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História A irmã do meu namorado. - Capítulo 62


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Capítulo 62 - Encerrando um ciclo.


Fanfic / Fanfiction A irmã do meu namorado. - Capítulo 62 - Encerrando um ciclo.

POV EMMA

Passava um pouco das seis da tarde, Regina ainda não tinha voltado, estava me preocupando seu sumiço, nem o telefone ela atendia.

Havia acabado de tomar banho, estava na sacada do nosso quarto bebendo um vinho. Ouço passos no quarto e deve ser ela. Ela se movimenta por ali, e fecha a porta do banheiro. 

Vinte minutos depois a mesma é aberta, mais uma vez ouço ela se movimentar, e aparentemente sair. Viro a taça de vinho e vou atrás dela. Está sentada na sala, assim como ontem. Me recosto no batente e falo em um tom baixo.

-Resolveu voltar pra casa agora?- ela se vira e me olha.

-Emma. 

-Meu nome.- digo calma. 

-Cheguei faz um tempo. Estava por aí?

-Na sacada do nosso quarto.- ela abaixa a cabeça, suspiro lembrando do que Ingrid disse.- Eu fiz sua janta Regina, uma coisa mais leve.

-Já jantou?

-Não estou com fome- dou um sorriso falso pra ela. Passo e vou até minha adega, escolho uma garrafa de vinho e a levo comigo.- Vou estar no escritório, fico feliz por estar bem. Boa noite, Gina.- falo indo até meu escritório. Fecho a porta e suspiro. Preciso dar espaço a ela. 

Abro meu notebook, separo alguns documentos que vou precisar pra entrevista amanhã. Aproveito e falo com Fiona por Skype. Ela vai arrumar as coisas no apê pra mim. 

Olho pro relógio e passa um pouco das onze, bebi uma garrafa de vinho sozinha, e a essa hora Gina já deveria estar dormindo. Desligo o notebook e vou em direção ao nosso quarto. Não faço muito barulho, a luz da lua ilumina a cama, vejo o contorno do corpo dela ali, seus braços estão em meu travesseiro. Vou até o banheiro faço minha higiene, troco minha roupa e tento me deitar calmamente na cama.

-Pensei que não viria se deitar hoje.- ela diz me assustando.

-Gina, pensei que estivesse dormindo.

-Pra sua infelicidade não estou.- suspiro e faço algo impensado, me jogo encima do seu corpo. Ela está emburrada e tenta se livrar do meu peso.- Sai de cima Swan.

-Swan? Qual é Regina?! Já passamos disso. Eu sou sua noiva, conversa comigo.- digo com a voz calma.

-Emma... por favor, sai de cima de mim. Eu não quero falar nada.- olho em seus olhos, e resolvo não insistir. Saio de cima dela.

-Tudo bem Regina. Não vou te incomodar mais.- coloco meu robe e ela me olha.- Pode ficar aí na cama, vou dormir no sofá hoje. Mas você está sendo injusta comigo Gina. Não está me dando nenhuma chance.- seus olhos estão pregados no meu. Desisto de esperar uma resposta- Boa noite. Quando acordar amanhã não vou estar aqui. Se precisar de alguma coisa meu celular estará o tempo todo comigo. Durma bem Gina.- fecho a porta e vou até a sala. Meu sofá é bem grande, então arrumo algumas almofadas e me cubro com uma manta. Fico olhando pra sacada. 

Porque é tão difícil pra Regina falar comigo?! Fecho meus olhos forte, e respiro algumas vezes. 

Acordo de madrugada com o coração batendo a mil, Regina está gritando meu nome. Levanto correndo e vou até o quarto, ela está se debatendo na cama, seu rosto está suado e seu semblante é de pavor. Me aproximo com cuidado.

-Regina, acorda...- ela continua gritando- Regina- toco seu ombro mas nada acontece- Gina!- falo mais alto a sacudindo, ela abre os olhos e tudo que vejo é medo.

-Emma?- seus olhos estão desfocados. Pego seu rosto e o viro pra mim.

-O que aconteceu meu amor?- ela se joga em meus braços me apertando.

