com os deuses que residiam o submundo. Seus generais.  Hécate a deusa da magia, sendo ministra e ajudante pessoal de Perséfone e Hades, Nix a deusa da noite, Hipnos filho de Nix, o deus do sono. E, é claro as Moiras, deusas do destino Ministras de Meliodas no submundo.

- Preciso saber de minha situação. – Ponderou Hades.

- Uma guerra agora poderá ser a ruína do mundo mortal. – Cloto uma das moiras disse. – Não é preciso saber do futuro para isto.

Meliodas deu de ombros.

- Não me importa o mundo mortal, se querem saber prefiro que pereçam todos. Assim posso mostrar a Zeus a ira do Submundo.

- Faça os vulcões entrarem em erupção todos de uma vez então. As cinzas cobriram a luz do sol. – Hécate sorriu e deu um risinho logo em seguida. – Ainda será bom para mim, sem a luz do dia meus poderes serão aumentados.

- As noites já estão mais frias... – Nix suspirou entediada.

A discussão cessou ao verem Deméter e Ártemis entrar no local acompanhando Perséfone. A Deusa apenas adentrou em silencio a sala, caminhou até Meliodas e se sentou ao seu lado.

- Eu faço questão de participar das questões desta guerra.

- A senhora é muito bem vinda aqui. – Hécate sorriu para a deusa das flores.

Meliodas apenas beijou as bochechas mornas de sua esposa. Diane e Deméter se ajeitaram em suas cadeiras e observaram os deuses voltarem a discutir sobre o assunto. Até serem interrompidos pelo rei do submundo.

- Acalmem-se. Eu tenho agora uma bela aliada nesta guerra. – Ele olhou para sua sogra e sorriu abertamente. – Deméter, como pode nos ajudar?

A deusa da colheita torceu as mãos no colo, durante o trajeto havia pensado em várias formas de ajudar o genro. Porém agora, com seus ministros, Perséfone e ele reunidos todas as ideias que teve pareciam ser estúpidas demais.

- E então, senhora? - Nix arqueou as sobrancelhas e Deméter ignorou todos os olhos sobre si. Ela ajeitou a postura e apontou para o mapa sobre a mesa, onde também representava o domínio mortal.

- Tirarei a fertilidade do solo. Sem alimentos crescendo, serão dias até os mortais estarem perecendo em miséria.

- Bom. - Satisfeito Meliodas batucou os dedos no braço de seu trono e segurou a mão de Elizabeth na sua. - E minha rainha?

Elizabeth suspirou e ergueu os ombros, seus olhos pareciam em chamas.

- Sem meu retorno ao Olimpo e sem plantas e sementes nascendo nas terras, o inverno chegará mais forte. Todavia, minha vingança não remete aos mortais e sim a Zeus. - Perséfone olhou para os generais. - Eu quero mostrar a ele meu poder.

- Se não se importam... - Tímida Arthemis levantou-se de sua cadeira e apoiou ambas as mãos na mesa de pedra. - Gostaria de ajudar na guerra.

- Com o que pode nos ajudar, Arthemis? Tirando os animais das florestas ou convocando todas as virgens? - Hécate questionou cínica e a deusa da caça ergueu o queixo.

- Eu sou a deusa da lua, tão forte quanto Apolo. Se eu manter a lua a pino, Nix e você terão mais poder, as criaturas do submundo poderão subir.

- Isso é ardiloso. - Uma das moiras riu e Diane sentiu o rosto aquecer, constrangida balançou a cabeça e se sentou novamente.

Nove pares de olhos recaíram sobre o rei do submundo, este, perdido em pensamentos olhava o mapa sobre a mesa em silêncio ninguém queria tirá-lo dos devaneios.

- E como está o Olimpo? - Hipnos questionou.

- Vejo que chegamos no momento exato. - Ares entrou na sala e sorriu torto curvando-se levemente. - Hades, minha irmã, é um prazer juntar-me a vocês nesta guerra.

- Ban, eu nunca o vi tomando partida antes sem que fosse beneficiado de alguma forma. - Meliodas arqueou as sobrancelhas e assistiu o deus da guerra inclinar-se e respeitosamente beijar as bochechas de Perséfone, ela sorrira em resposta.

