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História A Janela ao Lado - Capítulo 1


Escrita por: Skiff_

Notas do Autor


Olha, minha escrita está um pouco alterada para melhorar a leitura, obrigado pela compreensão.

Capítulo 1 - Um dia péssimo


Mais uma noite corria pelas rodovias asfaltadas da enorme cidade de Musutafu, seus enormes prédios iluminavam toda a metrópole com as luzes douradas, vermelhas e esverdeadas, os carros transitavam, as buzinas retumbavam pelos ouvidos dos pedestres e a fumaça dos automóveis alteiam-se. 


Sem dúvidas, Musutafu era uma típica cidade grande com problemas de uma cidade grande comum, contudo, nosso foco não era esse, mas sim, um bar ao centro da cidade onde bebia apenas um único jovem encontrava-se frequentando, esse mesmo que estava sentado em um um banco a frente de um balcão, segurando em sua mão uma garrafa de vodka Absolute. O próprio era um homem pela faixa dos 20 anos de idade, seus fios capilares tinham cor verdeal e seus olhos uma mesma cor, entretanto com um tom mais esmeraldino, ademais possuía 4 sardas simétricas abaixo de cada orbe, todas em um padrão de diamantes. Esse, era Izuku Midoriya, um jovem de 21 anos, bartender desse mesmo bar que estava a encher a cara de vodka, que por sinal já estava alterado e com as bochechas ruborizadas graças ao álcool ingerido. 


Mas a pergunta era, por que o garoto estava lá, inebriando-se, talvez era para divertir-se, descontrair? Apesar das poucas alternativas dadas, não fora nenhuma dessas, mas sim, para tentar esquecer o seu dia, um dia péssimo por sinal, que começou como "qualquer outro", acabando onde atualmente o Midoriya estava e nesse mesmo momento, vou contar a história para vocês.


Horas atrás…


Era uma clássica manhã como qualquer outra, de minuto em minutos os pássaros cantarolavam, os carros nas avenidas eram escassos, juntamente aos trabalhadores que saiam do conforto de suas moradas em direção ao emprego. Entretanto, nosso foco era outro, logo no centro, alguns quilómetros do bar, víamos um conjunto de prédios dentro de um condomínio, e o nosso foco, era dentro de um desses edifícios, onde morava o jovem Izuku Midoriya, que dentro do seu quarto teclava freneticamente seu notebook, não tirando os seus orbes da tela do computador. O que ele estava fazendo? Um trabalho de faculdade, ao qual teve de fazer tudo naquela mesma noite, isso era o motivo das aparentes bolsas abaixo de seus olhos. 


Seus dedos mexiam de forma veloz, e escreviam cada caractere da conclusão que foi solicitada pelo seu professor, sobraram apenas uma única linha para concluir a avaliação, e quase que instantaneamente, quando iria terminar o trabalho, a tela simplesmente ficou azul, a palavra "desligando…" surgiu pouco abaixo do centro da tela, e logo em seguida o círculo de pontos começou a rodar. O computador havia descarregado.


Foram 10 horas diretas sem pausa para acabar o trabalho, para simplesmente nada, das nove da noite do dia anterior até as 7 da manhã do atual dia. Era esse pensamento que invadia o subconsciente do das orbes esmeraldinas. Seu olhar então caiu sob a tela azul do computador, que em questão de segundos, se tornou preta já dando para ver, vendo seu reflexo enegrecido pela tela desligada do aparelho.


Izuku: M-Meu trabalho…


Sussurrou o verde, pendendo seu corpo para trás, fazendo o corpo da cadeira que situava se inclinar. A única visão de suas orbes era o seu vasto teto branco, que graças a pouca quantidade de luz no quarto, se tornou um cinza escuro. A cabeça do de olhos verdeais gritava de frustração, a vontade de gritar era constante e de esmurrar alguém era até maior, entretanto, continuar morando em seu apartamento era mais e importante, por isso, sua única forma de transparecer seu ódio sem virar um desabrigado, era dar um breve e pesado suspiro.


Então, vagarosamente, o Midoriya juntamente ao encosto da cadeira, retornaram para suas posições de origem. E apenas para confirmar, as orbes esverdeadas caminhavam pela tela do computador, e por consequência contemplou a tela negrume, as assombrosas lembranças da dezena de hora acordado, tomando café e energético para não pregar os olhos, jogadas fora graças a bateria do computador.