-Você me deixou. Onde você estava? Não pode fazer isso Emma!- ela dizia tudo muito rápido, eu passei as mãos calmamente em seu cabelo.

-Olha pra mim- ela hesitou, mas logo levantou os olhos- Não diga que te abandonei. Eu só queria te dar espaço, meu amor.- acaricio seu rosto- Não fuja de mim como vem fazendo.- me encosto na cabeceira da cama, e a coloco entre minhas pernas.

-Me desculpa. Eu só estava confusa Emma, o jeito que te tratei, me fez lembrar de tudo.

-Gina, você pode ter me machucado, mas eu gostei, foi com o meu consentimento. E vou querer que faça daquela forma novamente. 

-Mas...mas eu... eu deixei marcas em seu corpo.

-Marcas de amor, do nosso amor. 

-Eu estava com raiva Emma. Raiva por ser velha pra você, raiva pelo ciúme que senti quando vi você dançando pra Ariel... raiva por alguém tocar o que me pertence.- a virei em meu colo.

-Gina, eu jamais dançaria pra ela daquela forma se estivesse sóbria. Eu pensei que era você- acariciei seu rosto- Vamos dar um tempo dessas baladas por agora. E por favor, não diga que é velha pra mim. Você pode ter 80 anos, mas ainda sim vai ser a garota mais linda que já vi na minha vida.- com cuidado aproximei seu rosto do meu, ela não protestou. Então colei nossos lábios, ela segurou meu cabelo em um carinho sútil, e eu segurei suas costas. Minha língua adentrou sua boca, e ela gemeu em meu colo, explorei aquele lugar que eu tanto conhecia, e sua língua se enroscou com a minha. Brigamos por dominância e no fim ela se rendeu, chupei sua língua, e logo depois seus lábios e me afastei.- Não fuja de mim senhorita Mills. Fiquei desesperada sem você aqui.- colamos nossas testas.

-Me desculpa Em, eu fiquei no escritório todo o tempo. 

-Deveria ter ficado aqui comigo.- ela sorri pequeno e eu a abraço.- Vamos dormir?- ela fica tensa.

-O pesadelo não vai voltar. Eu prometo.

-Eu... eu quero um banho Em.- me solto dela calmamente.

-Pode ir, te espero acordada.- ela fica me olhando inquieta.

-Hum... você...- ela limpa a garganta- Você pode ir comigo?- suas bochechas coram. Eu não respondo, tiro sua camisola, e faço o mesmo com a minha, ficamos só de calcinha, me levanto com ela em meu colo, e vamos até o chuveiro. A coloco no chão, retiro nossa calcinha, e ligo a água. Abro o box e a puxo comigo. Nossos corpos se molham, e sinto suas mãos passando em meu corpo, em cada marca que ela me deixou. Antes que ela pense em algo a puxo para um beijo, que é correspondido. Minha mão desce carinhosamente por suas costas, chegando perto da bunda onde dou um sútil aperto. Minha outra mão vai até seu seio, o aperto de leve, com carinho. Ela geme meu nome. 

-Posso amar você?- pergunto com a voz rouca.

-Você deve!- sorrio pra ela. Com cuidado a encosto da parede. Minha mão desce até seu sexo, círculo seu clítoris de forma calma, e adentro com um dedo. Minha boca desce por seu pescoço e para em seu seio, dou longas sugadas, fazendo ela enlouquecer. Penetro mais um dedo em seu interior e intensifico as estocadas. 

-Você vai gozar pra mim?- me afasto do seu bico e pergunto.

-Eu vou...- ela me responde manhosa.

-Goza na minha boca então- encaixo minha língua em sua intimidade e continuo a penetrando com os dedos, minha mão segura carinhosamente sua bunda, suas mãos grudam em meus cabelos, e seu quadril rebola em mim, logo sinto o sabor que sou apaixonada, escorrer por minha boca. Engulo todo ele, me levanto segurando seu corpo firme ao meu.

-Eu te amo pequena.- ela diz de olhos fechados. Eu sorrio beijo seus lábios e repito o mesmo.

