História A Imperatriz - Capítulo 22


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Tags Aventura, Bruxas, Drama, Ficção Histórica, Magia, Medieval, Romance
Visualizações 40
Palavras 2.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, gente, nos vemos nas notas finais.

Capítulo 22 - O túmulo sob a nogueira


Houve poucos momentos na vida em que deixei de confiar em mim mesmo. Veja bem, eu sempre achei que os deuses me protegeriam a todo custo. É reconfortante pensar que todas as suas ações estão nas mãos dos deuses, e que eles vão protegê-lo ao longo de toda vida. Pois deixem-me lhes dizer o seguinte: é tudo uma grande de bobagem! Os deuses não se importam conosco, e o rumo das nossas vidas, assim como as consequências de nossas escolhas, estão inteiramente em nossas costas.

Soube disso quando realizei o quão estupido eu havia sido ao ter saído de São Herburgo atrás de Helga, especialmente carregando Alexandra comigo. Estávamos em galope na estrada do imperador, fugindo, como bandidos. Alexandra nada dizia, e apenas conduzia Frigg, pondo a égua a espumar de tão rápido de galopava. Eu montava atrás dela, apertando sua cintura com uma das mãos, mais para buscar conforto do que para transmitir.

Olhei para trás, e Melvin cavalgava com Erica desacordada sobre sua garupa. A garota tinha um ferimento de flecha no ombro, e a cor de seus lábios era branco doentio. Ela era minha responsabilidade, mais uma, e vê-la naquele estado só me deixava mais apreensivo.

Para além de tudo isso, não restava dúvidas de que Guilherme mandaria seus homens atrás de nós. O estrago que havíamos feito, ou melhor, que Erika havia causado, não ficaria impune.

Então, do nada, Sor. Draian, puxou as rédeas do seu cavalo, fazendo o animal refrear no chão de terra batido da estrada do imperador.

Ao ver o cavaleiro ficando para trás, Alexandra também puxou as rédeas, e Frigg empinou levemente enquanto era conduzida a fazer a volta e parar.

– O que há? – Alexandra perguntou ao velho cavaleiro. Ele parecia tão exausto contra seu cavalo.

–precisamos parar e precisamos de um plano – falou o cavaleiro, da forma murmurada que sempre falava.

–Não podemos parar agora – Alexandra ralhou, parecia irritada – os homens de Guilherme estão logo atrás de nós.

Draian inclinou a cabeça.

–por que está tão preocupada, alteza? O duque jamais lhe fará mal. A nós, por outro lado... Vamos só dizer que ele não será gentil. Se quisermos escapar precisamos de um lugar para nós reorganizar e tratar da menina.

Sor. Draian apontou para Erika, ao passo que Alexandra encarou a garota e repuxou os lábios.

–Eu digo que devemos voltar para a estrada.

–e ir para aonde, alteza? – Draian contestou – a senhora se quer sabe aonde está?

Alexandra não teve resposta, olhou de um lado para o outro, mas tudo o que podia ser visto eram os bosques espaçados e antigos que ladeavam a estrada.

–Durnóvia – eu respondi, e ela se virou para mim – estamos na Durnóvia.

Eu conhecia aquelas terras como a palma da minha mão. Era o meu lar.

–conconrdo com Sor. Draian – falei, e Alexandra bufou – eu conheço um lugar que podemos tratar de Erika em segurança.

Sor. Draian acenou, voltando-se pra montar em seu cavalo. Troquei de lugar com Alexa, assumindo as rédeas de Frigg, e guiando a égua para fora da estrada, em direção aos bosques.

Embrenhamo-nos na mata, indo fundo até o bosque vermelho, lugar oculto pelos olhos curiosos, onde os deuses antigos costumavam dançar. Continuava da exata maneira que eu me lembrava, e por um momento voltei a ser um menino, caçando com Helga naqueles bosques. Ali, as folhas das árvores eram vermelhas, e as mais velhas tão altas que arranhavam o céu. Os troncos e rochas estavam marcados com as runas do meu povo, algumas delas talhadas por mim.

