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História A Incógnita - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoal!
Espero que gostem desta minha nova história!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo I


Durante vinte anos sempre segui uma filosofia de vida que afirma que a felicidade da minha vida dependa da qualidade dos meus pensamentos. No entanto, quando menos se espera tudo muda – para pior neste caso.

Chove torrencialmente no enterro da minha irmã Carlota, sendo que, acaba por ser bastante eficaz para tapar as minhas imensas lágrimas que escorrem pela minha face. Porém, julgo ser salva por alguém que se aproximara de mim com um chapéu de chuva e cobre o meu corpo daquele temporal.

- Obrigada. – murmurei enquanto observava o buraco vazio cujo o seu objetivo era colocar o caixão que segurava o corpo da minha irmã.

- Não tens de quê. – respondeu o melhor amigo da minha irmã, Arthur Reis. Este tinha sido um grande apoio e realmente era possível reconhecer que estava a sofrer tanto quanto eu.

Passaram-se alguns minutos e o enterro finalizou. Com isto, começo a caminhar calmamente em direção ao carro do Arthur enquanto olhava para o chão. Na verdade, não conseguia compreender a morte prematura da minha irmã mais velha. Afinal, sempre fomos só nós as duas e agora seria apenas eu e só eu.

- Arthur, não acho que tenha sido um acidente literalmente acidental. – murmurei e abri a porta do seu carro entrando no mesmo. De seguida, esperei que o loiro de olhos azuis entrasse no lugar do condutor e olhei-o. – Alguma coisa aconteceu naquela noite, a minha irmã andava demasiado nervosa.

- De facto, ultimamente não conseguia reconhecer a Carlota. – comentou o loiro e olhou-me. – Mas esquece isto, a polícia disse que foi um acidente. Vamos confiar na polícia.

- Não Arthur, não posso. – respondi e cerrei o punho. – A minha irmã está morta e eu tenho a certeza que não foi um simples acidente.

- Diana, tem calma. Precisas de relaxar um pouco. – aconselhou o Arthur e colocou a sua mão sobre a minha olhando-me nos olhos. – Posso ajudar-te, se quiseres. – murmurou rouco.

Olhei-o nos olhos durante alguns segundos e humedeci os meus lábios. De seguida, aproximei-me um pouco mais dele e beijei-o calmamente sendo correspondida. Como consequência, decidimos ir juntos para casa do mais velho e, mal chegámos, fui colocada contra uma parede sendo encarada pelo Arthur.

- Vamos aproveitar. – murmurou o loiro perto do meu ouvido e depois levou os seus lábios em direção ao meu pescoço depositando vários beijos pelo mesmo.

Fechei os olhos ao sentir acabando por me arrepiar e respirei fundo, estava a precisar de relaxar a cabeça depois dos últimos dias extremamente complicados. Apesar de tudo, a minha irmã morreu e, consequentemente, recebi uma enorme fortuna que não desejava. 

Todavia, os meus pensamentos foram completamente limpos quando sinto os lábios do Arthur a tocarem nos meus e, desta forma, retribuo o gesto saltando para o seu colo e deixando-me ser guiada em direção ao quarto do loiro.

Do nada, sinto o meu corpo a ser lançado na cama e o meu vestido preto a ser retirado do meu corpo com alguma pressa. De seguida, guiou os meus braços em direção à camisa do Arthur e tiro a mesma calmamente deixando apenas a sua gravata no pescoço. Olhei-o de cima a baixo mordendo o lábio e decido puxa-lo pelo acessório para o beijar.

- Diana, és linda. – disse o Arthur enquanto brincava com o elástico das minhas cuecas e separava os nossos lábios para falar.

- Não fales. – murmurei e coloquei o meu polegar contra os seus lábios. – Apenas faz. –acrescentei e deitei-o na cama ficando por cima dele.

Como resultado, fizemos sexo. Apenas sexo, nada mais do que isso. Éramos apenas amigos de longa data que sofriam pela perda de uma pessoa muito querida para ambos.

Com isto, assim que aquele momento chegou ao fim, afastei-me do Arthur e comecei a vestir-me calmamente enquanto me olhava ao espelho. Algo assim nunca poderia ter acontecido enquanto a Carlota estivesse viva mas – com a sua morte. – aconteceu e, sinceramente, espero que não estrague a nossa amizade.

- Podes passar a noite cá. – murmurou o Arthur agarrando num cigarro e colocou o mesmo na sua boca. – Não me importo, aposto que te vais sentir sozinha naquela enorme mansão.

- Tenho os meus empregados. – respondi ajeitando o meu cabelo e suspirei. – E não vamos estragar este momento, foi só hoje e já não vai voltar acontecer.

Ao dizê-lo, olhei uma última vez para o espelho e depois agarrei a minha mala começando a andar em direção à saída daquele apartamento. Agora era momento de recomeçar a minha vida mais uma vez e, talvez, descobrir a verdade acerca da morte da minha irmã.