-Eu te amo, minha vida.- ela sorri grande pra mim e me olha nos olhos- Vamos dormir agora? Amanhã tenho alguém pra colocar na cadeia.- ela assente. Eu desligo a água, seco nossos corpos e voltamos pra cama. Ela ia se vestir mas eu impeço.- Dorme nua comigo.

-Juntinho?

-O mais juntinho possível!- aconchego ela em meus braços, sua cabeça se apoia em meus seios, minha mão faz um carinho em suas costas, e sua perna se entrelaça a minha. Beijo o topo de sua cabeça e logo caímos no sono.

Acordei com beijos sendo depositados em meu pescoço, me arrepiei e ouvi seu sussurro

-Bom dia senhorita Swan- quando ela falava assim...era minha morte.

-Bom dia senhorita Mills. Acordou animada?- perguntei quando senti as mãos de Regina em meu seio.

-Acordei querendo te amar- sorri e me virei pra ela. Ela capturou meus lábios e me beijou de forma única, lenta e excitante. Suas mãos me puxaram para seu colo e eu me deixei levar. Entrelacei minha perna em suas costas, fazendo ela sentir minha intimidade molhada junto a sua barriga. Sua boca abandonou meus lábios pra capturar meu seio, enquanto sua mão acariciava o outro.

-Humm...amor!- ela sorriu contra meu seio e voltou a suga-lo, a mão que apertava o outro seio, desceu até minha intimidade, ela acariciou meu clítoris com movimentos circulares.

-Já está pronta pra mim, amor?

-Hum...- gemo quando ela adicionou um dedo em meu interior- Já estou- sua mão livre segurou minhas costas, mais um dedo seu me invadiu. 

-Isso amor, rebola pra mim- ela me incentivou nos movimentos, até que acertou meu ponto g

-Isso Gina, aí... continua- ela riu com a voz rouca e me penetrou mais forte e rápido. Logo meu ventre se contraiu e me desmanchei em seus dedos. 

Joguei meus braços em sua nuca, enquanto sua boca beijava meu pescoço, seus dedos continuavam dentro de mim sentindo os espasmos da minha intimidade.

Quando acabou ela os retirou de mim e levou seus dedos até a boca, fechando os olhos pra saborear o gosto. Assim que me fitou ela sorriu

-Eu te amo tanto!

-Eu também amo, Gina!- beijei seus lábios com amor e ela correspondeu. Segurou firme minha cintura, e quando ia tocar meu seio eu segurei sua mão.

-Não. Eu vou me atrasar assim- beijei seu nariz- Quando eu voltar prometo te deixar amar cada parte do meu corpo.

-Tudo bem, batalha perdida- fez um bico gigante. Eu o mordi e ela gemeu. 

-Vem tomar um BANHO comigo- ressaltei sobre o banho, ela sorriu negando com a cabeça. Me levantei e ela me seguiu.

Passamos uns vinte minutos no banho. Logo preparamos nosso café da manhã, fui até meu escritório pegar os documentos. Encontrei Regina na porta do nosso quarto.

-Nos vemos a noite?- perguntei pra ela.

-Passa pra me pegar no escritório, bebê?- ela acariciou meu rosto.

-Passo sim!- beijei seus lábios e me despedi. 

Segui em direção a sede do G1. Assim que estacionei fui recepcionada por Ella, uma amiga minha que era a redatora chefe.

-Oi Em, quanto tempo.- me abraça e eu retribuo.

-Muito tempo Ella.- me solto de seus braços.

-Tem certeza sobre isso?

-Tenho!

-Ótimo, vamos a minha sala.- pegamos o elevador em silêncio, Ella foi uma menina com quem fiquei, nada sério, outra namorada de Robin. Mas ela era diferente das outras, não era piranha. 

Nos sentamos e ela retirou o gravador.

-Posso gravar? 

-Pode.- ela assente e liga o gravador. 

-Emma Nolan Swan, é um grande prazer estar te entrevistando hoje. Você me procurou pois tinha algo importante para relatar. Mas antes vamos falar sobre algo que todos estão curiosos, a prisão de seu irmão.

-Ella, é um prazer estar aqui. Ele na verdade é meu meio irmão, como todos sabem recentemente descobri ser filha apenas de David. Minha mãe biológica é Ingrid Mitchell Lucas.

