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História A indomável mulher da minha vida - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Vingança


Fanfic / Fanfiction A indomável mulher da minha vida - Capítulo 3 - Vingança

Dois dias se passaram após a noite incrível ao ter conhecido Mérida. Na verdade, naquele mesmo dia, descobri que ela era uma das strippers da boate, tinha apenas 24 anos e se chamava Mérida Zyrcovk. Em uma de nossas conversas descobri que uma amiga de Mérida trabalhava em um grande escritório de advocacia que, por coincidência, tratava-se da empresa de Lilith. Uma ideia absurda me tomou e eu propus que ela trabalhasse como minha assistente pessoal. Teria um bom salário, flat pago pela empresa e outras mordomias como um carro a sua disposição por tempo indeterminado e também bancaria um curso superior na Universidade de Amsterdã.

- E o que eu teria que dar em troca? Sim porque isso é mais do que deveria ganhar uma assistente pessoal. Perguntou cismada.

- Quero que me ajude. Que seja uma espécie de espiã. Quero que consiga todas as informações possíveis com sua amiga, sobre a empresa onde ela trabalha. Mas especificamente sobre Lilith Paige. Expliquei.

- O que quer com ela? Não quero nenhum tipo de problema pro meu lado. Recuou.

- Não irei metê-la em problemas. Eu prometo. Sorri pegando sua mão.

- Uau! Ela sibilou. - Um carro, um apartamento, emprego com um ótimo salário... Sussurrou para si mesma, não acreditando na reviravolta que sua vida daria, caso ela aceitasse. - Aceito!

- Yes! Exclamei.

- Mas... Tenho uma condição. Ponderou olhando nos meus olhos.

- Fora tudo isso que lhe ofertei? Já está abusando. Brinquei.

- Quero saber o por que. Um silêncio desconfortável pairou.

- O por que do quê?

- O porque quer que eu faça tudo isso. O que de tão grave essa tal Lilith te fez. Sorriu diabolicamente girando seu copo na mesa.

- Ela me traiu.

- Mulheres fazem isso. Todo o tempo. Homens também. Ela retrucou. - Não deveria se importar com isso.

- Eu a amava. Íamos nos casar. Quer dizer, ia pedi-la em casamento, quando a vi nos braços de outro. Ela acabou com todas as minhas esperanças de um dia ser feliz. Me fez desacreditar do amor, da vida... Me fez desacreditar que serei feliz um dia novamente.

- Isso me parece muito com “dor de corno”. Vai por mim, isso passa. Sua ironia me deixou nervosa.

- Se não passou em um ano, não irá passar nunca mais. Falei com convicção.

- Ah! Pelos deuses. Ela revirou os olhos. - Me conte os detalhes. Quero saber tudo e então, vamos começar traçando algumas estratégias de vingança maligna para exaltar o seu ego ferido. Ela gargalhou.

- Isso não é brincadeira. Eu jurei que iria destruí-la. E vou. Nem que seja a última coisa que farei na minha vida. Berrei ao vê-la zombar da minha dor. - Vai me ajudar ou não?

- Mas é claro, chefinha! Ela sorriu levantando seu copo de uísque para brindar e solidificar nossa união entre eles.

- Me encontre daqui dois dias em minha empresa. Quero começar o mais rápido possível. Falei jogando sobre a mesa, um cartão de visita que havia na carteira. Na parte superior estava escrito Swan's Construtora e Incorporadora – Ltda. Ela arregalou os olhos na mesma hora.

- Você é a filha de David Swan? O ex-senador da república?

- Sim. Por que o espanto?

- Uau! Isso é fodástico! Ela riu.

- Fodástico? Sério? Bufou. - Temos que melhorar esse seu vocabulário. Brinquei  e ela deu um tapa em minha nuca.

- Te vejo em breve, chefa. 

 

... TRÊS MESES DEPOIS…

 

- E então? O que descobriu?

- Não dá pra descobrir tantas coisas em apenas poucos meses, Emma. Mérida parecia nervosa andando de um lado para o outro, ajeitando seus cabelos ruivos e tentando achar as palavras certas para usar.

- Senhora Swan. Aqui teremos que ser formais. Exigi.

- Que seja! Ela revirou os olhos. - Você está muito tensa. Pode relaxar um pouco, por favor? Disse apontando para a cadeira de couro preta.

- Fale de uma vez o que conseguiu droga!

- Minha amiga disse que Lilith não conseguiu o cargo que ela tanto almejava por sua indicação.

- Como não? Ela mesma disse na minha cara. Aquela maldita...

- Minha amiga disse que ela estava transando com o Governador.

- O quê? Bati com os punhos na mesa.

- E pior. Mesmo casada, ela ainda está transando com ele.

- Vadia! Um riso escapou sem querer.