Logo a frente, havia uma bifurcação, se derramando em uma clareira, por onde corria um riacho. Lá, como que fundida a própria natureza, estava uma velha cabana de madeira coberta de hera e musgo.

Guiei o cavalo em direção a cabana e saltei a poucos metros de distância da porta de madeira.

–Quem vive aqui? – Draian perguntou, alerta e montado.

–Eu – respondi – ou ao menos assim costumava ser. Agora, deixe de perguntas e me dê a garota.

Falei indo em direção ao cavalo dele para acolher Erika. Tomei a garota nos braços, e segui em direção a porta do velho casebre, com Alexandra e Sor. Draian em meu encalço.

Abri a porta com um leve chute, e tentei ignorar o quanto a saudade do lugar me afetava enquanto entrava com a garota, indo direto ao pequeno cômodo a direita com uma velha cama mofada e feita de esteiras.

Tudo na cabana de Helga continuava no mesmo lugar, muito embora o tempo tivesse tratado de corrorrer e cobrir de sujeira tudo o que havia no pequeno lugar.

Deixei Erika sob a cama e me voltei para o cômodo principal, em busca de qualquer erva de cura que eu pudesse encontrar. Revistava as prateleiras, quando Alexandra entrou no cômodo fazendo o sinal da cruz ao ver o imenso pentagrama desenhado no chão e os diversos simbolos de proteção traçados nas paredes.

Do teto da cabana, pendiam inúmeros amuletos e por todo lado que se olhasse haviam ervas e vasos de conteúdo duvidoso. Espalhados pelo chão, também era possível ver brinquedos talhados em madeira; pequenos animais e grandes deuses feitos por um garoto desesperado por diversão e companhia.

–você cresceu aqui? – Alexandra perguntou.

Mas eu não a respondi, pois encontrei o pote de erva que procurava, e corri para tratar de Erika.

Despi o ombro da garota, e coloquei a erva sobre o corte. Meus dedos podiam entrar no ferimento, e era impressionante que ela não tivesse sentido o impacto da dor quando a flecha a atingiu.

–Você sabe que as ações dela não vão ficar impunes, não é? – Alexandra falou.

Draian se aproximou, encontrando-se na soleira da porta.

–o que quer dizer? – perguntei, me virando para Alexandra.

–ela matou um bispo da sagrada igreja, Castiel – Alexandra falou – ela... Eles vão caçá-la até que a levem para a fogueira.

Aquilo me perturbou.

– ninguém irá fazer mal a ela – falei, com convicção– ela não quis fazer aquilo; não foi culpa dela. Vocês viram, vocês sabem.

–E o que importa nossa palavra? – Draian disse – vão acusá-la de bruxaria, dizer que o diabo a possuiu...

–e talvez não seja mentira, não é? – Alexandra interrompeu.

Me virei para ela, incrédulo.

–Ora, vocês viram o que essa garota fez!–ela indignou-se – ela matou um membro do mais alto escalão da igreja e feriu um duque, membro da família imperial. Guilherme é um monstro, mas não deixa de ser do meu sangue. Ninguém pode ferir um nobre e sair impune, isto coloca toda a hierarquia em risco.

–foda-se a sua hierarquia! – eu me irei, ficando de pé. Alexandra não perdeu tempo, e me confrontou com um olhar duro. Continuei – E o que você vai fazer, Alexandra? Você vai entregá-la?

A garota me confrontou, os olhos ardendo em chamas por ter sido contrariada.

–E por quê não?–Alexandra disse, se aproximando –É uma questão de justiça, e isso não é mais do que ela merece.

Apertei os punhos. Como poderia dizer aquilo? Não havia visto o que Guilherme fizera com Erika? O que pretendia fazer com seu irmão?

–precisamos de um plano – Draian se pronunciou, quebrando a tensão entre nós.

Como que desperto de um transe, quebrei o contato com Alexandra, e me voltei para ele.

