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História A irmã perdida - Capítulo 65


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Capítulo 65 - Quatro estrelas surgem - o nascimento das gêmeas, parte I.


Fanfic / Fanfiction A irmã perdida - Capítulo 65 - Quatro estrelas surgem - o nascimento das gêmeas, parte I.

A morena só tem a agradecer às amigas pelos conselhos, e com isso ela nota que a resposta que procurava para resolver o problema da maldição sobre a mansão Benson estava com ela o tempo todo. “Como não me dei conta disso antes?”, ela se pergunta. “Ora Luna, antes um pouco tarde que nunca. E o que importa é que você agora sabe a resposta”, Zoe responde. “E agora, o que faço, Zoe?”, pergunta Luna. “Luna, tudo o que posso fazer é indicar um caminho. Que será trilhado por você e não eu. Assim como na patinação. Primeiro a Tamara e depois a Juliana te indicaram o caminho, e você o trilhou e chegou ao ponto em que você se encontra agora. E isso também vale para a nova página da história da tua família que você ajudará a escrever. Não sou Mamãe Noel, sabia?”, a loira responde. “Sim, já entendi o que você quis dizer”, a morena responde.

Como já dito antes, depois que viu o tio-avô morrer no hospital em seus próprios braços, Luna está determinada. Determinada a não deixar que certas tragédias que aconteceram com a família dela voltem a se repetir com as crianças vindouras. E em seu íntimo sente que haverão pessoas que tentarão fazer a cabeça dela no sentido contrário. Quem serão elas?

Em conversa por telefone com o tio-avô Alberto, Luna fica sabendo sobre o enterro do irmão gêmeo dele. Um enterro decente foi providenciado a ele no cemitério da Chacarita, o mesmo cemitério no qual se encontram enterrados personalidades como os ex-presidentes da República Juan Domingos Perón e Leopoldo Galtieri, os cantores de tango Carlos Gardel, Juan D’Arienzo e Roberto Goyoneche, o escritor e jornalista Osvaldo Soriano, o futebolista Adolfo Pedernera, a cantora de tango Ada Falcón, entre outras personalidades importantes da história argentina.

Como não poderia deixar de ser, muitas pessoas não gostaram nem um pouco da decisão de providenciarem um enterro decente ao homem que entrou para a história como o maníaco do bosque de Palermo. Até chegaram ao ponto de fazer uma pequena passeata contra tal decisão. Para tais indivíduos, um homem como esse deve ser enterrado em uma vala comum, sem que haja nem mesmo uma lápide identificando quem é a pessoa cujos restos mortais se encontram nesse espaço. Ou seja, querem que a penitência que ele viveu em vida continue ad aeternum, mesmo depois de morto! Em outras palavras, que ele apodreça no mármore do inferno!

É dessa forma que a sociedade lida com os monstros que ela mesma cria. Na hora de limpar a sujeira, esta é sempre colocada para debaixo do tapete. Bandido bom é bandido morto e ponto final, pensam eles do alto do falso moralismo deles. Essa é a fábrica de monstros que dentro em breve produzirá o próximo monstro que irá cometer atos hediondos e que talvez seja ainda pior que aquele que acaba de deixar este mundo. E assim sucessivamente. Até que se chegue a um ponto perigoso do qual não haja mais retorno.

Assim, o Coringa de hoje deixa este mundo, mas é questão de tempo o próximo Coringa dar o ar de sua graça maligna caso esse laboratório de criação de monstros não seja fechado de uma vez por todas. Diga-se de passagem, tipos como o Bison, o Geese Howard, o Tripa Seca, o Rei do Crime, o Coringa e o Pinguim, ou mesmo a própria Senhora Benson, dizem muito mais não sobre quem eles são, mas sobre os mundos que os produziram e de onde eles vieram.