-A reportagem saiu em todas as revistas Emma, mas nós conte algo que você não disse.

-O quê?

-Como foi que descobriu isso?

-Nada agradável. Robin contou para Mary sobre meu relacionamento com sua ex namorada.

-Sua atual noiva?- abro um sorriso.

-Isso. Mas enfim, ele contou pra ela, fui até Petrópolis tentar explicar tudo que aconteceu, mas ela só queria me magoar, fazer com que eu sofresse.

-Essa mulher que você descreve, não parece ser a Juíza de renome do Rio de Janeiro.

-Oh, se você achou cruel a forma como ela me contou, é porque não sabe todos os traumas que tenho da infância. Ela era má, ou melhor é má. A minha decisão de estar aqui, veio quando ela tentou defender a atrocidade que Robin fez a Regina. 

-Ficamos sabendo sobre, e sentimos muito. Mas o que ela fez?

-Ela disse que Regina queria isso. Minha noiva em um momento tão frágil e a Juíza dizendo coisas desse tipo. 

-Não consigo imaginar ela fazendo tudo isso Emma, sabemos o quão integra ela é.

-Integra? Acho que não. Agora mesmo está sendo entregue na delegacia todos os documentos que tenho sobre ela. Todos relatam  sobre o dinheiro que ela recebeu para deixar bandidos a solta. Não estou fazendo por mim, faço por todas as famílias que ela destruiu, faço porque se a justiça for feita, ela não fará mais nada a ninguém.

-Agora me surpreendi. Então a renomada Juíza pode ser presa a qualquer momento?

-Não só pode, como vai! Ela não merece ficar a solta. 

-Eu entendo todo esse sentimento. Mas ela já fui sua inspiração, certo?

-Foi sim. E me arrependo todos os dias por ter me espelhado nela. 

-Mas dizendo como sua amiga, eu sei o quão diferente dela você é.- sorrio pra Ella. -Gostaria de nos contar mais alguma coisa?

-Não, é só isso mesmo.- Ella desliga o gravador.

-Você está bem?

-Estou sim Ella.- tomamos um café de forma calma. Logo meu celular tocou.

-Papai?

-Emma, onde você está?

-Na redação do G1, porque?

-Mary foi presa.- ele diz simplesmente. 

-Sim. E?

-Ela quer falar com você.- suspiro.

-Chego em vinte minutos- desligo o celular.

-Ella agradeço muito por ter aberto essa exceção pra mim.- ela segura minha mão.

-Você é uma grande amiga Emma, eu devia isso a você.- sorrio, me levanto beijo seu rosto e vou em direção a delegacia.

Trinta minutos depois estava sendo recebida por uma enxurrada de repórteres. Não parei em nenhum momento, adentrei o prédio e encontrei meu pai. 

-Onde ela está?

-Na sala reservada. Entre lá- ele aponta e eu faço isso. 

Ela está de cabeça baixa, com as mãos presas ao ferro da mesa.

-O que quer?- ela levanta os olhos e me encara.

-Quero dizer que você vai se arrepender disso.

-Mary, Mary, Mary... você não está em posição de me ameaçar, não quando depende do meu depoimento pra determinarem seu tempo de prisão.- me sento em sua frente.- Vou te deixar tentar novamente. Vamos lá. O que quer?- papai entra na sala se sentando ao meu lado.

-Eu quero dizer que me impressiona a coragem que teve ao me expor. Quero que se lembre que todos os contratos que assinei foram com bandidos, recebi muito dinheiro deles. E eles não ficarão felizes ao descobrir o que você relatou.- meu pai puxa as algemas dela violentamente.

-Você está ameaçando a Emma?- seguro no ombro do meu pai.

-Mary, vamos inverter o cenário. Do mesmo jeito que você deixou bandido de fora da prisão, você também colocou alguns, prendeu várias mulheres por homicídio, muitas vezes elas estavam apenas se defendendo. Então quem deve ter cuidado é você!- ela olha em meus olhos e vejo medo.- Seria trágico se algo acontecesse a você.

-Você é uma vagabunda, assim como aquela lá. Ela mereceu ser estuprada- não deixei que ela terminasse, desferi dois socos em seu rosto, cortando encima de sua sobrancelha. Meu pai me segurou, e eu o empurrei. 