–Sim... Claro, um plano – falei, me forçando a pensar, mas eu não enxergava qualquer saída.

–vamos... Vamos... Dormir aqui está noite. Eu vou tentar pensar em algo.

E dito isso, irrompi para fora do quarto, saindo da cabana o mais rápido possível. Eu estava perdido, essa era a verdade, e a angustia daquela situação me deixava enlouquecido.

Me agachei próximo ao fiapo de córrego que separava a floresta da clareira e encarei os bosques de árvores avermelhadas.

Eu havia crescido nesse lugar, junto de Helga. Fechei meus olhos, desejando desesperadamente voltar a ser uma criança caçando e levando broncas dela novamente. Deuses, ela ficaria irada se me visse naquele momento! "Como você é um idiota patético e sentimental, Bjork, ela o que ela diria.

A possibilidade de ir atrás de seu túmulo era, naquele momento, quase nula. Eu tinha outras coisas mais urgentes a tratar. Eu era agora responsável pela vida de Erika, tinha que escapar de Guilherme e ainda dar um jeito de devolver Alexandra ao irmão antes que todos achassem que eu a havia raptado.

Essa última tarefa, claro, era a que mais me preocupava. A aquela altura, Guilherme certamente já devia ter mandado um emissário comunicar a Imperatriz Leonor de que filha dela havia escapado sutilmente com um pagão. Seria uma questão de tempo até que hordas de cavaleiros estivessem nos caçando na Durnóvia.

Então me levantei. De nada adiantaria ficar lamentando. Eu precisava tomar controle da situação, ou do contrário eu estaria desonrando tudo aquilo que Helga me ensinou naqueles bosques: sobrevivência.

Passaríamos a noite na cabana, e ao amanhecer, deixaria Érica aqui sob os cuidados de Sor. Draian para levar Alexandra de volta. Se eu tivesse sorte, e escapasse da prisão por rapto, voltaria para cuidar dela; do contrário, Erika podia muito bem viver escondida na antiga casa de Helga; isso se a garota sobrevivesse ao ferimento, o que eu rezava a Swerna para acontecer aquela noite.

Minha mãe costumava dizer que todas nossas enfermidades fervem quando a lua desponta, e sua sabedoria se provou certa, pois assim que a morte caiu sobre nós, Erika piorou.

A garota começou a queimar em febre, enquanto eu e Alexandra fazíamos de tudo que podíamos; eu com as ervas e ela com as compressas. Sor. Draian fora buscar madeira na floresta e conseguiu reavivar o velha lareira da cabana.

Em algum momento, Erika começará a delirar e gritar ensandecida pelo irmão enquanto se agitava e molhava a palha de suor.

— Se a febre continuar dessa forma, ela não vai passar desta noite — Alexandra murmurou para mim.

A olhei de soslaio.

—Aposto que você deve achar que isso é algum tipo de justiça do seu Deus, não é?

Alexandra suspirou, afastando o pano molhado da testa de Erika.

—Sim, eu acreidto que ela está pagando, mas... Eu nunca a entregaria à Guilherme sabendo o quão importante ela é para você— Alexandra falou.

Aquilo me desarmou. Ela parecia enormemente cansada, com bolsas embaixo dos olhos. De repente, eu me senti terrivelmente culpado.

—Eu nunca deveria ter te trazido comigo — Falei — Foi estupidez minha, e agora sua mãe provavelmente vai tracá-la para o resto da vida.

—Ela não pode ir muito além disso —Alexa falou — não é comigo que você deve se preocupar, é com si próprio. Logo, as coisas vão mudar, Castiel, e eu preciso de você.

Encarei-a em confusão. O que ela queria dizer com aquilo? Eu estava disposto a perguntar, não fossem as batidas que irromperam na porta da cabana terem me tirado o foco e o chão.

Imediatamente me coloquei de pé, e saquei a espada, era impossível que alguém nos encontrasse ali. Quem quer que estivesse atrás daquela porta era inimigo.

