História A Irmã Do Meu Namorado - Clexa - Capítulo 14


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Lexa
Tags Alexandra Woods, Bellamy Blake, Clarke Grffin, Clexa, Lexa, Lexa Woods, The 100
Visualizações 163
Palavras 1.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ouvindo "Imagine" na versão de A Perfect Circle. Recomendo! Boa Leitura! (Espero que não morram do coração)

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction A Irmã Do Meu Namorado - Clexa - Capítulo 14 - Capítulo 14

Telepatas têm como parte de suas vastas habilidades mentais o poder de ver através dos olhos de todos que tiverem suas mentes invadidas e ainda que o poder de Clarke não estivesse em um nível tão alto quanto o de Elizabeth ou Lexa, viu claramente o momento em que a lâmina da espada atravessou o peito da morena. Como humana, ela estaria desesperada, mas como vampira, apenas sentiu uma dor inexplicável no mesmo local onde a espada havia penetrado. Ela encarava a outra morena a sua frente com um ar de desafio.

- Você não é a Condessa de Sangue. 

- O que disse?

- Elizabeth estaria em prantos pela morte de Lexa, ou no mínimo preocupada, enquanto você não esboçou qualquer reação. Eu acreditava que ninguém poderia invadir sua mente, mas agora vejo que sim.

- Certo, você me descobriu, mas continua na mesma posição e não há nada que possa fazer. 

Mesmo em meio a todos os gritos daqueles que contavam vitória pela derrota da Alexandra, foi possível ouvir um sussurro que na verdade era uma palavra em outro idioma desconhecido pela loira. 

A mulher de vermelho fixou o olhar na saída logo acima, seus olhos tinham uma coloração cada vez mais avermelhada e ela manteve os punhos fechados. Em uma fração de segundo, estava uns 30 metros acima, levitando no ar. Um vento forte se fez enquanto, lento e gradativamente, a noite se tornava dia. O céu ficou alaranjado e apesar de ser dia, a lua estava próxima, as nuvens passavam mais rápido e o planeta sofria os efeitos inesperados da rotação inversa. 

Os vampiros, um a um, viraram uma fina poeira que era espalhada pelo vento até desaparecer. Wanheda não conseguiu ter qualquer reação até vê-la descer em direção a Lexa e só então andou até as duas, caindo de joelhos ao lado da garota sem vida. 

- O que vamos fazer? - perguntou fitando  seu corpo encharcado pelo sangue de cor escura. 

- Não há nada que possamos fazer. Agora você vai pegar aquela agada e matar a mim, como a profecia diz. Será o fim da maldição e o começo de uma nova era, se assim desejar. 

- Não! Ela não morreu! - disse a loira, começando a ficar apreensiva. Ela mordeu o próprio pulso e molhou os lábios de Lexa com seu sangue, mas nada aconteceu. 

- É tarde pra isso. Se eu fosse você, colocaria um fim a tudo o mais breve possível.

- Mas ele disse que meu sangue não é puro. Não posso abrir a passagem.

A mais velha a encarou com um suspiro desanimado.

- Você não sabe nada sobre isso, não é? Não sabe nada sobre você, sabe nós. 

- Sei que algumas memórias, ou melhor, alguns fatos vêm junto com a imortalidade, como se fossem passadas no próprio sangue, mas há muita coisa aqui que eu desconheço. Tem certeza de que sou eu? Quero dizer, olha o que você acabou de fazer. 

Elizabeth soltou um riso antes de se dirigir novamente a sala secreta onde estavam momentos antes. 

- Ideia dela. Você sabe. 

- O que afinal diz a profecia? 

- O Príncipe previa uma traição entre os seus e provavelmente previa que chegaríamos a uma guerra como esta que há anos ameaça a sobrevivência de nossa espécie. Ele concentrou seu poder em uma adaga que seria usada por sua última herdeira para colocar um fim a maldição e recomeçar. Ela daria início a tudo como ele deu uma vez...

- Espera - Clarke a interrompeu - Eu tenho muitas perguntas. 

- Apenas use a adaga com seu sangue como chave e saberá de todas as respostas. 

Mais uma vez os olhos azuis olharam para cima, buscando a saída na direção de Lexa, como se ela se recusasse a acreditar que a tinha perdido para sempre. Respirou fundo e fechou os olhos, buscando concentração para encontrar o objeto citado. 

- Sinta o poder dele, está todo aqui - a voz sutil da mulher ao seu lado sussurrava.

Em meio ao silêncio absoluto, se podia ouvir o barulho da lâmina arrastando nas pedras das paredes do castelo e no instante seguinte, a adaga estava na mão de Wanheda. A loira passou os olhos pelas letras gravadas na prata e percebeu que não se tratava de uma lenda antiga, ela devia mesmo abrir aquela passagem. 

Depois de molhar a adaga com o seu sangue, a vampira inseriu o objeto em um pequeno espaço que encaixou perfeitamente. O barulho que seguiu parecia o de engrenagens, mas havia algo mais forte e mágico acontecendo na sala, mais do que um simples sistema que daria acesso ao andar de baixo, era como se tudo ao redor se movesse em uma perfeita sincronia.

A morena observava tudo, mas nem sequer se moveu quando a passagem abriu. O que quer que tivesse lá embaixo, esperava por Wanheda. A mais jovem desceu devagar, mas determinada e voltou poucos instantes depois com um papel em mãos. Sua expressão estava diferente, mas de uma forma que a outra mulher não soube decifrar. 

- O que diz aí? 

- Nada. 

- Nada? Você pode me contar. 

- Está em branco! - respondeu mostrando o papel dos dois lados. 

- Ohh... Eu não faço ideia do que seja isso. Ninguém sabia - disse surpresa. 

Clarke andou para o lado de fora em direção ao corpo de Lexa, a decepção era evidente, por mais que não quisesse demonstrar, estava ligada a ela de alguma forma. A loira soltou o papel, como se não tivesse mais forças para segurá-lo e ele lentamente caiu até tocar o solo. No momento em que o papel caiu, algo acertou a jovem vampira como uma lâmina direto no coração, mas não era algo palpável, não havia nenhum objeto por perto. Ela caiu de imediato e se contorceu em movimentos involuntários, sentindo seu sangue correr rapidamente por suas veias, o sangue ainda estava frio, mas ela o sentia queimar como ácido. Tão subitamente quanto caiu, ela estava imóvel outra vez, quase petrificada com o olhar fixo no céu. Imagens passaram diante de seus olhos como se fossem suas próprias memórias e elas mostravam o mundo desde que o Príncipe iniciou a maldição até aquele mesmo instante. 

- Eu sei a resposta... - disse a loira com dificuldade, tentando se colocar em pé outra vez - A vida na Terra está para acabar. Ainda há muitos mortais e poderíamos viver por muito tempo, mas não da forma com que estão destruindo sua própria casa. Os recursos para a vida na Terra estão se esgotando, a água, as florestas, os alimentos, o que significa que nossa imortalidade está ameaçada. Esse papel não tem o poder de matar os imortais, mas sim de lhes devolver a vida como mortal e assim se faz a profecia de um recomeço. 



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