-Lave essa boca pra falar o nome da minha mulher. Você é desprezível.- ela sorri irônica. 

-É isso que ela é... uma vagabunda!- eu me acalmo. E sorrio pra ela.- Está rindo de quê?

-Estou rindo porque você acabou de se entregar, Mary.- retiro o gravador do bolso da minha calça. E ela me olha.

-Você gravou tudo? Acha que algum juiz vai aceitar isso como prova sem um mandato? Você é muito burra.

-Na verdade- me sento novamente- a burra é você. Acha que eu não tenho influência aqui? Você tem muitos inimigos dentro do tribunal. E curiosamente um deles, é o Juiz do seu caso. Leopold- ela arregala os olhos- Minha mãe não precisou de muito para ele dar a autorização. Só precisamos mostrar alguns documentos a ele. Na mesma hora sua assinatura veio.- dou um sorriso irônico pra ela- Você sempre me subestimou Mary. Nunca fiz nada impensado, e agora...bem, agora você acabou de cavar sua própria cova- ela está chorando, me levanto e a olho nos olhos- Tenha uma vida feliz na cadeia. Porque você não sairá de lá tão cedo- saio batendo a porta, logo sinto meu pai me abraçar.

-Pequeno Cisne- me aperto contra seu peito, ele beija meus cabelos- Acabou todo seu pesadelo.

-Ainda não papai, vou querer aquele favor seu. 

-Tem certeza? 

-Sim papai, preciso acertar as contas com aqueles dois filhos da puta.

-Vai falar com Regina?

-Não, ela ainda sofre com tudo isso. Não a quero perto de Robin ou Killian. Depois que eu falar com os dois eu conto a ela.- meu pai assente.

-Só um minuto então.- ele telefona pra alguém, e fica algum tempo conversando, então se aproxima.

-Está com a tarde livre?

-Tenho só que buscar Regina as seis.

-Desmarque, você vai falar com eles ainda hoje.- eu assinto- Eu vou com você Emma. Vou pegar minhas coisas, almoça comigo?- eu assinto. E ligo pra Regina. 

-Oi bebê- sorri amplo, pois sabia onde ia dar esse bebê.

-Oi meu amor.

-Como foi lá?

-Deu tudo certo. A matéria sai amanhã, e Mary já está presa

-Como você está?

-Feliz! Finalmente ela vai pagar por tudo.

-Quer almoçar comigo?

-Amor, estou te ligando por isso mesmo. Vou almoçar com meu pai, estou na delegacia- ela emite um hum, e sei muito bem porque.- Ei o que foi esse hum?

-Você está na delegacia. 

-Sim estou. Com meu pai. E não vi Ariel. E mesmo se tivesse visto, não me aproximaria dela.

-Desculpa, Em. Pode terminar de falar.

-Eu vou ter um compromisso com papai, não vou conseguir te buscar.- ela suspira.

-Que compromisso Emma?

-Nada demais...- odeio mentir pra ela.

-A verdade!- essa mulher me conhece demais. 

-Tenho duas visitas pra fazer, amor.

-Emma, se for o que estou pensando...não faça.- ouço sua voz trêmula.

-Ei, sem choro. Meu pai vai comigo. Confia em mim meu amor. 

-Tenho medo, e se você não voltar pra mim?

-Eu sempre vou voltar pra você!- imagino um sorriso se formando em seu rosto.-Sabe o que me deixaria feliz?

-O que?

-Você me surpreender quando eu chegar em casa. Temos algo pendente senhorita Mills. 

-Bebê...- ela diz manhosa.

-Sua bebê. E quero ser recepcionada como tal.- ela geme no telefone e me sinto molhar.

-Em... nem imagina o que fez com minha calcinha.

-Me mostra mais tarde!- vejo meu pai se aproximar-Tenho que ir amor...

-Se cuida! Te amo.

-Eu amo mais.- meu pai sorri, guardo o telefone na bolsa e vamos até meu carro. Paramos no The Nolan e almoçamos tranquilamente.