As batidas continuaram, leves, mas firmes, e Erika se agitou na cama ainda mais, murmurando palavras sem sentido. "Ela está arranhando as tábuas, chamando, ela está chamando" a garota murmurava.

Fui para o cômodo principal, e encarei Draian, que também já segurava sua espada em punho. Ele sabia que deveria agir comigo, caso uma ameaça se precipitasse.

—Sabemos que está aí dentro, Bjork — Disse uma voz feminina do outro lado, e então minha cicatriz começou a queimar — abra, sua mãe o chama.

—Quem é? — inqueri, trêmulo com a forte queimação da cicatriz.

— seu destino, garoto — respondeu a mulher.

Abri a porta com tudo, e na entrada da cabana de Helga, um grupo de mulheres se aglomeravam com toxas na mão. Estavam nuas, todas elas, e tinham o corpo pintados por runas. Quase não reconheci, mas a que estava a frente era a própria Esther.

—Me dê uma boa razão para eu não decepar sua cabeça, vadia mentirosa — eu falei, furioso.

— Você realmente ainda acha que eu menti para você, Bjork? — Esther sorriu— Olhe em volta, olhe até onde sua mãe trouxe todos nós.

—Para a miséria e o desespero? — rosnei, me apoiando na soleira da porta devido a queimação intensa.

—Ao renascimento do nosso povo — ela vangloriou-se.

Apertei o punho da espada, começava a suar frio.

— o que você quer, Esther?

— Agora é Sverta? O nome que minha mãe me deu, e os cristãos em tiraram. Exatamente como você, não é?

—Eu estou fodendo para o seu nome, diga o que quer.

Esther sorriu ladina. Era estranho vê-la assim, nua e ainda poderosa. Aquela garotinha que se fingia de noviça havia mesmo ficado para trás.

—Eu vim por você, e pela garota, Erika. Sabemos que ela está aqui também.

Eu não fazia ideia de como ela, ou melhor todas aquelas mulheres sabiam sobre Erika, mas eu não confiava nelas, por mais pagãs que fossem.

— ela não está aqui— falei.

Então Esther sorriu, apontando com o queixo para algo atrás de mim. Me virei e Erika estava lá, com os olhos brancos novamente, banhada em suor e com o vestido rasgado pendendo no ombro ferido. Draian e Alexandra a olhavam em choque.

Como era possível? Há um minuto atrás a garota mal podia falar direito, quem dirá ficar de pé.

—Eu posso ouvi-la — Erika murmuava —Ela me chama, está perto... Esta perto. Agonia, pressa, eu tenho... Eu tenho...

Erika caminhou vagarosamente até a saída, e assim que seu pé tocou a terra do lado de fora, para meu desespero, a garota correu em disparada, louca e ensandecida.

As mulheres nuas uivaram para ela, e começaram a seguí-la na corrida. Esther também foi atrás dela, saltando e dançando ao vento como as outras, não sem antes me dar um sorriso de convite e triunfo.

—Mas que diabos acabou de acontecer? —Draian exclamou.

A dor na minha runa nunca fora tão intensa como aquela, e talvez eu tenha perdido os sentidos, pois só sei que começei a correr junto com os outros, indo atrás de Erika como se houvesse algo magnético me atraindo para ela.

Ouvi Alexandra gritar meu nome cristão, mas eu só parecia me lembrar do antigo. Bjork, Bjork, Bjork, a voz arranhava na minha cabeça. Os sentidos eram confusos, mas sei que me embreei na floresta, pois sentia as folhas riscar meu rosto.

Ouvi mais uivos, enquanto mais pessoas corriam e corriam com toxas na mão, pessoas comuns, não só as feiticeiras nuas. A maioria parecia simples camponeses, outros carregavam maxados e espadas, fazendo barulho e gritando na noite.

Não posso dizer o quanto corri atrás de Erika, mas quando ela enfim parou, estávamos todos no coração da floresta, aos pés de uma Nogueira grossa e gigantesca.