- Achei que ficaria chocada. Por que a graça? Ela perguntou sem entender.

- Porque, finalmente, posso começar a minha vingança. August com certeza não sabe que ela o trai. E eu quero que ele descubra que a mulherzinha dele é uma vadia. Mas não por mim ou por ela. Quero que eles sejam humilhados. Massacrados. Quero que isso venha à tona para a imprensa. Que saia em todos os jornais.

- Vá com calma, Emma. Nós não temos provas. O governador é um homem poderoso e tem uma família. Não podemos divulgar isso para imprensa sem provas.

- Não temos. É verdade. Constatei. - Mas conheço alguém que pode conseguir. Olhei fixamente em seus olhos e ela deu dois passos para trás e balançar a cabeça negativamente.

- Nem vem... Não vou dar uma de detetive.

- Claro que vai. Te pago uma fortuna pra quê? Para ficar aqui olhando pra minha cara? Está decidido. Quero você na cola dela. Descubra onde ela vai, o que ela faz todos os dias. Os horários em que ela sai sozinha. Os dias em que ela se encontra com seu amante e o lugar também. Quando tivermos tudo isso, eu pago um paparazzo para fotografá-los. Deixe isso por minha conta. Sorri satisfeita. - Ahhhh! Bem que me disseram que a vingança é um prato que se come frio.

- Acho que eu mereço uma recompensa chefinha. Mérida disse abrindo os três primeiros botões de sua camisa branca tirou-a de dentro de sua saia lápis cinza e terminou de abrir os botões calmamente.

- Não tenho tempo pra safadeza agora, Mérida. Era difícil não olhá-la com tesão.

Ela jogou longe sua camisa, abriu o fecho frontal de seu sutiã e deslizou a calcinha entre as pernas. Puxou o zíper lateral de sua saia e caminhou até mim, apenas, com seus saltos Louboutin preto. Ela debruçou sobre a mesa ficando de frente, deixando-me hipnotizada por seus seios à mostra. Ela lambeu os lábios vermelhos em antecipação e chamou-me com seu indicador.

- Sou toda sua, chefinha.

- Você é uma descarada. Uma safada!

- Já sei disso. E eu sei que é assim que você gosta. Caminhei até a porta, trancando-a para não serem surpreendidas.

- Você quer ser fodida, não é? Perguntei afrouxando a gravata. - Sente-se na mesa e abra suas pernas. Ordenei e fiquei observando enquanto ela obedecia. - Isso… Agora deite-se. Quero seus joelhos dobrados e seus saltos arranhando minha mesa. Ordenei mais uma vez. - Isso... Vejamos o que temos aqui. Sussurrei em seu ouvido enquanto tocando seu ventre. - Uma cadelinha obediente. Sorri satisfeita.

- Sim. Ela ofegou.

- O que quer que eu faça, querida? Diga-me.

- Quero que me toque.

- Onde? Perguntei sem tocá-la.

- Onde quiser, senhora Swan.

- Nada disso. Quero ouvi-la. Vamos. Diga-me onde quer ser tocada.

- Toque-me lá. Ela respondeu.

- Lá onde? Vamos, minha safadinha. Você é melhor do que isso. Libere essa boca suja. Insisti.

- Toque minha boceta, Swan. Chupe-a. Faça-me gozar em sua boca. Ela, enfim, gritou as palavras em meio sua excitação. Sorri de satisfação. Adorava ser obedecida. Adorava ver como as mulheres reagiam aos seus comandos. Mérida não era diferente de nenhuma mulher que eu já havia saído. Noite após noite, procurava por mulheres como ela. Livres, safadas e fáceis. E, o mais importante, as que não queriam um compromisso. Levei meus dois dedos até sua abertura que já estava encharcada, empurrando-o centímetro a centímetro enquanto tocava seu clitóris ao mesmo tempo. - Ohhh! Ela gemia alto. Aproximei minha boca, chupando-a com vontade arrancando ainda mais suspiros de minha assistente. Ela se contorcia em cima da mesa e gritava palavras obscenas. Em certos momentos, tive que tapar a boca da bela e fogosa ruiva, para que seus gemidos não fossem ouvidos pelos três andares da empresa. Quase todos os dias eram assim... Sexo, sexo e mais sexo. Enfim achei um bom jeito de me desestressar de um longo dia de trabalho. - Uau! Ela assoviou. - Hoje você me levou até as estrelas, loirão. Ela disse terminando de colocar sua roupa. - Você vai ficar bem? Perguntou olhando minha ereção que ainda estava formada entre as pernas.

- Sim. Não se preocupe.

- Sabe que posso dar um jeito nisso, não sabe?