Duas horas depois estou entrando na prisão com meu pai. Somos direcionados até uma salinha onde Killian está.

-Papai, me deixa fazer isso sozinha?- ele reluta um pouco, mas assente.

-Vou acompanhar do vidro.

-Sem ligar o microfone?

-Sem ligar o microfone.- sorrio pra ele. Entro na salinha e Killian está me olhando.

-Olá amor. Quando me disseram que eu tinha visita não esperava que fosse você.- sorri tentando ser charmoso- Cansou de se esfregar com aquela mulher e veio atrás do que eu tenho?- me sento em sua frente com um sorriso irônico. 

-Você está muito engraçadinho pra quem está na cadeia, Killian. Me diz, como é a vida aqui? - seu sorriso morre.

-Fala o que quer Swan.

-Nada. Só vim te perguntar o que não pude no tribunal.- ele arqueia uma sobrancelha.

-Que seria?

-Por que deixou Robin fazer aquilo com Regina?- ele não diz nada por alguns minutos, ficamos apenas nos olhando, até que seu olhar cair sob minha aliança. Seus olhos ficam vermelhos no mesmo momento.

-Você vai casar com ela?

-Sim. Eu vou me casar com ela.- ele solta um riso amargo.

-Não acredito que esteja usando essa aliança com ela. Você relutou tanto pra aceitar a minha. Isso por que namorávamos a sete anos. 

-E isso importa o que?

-Olha a grossura disso. Ela quer mostrar que você tem dona?!- dou um sorriso de lado.

-Ela não precisa mostrar pra ninguém que tenho dona, ela sabe que sou dela. Só dela. E sobre a aliança, eu que escolhi o tamanho.- seus olhos se perdem em um ponto atrás de mim. 

-Eu te amava Swan!

-Não amava. Tudo que me fez, a forma como me traiu.... não era amor.

-Você nunca me amou...

-Realmente, nunca amei. Naquela época achava que te amava, mas depois que Regina apareceu Killian, percebi que o sentimento que tinha por você não se iguala nem a carinho.- ele me olha- Já divagamos muito. Me responda porque compactuou com o que Robin fez.- ele hesita

-Por que ele queria que eu fizesse o mesmo com você.- paraliso alguns minutos. Killian não tentou nada comigo. 

-Mas você não tentou...

-Eu aceitei porque era eu ou ele.

-O que?! 

-Se eu não tivesse ido ele teria te pegado Emma. Ele ia te estuprar, seu irmão ia te estuprar, e jogar seu corpo em algum lugar.- minha expressão muda. 

-Killian! Isso que você está dizendo... não acredito.

-Acredite. Ele me disse que faria o mesmo com Regina, porque ela sempre gostou de sexo a força, mas não a mataria, isso seria só com você- meu estômago embrulha- E devo dizer a verdade, quando cheguei na sua sala, eu queria ter te estuprado sim. Pelo menos teria seu corpo mais uma vez.

-Você é doente- me levanto.

-Doente de amor por você. 

-Cala a boca. 

-Me deixa te contar como é nossa vida aqui... Robin foi preso por estupro, então você imagina o que o pessoal faz com ele aqui. E eu, eu ajudo. Mas só penso em você Emma.- imaginar isso me dá náuseas.

-Sabe Killian, esse lugar é pouco perto do que você merece. Torço para que seu fim seja trágico, que você sofra até o último momento de vida.- abro a porta e ele diz

-Você não deseja isso, é boa demais pra ter esse sentimento no coração Emma.

-Pra você, Robin e Mary, eu não tenho coração Killian.- fecho a porta. E meu pai se aproxima. 

-Tudo bem?

-Você ouviu.- eu tinha certeza, só pela sua expressão de ódio. 

-Eu precisava- eu assinto.- Pronta pra Robin?

-Sim.- meu pai me leva pra próxima sala. Abro a porta e vejo ele já me olhando.

-Oi patinho, que prazer te ver aqui.- caminho até a mesa e me sento.- Cadê Regina? Não veio matar a saudade de mim? - me controlo. 

-Você acha que ela tem saudade do que extremamente? 