—Erika, Erika? — gritei, segurando seu rosto com minhas mãos. Ela estava mole, seus olhos haviam voltado ao normal, mas eles ainda rolavam enquanto sua pele ardia em febre — por que fez isso?

Eu gritava com ela, estava desesperado, confuso. Debilmente Erika estendeu os braços, apontando para entre as grossas raízes, para um inscrição marcada no tronco e um túmulo de terra que se erguia sobre os pés da Nogueira.

Nesse momento, Esther se aproximou. Seus pequenos seios balançando enquanto ela andava. Trazia uma pá na mão, que estendeu para mim.

—faça — Ela ofereceu — mate sua dúvida.

Peguei a pá com a mão trêmula, e percebi que ao redor da clareira havia centenas de pessoas me assistindo, com olhos claros e ansiosos para o que acunseceria. Eram todos pagão, e se aquele era o meu povo ele estava mais vivo do que nunca.

Alexandra e Draian nos alcançaram logo depois, montados nos cavalos. Ela saltou do animal e correu na minha direção, enquanto Draian parecia chocado, pálido e nervoso como eu nunca o vira.

—Qual o significado de tudo isso? — O cavaleiro perguntou. Já não tinha o velho cantioo para aliviar sua tensão.

—Eu não faço ideia — Respondi, olhando nos olhos cinzentos do cavaleiro, como que pedindo ajuda e orientação. Por pior que fosse, ele ainda era um dos meus mestres na cavalaria, e naquele momento eu era novamente uma criança apavorada.

Me virei, entorpecido e caminhei, ainda tremendo, em direção a cova. E então eu cavei. A cada pá de terra para fora do buraco, maior era o meu medo. As bruxas cantavam, e dançavam freneticamente entoando os cânticos antigos, rolando na terra em êxtase absoluto.

Por fim, o caixão fora atingido, e as bruxas gritaram ainda mais, como se possuídas pelos deuses, quando o barulho da pá acertando a madeira ecoou por toca floresta.

Havia algo forte no ar, algo que eu só sentira quando pequeno, quando no solticio os deuses vinham visitar os homens em nossos rituais de verão.

Retirei o que restava de terra, o suor escorrendo por minha testa, atrapalhando minha visão e encharcando a chemise cinza, já imunda de terra. Meus músculos doiam imensamente, e eu saí para fora da cova, me preparando para o que quer que estivesse lá dentro.

Veja bem, mesmo no último momento, ali, frente ao caixão eu ainda tinha dúvida e medo. Olhei em volta, estava cercado de pagãos. Eram muitos, sendo que que a grande maioria eram guerreiros. Em outros tempos eu ficaria feliz, mas tudo o que vi neles foi a face do caos, e pelos Deuses, eu torçi para que Helga estivesse mesmo morta.

Mas então as bruxas pararam, e o silêncio caiu sobre a floresta. Nem o vento, nem os grilos, nem qualquer animal. Tudo pareceu estático, como se a própria Swerna tivesse segurando a respiração.

Com a pá, arrebentei a tampa do caixão de madeira que guardava minha falecida mãe. Helga estava lá, tão perfeitamente congelada no tempo, como se fosse um fragmento da minha memória.

Soltei a respiração, e vi um sorriso ladino desenhar-se em sua face. Helga abriu os olhos; olhos azuis, como os mares de inverno.

Helga vivia.


Notas Finais


Bem, chegamos, enfim, a Helga. Haha. Espero que vocês tenham gostado do capítulo.
Eu lamento pela demora, mas meu notebook foi para o inferno, e eu escrevi esse capítulo no celular, apesar de esses não terem sido o únicos motivos. A verdade, é que já há bastante tempo venho estando extremamente desmotivado com 'A Imperatriz', e isso é coisa minha mesmo.
Mas não se acaem, me digam o que acharam o capítulo. Quero saber o que vocês estão esperando de Helga.
Abraços e até a próxima.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...