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História A Ilusão - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Revelações e algumas ameaças


Acordei atordoado, não sabia o que estava acontecendo, mas a primeira coisa que enxerguei à minha frente foi Coelhão? O que raios ele estava fazendo tão perto de mim? Eu ouvia vozes, mas não conseguia distinguir o que estavam falando...

-O que...

Tentei levantar, mas alguém impediu empurrando-me de volta para onde eu estava deitado. Minha cabeça girava e doía, parecia que um trator tinha me atropelado.

-Agora que ele acordou posso socar ele? – era a voz do Coelhão sem dúvidas.

-Segure as pontas ai Coelhão – Norte apareceu no meu campo de visão – Frost? Consegue nos ouvir?

-Sim – coloquei a mão na cabeça onde uma pontada de dor atingiu meu cérebro – e vou arrancar seus bigodes se não calar a boca coelhinho da pascoa.

-Ele está bem – Norte riu.

-Frost! – a Fada apareceu à minha frente – o que aconteceu, cadê a Sophie?

-O que você fez com ela? – Coelhão gritou fazendo meus ouvidos tinirem.

-Ela não era Sophie – sentei-me com um pouco de dificuldade – ela é aliada do Breu.

-Está delirando!

-Não estou – tentei gritar, mas tudo doeu – Sophie morreu no lago congelado, aquela que estava aqui era Ilusão, está trabalhando com Breu.

Um silêncio tomou conta do ambiente, será que havia alguma coisa que não tinham me contado? De qualquer forma precisava descobrir o que havia feito-me ficar naquela situação, eu estava dolorido, como se tivesse sido atacado por abelhas, minha cabeça latejava como se eu estivesse de ressaca e meu estomago estava um lixo.

-Frost – Norte sentou na cama ao meu lado o que fez o colchão afundar – não sei se te contamos sobre ela, mas vamos contar agora de qualquer maneira.

-Vocês já sabiam sobre ela? – espantei-me – e mesmo assim Coelhão a defendeu com unhas e dentes?

-Sabíamos sobre ela, não que era ela – Coelhão falou com a voz baixa.

-A Ilusão existe há muito tempo, só não sabíamos que estava trabalhando com o Breu, ela vivia escondida nos cantos esperando o momento certo de agir, dificilmente topamos com ela, mas quando aconteceu ela conseguiu controlar-nos por muito tempo, ela é mais poderosa que o Breu.

-Como?

-A Ilusão não precisa de um fato muito grande para torna-lo maior ainda. Ela consegue ludibriar-te com um simples sorriso, e você nunca sabe que é ela até ela se revelar.

-Ela foi rápida dessa vez, isso deve ser alguma estratégia – a Fada pensou alto – ela te disse alguma coisa Frost?

-Não, apenas...

-Apenas o que? – Coelhão arregalou os olhos – Frost não me diga que...

Eu poderia ler os pensamentos dele, e como eu adivinhava as coisas fáceis poderia apostar um inverno inteiro que a Ilusão não poderia em hipótese alguma ter me beijado.

-Por que você deixou? – ele quase gritou.

-Eu não deixei ela me beijar! Ela me beijou e eu não pude reagir, pensei que fosse Sophie e...

Percebi que comecei a ficar vermelho, que raios! O que será que aconteceria agora? Comecei a olhar para todos os rostos ali presentes, Fada olhava para o chão, Coelhão encarava-me de maneira estranha, Norte conversava com um duende e não prestava atenção em mim e Sandman lamentava balançando a cabeça.

-O que eu perdi? – Norte voltou-se a nós.

-Ilusão e Frost trocaram beijos e abraços como lindos namorados – Coelhão falou ridicularizando o que me fez ficar mais vermelho de raiva.

-Você a beijou? – Norte espantou-se.

-O que tem demais nisso? – quase gritei.

-Agora você pertence a ela – Norte baixou o volume da voz – não assim, como posso te explicar, agora você não vai mais conseguir pensar em ninguém e vai ser atraído por ela sempre.

Arregalei os olhos. Claro que se pensarmos que a Ilusão era extremamente linda não seria ruim ser atraído por ela, mas se pensarmos que eu ficaria destruído a cada beijo, eu realmente estava em uma baita enrascada.

-Como eu quebro isso?

-Só tem uma maneira, Sandman poderia nos explicar?

O baixinho acenou com a cabeça e começou seu jogo de areia, era como brincar de sombras, só que com areia.

Nós dois nos beijamos, eu fiquei acorrentado a ela, para quebrar aquilo eu teria que ser maior que ela.

-Que? – entortei o nariz – não entendi.

-Para que você conseguir quebrar a corrente tem que conseguir iludir ela.

-Jogar o mesmo jogo certo? – comecei apensar – mas como iludir alguém que vive de iludir?

-Confuso – a Fada pensou alto.

-Você precisa ser mais esperto que ela Frost, usar do próprio jogo dela...

-Só não entendi ainda o que ela ganha com isso, ajudando o Breu e...

-Frost, se você cair de verdade no jogo dela, você vai acabar passando para o lado deles e sempre foi isso que o Breu quis.

-Quer dizer que as correntes que me prendem a ela são o meio do caminho?

-Exatamente – Norte confirmou – o final desse jogo está quando ela conseguir consumir seu coração fazendo-o pertencer completamente às sombras.

-Ou seja...

-Você tem pouco tempo para conseguir reverter às coisas nariz de picolé – Coelhão cruzou os braços – seja rápido ou vai virar um sombrio e eu não vou ter receios de ir atrás de você para acabar com sua desprezível presença gelada.

Tentei levantar-me novamente, mas não consegui, fiz sinal para o coelho chegar perto de mim, o tonto aproximou-se e eu o puxei por aquela tira de couro ridícula que ele usava.

-Caso eu me torne um sombrio, coelhinho, coisa que não vai acontecer, fique tranquilo que não precisará vir atrás de mim – dei um sorriso – irei atrás de você primeiro e começarei a usar patas de coelho como amuletos.



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