-Não preciso nem dizer, você viu do que ela gostava. Deve estar com saudade de ser comida daquela forma- olho pra ele sem esboçar reação nenhuma, mas por dentro eu estava explodindo. 

-Não, ela não sente saudade Robin. Eu a satisfaço muito, e não preciso ter um pau no meio das pernas pra isso.- seu sorriso se desfaz.- Deve ser difícil pra você, toda essa virilidade sua foi trocada por mim. Regina preferiu se esfregar, é assim que você fala né?! Ela preferiu se esfregar em mim, do que ter você dentro dela.- seus olhos encontram com os meus.

-Ela não gosta de se esfregar com você.

-Ah Robin, por favor né?! Se ela não gostasse acha que estaria se casando comigo?!

-Ela...aquela vagabunda vai se casar com você? Eu propus isso a ela, ela negou.- levanto minha mão e mostro a aliança.

-Sim, ela vai se casar comigo. Ela deve ter recusado seu pedido por que você não tem o que ela gosta na hora do sexo.- estou sendo uma boçal, mas quero atingir onde dói, assim como ele feriu Regina. 

-Você não merece ter aquele corpo nas mãos Emma.- me recosto não cadeira- Nem deve saber o que fazer com ela na cama.

-Muito pelo contrário. Vou ajudar sua imaginação. Regina e eu não podemos nos encostar, pegamos fogo. Amo quando ela diz que ninguém foi capaz de satisfazê-la da forma que eu consigo. Ela dizia isso pra você? Acho que não. E as nossas fantasias? Ah Robin é uma loucura.- seus olhos estão vermelhos e seus punhos cerrados- Mas sabe a melhor parte?- ele fica em silêncio, pego seu dedo e o entorto, ele geme de dor- Quando sua irmã falar, responda.

-Não... qual a melhor parte?- ele diz acariciando o dedo.

-Depois que transamos. Ela se deita em meus braços e diz olhando em meus olhos o quanto me ama. E imagino o quão difícil pra você deve ser saber que ela nunca te amou!

-Cala a boca.

-Por que? Nem terminamos a conversa ainda. Sabe o que ouvi na outra sala?

-O que?- diz com os dentes cerrados.

-Que aqui na cadeia você exerce o papel de mulherzinha. Então me diz Robin, o quão bom é ser violado por alguém, enquanto você grita pra parar?

-Você não sabe de nada. Cala a boca, vadia.

-Não me chama de vadia, só Regina pode.- sorrio irônica pra ele- Anda, me fala, você gosta de ser violentado sexualmente? Gosta quando te penetram sem sua autorização? É bom ouvir seus gritos ecoando pela cela, enquanto algum brutamontes te fode a força?- meu semblante não se altera um minuto. Estou surpresa com a minha frieza.

-Você não sabe o que diz- ele grita.

-Eu adoro quando o troco vem em dobro Robin! Só vim desejar boa sorte mesmo, e dizer que quando sair da prisão infelizmente não vai ter ninguém te esperando.

-Minha mãe sempre vai me esperar.

-Acho que não- me levanto- Ela tem um compromisso por pelo menos cinquenta anos...

-Compromisso?

-Sim... na cadeia.- ele se enfurece.-Robin queria ficar mais, mas tenho uma mulher linda e gostosa me esperando em casa. Seus companheiros devem estar te esperando também né?! A lei do retorno é magnífica. Seja uma boa mulherzinha e sempre dê o que eles pedem tá! Adeus Robin.- fecho a porta e vou até papai.

-Tudo bem?

-Sim. Podemos ir?

-Claro.- saímos da delegacia, deixei papai em seu apartamento e fui direto pra casa. Sinto que mais uma etapa da minha vida se fechou hoje. E tudo que quero agora, é amar minha mulher. 

Estaciono o carro e vou em direção ao apê, destranco a porta e vejo Regina de robe sentada no sofá.

-Oi amor- falo olhando pra ela, que percorre todo meu corpo. Vou em sua direção mas ela ergue a mão- O que foi?

-Acho que você merece um banho bebê, antes de qualquer coisa.- eu assinto.- Não demore, a mommy está te esperando.- ela diz com a voz rouca e minha calcinha molha, corro para o banheiro pra me preparar pra ela.



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