Izuku: Por favor, que o professor me dê um novo prazo. 


Pediu, acumulando vontade para se levantar daquela cadeira de couro cinza que estava situando fazia horas, aquela altura do campeonato Izuku já não sentia mais da sua cintura para baixo, seu suor estava acumulado na sua leggin, e provavelmente com todo aquele foco, já havia desaprendido a andar. Era ao menos o que o bartender queria, ter desaprendido a andar pra ter a "nota de falta" e um dia extra para refazer aquele maldito trabalho. 


O universitário mais uma vez suspirou, esperando alguns segundos de silêncio para finalmente levantar a bunda da cadeira e conectar o carregador ao notebook. Fora uma tarefa rápida, mas complexa, culpa da falta de vontade do Midoriya, que já estava optando por fazer seu notebook de bola de basquete e o jogar para fora da janela de seu quarto, coberta pela persiana. O bartender abriu a gaveta de sua escrivaninha, e puxou o carregador, o plugou na tomada e conectou na entrada do computador. Foram 14 segundos de uma única tarefa que por ventura tornou-se seiscentas vezes mais melancólica a partir do momento que o esverdeado decidiu a fazer.


Logo, sem embromação, Midoriya foi direto para uma das portas dentro do seu cubículo que originalmente era chamado de quarto, entrando por consequência dentro do banheiro que era tão menor quanto uma cama de casal mediana, um espaço estreito com um cesto de roupa suja, uma pia logo ao lado da porta, e ao outro lado da pia um vaso sanitário, uma lixeira, um armário com espelho, e para completar, um box de vidro que por muito pouco não seria considerado fumê.


Foram então feitas suas higienes matinais, tomou um banho demorado, escovou os dentes e tirou um pouco daquela cara horrível. Continuou assim sua rotina, saíra do banheiro e vestiu uma roupa para o clima invernal que assolava no início daquele mês de dezembro. Após banhar-se e vestir-se, o de olhos esmeraldinos foi direto para a porta dos seus aposentos, abrindo-a, vendo um pequeno corredor com uma porta de um lado, possuindo um interfone à sua esquerda e duas do outro. As quais seriam ignoradas pelo universitário, que simplesmente seguiu até o final do corredor, deparando-se com uma pequena sala híbrida de Estar e Jantar, com visão da cozinha. A primeira coisa que roubou a atenção de Izuku foi uma garrafa térmica acima do balcão.


Izuku: Eu fiz café nessa manhã, talvez ainda tenha um pouco sobrando.


Explanou, dando um leve sorriso esperançoso naquela carranca melancólica. Sem muita espera, já rumou para o balcão onde situava a garrafa, já agarrando-a por seu corpo, sentindo apenas o sorriso em seus lábios sumir, mas por que? A resposta era simples, a garrafa estava molhada, mas era apenas na parte onde a palma do Midoriya relou.


Izuku: Isso é brincadeira né?


Apenas para confirmar a dúvida que pairava sob sua mente, o bartender deixou a garrafa térmica novamente no balcão, e aproximou seu rosto da parte úmida que relou sua mão, observando uma leve rachadura, que mesmo assim era possível ver um ligeiro brilho da mesma. A garrafa havia quebrado, o ar quente parou de ser retido, e só para ter certeza, Izuku abriu a tampa do compartimento, bebericando um pouco do café que era contido dentro da garrafa, chegando a conclusão que…


Izuku: Tá frio…


Reclamou, olhando para o recipiente com uma semblante de puro desgosto e descontentação, entretanto, nada poderia ser feito aquele momento, todo o dinheiro para separado para uso próprio do mês havia sido gasto, e receberia apenas mais tarde nesse mesmo dia, então o teria de se contentar com aquele café em temperatura natural e totalmente sem graça.


Izuku: Alguém me dá um tiro.


Pediu exagerado, bebendo com a carranca aumentada três vezes mais, e sem nada a fazer, foi a poltrona da sala, e lá se jogou. Foram 3 minutos de auto-tortura bebendo aquele café em temperatura natural, para finalmente acabar com o conteúdo da garrafa. Suspirou então aliviado, colocou o recipiente tampado acima da mesa e apanhou seu celular, que não era lá de nova geração ou muito velho, mas era o suficientemente agradável aos olhos do esverdeado. 


