História A Irritante. - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Acampamento, Acampar, Acidente, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 125
Palavras 3.494
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Cap 2


Sakura;

Abro os olhos e ouço vidro se quebrando como se tivesse explodido. Metal rangendo e batendo ruidosamente, em um volume ensurdecedor.

Tento gritar, mas tudo parou de se mover de repente.

Ofego, deitada em algo duro. Meu ombro, mão e ouvidos doem. Tento me acalmar e abrir os olhos, mas instantaneamente desejei que não tivesse aberto.

Descubro meu corpo espalhado pelo teto do carro. A janela traseira quebrada está bem à minha direita, me dizendo que de algum modo eu tinha sido arremessada para o compartimento de bagagem.

Olho para a terra e a grama no chão, só a um braço de distância. Perto da traseira do carro há um grosso tronco de árvore.

Finalmente cai a ficha em minha mente que o carro havia parado de cabeça para baixo.

Me movo, o que fez com que a dor explodisse da minha perna até o joelho. Gemi.

Coloco as mãos no teto e tento me levantar, mesmo com os ombros doendo, mas só consigo levantar um pouco a cabeça. Viro para a esquerda para ver Sasuke a alguns centímetros de mim. Ele está deitado de lado com as costas para mim, a cabeça perto do meu quadril. Ele move os braços quando toco seu rosto.

— Merda.

Grunhiu atordoado.

— irritante?

Sua voz ficou mais grossa quando seu corpo inteiro pareceu acordar.

— Irritante?

Seu tom é mais forte em alarme.

— Estou atrás de você. Você está bem?

Limpo a garganta, mas minha voz falha quando falo. Sasuke vira a cabeça para me olhar.

— Bem. Está muito ferida?

— Com dor, mas viva.

Estudo o que nos rodeia, vendo que estamos em uma área de floresta, com árvores densas pra cada lado.

O sol tinha baixado no céu e logo será noite, seguro a testa onde doi, mas tiro a mão para ver se há sangue. Não há . Olho para o lado, estavamos subindo uma estrada que rodeava uma montanha.

— Chame ajuda.

Digo, confusa e apavorada por acordar numa situação daquelas.

— Não tem sinal.

Sasuke rosnou as palavras, obviamente furioso. Ele tirou o celular do bolso. Abriu o aparelho, olhou para a tela por alguns segundos e disse um palavrão horrível.

— Não tem sinal.

Seu olhar encontrou o meu.

— Onde está o seu celular, irritante?

— O meu também não vai ter se o seu não tem.

— Nunca se sabe. Nossas operadoras podem ser diferentes. Onde está? Não quero ficar aqui sentado debatendo isso, prefiro tentar.

Faço menção de pegar a bolsa, mas não está no lugar onde eu havia deixado. Olho para baixo e percebo que havia caído no outro canto. Apontei para onde está e Sasuke a pega, sua mão praticamente esmagou a bolsa quando a levantou.

Em um segundo ele virou a bolsa, esvaziando todo o seu conteúdo entre nós com algumas sacudidas bruscas.

Tenho que lutar contra a vontade de gritar com ele quando meu queixo caiu em choque, essas são as minhas coisas e ele simplesmente as jogou como se fossem lixo. Ele enfiou a mão na bagunça que havia criado para encontrar o meu celular e abri-lo.

— Maldição.

Bufou e jogou o celular no chão.

— O telefone é meu! Não o quebre.

Meu temperamento explode. Também estou assustada e com muita, muita, raiva. Me movo para me inclinar para frente e checar o meu celular. Sasuke me empurrou de volta com a mão.

— Não vai funcionar mesmo.

Falou me olhando com raiva.

— Jogue o seu telefone, não o meu. Isso é falta de educação.

— Me desculpe. Eu odiaria ser mal educado quando alguém acabou de tentar nos matar.

— Afinal de contas como isso aconteceu?

Pergunto confusa, eu tenho o sono pesado mesmo.

— Um idiota bêbado me fechou na estrada.

Respondeu com raiva.

— Será que ele vai voltar?

O olhar que ele me lança já responde minhas dúvidas, é claro que ele não vai voltar para ajudar. Essas horas ele já deve pensar que estamos mortos e não se daria o trabalho de descer apenas para averiguar, além disso seria melhor para ele que estivéssemos mesmo.