Desta forma, chamei um táxi e entrei no mesmo quando assim tive oportunidade. De seguida, olhei para o meu telemóvel e comecei a ver as fotografias que tinha com a minha irmã – Chamo-me Diana Roux, tenho vinte anos e tenho longos  cabelos lisos de cor ruiva ruivos e olhos pretos, há quem diga que são mais pretos do que o próprio escuro. Ao contrário da minha irmã, Carlota Roux, que tinha lindos cabelos longos ondulados ruivos e olhos verdes que conseguiam hipnotizar qualquer um.

Sempre fomos apenas as duas, uma vez que, os nossos pais morreram muito cedo e deixaram uma grande fortuna para trás. A Carlota como era a mais velha tomou conta de tudo, inclusive da empresa de perfumes que os meus pais possuíam. Agora, esta riqueza toda é apenas minha.

Mais uma vez, deixei-me levar pelos meus pensamentos e quando dei por mim já estava à porta da minha grande mansão – agora sem nenhuma vida com a partida da Carlota.

- Obrigada. – disse direcionada ao taxista e paguei aquilo que este solicitou. Depois, sai do carro e comecei a subir as enormes escadas que davam entrada para o meu lar. – Estou de volta. – murmurei e, nesse momento, as portas abriram-se com o auxilio de um dos meus empregados, o Marcelo Silves.

Todavia, segundos antes de colocar um pé dentro da minha casa, recebo um som de uma notificação chamando a minha atenção. Rapidamente tiro o meu telemóvel da mala e olho para o mesmo conseguindo ver uma notícia que me deixou um pouco surpresa. – O Alexandre Rondel estava de volta à cidade. Este era um dos atores mais famosos da atualidade e antigo amigo da minha irmã, há quem diga que até foram namorados.

- Alexandre Rondel, estás de volta? – disse em voz alta assim que li a notícia e franzi a sobrancelha. - Só espero que não tenhas vindo pelos motivos que eu acho. – acrescentei e entrei calmamente em casa.

- Disse alguma coisa menina? – perguntou Marcelo.

- Não, estava a falar apenas para mim mesma. – respondi e olhei-o por momentos. – Olhe, avise os outros empregos e diga-lhes que podem ir para casa mais cedo. Todos vocês, quero ficar sozinha.

- Tem a certeza menina? Nós estamos todos muito preocupados consigo, sabemos que se sente mal com isto tudo.

- Não quero falar. – respondi um pouco friamente.

Com isto, andei até à minha enorme sala e sentei-me no banco do piano branco que a minha irmã sempre tocava. Olhei em volta observando aquele lugar completamente vazio e silencioso, começando a ter memórias da minha irmã a tocar enquanto eu dançava inocentemente pela sala. Acabei por deixar escapar um sorriso de saudade e deitei a minha cabeça sobre as teclas do piano originando um barulho um pouco assustador.

- Carlota, vou ter muitas saudades tuas. – murmurei começando a chorar e respirei fundo para conseguir manter a calma. – Talvez agora estejas num sítio melhor, sem maldade. – murmurei e levantei-me começando andar em direção ao sofá e sentei-me no mesmo colocando as minhas mãos na cabeça. – Prometo que vou viver pelas as duas. – guiei as minhas mãos sobre o meu coração e suspirei. – Prometo.

Todavia, os meus pensamentos foram interrompidos pela televisão que se ligou sozinha do nada. Arregalei os olhos assustada e olhei em volta à procura de algum empregado que pudesse estar com algum comando. Porém, foi em vão. Estava completamente sozinha naquela imensa sala.

- Quem está ai? Estão escondidos, é? – perguntei levantando-me e olhei para televisão. – Respondam-me!

Exclamei sem grande hipóteses e fixei o meu olhar para o enorme monitor que tapava uma das paredes daquela sala. E, sem dúvida, fui surpreendida – a fotografia da minha irmã apareceu e, consequentemente, uma grande cruz vermelha apareceu em cima. Depois, apareceu uma frase que me deixou bastante nervosa e com medo.

- “ Os próximos serão vocês, V “. – li em voz alta a frase que tinha aparecido e, assim que terminei, a televisão voltou a desligar-se. – Quem está aí? Que brincadeira é esta? – perguntei mais uma vez visivelmente nervosa e olhei em volta. – Foste tu que mataste a minha irmã? Foste? – continuei a falar.

Porém, a campainha tocou e decidi correr em direção à porta para a abrir com a esperança de encontrar a pessoa que acabara de fazer aquilo. Contudo, surpreendentemente, a pessoa que se encontrava à porta era Alexandre Rondel, o ator.


Notas Finais


Então, o que acharam deste primeiro capítulo?

Comentem a vossa opinião e favoritem se gostarem da história e pretendem segui-la!
Obrigada!


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