Mas, felizmente, os tios-avôs de Luna não cederam aos chiliques e chantagens dessa gente, pois sabem que tudo o que a alma do homem recém-finado precisa é de um local de descanso digno, após toda a vida de sofrimento e penitência que ele teve. E que se isso não for feito a maldição por ele jogada em vida na mansão Benson continuará a atormentar a família Benson, da mesma forma que a maldição de Masakado continuou a atormentar o Japão mesmo depois de séculos após sua morte em combate.

Os dias se passaram, e chegou a hora de tanto Helena quanto Mônica darem à luz suas respectivas filhas gêmeas.

Em Rosário, durante os treinos para a apresentação circense do dia, Helena sente enjoos e volta a vomitar. Kara observa tudo e começa a latir. Ela sente que há algo no ar. Um pouco longe dali, os tigres também sentem há algo no ar e ficam um pouco agitados. “Helena, não acha que está na hora de ir ao hospital? Acho que isso só pode ser uma única coisa: que você está para dar à luz a tuas crianças”, diz Bolormaa, que treinava junto com ela. Bolormaa vai até Sol e Ruslan contar sobre o que está acontecendo. Sol estava mais uma vez andando em Sajkhan sob os cuidados dos tratadores Môrdorž e Tėmur, ao passo que Ruslan acabou de sair do recinto dos tigres. Rapidamente, Helena é enviada a um hospital próximo, acompanhada de Sol e seu marido Ruslan. Bortė vai junto com a família Korsakov ao hospital para acompanha-los.

Longe dali, em Buenos Aires, Luna e sua família recebem a visita de uma das filhas de Josefina, a prima Beatriz. Já faz tempo que Beatriz não vai à capital, e ela resolve fazer uma visita à Luna e sua família. Beatriz é uma garota muito bonita. Tem mais ou menos a mesma altura de Luna e Sol, olhos castanhos e uma longa cabeleira morena e ondulada.

De repente, a campainha toca. Rey atende, e vê que se trata de uma das primas de Luna e Sol. A primeira a recepcionar a prima de Luna e Sol é, obviamente, Mist. Instintivamente, a cadela da raça Lhasa Apso vai até a porta e começar a latir para Beatriz. Coisas de cachorros, ainda mais quando estamos falando de uma raça que em tempos passados era criada para ser guardiã de templos e monastérios na Ásia Distante. Entretanto, a prima de Luna e Sol não fica nem um pouco chateada com a recepção não muito calorosa da parte de Mist. Pelo contrário. “Ai Mist, não precisa latir para mim. Você é ainda mais linda ao vivo!“, diz a filha de Josefina e Augusto, impressionada com a beleza da companheira de quatro patas e pelo dourado de Luna.

Delfina e Jazmin combinaram com Sol sobre a ida a Rosário para ver as irmãs dela. Sol gostou da ideia, e no foi acertado que as duas iriam a Rosário passar alguns dias e se encontrariam no hospital para ver o nascimento das irmãs dela.

No hospital em Rosário, Sol e sua família são acompanhadas não apenas por Bortė, como também por Delfina e Jazmin. Por uma questão de privacidade, os pais de Sol não querem que nenhum vídeo com filmagens do parto seja postado no JaJazmin ou em qualquer outro site de vídeos similar. Entretanto, poderão postar fotos e um vídeo das crianças depois que elas nascerem e estiverem em casa. A ruiva e a morena concordam com o pedido de bom grado.

Sol chegou a temer que dada a idade um tanto avançada da mãe ela viesse a ter problemas com o parto. Entretanto, os pais a tranquilizaram, dizendo que tudo ia transcorrer bem e que essa era a hora de pensamento positivo. “Confie no Nosso Senhor que tudo vai acabar bem”, diz Ruslan à filha.

O procedimento transcorre de forma tranquila, e após passar por alguns momentos de dores típicas de um parto enfim nascem Kira e Svetlana. Duas garotinhas rechonchudas que haverão de alegrar muito o ambiente no circo Vostok, além de serem as irmãs amadas de que Sol precisa. A alegria explode na sala do hospital onde Sol e sua família estão com a presença das duas estrelas que nasceram e começaram a irradiar o brilho cintilante delas.



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