O polegar de Izuku rapidamente se direcionou ao único botão do lado direito do aparelho, e o pressionou, esperando 5 segundos para o aparelho acender a tela. Tentou novamente, novamente e novamente, para finalmente pressionar o botão por alguns 10 segundos, fazendo aparecer o ícone da bateria no vermelho. 


Izuku: Eu esqueci de colocar pra carregar…?


A resposta estava literalmente em suas mãos, e já sem motivos para salvar a esperança de ser apenas um erro do aparelho telefônico, o conectou ao carregador, e pôs a fonte na tomada. Não demorou muito para o ícone de carregamento aparecer, juntamente a mais um pesado suspiro no intervalo de 15 minutos, e  cada segundo a vontade de se suicidar com quarenta tiros na nuca, e mesmo se aquela façanha fosse possível de se realizar, ele não teria dinheiro para comprar a arma. De qualquer forma, como qualquer pessoa, ele tem um dia ruim, o que de pior poderia acontecer depois disso? 


Com aquele pensamento, Izuku não abriu nenhum sorriso, mas decidiu melhorar aquela postura, foi então para o seu quarto, abriu a porta e apanhou a alça de sua bola que estava pendurada em um gancho próximo, sem muita enrolação, retornou todo  corpo para o corredor e fechou a porta sem muita delicadeza. De cara o de olhos esmeralda correram até a porta solitária do corredor, seus pés foram igualmente em direção ao foco dos orbes de Izuku, e já com a mão na chave, girou, ouvindo um alto e agoniante:


CRACK!!


Izuku: Não… Isso não é possível…


Para sanar sua dúvida, Izuku puxou seu braço a altura de seu rosto, vendo apenas metade do que deveria ser, seus olhos cerraram, e mais um suspiro escapou, igualmente a chave quebrada da sua mão, essa mesma mão foi em direção a raiz de seus cabelos, a puxando para trás, pressionando os fios entre seus dedos, enquanto sua outra mão ia em direção ao interfone, teclando o único botão, já chamando:


Izuku: Alô, Yagi-San, está aí? 


Chamou o tal Yagi, já ouvindo uma voz com chiado do interfone, essa voz que era rouca e grossa, que já respondeu.


Yagi: Midoriya-Shounen? Sim, estou aqui, o que houve?


Perguntou o chamado Yagi, escutando do inquilino a onomatopeia de um pigarrear, seguida por um breve murmúrio inaudível apenas para concluir com a resposta.


Izuku: A chave do meu apartamento quebrou, você poderia abrir pelo lado de fora pra mim? 


Indagou o esmeraldino, ouvindo já o barulho de metal se chocando, seguido da voz do Yagi.


Yagi: Certo, já estou indo. Mas Midoriya, como você quebrou essa chave? Mudamos elas semana passada.


Afirmou o Yagi, ouvindo uma risada melancólica do sardento.


Izuku: Não tô com muita sorte essa manhã.


Disse, já seguindo seu monólogo.


Izuku: Primeiro, meu computador descarregou quando eu tava terminando um trabalho, e eu nem tinha salvado. Depois eu tive que beber café frio porque minha garrafa térmica quebrou. Depois eu descobri que não tinha colocado o celular pra carregar, e agora minha chave quebrou.


Relatou o esverdeado, ouvindo um ligeiro riso de Yagi do outro lado da linha 


Yagi: Sinto muito por rir de sua situação. 


Desculpou-se ao inquilino, que fez o breve riso recíproco ao porteiro.


Yagi: Eu achei a chave, estou aí em alguns minutos. 


Afirmou o Yagi, fazendo a chamada ser cancelada, e Izuku soltar o botão do interfone. Assim, passou-se alguns minutos, aquela altura do campeonato Izuku já estava sentado no sofá da sala esperando o Yagi retirar a metade da chave que ficou presa na fechadura. Ambos, inquilino e porteiro conversavam casualmente.


Yagi: Então Midoriya-Shounen, como anda a faculdade? 