- Eu sempre estou do lado vencedor, capitão.

- E eu estou aqui porque não compactuarei com Zeus. - Arthemis gelou quando Dionísio adentrou, a ninfa da floresta Elaine, estava com ele. E pela primeira vez em eras, King usava uma armadura preparada para a guerra. - E falando no diabo, devo lhe dar meus parabéns, Meliodas. Mais uma vez não me decepcionou.

- O que quer dizer? - O loiro cruzou os braços e Ban riu.

- Aquelas chicotadas, a pele não está regenerando e as costelas estão lhe dando dor de cabeça. Zeus está catando os caquinhos da dignidade dele do chão após ser açoitado na frente dos outros deuses.

Hades sorriu abertamente mostrando os dentes brancos e Perséfone contemplou por um momento seu marido.

- Nós ajudará como meu irmão? - Elizabeth indagou e Ares encolheu os ombros.

- Estarei na linha de frente com Meliodas e você.

A deusa acenou e esfregou distraidamente o braço.

- Agradeço a todos. Irei me retirar agora.

Sorrindo pequeno ela beijou a bochecha de deus do submundo e saiu da sala, Hades observou a porta por alguns minutos e em seguida olhou para seus ministros.

- Artemis, Nix e Hécate. Tragam a noite eterna para a superfície. Hipnos e Deméter, tirem a fertilidade do solo e dos mortais. - Meliodas olhou para os ministros. - As moiras ficam aqui por enquanto, Ares e Dionísio vem comigo.

- O que faremos, capitão? - King perguntou e viu o deus sorrir.

- Abrir as portas do inferno.

•••

Contemplando o exterior do palácio Dionísio estava readaptando-se ao submundo visto que a primeira vez que descera até aqui estava em missão para salvar Perséfone de se casar com Apolo. De frente aos portões de ferro ele mantém a mão segurando a lança que Hefesto lhe dera, quilômetros longe Perséfone está cavalgando em uma égua de pelagem preta tão rebelde que ele chega a pensar que domá-la seja impossível.

Há uma voracidade nova nas ações e semblante da deusa que outrora era doce e inocente, King segurou a respiração quando a viu puxar as rédeas da égua forçando-a parar e almas atormentadas rastejavam atrás dela. Surgindo no seu campo de visão Hades juntou-se a ela com um cavalo igualmente preto e ambos sumiram no horizonte. 

- Ela realmente mudou. - Pego de surpresa o deus do vinho olhou para o lado esquerdo onde a voz viera e encarou Ártemis, ela suspirou sonoramente. - Está ferida pelo aborto, endurecida por tudo que sofreu, ainda é a Ellie, mas é mais...

- Hera Infernal? 

- Exato. 

- As circunstâncias a forçaram a ser assim, querida. 

- Eu tomei minha decisão sobre tudo isso.

- E qual foi ela se me permite perguntar. - O ruivo olhou para ela de soslaio e admirou a deusa da caça, os cabelos cor de chocolate normalmente presos em duas maria-chiquinhas estavam presos num rabo de cavalo e ela usava uma armadura completa. O arco de ouro a deixava ainda mais majestosa.

Diane virou de frente para ele, os olhos violetas ligeiramente esbugalhados e bochechas rubras.

- Diane? - Curioso ele virou-se para ela, a deusa esticou as mãos e o agarrou pelas bochechas, estupefato King arregalou os olhos quando a deusa inclinou-se e o beijou na boca. Nervosa e desajeitada por ser a primeira vez o beijo não durou mais que dois segundos e quando se afastou ela aparentava que iria desmaiar.

- Deixarei de ser a deusa da virgindade hoje. Eu também gosto de você, King. - Ela deu um passo para trás e lambeu os lábios. - Obrigada por esperar meu tempo.

- Diane... - Ainda abobalhado Dionísio respirou fundo e em seguida sorriu estendendo a mão para ela. - Minha doce deusa, eu amo você.




Notas Finais


A guerra começando e tudo se ajeitando.
Yunko começou o capítulo e eu fiquei apaixonada por ter colocado os deuses menores que vivem no submundo também 😍


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