História A Imperatriz & a Princesa - Capítulo 10


Escrita por: e SkyeJonhson

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin)
Tags Castelo, Dragão, Emma Swan, Once Upon A Time, Ouat, Princesa, Rainha, Realeza, Regina Mills, Romance, Snowing, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 452
Palavras 2.348
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Magia, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Amorinhas 🌵👀🌵

Não vou dizer muita coisa, sei que devo desculpas pelo sumiço. Desejo do fundo do coração que me perdoe e não me abandone.
Paciência comigo? 👉👈 Eu não desisti.

⚠ Capítulo inédito.

Sem mais, Boa Leitura! 📖👓

Capítulo 10 - Reflexo


Fanfic / Fanfiction A Imperatriz & a Princesa - Capítulo 10 - Reflexo

Os campos ao redor do reino de Lilium floriam mais a cada novo ano;rosas, girassóis, hortências, lavandas, gardênias, orquídeas e lírios, pintava a grama verde em tons claros, amenos e escuros, uma tela horizontal colorida, uma verdadeira arte aos olhos de um bom apreciador. Cinco primaveras no total, Emma e Ruby tornaram-se princesas de batalhas, guerreiras em prol do reino, verdadeiras amazonas.


De início causou estranheza aos reis e aos nobres do reino e reinos vizinhos. Emma e Ruby fizeram seus votos como princesas, mas juntas juraram servir e proteger o legado de Lilium sem escolher um pretendente. David e Branca apóiam as filhas com orgulho e deram todo o amparo necessário para que ambas fizessem parte da guarda.


Era um dia nublado, a pesar das flores que se misturava com os verdes das árvores, gotas finas caiam do céu e no campo aberto duas jovens princesas travavam uma grande batalha. Ruby em sua forma animal e Emma munida de sua espada.


— Vamos Ruby! Continue! Ataque! – A princesa loira gritou ofegante. Sua espada apontada para o peito da irmã que voltara para a forma humana.


— Não posso fazer isso Emma… Olhe para você… – A loba apontou os ferimentos que Emma possuía nos braços, rosto e pernas.


— Eu estou bem. Não pare. – A princesa herdeira deu um passo a frente para atacar, mas Ruby segurou os punhos da irmã ficando rente a espada.


— Emma… Ouça-me. Isto é loucura, jamais conseguiram sobreviver. – Ela queria ter aquela conversa de novo.


— Morrerei tentando Ruby! – A loira desvencilhou das mãos da outra empunhando a espada. A loba suspirou derrotada, mas não desistindo.


— Como tantos outros Em? Isso já é obsessão. – Argumentou.


— Eu não estou louca Loba! Vou tirá-la daquela torre. – Defendeu-se encarando o par de olhos castanhos da irmã.


Ruby soltou o ar pesadamente: — Mal sabe se ela ainda está viva.


— Ela está. – Disse convicta.


— Como sabe? Como pode ter tanta certeza se ao menos sabe quem ela é. – Ruby queria muito entender e continuar a apoiar a irmã, mas até pra ela tudo estava passando dos limites.


— Eu sei quem ela foi Ruby e isso já é o suficiente pra mim. – Ela fincou a espada no chão e sentou na frente dela dando-se por vencida. Sabia que teriam aquela conversa novamente.


— E só? Emma olha o que está dizendo. – A loba se sentou ao lado dela. A essa altura suas roupas já estavam sujas de terra e grama.


— Eu sinto Ruby! Eu sinto. Pode compreender-me? – Suplicou, seu olhar pedia compreensão de algo que nem mesmo ela conseguia entender.


— Sente o quê? – Ruby fitou os olhos verdes com profundidade.


— Ela. Sinto sua solidão, sua tristeza, sua raiva, seu medo, sua angústia, a dor… Mas também sinto esperança. É como se eu estivesse conectada com ela e não vou desistir, nem que ela desista, ou até mesmo você Ruby. – disse com os olhos marejados. — Nada irá impedir-me. – deu uma pausa como se pensasse, suspirou. — Eu não a vejo, mas ela pode me ver. De alguma modo. – confessou algo que há muito escondera.