Agora que estava a frente de Izuku, dava para ter uma noção de como era Yagi, um homem, dono de volumosos cabelos loiros, era raquítico, semelhante a um viciado, mas de toda forma, o homem não tinha passagem na polícia, seu rosto é fino e triangular, seu pescoço é longo e era possível ver uma ausência de sobrancelhas, felizmente não possuía câncer ou algo semelhante, seus braços são longos e sua postura não era das melhores. Seu nome era Toshinori Yagi, um porteiro do prédio em que o Midoriya se abrigava, parecia estar na faixa dos 35 ou 40.


Izuku: Atualmente anda bem, tirando o trabalho que eu perdi ainda agora, está tudo relativamente bem.


Afirmou enquanto girava o aro da nova chave de seu apartamento ao indicador.


Toshinori: Espero que seu professor te permita refazer esse trabalho.


Desejou, escutando um leve suspiro do das orbes esmeraldas


Izuku: Nada que uma boa barganha não resolva. É o que o meu chefe fala.


Disse Izuku, já ouvindo o metal cair no chão. Olhando para onde Toshinori está, e vendo a metade da chave aos pés do porteiro.


Izuku: Valeu Yagi-San. 


Agradeceu, Yagi logo assentiu, e se retirou do apartamento do bartender. O fechando trancando ao fechar a porta do lugar, deixando Izuku sentado em seu sofá, aguardando a vontade retornar para o seu corpo.


Izuku: Vamo lá, né?


Perguntou retórico, levantando do sofá, e se alongando para rumar em direção a porta e abri-la, pondo a chave na fechadura, girando-a, ouvindo um *Click*, sentindo um sorriso de canto se erguer em seus lábios.


Ligeiramente seus dedos prensaram a chave, e a retirou da fechadura, segurou com a palma de sua mão e os 3 dedos restantes, a maçaneta, girando-a, abrindo a porta no processo. Puxou a entrada de sua residência para dentro, e ainda com a mão na maçaneta saiu, levando a porta junto, largando a maçaneta interna, deixando a porta bater contra a madeira, e ela se fechar, a mão que ainda estava com a chave foi empurrada na fechadura, girada duas vezes assim em seguida, e para confirmar, Izuku girou a maçaneta e empurrou, comprovando que a porta estava trancada. Rapidamente o esverdeado recolheu a chave da porta, guardando-a no bolso do casaco, iniciou assim uma caminhada pelo corredor de seu prédio, estava indo em direção do elevador do seu andar, já que morava no vigésimo piso do lugar. Foram segundos de caminhada para o de orbes verdes avistar o seu destino, entretanto o mesmo se surpreendeu ao ver o loiro frente a porta do meio de locomoção com a destra alisando seu queixo, enquanto a canhota apoiava o cotovelo. Curioso, Midoriya pronunciou-se.


Izuku: O que aconteceu, Yagi-San?


Indagou Izuku, chamando a atenção do magrelo.


Toshinori: Quando eu ia descer, o morador do 210 disse que o elevador não tava funcionando, então eu vim checar… E realmente tá quebrado. Acho que até amanhã, os inquilinos vão ter que descer pelas escadas.


Afirmou, não tirando os olhos do meio de transporte, as orbes azuis escondidas pela sombra do rosto correram por toda aquela área retangular, mas pararam em um certo ponto do lugar. Ligeiramente Toshinori virou-se para o lado, já chamando o nome de Izuku, mas deparando-se apenas com o corredor vazio. Um questionamento logo apareceu na cabeça de Toshinori, mas tão rápido quanto apareceu, desapareceu.


Mas qual era a indagação do Yagi? A pergunta seria: "Onde estava o sardento?", a resposta era simples, ele estava na escada do décimo nono andar, descendo os degraus rapidamente e valia mencionar que sua carranca havia retornado.


Seus pés se moviam rapidamente, às mãos do próprio deslizavam facilmente pelos corrimãos de alumínio. E isso facilitava sua descida, mas como nada são espinhos, a energia do esverdeado já estava se acabando, mesmo estando apenas no segundo lance de escadas que era necessário para descer todos os 38 lances até o térreo, o universitário era um total sedentário, entretanto, sua vontade de não bombar era maior, por isso, por 5 minutos, ele desceu todos os lances de escadas até o térreo.


O de cabelos esverdeados já estava no térreo, se apoiando em seus joelhos pelo cansaço, suando pela quantidade excessiva de degraus que desceu, sua respiração desregulada e seu cabelo encharcado. Estava a beira de um desmaio, só não o fez, porque ouviu uma voz o chamando.


