História A insurreição ( Lay Yxing Zhang ) - Capítulo 8


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Categorias EXO
Personagens Zhang Yixing (Lay)
Tags Lay, Layzhang, Yixing, Yixing(lay), Yixingzhang, Zhanglay, Zhangyixing
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Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês não tem noção do quantas vezes eu reescrevi esse capítulo rsrs, mas saiu. Espero que gostem, me digam o que acharam ;*

Capítulo 8 - Oitavo Capítulo


Fanfic / Fanfiction A insurreição ( Lay Yxing Zhang ) - Capítulo 8 - Oitavo Capítulo

8º Capítulo

Estamos tomando o café da manhã que Akira e Zhang preparavam antes que eu acordasse. O sorriso de Akira estava radiante enquanto contava sobre o boneco de neve que ele fez. Felizmente ele não ficou bravo comigo por ontem, mesmo sendo tão novo ele tinha um coração doce, e no fim ele ficou apenas com medo de que eu não voltasse. Desde que ele veio para cá, ele acabou sendo meu porto seguro, e por sua reação pela manhã creio que eu também seja a dele. Afinal em todas as datas comemorativas, como aniversários e as demais, éramos apenas nós dois, e não nos importávamos, na verdade estamos sempre tentando fugir das reuniões em família dos Wu, não que não sentimos um imenso carinho por eles, mas apenas nós dois bastava, e todas sem exceção foram especiais do nosso jeito.  O fato de Zhang estar participando no nosso pequeno mundo, ainda me incomodava um pouco, mas era totalmente compensado com o grande sorriso do garoto, então aos poucos, fui abaixando minha guarda. Conforme os dias foram passando eu me esqueci completamente de quem ele era, naqueles poucos dias, eram apenas nós, de uma forma estranha nos encaixamos, como se aquela pequena casa tivesse sido transportada para um lugar afastado e calmo. Um lugar onde não havia guerra, perdas, dor ou sofrimento. Estávamos… Em casa!

Volto com os cabelos molhados e uma roupa confortável, estava frio então acendi a lareira, peguei um livro de medicina e meus óculos, me sentando na frente do fogo, enquanto os dois ignoravam totalmente minha presença, Zhang contava histórias de suas batalhas para Akira que ouvia atento e todo animado, vez ou outro sentia os olhos de Zhang em mim.

_ Ele dormiu..._ Disse Zhang cobrindo Akira.

_ Ele não está acostumado a ficar acordado até esse horário.

_ Ele é um bom menino._ Ele olha o garoto com afeto.

_ Sim, ele é._ Seus olhos vão de encontro aos meus._ Já é quase meia noite._ Ele diz indo até a cozinha e voltando com dois copos e uma garrafa de espumante.

_ Zhang você está tomando remédios não pode beber.

_ Minha médica me liberou hoje._ Ele diz enquanto enche os copos.

_ É mesmo? Você deveria se consultar com uma médica melhor.

_ Ela é ótima!_ Ele me entrega um copo, olhando fixamente em meus olhos.

_ Tenho minhas dúvidas._ Desvio o olhar e me sento no chão a frente da lareira, encostando minhas costas na cama e ele me acompanha.

_ Feliz ano novo!_ Ele me olha e levanta o copo para brindarmos.

_ Feliz ano novo Zhang!_ Minha voz sai suave.

_ Lay.

_ O que?

_ Meu nome… É Lay.

_ Ah..._ Nunca havia me dado conta que não sabia seu primeiro nome, mas parecia mais um apelido._ S/n.

_ Eu sei!_ Ele sorri docemente.

Volto a olhar para o fogo a minha frente, e tomo o espumante, relaxando. Lembranças do meu país, da minha família e amigos invadem minha mente, assim como a saudade em meu coração, me pergunto como estão, provavelmente estejam festejando.

_ Se você estivesse no Brasil… O que estaria fazendo?_ Sou tirada de meus devaneios pela voz suave de Zhang.

_ Hum… Eu não sei, mas gostaria de estar na praia com a minha família, vendo os fogos, o mar...

_ É um bom plano.

_ Não posso negar, sinto falta deles…

_ Por que você não volta? Eles também devem sentir sua falta._ Seu olhar era tão sincero.

_ Eu sei… Mas eu tomei a decisão, de que mesmo que não seja de grande ajuda, eu vou dar meu máximo, por quem não tem a mesma sorte que eu… Não só aqui! Mas em todos os lugares onde eu puder fazer alguma coisa._ Ele voltou sua atenção rapidamente para a lareira a nossa frente, parecia pensativo._ O que foi?_ Pergunto confusa e ele solta um grande suspiro e volta a me olhar.

_ É perigoso aqui, você não se importa em arriscar sua vida para ajudar desconhecidos?