Me viro, olhando para o lado do passageiro. O porta-luvas se abriu e as coisas nele caíram. Vou rastejando até a pequena área debaixo do banco. A janela permanece inteira do lado do passageiro, mas está rachada, como uma teia de aranha

Com esforço conseguimos sair do carro, por sorte acho que não quebramos nenhuma parte dos nossos corpos. Meu pulso está latejando, mas duvido que esteja quebrado.

Fico de pé para dar a volta no carro, sabendo que sofri fortes hematomas.

O carro parece acabado, vejo os painéis esmagados. A traseira tinha sofrido o pior, há uma abertura enorme perto da porta do motorista e a caixa do motor no canto da frente tinha sido destruída.

Parecia que tinha batido em algo de frente ao caírem. O meu palpite é de que foi em uma árvore, talvez até algumas delas tendo em vista o dano em toda parte frontal do veículo. É um milagre que nós estejamos vivos.

Viro a cabeça e olho a montanha. Não consigo ver a pista de onde estamos, mas posso ver o caminho que o carro percorreu antes dele desaparecer em meio às densas árvores.

Cacos de vidro, pedaços arrancados do carro e algumas roupas estão espalhados pelo caminho.

Encontro minha mochila perto de uma árvore. Ela esta esmagada e partida ao meio, como se alguém a tivesse golpeado com um machado. Estremeço. Podia ter sido eu ou Sasuke se algum de nós tivesse sido arremessado do veículo.

— Pode pegar algumas roupas na minha mala? Preciso delas.

Sasuke torceu os lábios.

— Você quer trocar de roupa? Dá um tempo, irritante. Não pode ser tão soberba assim.

— Seu filho da puta imbecil.

Explodo com minha raiva crescendo instantaneamente.

— Eu preciso rasgar roupas para enfaixar meu pulso. A alça da minha bolsa é do tipo que tem regulagem, posso tirá-la e usá-la.

Ele corou um pouco.

— Vou pegar. Desculpe.

Respondeu e se afastou.

Suspiro, permitindo que minha raiva passasse, estamos sob estresse. Sasuke voltou minutos depois.

Rasgo minha bolsa mais do que ela já se encontrava e amarro o pano no meu pulso, por hora isso vai ajudar na dor. Encontro a mochila e a aperto contra meu peito como se fosse um urso de pelúcia.

— Vamos ter que dar um jeito nisso, Sasuke.

Ele franziu o cenho.

— Bem depois que criarmos asas e sair voando daqui. O que quer que eu diga? Estamos ferrados.

— Você poderia ir até a pista pedir ajuda ao invés de ficar aqui dizendo coisas inteligentes.

Me sento no chão, minha cabeça doi e meu joelho lateja. Evito mexer o meu pulso dolorido, toda vez que estiro o braço direito tenho vontade de fazer careta.

Toco-o com a mão esquerda e esfrego meu joelho machucado. Não está deslocado e não sinto nada quebrado, espero que só seja uma distensão muscular ou só um hematoma. Machucar cartilagens pode ser bem doloroso.

— Você acha mesmo que alguém vai passar pela estrada agora? Não estamos em temporada de acampamento, e o único lugar que essa estrada leva é justamente a ele.

Acampar fora da temporada é a melhor maneira de evitar gente chata e incômoda acampando ao nosso lado, por isso Naruto sempre pedia para a sua tia e dona do acampamento não reservar para ninguém quando a gente vai, além disso ninguém quer acampar nessa época do ano mesmo.

Porra, nunca pensei que a nossa vantagem se tornaria um problema.

— O que isso quer dizer?

Pergunto por uma fração de segundos rezando que ele diga que vamos conseguir ir embora, mas a única coisa que ele faz é me olhar incrédulo.

— Quer dizer que ninguém vai passar aqui tão cedo, nós éramos os últimos a vir então todos já devem estar lá.

— Que droga!

Há floresta demais no caminho, as árvores são enormes nesta área. Isso é horrível, sinto medo do de pensar no que deve ter no meio desse mato.

Por sorte, a queda do carro acabou abrindo um espaço grande.

— Não devíamos subir e achar a estrada?