????: Midoriya-Shounen?


Izuku reconheceu essa facilmente, afinal única pessoa que o chamava assim era o porteiro de seu prédio, que lia tranquilamente um jornal diário.


Izuku: Yagi-San, como você chegou aqui mais rápido que eu?!


Indagou o esverdeado, já com uma ideia do que havia ocorrido.


Toshinori: Ah… É que na verdade o elevador não estava quebrado, mas sim o botão dele que tava preso no painel.


Explicou. E Izuku prontamente iria reclamar, mas antes de o fazer, a voz do porteiro rapidamente veio.


Toshinori: E quando eu percebi, você já não estava mais lá. Então não consegui te chamar.


O inquilino logo suspirou, e sem nenhum argumento para combater o porteiro, rumou para fora do edifício, deixando a vidraça se abrir automaticamente ao mesmo tempo que andava com uma aura melancólica para fora. Izuku olhou para o caminho de terra à saída do seu condomínio, e já que não tinha outra escapatória, seguiu a já demarcada trilha até o portão principal, deparando-se com o guarda seguindo-o com seus olhos juntamente a um rosto desinteressado. O mesmo guarda logo pronunciou.


Guarda: Bom dia.


Cumprimentou o guarda, sendo retribuído com um outro "Dia", o dia não estava bom, então Izuku não teria motivo para falar "Bom dia". Todo caso, nada mais fora dito, e a barreira de lança que impedia a entrada do universitário se ergueu, e sem muita enrolação, o próprio seguiu seu caminho até a calçada, estendendo sua mão para frente na intenção de chamar a atenção de um táxi na pouco movimentada rodovia. Para a surpresa de Izuku, aquela tarefa não foi relativamente complicada, mas foram alguns poucos minutos gastos até um taxista aparecer… Ou era o que o Midoriya esperava.


Depois de alguns minutos esperando algum táxi aparecer, Izuku já estava irritado, 8 minutos não era muito tempo, mas de toda forma, ele já estava impaciente, seu braço estava cansado, seu celular carregando dentro de casa e não tinha como pedir ao guarda ligar para um aplicativo de corrida, já que estava alheio a tudo. O esverdeado já estava optando morrer de fadiga de tanto correr de sua residência a faculdade, foi então que a esperança dos pulmões de Izuku apareceu, um carro esportivo da Koenigsegg Gemera da cor preta cromada e vidros fumê. Já era claro ao Midoriya a quem pertencia o carro, e a sua conclusão só subiu em 200% ao ver a placa na frente do carro, essa que era personalizada, onde escrita na mesma estava "SH1N3".


Um breve sorriso surgiu no canto dos lábios do bartender, esse que só aumentou ao ver a porta do carro desportivo se erguer de forma diagonal, até estar totalmente na vertical, revelando um jovem, pouco menor que Izuku, de cabelos espetados e loiros, seus olhos eram vermelhos e um sorriso convencido estava grudado em seu rosto. Seu nome é Katsuki Bakugou, um merdinha oportunista de 23 anos que herdou a empresa dos pais, ou como Izuku o chama, melhor amigo.


Izuku: Cirrose de Cafeína.


Insultou, enquanto jogava sua bolsa nos bancos de trás do automóvel e se sentava no banco de passageiro, já vendo a porta se fechar.


Katsuki: Overdose Ambulante.


Retrucou o insulto, o que fez Izuku dar um ligeiro riso, o que foi estranho ao loiro que estava acostumado ao sorriso vibrante de seu amigo.


Katsuki: O que houve? 


Indagou, não tirando seu foco da rua.


Izuku: Sabe como é né? Perder um trabalho de faculdade, tomar café frio, acordar com o celular descarregado, e a bola de neve só aumenta.


Respondeu, ouvindo uma risada genuína do loiro ao lado.


Izuku: Isso seu pinscher golpista, pode rir à vontade. Quando eu tiver bilionário e você me pedir dinheiro, pode dar a bunda que eu não vou te dar nem um centavo.


Ameaçou, fazendo o riso de Katsuki aumentar drasticamente.


Katsuki: Parece que sua sorte não está boa hoje né?


Disse, fazendo Izuku revirar os olhos e já mandar uma frase corriqueira.


