História A irmãzinha do meu melhor amigo. - Capítulo 3


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Personagens Originais
Tags Família, Nalu, Romance
Visualizações 844
Palavras 2.625
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Passando rapidinho pra postar um novo capitulo, quero muito mesmo agradecer a todos que favoritaram e comentaram a história, vocês são incríveis e me motivam muito mesmo.

Boa leitura!

Capítulo 3 - Pedido de amigo


Fanfic / Fanfiction A irmãzinha do meu melhor amigo. - Capítulo 3 - Pedido de amigo

Natsu POV

 

*Escritório da mansão Heartfilia*

 

Laxus: Preciso que você cuide dela enquanto eu estiver fora em lua de mel, será que é pedir demais?

Natsu: Droga Laxus! Além de me fazer vir correndo de outro país para assistir meu melhor amigo se enforcar de livre e espontânea vontade ainda quer me deixar de babá?

Laxus: Qual é Natsu, sua pós graduação já terminou a meses já estava mais que na hora de voltar, só te dei um bom motivo pra isso. E a Lucy não precisa de uma babá seria mais como um guardião. Ela saiu de um colégio de freiras a pouco tempo é jovem, você sabe, precisa de supervisão pra não arrumar problemas e como vou estar fora e meu pai não tem mais saúde nem idade pra isso, nomeei você para o cargo.

Natsu: Entendi. Vou ter que acompanhá-la no parquinho, sorveteria e esse tipo de coisas? – O Laxus quase engasgou com o copo de Wisk que estava bebendo.

Laxus: A quanto tempo você não vê minha irmã?

Natsu: Uns dois, talvez três anos...

Laxus: Hummm, então acho que vai se surpreender  com a mudança. – Ele sorriu. – A Lucy já está bem crescida é uma moçinha muito bonita de dezoito aninhos agora.

Natsu: Dezoito? Tudo isso, tem certeza?

Laxus: Absoluta, e exatamente por isso preciso de você, sabe aquela coisa de hormônios, rebeldia da idade e tal. Você deve entender bem já que aparentemente ainda não passou dessa fase. – Ele falou em tom de implicância.

Natsu: Não é porque você escolheu se tornar um senhor respeitável de negócios tão jovem que eu precise fazer o mesmo.

Laxus: Você sabe que eu precisei, meu pai está não andava bem com toda essa pressão nas costas e eu tinha que assumir a empresa e aliviar a carga dos seus ombros.

Natsu: Eu sei, como o tio está?

Laxus: Melhor, mas ainda requer cuidado o coração não está mais tão forte quanto antes, a Lucy não sabe de nada, não quero que ela se preocupe. E também não quero que meu pai tenha nenhum desgosto por isso estou pedindo sua ajuda Natsu, é só por um mês, fica e cuida das coisas por mim e depois estará livre inclusive pra voltar pra Europa se assim preferir, embora eu desejaria que ficasse e tomasse conta das suas ações ao meu lado, como é devido.

Natsu: Vou ficar e cuidar de tudo pra você, porque sabe que eu tenho muita consideração por toda a sua família, mas não tenho planos de ocupar um cargo na empresa, confio em você e sei que minhas ações estão sendo muito bem administradas, mesmo porque, ao contrario do que pensa eu leio os extensos relatórios que insiste em me enviar toda a quinzena, e tenho meus próprios investimentos como bem sabe... Talvez quando você voltar eu vá para a Ásia em busca de coisas um pouco mais exóticas e interessantes.

Laxus: Mulheres você quer dizer.

Natsu: Estão com certeza inclusas nas possibilidades!

Laxus: Faça como quiser você já tem idade mais que suficiente para decidir seu próprio caminho e mais cedo ou mais tarde vai encontrar alguém que vai te fazer colocar a cabeça no lugar.

Natsu: Então eu aceito te fazer um favor e você me roga uma praga? Que espécie de amigo é você?

Laxus: Um que deseja a você a mesma felicidade que acabou de encontrar...