Sugiro do olhando para cima, definitivamente vai ser difícil tentar subir tudo isso com meu joelho e pulso doendo.

— Não vamos conseguir subir, e mesmo que conseguíssemos ia ser um longo caminho até chegar ao acampamento ou a Konoha.

A gente caiu justamente na metade, realmente não íamos conseguir ir andando e demoraria muito até acharmos ajuda.

Droga, está começando a escurecer e a porcaria do meu celular vai acabar desligando por falta de bateria. Por sorte e precaução coloquei uma lanterna na mochila mais cedo, mas só vou usá-la quando escurecer completamente, não sei se a pilha está muito boa.

Sasuke se mexeu, me tocando. Seus dedos roçaram nos meus seios e ele retirou a mão instantaneamente.

— Desculpe. Dê-me a mochila.

Solto a mochila e estendo ela em sua direção. O peso da bolsa sumiu e eu a soltei, sabendo que ele a tinha agarrado.

Ouço o zíper antes de Sasuke me estender a garrafinha de água.

— É tudo o que temos, então só tome um gole.

Tento dizer que eu havia pego uma sacola com mais água e salgadinhos mas como se soubesse o que eu diria ele apontou com o queixo para a trilha que o carro deixou quando caiu, e lá estava ela, minha preciosa sacolinha esmagada e destroçada assim como todas as comidinhas que eu botei dentro. Realmente, não tem como piorar.

Tiro a tampa da garrafa e tomo um gole para aliviar minha garganta seca. Tomo outro golinho antes de pôr a tampa de volta.

— Obrigada. Aqui.

A mão dele roçou na minha quando pegou a garrafa, ele também bebe um pouco.

— Já devem saber que algo aconteceu conosco, devíamos ter chegado antes do anoitecer. Naruto deve ter me ligado e quando eu não atendi, saberá que estamos com problemas.

Digo tentando convencer mais a mim mesma do que a ele.

— Vamos ficar por aqui. Com sorte eles nos encontrarão antes de amanhecer.

Ele realmente está cogitando a hipótese de dormirmos aqui? No meio dessa floresta? Ok que faríamos a mesma coisa no acampamento mas a questão é que não estaríamos no relento, merda, eu não trouxe uma barraca porque ia dividir uma com a Ino, que porra.

— Me diz que você trouxe uma barraca no carro e que ela não rasgou durante o acidente.

Peço, mais implorando. Sasuke hesita por um segundo antes de me responder, e eu já tenho vontade de começar a chorar.

— Na verdade, vou ver isso agora..

Ele levanta e vai em direção ao carro, fico o observando enquanto ele entra por entre os buracos e quando sai com uma sacola grande nas mãos.

— Graças aos céus.

Digo sorrindo pela primeira vez, pelo menos não teremos que passar a noite no relento.

— Estamos com sorte.

Comentou abrindo a sacola e tentando começar a montar a barraca.

— Jura?

Pergunto erguendo a sombrancelha. Depois de tudo o que aconteceu, achar a barraca é o mínimo que poderia não acontecer de bom pelo menos.

Ele não me responde, ao invés disso fica em silêncio tentando montar a barraca. Olho para a escuridão causada pelo anoitecer e pelas árvores e começo a me dar conta da situação, o medo começar a tomar conta aos poucos.

— Eles devem estar estranhando nossa falta, vão acabar pegando a estrada amanhã cedo para procurar a gente e verão a trilha que o carro deixou por causa do acidente, não se preocupe.

Olho para Sasuke e ele sorri, então percebo que está tentando me acalmar. Aceno concordando, um pouco feliz pelo seu gesto, ele não precisava dizer isso.

Ficamos em silêncio pelos próximos minutos, Sasuke Armando a barraca e eu revistando minha mochila e o que sobrou dentro dela.

Só havia uma garrafinha de água, duas balas, um fone de ouvido com o carregador e o celular, além de um rolinho de papel higiênico que minha mãe sempre me obriga a levar nas viagens no caso de incidentes, talvez esse rolinho seja valioso. Tem um lençol também, mas ele é fino e duvido que me esquente durante a noite.

Nunca mais eu deixo de trazer as coisas comigo. Combinei com a Ino, para eu levar a sacola com comidas e besteiras e ela levar os travesseiros e cobertas no outro carro com ela.

