História A irmãzinha do meu melhor amigo. - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Personagens Originais
Tags Família, Nalu, Romance
Visualizações 257
Palavras 1.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Muito obrigada mesmo pelos 32 favoritos e pelos comentários de incentivo, vocês são incriveis.


Boa leitura!

Capítulo 2 - Meu primeiro amor e desilusão.


Fanfic / Fanfiction A irmãzinha do meu melhor amigo. - Capítulo 2 - Meu primeiro amor e desilusão.

Resolvi mudar, vou pôr um fim e tentar te esquecer
Não sei como pude amar assim, mas sei o que fazer
Não me enrole, nem me use, fique longe, não abuse
Nada vai me convencer, deus me livre de você

Decidi vou dar um tempo, levantar o meu astral
Meu instinto agora diz que olhar pra cima é o canal
Não me obrigue que eu não brigo
Não me ligue, eu te ligo

Vou parar, meu ego diz, se assim quiser ser feliz

Bye, bye, me toquei e decidi
Bye, bye, demorei mas aprendi
Bye, bye, só vou amar de novo assim
Se alguém demonstrar o mesmo amor por mim

 

Bye, Bye – Sandy e Junior.

 

Lucy POV

 Eu tinha nove anos quando percebi que meus sentimentos por “ele” mudaram, numa dessas reuniões chatas de família para o natal meus primos estavam implicando comigo, eles dizia que eu era a garota mais feia e gorducha da família, puxavam minhas tranças, eu chorava pedindo pra eles pararem, mas eles só faziam dizer coisas ainda mais cruéis, até que ele chegou, com pouco mais que um olhar espantou a todos, já era um garoto lindo nessa época com seus quinze anos, se abaixou ao meu lado secou minhas lagrimas e disse que eu não precisava me preocupar com garotos estúpidos como aqueles, que eu era como uma florzinha em botão e que em alguns anos eu iria desabrochar e me tornar a flor mais linda de todo o jardim, depois sorriu, me deu um beijo na testa e saiu, ia a um passeio na cidade com os garotos mais velhos.

Apartir desse dia eu fiquei completa e irremediavelmente encantada e apaixonada por ele.

Infelizmente pra ele essa florzinha aqui nunca desabrochou...

 

*Três anos atrás...*

Era o aniversário da minha mãe e só por esse motivo tive permissão de sair do colégio interno de freiras onde eu ainda estudava sob a responsabilidade do meu pai, tinha acabado de iniciar o ensino médio com os meus quinze aninhos e todos os sonhos bobos de uma garota dessa idade, estava tão contente, ele e o Laxus nunca deixavam de aparecer nessa data, eles já tinham terminado o ensino médio e estavam fazendo faculdade, “ele” tinha um carinho todo especial pela minha família assim como a minha família também tinha por ele, e eu estava disposta a me declarar, coloquei o meu melhor vestido um rosa claro com vários babados e rendas. Era bonito apesar de me fazer parecer ainda mais jovem e inocente do que eu já era, com todos os anos que passei no colégio de freiras, minhas roupas eram em sua maioria assim recatadas e infantis, o cabelo penteado no mesmo rabo de cavalo de sempre, eu queria ter caprichado mais, só não sabia como fazer. Achei que isso era algo de menor importância, afinal ele me conhecia praticamente de toda a vida e me conhecia mais profundamente que meu irmão e meus próprios pais devido a nunca termos parado de nos corresponder, a roupa não faria tanta diferença assim. Como fui estúpida!

Imaginem minha desilusão quando ele chegou acompanhado por uma mulher linda, parecia uma daquelas modelos de capa de revista, super bem vestida e sexy, pra completar ele me apresentou a ela assim: “_ Ultear, essa é a pequena Luce, é como uma irmãzinha menor pra mim.” – Senti o chão sumir debaixo dos meus pés.

Então era isso. Não é de se estranhar que ele nunca tenha reparado em mim antes, nem percebido o quanto eu havia crescido, ele continuava me vendo como a garotinha de tranças que o prosseguia, atrapalhava suas brincadeiras durante as férias e que continuava lhe escrevendo cartas bobas.

 Me obriguei a suportar todo o jantar, o que pra mim durou uma eternidade, vendo ela falar animada como se conheceram a bastante tempo e que ela esperava que “amizade” deles durasse muito tempo, só que a troca de olhares e os sorrisinhos sugeriam que se tratava de muito mais que apenas amizade.