 

Depois de um curto encontro, um almoço bastante agradável e masculino com o tio Jude e o Laxus, já que a tia Laila e a Luce haviam saído cedo com a noiva para um dia dedicado a beleza, peguei o meu carro e me dirigi ao meu flet, não havia nem mesmo desarrumado as malas quando cheguei de viajem, queria encontrar com eles e conversar com calma antes da cerimônia, devia ter chegado pelo menos uma semana antes, mas tive que resolver algumas coisas de ultima hora e como não tenho intenção de retornar a Europa em curto prazo  precisava deixar tudo resolvido, só dando pra chegar na cidade hoje cedo.

***

Conheci o Laxus aos dez anos no colégio interno para garotos no qual meu pai me colocou, foi uma tentativa de me castigar e afastar dele, mas agradeço, foi a única coisa boa que ele já fez por mim em toda a sua vida.

Meu pai, o tão rico e poderoso Igneel Dragneel nunca foi alguém próximo nem carinhoso era um homem naturalmente frio com todos ao seu redor o contraponto perfeito da minha mãe que era a pessoa mais doce e carinhosa do mundo.

Eu era muito novo pra entender que a relação deles ia de mal a pior, eles nunca trocaram nenhuma única demonstração de amor um para com o outro, nunca presenciei um beijo, nem uma palavra de afeto.

Só me lembro de um dia ter acordado no meio da noite ouvindo vozes bastante alteradas, e ao me aproximar vi que ela chorava e dizia que não dava pra continuar e que ela não ia admitir que ele continuasse a traindo, ele apenas sorriu e disse que ela não teria coragem de abrir mão de tudo que ele ofereceu a ela.

Minha mãe alterada subiu correndo as escadas, colocou algumas peças de roupas numa mala, a minha irmãzinha mais nova e eu na época com apenas oito anos dentro do carro da família, não sei onde íamos, era tarde e acabei dormindo no caminho, mas sei que nunca chegamos ao nosso destino...

Acordei numa cama de hospital bastante machucado, assustado, comecei a chorar e chamar pela minha mãe, e meu pai sem o menor consideração me disse que ambas haviam morrido no acidente e que eu estava sozinho, e deveria começar a agir como homem e parar de choramingar. Por Deus eu só tinha oito anos!

 Quando voltei pra casa a situação ficou ainda pior, ele não parava em casa era diversas viagens de negócios uma atrás da outra, e quando estava aqui bebia bastante e trazia sempre uma “amiga” diferente para o seu quarto. Ele sequer se dignava a me olhar ou dirigir a palavra, era como se ele me culpasse por ter sobrevivido e quisesse fazer de conta que eu não estava lá.

Por diversas vezes eu mesmo desejei ter morrido com elas.

No começo eu fazia de tudo pra chamar sua atenção. Tentei ser um bom garoto, não resolveu.  Tentei então rebeldia, queria que ele me olhasse nem que fosse para receber uma bronca, mas nada surtia efeito, ele simplesmente me ignorava, dezenas de babás se sucederam em pouco mais de um ano e nenhuma durou, a única pessoa pela qual eu ainda nutria algum carinho e respeito era a Ur nossa governanta ela era mãe solteira de uma garotinha da minha idade e uma amiga querida da minha mãe, mas nem ela era capaz de suprir a falta que eu sentia dos meus pais e me controlar.

 Como ultima alternativa e golpe de misericórdia, depois de eu ter aprontado uma divertida pegadinha com uma das amigas dele, meu pai mandou os empregados prepararem minhas malas me colocou num carro com o motorista e me mandou para um colégio interno.  

Nesse dia entendi que independente do eu fizesse e me tornasse para ele pouco importava, então decidi ser o melhor possível, não por ele nem pra orgulhá-lo como pai, e sim por mim mesmo e pela memória da minha mãe, não daria a ele a alegria de me tornar um vagabundo, encrenqueiro, seria um homem muito melhor que ele.