— Acha que o pessoal nos achará amanhã mesmo?

Conhecendo Naruto como conheço sei que ele vai ligar para minha mãe e perguntar se eu saí, ela vai confirmar e ele vai se preocupar e ir até Konoha e então realmente vai achar a trilha do carro e também a nós. Sei disso, mas preciso que alguém me diga mais uma vez para me acalmar.

Sasuke hesitou. Talvez, só talvez, ele esteja começando a se irritar com as minhas perguntas.

— Não sei, irritante.

— Eu tenho um nome, você sabe. É Sakura. Mataria usá-lo?

Silêncio.

— Não me mataria.

Respiro fundo. Tenho tido um dia infernal, não me sinto bem, meu corpo doi e meu nível de frustração só aumenta quando escuto esse apelido idiota.

— Mas não vai usar, não é? Por que se incomoda em ficar tentando me irritar? O que foi que eu lhe fiz?

Longos minutos de silêncio se passaram. Sacudo a cabeça, supondo que ele não irá responder. Uma mão toca o meu braço e eu dou um pulo, assustada. Não tinha esperado isso.

— Vamos nos deitar. Devemos dormir algumas horas enquanto podemos.

Olho para o lado do seu corpo e para a minha satisfação vejo a barraca montada, me levanto e levo o lençol que achei comigo até lá dentro.

Paro por um instante quando percebo que Sasuke também entrou, e que nesse momento está tirando seu tênis. Meu corpo fica tenso ao pensar na possibilidade de dormirmos juntos, olho para os lados tentando pensar numa solução rápida.

— E se eles nos acharem? Devíamos nos revezar e um dormir enquanto o outro fica de guarda?

Pergunto rápida, por um momento duvidando que ele tenha me entendido.

— Não. Eu vou deitar ao seu lado. Pode me usar de travesseiro, irritante. Precisa do calor do meu corpo para ficar aquecida.

E aqui está o Sasuke Uchiha que conheço, voltando com suas piadinhas e provocações idiotas.

— Não, obrigada.

O ouço ou bufar ou rir, mas não estou certa do quê.

— Está ficando bem frio e o chão da barraca é duro, irritante. Quando se cansar dos dois pode vir para junto de mim, boa noite.

Ele se deitou ao meu lado. O vento sopra mais frio com o passar do tempo. Me deito, me movendo alguns centímetros pra longe de Sasuke. Viro de lado e uso o braço como travesseiro. A dor e a exaustão me perturbavam, mas quando me deitei outro problema apareceu.

— Sasuke?

Pergunto com medo te tê-lo acordado.

— O que foi?

— Preciso usar o banheiro.

Ele suspirou e se sentou.

— Tudo bem, a levo a algum lugar mais longe da direção da barraca.

— Por quê?

— Não quero sentir o cheiro de urina, e realmente não quero ficar contra o vento se for fazer mais do que isso.

Respondeu ligando a lanterna que eu havia mostrado pouco antes de deitarmos.

— Oh.

Corei. Nunca tinha pensado nisso.

Ele me puxou de pé com gentileza e eu o segui, sem me esquecer do rolinho de papel higiênico da mochila, tenho que agradecer a minha mãe mais tarde. Ele andou mais ou menos uns vinte passos antes de parar.

— Pode fazer bem aqui, vou ficar a mais ou menos uns cinco metros daqui. Também vou poder mijar enquanto faz o mesmo.

Reviro os olhos.

— Como vou saber que não vai me espiar?

Ele riu de repente.

— Eu sou depravado, mas isso não faz o meu gênero, irritante. Vou voltar bem rápido, então se apresse.

Abro a calça e a desço junto com a calcinha.

Estar cega não ajuda muito, o idiota do Sasuke desligou a lanterna, acho que para ter "privacidade".

Rezou para que Sasuke realmente não esteja em algum lugar onde possa me ver, escuto algo caindo e sorrio. Tenho inveja de ser um homem nesse momento. Termino rapidamente e ajeito minhas roupas, ando alguns passos à frente e espero ele.

— Espero que não tenha se enxugado com a mão.

Falou se aproximando e acendendo a lanterna.

— Não fiz isso. Você é simplesmente doente. Alguém já lhe disse isso? Quem faria isso?

Ele riu.