— Agora sim isto está estranho Emma. – Ruby olhou-a desconfiada.


— Não sei explicar, mas tenho certeza que ela me conhece, ou ao menos tem ciência da minha presença. – Contou sorrindo e Ruby achou tudo ainda mais estranho.


— Assim como ela teve de todos que tentaram libertá-la. – A loba tentou ser realista.


— Talvez… – a princesa olhou para o horizonte e soltou o ar fortemente. — Preciso achar uma maneira de deter aquele dragão e tirá-la daquela torre. Você tem razão Rubys, do que me serve essas armas? Essa armadura com o dobro do meu peso? Ao menos tenho força para deter você – referiu-se ao lobo — Como materei um dragão? – ela apoiou os cotovelos sobre os joelhos dobrados.


— Você é mais forte do que imagina Emma. Só não acho que força bruta seja a solução para libertá-la. Temos que está a um passo à frente de todos os outros que morreram. – tocou o ombro da outra — Podemos pensar em algo.


— Como o quê? – Emma choramingou. Anos de treino e ela se sentia tão despreparada.


— Ah! Não sei, algo com… Como sua mágica! – Ruby estalou os dedos.


— Um entorpecente?! - Emma levou as mãos na cabeça como se tivesse descoberto a magia pela primeira vez. Era um misto de alegria e confusão. Porque não tinha pensado naquilo antes?


- Sim! Algo que paralise o dragão ou o deixe desacordado por um tempo, até que possamos tirar a Imperatriz da torre. - Sugeriu. - Bem mais sensato do que tentar matá-lo. Você vai furtar uma rainha! - Ruby deu pulinhos empolgada, como se o plano fosse algo muito simples. Emma apenas ignorou a euforia da irmã, tirou a armadura e saiu caminhando às pressas em direção ao castelo.


- Vamos loba! Não fique aí parada! Vamos! - Ruby ainda meio perdida em pensamentos correu atrás da irmã mais esperançosa do que nunca.



~Alguns dias depois~



Era uma manhã ensolarada nas terras de Lilium, os passarinhos cantavam alegres, as borboletas e abelhas sobrevoavam o campo às margens do castelo. Na estrada de terra sentido leste, cascalhos se movimentava no chão como se fugisse das patas do cavalo de Emma.


- Yaaaah! - A princesa puxou as rédeas exigindo ainda mais velocidade.


Trotes altos e poeira ficando para trás. Enfim a visão que Emma tanto ansiava dia após dia definia-se diante de seus olhos esmeraldas; a torre. O clima já não era o mesmo naquele perímetro, pelo menos não quando a princesa não estava por perto, e ela sabia que a vida que se instalava ali era por sua causa, pelo seu dom e acima de tudo por sua dedicação de anos.


Emma agachou-se à beira do lago ao lado do jardim que criara em seu décimo sexto aniversário, agora o jardim era amplo em sua extensão horizontal as margens da torre. Não era próximo o suficiente, ao menos não como a princesa queria, não era visível do alto da torre, ainda assim o aroma adocicado e peculiar que muito se assemelhava ao cheiro de canela fluía por todo local até a mais alta janela.


Quatro primaveras desde que Emma conseguiu criar o pequeno lago usando o dom da magia. Ela descobrira aos poucos que seu poder estava diretamente ligado a terra e tudo que nela vive; cascalhos, areia, pedras, vegetação e água. Rente ao tapete de flores, o jardim colorido possuía centenas de plantas; rosas, topázios, ametistas, girassóis, ipês, gardênias, orquídeas e lírios.


Delicadamente passou os dedos pela superfície espelhada da água. Acalento. Aquele leve tremor de suas mãos fez a água dançar em delicadas ondas, como se fosse a brisa do vento. Alegria.