- Eu estou bem. Agora preciso que volte ao trabalho. Tenho muitas coisas para fazer e inúmeros contratos para assinar. Vou buscar um café. E daqui algum tempo estarei de volta. Caminhei até o banheiro privado, abrindo a torneira e jogando água no rosto para l refrescar. Meu reflexo no espelho estava um caos. Não pela aparência. Minha expressão era o que assustava. Preocupação, excitação e medo. Tanto tempo adiando a vingança contra a mulher que arruinou meu coração e agora, finalmente, teria a chance de cumprir a promessa feita naquele dia fatídico. Meu maior medo era de ser consumida ainda mais pelo ódio e descobrir que no fundo, bem lá no fundo, a vingança não me faria se sentir melhor. - Volto daqui a pouco. Falei ao passar por ela. Precisava de ar. Precisava pensar e ficar sozinha. E foi o que fiz. 

Cruzei a rua e caminhei até o parque próximo da empresa. Sentei por alguns minutos para contemplar o dia de uma maneira diferente. Meu questionamento era sempre o mesmo e a resposta sempre vinha imediatamente à medida que os flashbacks daquele maldito dia inundavam pensamentos, trazendo aquela dor insuportável no peito. Em um ano e três meses, ainda não me sentia recuperada. Não dava para esquecer. Na verdade, lembrar das imagens dela nos braços de outro homem, era o que me mantinha viva movida pela vingança. Muitos e muitos dias após o ocorrido, ainda sofri e chorei, até mesmo pensei, por alguns breves segundos, em acabar com minha vida. Foram cinco anos de dedicação e amando uma mulher que acreditei que seria minha para sempre. Uma mulher que sempre teve meu carinho e amor. Minha sinceridade e fidelidade. Ver que tudo o que fiz, todo o amor que lhe ofereci, não foi o bastante. Me senti um nada por longos meses. E agora, estava tendo a chance. Havia dois caminhos a seguir: continuar em poço de autopiedade e seguir com a vida leviana para vingar a mulher que me causou tanto sofrimento ou esquecer. Simplesmente esquecer. Permitir seguir em frente e viver um novo amor. Só que essa possibilidade parecia muito distante. Não me sentia capaz de poder amar novamente. De me entregar para uma mulher com a mesma intensidade. Não conseguia acreditar que um dia poderia ser feliz de novo. E isso me deixou com o coração ainda mais gélido e sem esperanças.

 

... CINCO MESES DEPOIS…

 

- Ligue a televisão! Rápido! Mérida irrompeu como um raio pela sala. Seu jeito me assustou e rapidamente encontrei o controle remoto da LCD enorme que ficava fixada na parede amarelo ouro de frente a sua mesa.

“Um escândalo nacional. O governador Vidal Felis, foi visto com sua advogada Lilith Paige, de 27 anos, saindo de um motel, na região mais distante da cidade. Fotos íntimas e comprometedoras do Governador e a advogada vazaram nas redes sociais e foram publicadas no jornal da cidade. Lilith Paige é casada há pouco mais de um ano com o advogado criminalista August Booth. Ele foi procurado por nossa equipe e não quis comentar sobre o assunto. Há rumores de que August tenha entrado com um pedido de separação esta manhã”.

- Conseguimos! Ela gritou.

- É. Conseguimos. Sorri ainda sem acreditar.

Após alguns meses, descobri que Lilith e August se separam litigiosamente e que ele a deixou na pior. Ela ainda estava com a empresa, mas com uma enorme mancha em seu nome, sozinha e que teria que recomeçar do zero. Sinceramente me sentia mais leve, porém, era decepcionante ver que isso não supria minha necessidade. Não foi o bastante, apenas, saber da desgraça da minha ex-noiva. Eu precisava vê-la. Olhar nos olhos dela e rir descontroladamente. E foi exatamente o que fiz. Mas isso também não me satisfez. Não depois de ouvi-la dizer em voz alta que ela daria a volta por cima e que eu jamais a veria rastejar e implorar por perdão. Tive que engolir as duras palavras que saíram de sua boca.

- Eu nunca amei você, Emma. Eu apenas te usei, assim como usei August e o Governador. Tente conviver com isso. Eu não me importo com nada do que aconteceu. Isso não me afeta. Pode rir à vontade. Ela disse sorrindo e foi possível ver o quanto ela era pior do que imaginava. Uma mulher fria, insensível e sem valores.

- Você está errada, Lilith. Vai chegar o dia em que rastejará a meus pés e implorará pelo meu perdão. E quando esse dia chegar, eu vou olhar em seus olhos e verei sua derrota. Vou sorrir e pisar ainda mais em você.

- Não vai acontecer. Ela disse com tom sarcástico. - Mas pode ficar aí, ninguém irá te culpar por tentar... Quem sabe em seus sonhos... Ficarei por aqui vendo sua vida passar e você perder tempo em função da minha. Isso até que será bem emocionante. Sai temporariamente satisfeita.



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