 Aquele era um colégio excelente, de um nível altíssimo e em pouco tempo me tornei simplesmente o melhor aluno de lá, pra mim era simples não precisava ficar com a cara nos livros e nem de lá muito esforço, sempre tive muita facilidade em aprender coisas novas. Entrei também nas aulas de boxe que ajudavam a me concentrar e extravasar, como naquela máxima “Mente sã e corpo são.”

Não era uma criança alegre, pelo contrario, meu jeito sempre muito calado e introvertido, afastava qualquer um que tentasse se aproximar, muitos tinham medo de mim, até que um dia encontrei o Laxus, ele era novato e estava tendo problemas com três garotos maiores, normalmente eu passaria reto sem sequer dar um segundo olhar, mas quando atiraram o garoto em cima de mim, não vi outra opção e acabei entrando na briga, era covardia três contra dois e ainda mais por eles serem mais velhos, por muito pouco não acabamos apanhando juntos, mas o Laxus era esperto e rápido e eu modéstia a parte era muito bom com os punhos, assim conseguimos levar a melhor.

Só que acabamos sendo punidos e ficando juntos de castigo depois das aulas, obvio que eu fiz questão de ignorá-lo e me manter sério e distante. Isso afastava a maioria, mas não o Laxus ele não deu a mínima, se aproximou, puxou assunto e falou sobre tantas coisas que não tive outra opção senão lhe dar atenção e responder. Foi a primeira vez em dois anos que eu senti vontade realmente de sorrir.

Por coincidência ou destino, ele foi colocado para dormir justamente no mesmo dormitório que eu, o Laxus ao contrario de mim, era extrovertido e fazia amizade rapidamente, um líder nato, sempre fazendo os outros ao redor sorrirem e por mais que eu resistisse no inicio acabamos criando uma grande amizade, estávamos sempre juntos protegendo um ao outro, ele também entrou na minha turma de boxe, me ajudava a me enturmar com seu jeito alegre e leve de ser e eu o ajudava nos estudos onde ele sentia bastante dificuldade. Em pouquíssimo tempo nos tornamos melhores amigos e inseparáveis.

As férias de fim de ano eram o momento mais aguardado por todos os alunos do internato, menos eu, odiava a idéia de voltar pra casa, então quando o Laxus me convidou para passar as férias com a família dele eu aceitei sem pensar duas vezes, mandei uma pequena nota para casa comunicando onde estaria e em troca recebi apenas um envelope com algum dinheiro onde havia uma carta da Ur falando que estava feliz em saber que eu estava fazendo amizades e que o dinheiro meu pai estava enviando para eventuais despesas, era uma quantia bem considerável, éramos muito ricos, mas esse gesto nem chegou a parecer generoso, que tipo de pai é esse não me escreveu nem uma linha para saber se eu estava bem, ou se sentia saudades, nenhuma pergunta sobre a família que me receberia, nada.

Cheguei a casa dos Heartfilia e fui muito bem recebido, os pais do Laxus eram bastante carinhosos,  eles riam, conversavam, jogavam juntos, me trataram como parte família desde o primeiro momento, e ainda tinha ela, uma pequena loirinha linda de tranças, era uma garotinha adorável.

Ela correu para perto de mim e falou:

_ Oi, eu me chamo Luce e você?

Fiquei encantado desde o primeiro momento, era tão fofa!  Laxus como bom irmão mais velho adorava implicar e excluí-la das brincadeiras, mas a pequena sempre dava um jeitinho de nos seguir escondida achando que não estávamos vendo-a, mas a certa altura nos rendíamos aos olhinhos cor chocolate pidões e a carregávamos conosco por todo o lado, cuidando e protegendo ela todo o tempo.

Passei a ficar todas as minhas férias com eles, nem mesmo lembrava da minha própria casa ou do meu pai.

Então um dia a Luce começou a escrever cartas, era uma atividade que sua professora solicitou para ajudá-la a desenvolver a escrita. O Laxus não quis responder por isso decidi ajudar, e apesar de no começo serem cheias de bobagens femininas, tipo “a minha colega fulana pegou o laço de cabelo de cicrana e elas deixaram de ser amigas por quinze minutos inteiros” entre outras coisas igualmente infantis, e mais tarde, “eu odeio cálculos”, ou “aprendi a fazer receitas deliciosas na aula de culinária, quais as suas comidas preferidas?”