- Eu estou aqui Imperatriz… - Sussurrou para o reflexo na água. - Pensou que eu não viria mais? - Sorriu. - É que eu ando ocupada. Descobri uma forma de tirá-la dessa torre e agora estou mais próxima do que nunca, como nunca estive antes! - fechou o punho em comemoração, mas logo sua expressão modificou para decepção e impotência. - Porém falta alguma coisa, algum ingrediente crucial para a porção surtir efeito, mas aqueles livros de magia são tão complexos, é difícil aprender runas sem um professor, mas lhe garanto que tive inúmeros progressos. - Levantou e foi apanhar algo dentro da bolsa que estava nas costas do cavalo. - Está vendo este símbolo? - virou o livro para água. - Eu não sei o que significa, acredito que seja alguma espécie de planta ou flor... Mas qual? - apoiou uma das mãos no queixo e a outra abraçou o livro ainda aberto. Seu reflexo denunciava o quanto estava pensativa.


De repente um forte vento soprou as árvores ao redor da princesa, o cavalo se agitou e as flores das árvores começou a cair. Não de todas as árvores, era uma árvore específica e Emma entendeu, caminhou para debaixo do pé de ipê, suas flores eram douradas e reluzentes, uma raridade entre todos os pés de ipês. Era quase mágico.  


- Você…? - Referiu-se a Imperatriz. - É essa? Por que não pensei nela antes? - Segurou aquela flor como se fosse o bem mais precioso do mundo, e naquele momento era. - Só faltava isso! - Agachou novamente na beira do lago. - Eu voltarei! Voltarei em breve! - Sorriu passando os dedos na água. - Você terá uma segunda chance, poderá finalmente viver... Eu prometo.


Às pressas colheu algumas dezenas do ipê-dourado, com cuidado colocou-os na sacola de pano, montou em seu cavalo e na mesma velocidade que usou para chegar na torre voltou para o castelo.


Estava feito! Após várias semanas e tentativas falhas a porção que a princesa tanto estudou para criar estava em suas mãos. Cinco frascos preenchidos do brilhoso líquido amarelo, guardou-os dentro de uma pequena caixa de madeira que conseguia segurar com uma só das mãos.


Determinada ajustou a sela de seu cavalo e montou no animal passando a bolsa de couro por um dos braços.


- Emma… - Ruby que acompanhou cada passo da irmã segurou a mão da irmã. - Deixe-me ir contigo. - Suplicou uma vez mais.


- Já conversamos sobre isso Rubys… - Fitou os olhos da loba. - Meia ampola dessa é suficiente para desacordar você em metros, desacordar por dias… - Lembrou do primeiro teste que fizeram e do susto que levou. Ruby permaneceu desacordado por duas noites e Emma sozinha precisou esconder o estado da irmã de seus pais. Por sorte ninguém notou, Swan disse que sua irmã estava com uma forte gripe contagiosa e convenceu os reis que somente ela não seria afetada por ser a única no castelo a possuir magia. Foi um alívio sem tamanho quando Ruby finalmente acordou perguntando “O que aconteceu?” - Não irei colocar sua vida em risco, você é minha melhor amiga, minha irmã… Não vou conseguir sabendo que pode acontecer algo com você, eu não me perdoaria.


- Eu posso ficar longe… - Protestou.


- Sua segurança não está em discussão para mim. Você ficará!


- Mas Emm-...


- Considere essa minha primeira ordem como rainha.


- Você ainda não é rainha. - Lembrou.


- Muito bem, ainda e quando eu vestir a coroa você já terá seguido uma ordem em primeira mão. - Brincou sorrindo, mas logo ficou séria novamente. - Por favor Ruby, não torne ainda mais difícil. Fique, fique como uma prova de lealdade, fique pelo amor que tem por mim. - Suplicou.


- Eu não tenho escolha Amarílis… - Deu-se por vencida, chamando a irmã pelo segundo nome, coisa que ela só fazia quando muito contrariada.

Emma sorriu em alívio: - Não. Você não tem.


- Boa sorte com esse dragão. Liberte essa imperatriz e a traga a salvo princesa! - Abraçou a irmã com força, seus olhos marejados.


- Trarei minha irmã, trarei! - Por fim desvencilhou-se do abraço demorado para em seguida sair em disparada sem olhar para trás.