— Eu não sei, mas queria ter certeza.

Ele agarrou minha mão e me levou de volta para o lugar onde a barraca está.

— Boa noite, irritante.

Desejou se deitando de novo. Realmente queria tentar ser legal, ele até saiu comigo para ir no banheiro, mas ele estar me chamando de irritante já está começando a me dar nos nervos.

Eu nunca o ouvi dizendo meu nome antes, o desgraçado sabe como me irrita ser chamada assim e só faz para me deixar nervosa.

— Pare de me chamar assim. É Sakura. Por que não diz o meu nome? O que foi que eu lhe fiz para que não goste de mim nem um pouquinho?

O silêncio faz minha raiva aumentar.

— Vou continuar falando se não me responder. Achei que queria dormir um pouco.

— Não se atreveria. Eu te deixei dormir na minha barraca, fui buscar sua mochila e até levantei para te acompanhar lá fora.

Oh meu deus, eu realmente estava pensando que ele fez isso de boa vontade mas Sasuke só estava esperando uma oportunidade para jogar isso na minha cara, babaca.

— Claro que me atreveria. Diga-me o que eu fiz para merecer que você nem mesmo diga o meu nome. Eu quero uma resposta. Não tem ideia do quanto isso é irritante. Vou começar a chamá-lo de otário se não desembuchar logo isso ou ao menos me explicar porque sente a necessidade de me deixar fula da vida.

Instantaneamente soube que tinha ido longe demais. Soube disso no segundo em que as palavras passaram pelos meus lábios, mas era tarde demais para fazer algo a respeito.

Me lembro que as crianças no oitavo ano o chamavam assim, e até o momento não sabia que ele ficaria tão irritado. Eu realmente não tive a intenção de relembrar isso, só queria o deixar tão nervoso quando eu fico quando ele me chama de irritante.

Não pretendi realmente insultá-lo. Só achei que aquilo o irritaria do jeito que ele me irrita me chamando de irritante.

— Desculpe. Só quero saber por que se recusa a dizer o meu nome.

Duas mãos me agarram de repente pelos ombros. Sasuke me prendeu no chão, de costas, e acabou em menos de um segundo em cima de mim.

Lutei, mas não consegui que saísse de cima. Ele me prende com o corpo. Abro a boca, mas a mão dele a fecha.

— Vai gritar para quem? Estamos completamente sozinhos nessa droga de floresta.

Eu deveria estar com medo, sei disso. Mas apesar de não sermos completamente amigos, eu também sei que Sasuke nunca faria nada de ruim comigo.

Sacudo a cabeça negando. Sua mão instantaneamente me libertou e eu o empurro, sem sucesso.

— Saia de cima de mim agora.

Sussurro nervosa.

— Você quer saber por que eu não digo o seu nome, Sakura?

Ele falou baixo comigo, quase sussurrando. Engulo em seco, surpresa que ele finalmente houvesse falado meu nome.

— Por quê?

— Por que isso a perturba do jeito que você me perturba todo tempo, acho que é justo se eu a perturbo tanto quanto você me perturba.

Franzo o cenho e o olho indignada, eu nunca o irritei de fato só revidava quando ele começava com as suas brincadeiras.

Eu nem sei porque essa merda de cisma comigo, o idiota sempre foi super tranquilo com os outros do grupinho mas quando se trata de mim é super irritante e idiota. Acho que esse apelido bobo deveria ser seu, não meu.

— Como eu perturbo você? É você que sempre tem uma gracinha para dizer e quem sempre faz algum comentário rude de natureza sexual.

— É você quem eu morro por foder e quem me faz ficar todo doído. É mais perturbador do que as minhas gracinhas, irritante. Confie em mim. Não a deixo tão dura que se preocupa se vai acabar rasgando a calça, é isso o que faz comigo.

Suas palavras me deixam sem fala. Nunca esperei essa resposta dele nem em um milhão de anos. De todas as coisas que poderia ter dito, essa nem teria entrado na lista.

Até cheguei a pensar antes que ele podia me achar esnobe porque as pessoas sempre me acusam de ser metida a besta. Não é minha intenção ser, mas simplesmente às vezes não sei como me relacionar com as pessoas e isso as vezes passa a impressão errada.

— Nada a dizer, irritante?



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