 As cartas dela sempre me faziam rir e ela se importava com os meus gostos e opiniões como ninguém havia feito antes. Por isso seguimos nos correspondendo por anos a fio e era tão bom e tão fácil escrever pra ela, parecia que ela apesar da pouca idade conseguia me entender melhor que qualquer um assim como eu também a entendia...

Eu havia acabado de completar vinte anos quando um advogado me procurou para comunicar que o meu pai havia falecido, compareci ao funeral e recebi os pêsames friamente, mesmo fazendo um grande esforço não consegui sentir nada pela perda dele. Ele nunca me deixou faltar nada financeiramente falando, mas emocionalmente, eu só soube como era ter uma família e uma figura masculina pra me orientar, puxar as orelhas na adolescência, explicar as coisas da vida e me ensinar a ser homem de verdade graças ao tio Jude, pai do Laxus, por isso não pensei duas vezes peguei tudo que herdei e investi 80% do meu dinheiro na empresa do tio Jude, ela estava passando por um momento difícil, e eu sabia que era um investimento alto e poderia ser em vão, ele tentou negar, era uma empresa familiar e que seria a herança do Laxus e da Lucy e só consegui fazê-lo aceitar pela proximidade que tivemos no decorrer de todos esses anos, depois de uma insistência da parte deles aceitei que colocassem 30% das ações no meu nome me tornando o único sócio deles, e com essa grande injeção de capital foi possível fazer expansões necessárias o que em pouco tempo nos colocou como a maior empresa de tecnologia do país, o lucro também foi enorme, tio Jude e o Laxus dizem que devem isso a mim, mas todos sabemos que eu devo muito mais a eles.

Com o restante da minha herança mais os lucros que eu recebia como sócio consegui me manter confortavelmente todos esses anos, comprei um pequeno flet na cidade e depois de algum esforço consegui localizar a Ur que tinha acabado desempregada e contratei-a pra cuidar dele com um alto salário já que ela se negou a receber dinheiro sem trabalhar por ele, nessa época também voltei a ver a Ultear que a essa altura era uma morena deliciosa de tirar o fôlego, saímos algumas vezes, mas apesar do sexo ser muito bom, nos demos conta de que nenhum de nós estava interessado em algo mais profundo, as coisas entre nós eram quentes e descomplicadas, éramos bons amigos com benefícios, uma relação que sempre me agradou mais que qualquer outra.

 A tia Laila não gostou nada quando eu disse que ia morar sozinho ao sair do colégio ela fazia questão de manter um quarto mobilhado pra mim em sua casa caso eu mudasse de idéia, mas eu precisava de um cantinho só meu.

Arquei com os custos de uma longa temporada na Europa para a minha pós graduação em direito e fiz alguns outros investimentos de pequeno porte, mas que são bastante rentáveis, ou seja, apesar das aparências minha vida não é tão desregrada nem sou tão irresponsável quanto possa parecer.

A única coisa da qual eu senti falta de verdade na minha estadia na Europa foi das cartas da Luce, eu escrevi algumas, mas mesmo revisando varias vezes o destinatário suas repostas nunca chegaram, e assim acabamos perdendo o contato.

Quanto as demais mulheres apenas nunca me interessei por tempo o suficiente para ter nada sério.

Estou feliz pelo Laxus ter encontrado alguém, ele merece ser feliz. O Laxus pra mim é mais que um amigo, ele é um irmão, e se o que ele precisa é que eu cuide das coisas e da irmãzinha dele enquanto ele curte sua merecida lua de mel por apenas um mês, eu nunca seria capaz de negar.

Não pode ser tão difícil! E de qualquer forma, o que de pior pode acontecer?.

 


Notas Finais


Difícil nada! O que né Natsu????
Alguém aí tem alguma ideia do que pode acontecer?

Kisses!!!


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