Era noite nas terras de Lilium, Emma decidiu atacar pela madrugada próximo ao nascer do sol. Em seus estudos dragões costumavam  dormir pela manhã e faziam seus voos e caças durante a noite, sobretudo esse seria o melhor horário para uma emboscada estratégica.


Avistando a torre chegou em seu jardim, lá deixou o cavalo preso na árvore junto ao lago, espalhou algumas frutas na grama verde ao alcance do animal, assim ele teria alimento e água até a volta da dona.


Dali em diante seguiu a pé, a capa branca cobrindo seu corpo por inteiro, numa das mãos a caixa com as ampolas do entorpecente e na outra uma adaga que o rei havia lhe dado em seu décimo sétimo aniversário. Caminhou à espreita por longos minutos, a lua no céu pouco iluminada o lugar, o silêncio era caótico, nenhum som de animal sequer.  Passos, respiração e galhos secos das árvores, isso que Emma ouvia, o coração disparado a cada novo passo. Proximidade. A torre já não era tão pequena como costumava se lembrar, muros quebrados, árvores secas, marcas de chamas nos muros, cinzas e ossos pelo chão, um verdadeiro cenário de guerra.


Lentamente deu o próximo passo, apreensiva, com medo. Ela estava ultrapassando os limites do muro, já podia ver a longa escada que dava acesso para a parte mais alta da torre.


Nenhum sinal do dragão?


Continuou seus passos a espreita, olhou para um lado, olhou para o outro. Nenhum sinal da temida fera. No horizonte mínimos raios de sol se mostravam timidamente. Talvez fosse mais fácil do que imaginara. No alto da torre apenas um cômodo possuía claridade ao longe. Ela estava lá, a imperatriz. Emma sentiu o coração disparar, seu pé no primeiro degrau da escada, respirou fundo e segurou a adaga com mais força, o sangue fugia de seus dedos gélidos.


Tudo muito calmo… Calmo demais…


Estranhou.


Mudança no clima.

Vento.

Chuva.

Tempestade.

Frio.


Vento. A pequena chama que a guiava iluminando o caminho a sua frente se apagou num sopro, um sopro quente.


Fumaça. Chama. Fogo. Asas?


Naquele segundo, tudo o que a princesa pode enxergar dentro da fumaça cinza foi o par de olhos vermelhos saindo de trás das ruínas vindo em sua direção.  Recuou alguns passos a fim de ganhar tempo para pegar os frascos com os entorpecentes. Da parte interna da torre o dragão ganhava forma aos olhos de Emma, e ele era muito maior do que ela imaginou. Foi rápido, a princesa mal teve tempo para pensar e uma das asas do dragão colidiu com seu corpo jogando-a para longe da escada.


- Nããããããããooo!!! - A voz grave ordenou com fúria do alto da torre.


Emma ainda caída no jardim lamacento procurou pela voz que tanto aguardou para ouvir, tentou inutilmente enxergar a figura que gritara, além da altura da torre a chuva atrapalhava sua visão, não sabia distinguir se era realmente a chuva ou o torpor pela queda, sua testa sangrava, mas isso sequer importava para a princesa, ao menos agora conhecia a voz de sua imperatriz. Piscou algumas vezes tentando dissipar a tontura, com uma das mãos apoiou o próprio corpo e com a destra jogou o frasco na direção do dragão. Seus olhos pesaram e a última coisa que pode ver antes de desmaiar foi o vidro da ampola quebrado aos pés do dragão.


Notas Finais


Desculpa pela demora amorinhas... Eu precisei desse tempo.

O que acharam do capítulo?

Espero que vcs tenha gostado. Atendi as expectativas? Não?? 😵 Siiim?? 😍 | Venham conversar comigo aqui na nossa caixinha de diálogo? ⬇ | Espero ansiosa pela impressão de vcs 💬💋

Se quiserem conversar mais 💬 Só chamar no emmagina (@Swenhor): https://twitter.com/Swenhor?s=09
Twitter pessoal: Lai (@LaisCarolLara): https://twitter.com/LaisCarolLara?s=09

Até o próximo! 👋😘


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