_ Não são desconhecidos, são pessoas, e é como dizem… Mantenha os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda._ Ele encara o chão.

_ Eu não vou te machucar S/n!_ Suas palavras entram em choque com meus pensamentos, deixando o clima pesado, fico por alguns minutos analisando seus olhos que agora ficaram negros como a noite.

_ Vamos dormir… Já está tarde!_ Digo me levantando.._ Você já está melhor, vou dormir na cama com Akira hoje._ Digo me deitando.

Ele permaneceu ali, e por algum motivo eu me sentia mal por minhas palavras. Eu sabia que ele estava sendo gentil, mas… Mas logo ele vai embora, voltando a ser a pessoa que era, mesmo que nesse meio tempo tivemos um bom convívio, preferia me afastar. Tudo que aconteceu não se pode ser apagado assim…

Liam corria à minha frente, e quanto mais eu tentasse ao alcançá-lo mas longe ele ficava.

_ Liam, por favor… Me espere._ Digo sem fôlego.

Ele entra em um grande prédio em construção e o sigo, perdendo ele de vista.

_ Liam?_ Grito por ele e subo as escadas até o último andar.

_ Liam?_ O encontro e corro para abraça-lo mas ele não esboça emoção, me fazendo me afastar para olhar ele. Sua feição era pálida e ele me olhava decepcionado.

_ Você me esqueceu!_ Agora seu olhar era frio e sinto meu corpo entrar em completo desespero.

Acordo assustada, o sonho com Liam havia sido tão real, minhas mão estavam trêmulas. Ele tinha razão! O tempo que eu passei com Zhang me fez esquecer, me fez esquecer o quão cruel ele realmente pode ser, me fez esquecer Liam.

Me levanto e Zhang não estava. “Ele foi embora?”, sinto uma pontada no peito. Pego meu cigarro e vou até a varanda, me sentei no banco e fico ali atordoada em meio a tantos pensamentos confusos. Meu peito doía tanto, me sentia sufocada.

_ Liam… Sinto muito, eu sinto muito mesmo!_ Digo baixinho, sentindo o nó se formar em minha garganta.

Toda a tristeza, mágoa e saudades, voltaram como uma faca cravada em meu coração, mas mesmo assim uma pequena parte de mim ainda se preocupava por onde Zhang estava, mesmo que ela fosse quase imperceptível no meio de tantas vozes na minha cabeça que diziam para odiá-lo, ainda sim aquele sentimento persistia.

_ Doutora..._ Escuto sua voz suave e levanto minha cabeça para olhar para ele.

_ Pensei que tinha ido embora..._ Digo secamente.

_ Eu fui mas…

_ Mas?

_ Você realmente me odeia?

_ Eu não odeio você Zhang… Mas eu não o perdoo!_ Minha voz sai fraca, a falta de ar causada pelo nó em minha garganta estava me matando.

_ Então por que não me deixou para morrer?_ Sua feição era séria.

_ Porque..._ Minha voz some, mas logo a falta de Liam aparece se faz presente._ Porque se eu assim o fizesse, eu me tornaria a mesma coisa que você, e você não faz ideia de como eu desprezo isso!_ Ele abaixa a cabeça por longos 10 segundo e volta a me olhar.

_ Se cuida Doutora._ Ele diz baixo, com um sorriso forçado e se vira, caminhando em direção a saída do vilarejo..

Meu corpo trava, fico imóvel o observando sumir do meu campo de visão. Uma imensa onda de adrenalina corre em minhas veias, ver ele daquela forma, ver ele ir embora, de alguma forma deu vazão aquela pequena voz que agora me corroia, dominando meu corpo. Por um impulso corro atrás dele.

_ Zhang?_ O chamo quando estou a um metro de distância dele. Ele se vira lentamente me encarando com olhos frios que me fazem recuar, “O que eu estou fazendo?”, não consigo falar, na verdade eu não tinha nada para falar. Me concentrei ao máximo para controlar as lágrimas que estavam em meus olhos._ Tome cuidado!_ Finalmente palavras saem por meus lábios. 

Ele continuava a me encarar friamente, então após segundos ele apenas se virou e foi embora, fiquei ali, no mesmo lugar onde o encontrei ferido, a neve ainda cobria o chão como naquela noite e a lua iluminava o céu estrelado do mesmo jeito. Mas dessa vez ele não estava lá, dessa vez ele não voltou para casa comigo, dessa vez ele foi embora, me deixando sozinha. Não consegui mais conter as lágrimas, eles desciam livremente por meu rosto, e eu não entendia o porque. 

_ Foi melhor assim._ Digo para a voz dentro de mim que não queria o deixar ir e caminho para casa.

 



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