Ao termino do jantar ele galantemente se ofereceu para retirar a louça da mesa e a Ultear muito prestativa decidiu ajudar. Poucos minutos depois fui na cozinha a pedido do meu pai, minha mãe queria ir no meu lugar, mas era aniversário dela e meu pai decidiu que ela deveria ficar sentada e apenas ser servida essa noite, ele mandou eu buscar a sobremesa, a preferida “dele” que eu mesma tinha feito pra ocasião, ao chegar lá me deparei com eles praticamente se comendo em cima da mesa da cozinha.

A cena me devastou por dentro.

Eles não me viram, voltei alguns passos segurando o choro e tornei a entrar na cozinha fazendo barulho de forma que eles tiveram tempo suficiente para se afastar e fingir que nada havia acontecido.

Depois de levar a sobremesa a sala de jantar, me desculpei com os meus pais alegando uma forte dor de cabeça e me retirei ao meu quarto, não precisei fingir me sentir mal, porque eu estava mal de verdade, infelizmente a dor de cabeça nem se comparava  dor que estava sentindo no peito e os analgésicos não tinham qualquer efeito sobre ela.

Me tranquei em meu quarto e chorei por horas, até apenas me conformar, me olhei no espelho e gemi de desgosto, o cabelo estava horrível, com um corte fora de moda, olhos inchados, nariz vermelho, um vestido recatado e infantil, como poderia sequer tentar competir com uma mulher forte, independente e sexy  como a Ultear? Não é de se espantar que ele tivesse me apresentado como uma irmãzinha menor.

E ao fim e ao cabo, eu fui a única culpada por fantasiar que ele seria o meu príncipe encantado de armadura brilhante, não era mais criança e já estava na hora de deixar os contos de fadas pra trás.

Por isso eu resolvi mudar, pegar todo o amor que um dia eu já senti por ele e movê-lo em outra direção, encontrar alguém que me enxergue como uma mulher crescida e digna de ser amada.

Antes de voltar ao colégio pedi a minha mãe uma mudança drástica no meu guarda roupas para algo mais adequado a minha idade e graças a Deus ela concordou de imediato. Não me fez perguntas, nem me pressionou, foi estranho, era como se no fundo ela entendesse... Tirou um dia inteiro de folga só pra ir as compras comigo foi tão compreensiva e amiga quanto eu podia desejar naquele dia, fazendo nossos laços de mãe e filha ficarem ainda mais fortes.

Voltei ao colégio uma garota diferente, não me tornei uma louca inconsequente, longe disso, mas descobri uma espécie de sede de viver coisas novas e nem minhas amigas mais próximas me reconheceram com um novo corte de cabelo, roupas na moda e atitudes diferentes, a menina tímida e sempre tão certinha deu lugar a outra mais decidida, com opiniões firmes e que não tinha medo de se meter em confusões para viver coisas novas e emocionantes, até em brigas eu me meti, imaginem só!!!

Infelizmente um colégio de freiras não era exatamente o lugar ideal uma mudança drástica, muito menos “deixar de ser santinha”, salvo pelas escapadelas inocentes para ver o mundo fora dos muros do colégio com minhas amigas, muitas delas que acabaram em punição graças a invejosa da Lisanna que havia acabado de entrar na nossa turma.

As cartas dele também continuaram chegando por um tempo mesmo vindo de outro país onde ele fazia pós graduação, mas depois que eu deixei de respondê-las sua freqüência foi diminuindo até parar por completo e perdermos o contato. Foi melhor assim.

Se eu o odeio? Claro que não!

Três anos me deixaram madura o suficiente pra isso, apenas não quis continuar com essa estupidez de amor platônico, descobri que amor tem que se sentir a dois, amar sozinha é apenas escolher sofrer e eu escolho ser feliz.

O Laxus não viajou, ficou e passou a trabalhar ao lado de papai na empresa o que deixou tanto ele como a mamãe com mais tempo livre, mas sei que eles nunca perderam totalmente o contato.

Hoje é o casamento do meu irmão Laxus com a fofa da Mira e já soube de antemão que “ele” virá, será meu par no altar, eu até admito sentir um leve friozinho na barriga por mais insano que isso possa parecer, já que eu  não sou mais a mesma boboca apaixonada e desesperada pela sua atenção, mudei minhas roupas, minhas prioridades, sou maior de idade, conclui o inferno do nível médio, decidi curtir a vida, encontrar pessoas, viver um grande amor e principalmente decidi esquecê-lo.

Ou seja, simplesmente superei  Natsu Dragneel!

 


Notas Finais


Bom até aqui foi apenas uma introdução, agora é que as coisas vão começar a acontecer de fato.
Mas fica a dúvida, será que a Lucy superou mesmo???


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