Izuku: Tudo na vida é questão de persistência, esse bagulho de sorte é coisa de otário, coisa de quem não acredita no próprio potencial. 


Disse para o loiro, que ergueu um sorriso de escanteio, sua voz se calou, e nada mais fora citado durante todo o trajeto que se tornou bem mais rápido graças ao carro veloz que estava levando o universitário. Foram 10 minutos do condomínio a universidade, essa universidade que se chamava U.A, uma faculdade particular, com diversos cursos e professores dos mais diversos tipos, nessa onde habitavam os mais diversos estudantes. Descritos nas palavras de Izuku: Os Maconheiro: Estudantes de Filosofia; Os Metidos a Chefe: Estudantes de Empreendedorismo, Administração e Etcs e o grupo do de olhos verdeais: Os inventores da Cirrose Hepática:  Os que Cursam para serem Baristas, Sommeliers dentre muitos outros.


Izuku: Valeu aí Katsuki, tô te devendo uma.


Brandou, saindo de dentro do automóvel já com a bolsa em suas costas, girou então pelo eixo de seu próprio pé e se virou para o carro, que já estava com a porta fechada e o vidro aberto. Poderia ser ouvido a partida alta do carro, esse que prontamente foi para frente em um instante juntamente ao grito do loiro.


Katsuki: VOU USAR ESSE FAVOR DE FORMA SÁBIA!!


Gritou Katsuki, fazendo com que todos os alunos pelo campus da universidade torcessem seus pescoços para olhar Izuku, que naquele momento já havia sumido da vista de todo mundo. Mas onde ele estava? Midoriya naquele momento estava prensado em uma árvore enquanto tinha seus lábios tomados de forma feroz por uma pequena garota de cabelos castanhos e rosto redondo, seu nome, era Ochaco Uraraka. A namorada de Izuku. Uma garota que cursa astronomia, atualmente tendo 21 anos.


(N//T do Autor: Isso tá doendo…)


O beijo feroz que dava a castanha fazia todas as energias negativas escaparem do corpo de Izuku, os rostos do casal se mexiam em movimentos coordenado, e graças a Deus… Falta de ar, eles se separaram, formando uma longa linha de saliva, que já estava se desmantelando. Brandou então o Midoriya.


Izuku: Bom dia, Ocha-Chan.


Seu rosto absorto foi substituído por uma faceta alegre. Estava ao lado de sua namorada que estava junto a mais de 5 anos, desde o primeiro ano do Ensino Médio. 


Ochaco: Bom dia Izu-Kun.


Respondeu prontamente ao de orbes verdeais, dando alguns passos para trás. Na visão de Izuku, ele via uma garota pequena e fofa, vestindo um sobretudo de couro com um pescoço enrolado por um cachecol naquela manhã de Dezembro em um inverno.


Ochaco: Eu estava te esperando, faz um tempo que eu não te vejo.


Explicou ao maior, sorrindo esbanjando seus dentes esbranquiçados.


Izuku: Pois é, os trabalhos que o Sensei me passa, o meu trabalho no bar. Aí eu fico sem tempo pra você ou pra mim. Mas as férias de fim de ano estão chegando pra gente, então a partir da próxima semana já tamo liberado pra ficar até o final de fevereiro juntos.


Argumentou com um sorriso bobo, já retribuído pela castanha que cruzou ambos os indicadores em formato de x, e colocou frente a própria boca.


Ochaco: Espero mesmo, até mais Izu-Kun!


Se despediu, dando um selinho em Izuku, sumindo tão rápido quanto puxou Izuku para dentro do mato, o mesmo que já estava com as mãos no bolso e com um sorriso calmo e radiante em seu rosto, esse que já sumiu ao se recordar.


Izuku: Merda, a aula vai começar em 5 minutos. Se eu correr ainda dá tempo!


Disse correndo desleixadamente para fora da pequena área verde, tropicou, cambaleou até pegar o ritmo e começar a correr de forma veloz prédio adentro, passou pelo meio das pessoas e atravessou a porta do edifício principal, para derrapar, virando-se no processo para a direita e sem enrolação, alavancando novamente a sua corrida. Já haviam se passado 1 minuto e Izuku ainda corria pelos imensos corredores daquela igualmente imensa escola , passando pelo labirinto de salas e bifurcações pelo caminho, tentando lembrar como chegava em sua sala, já estava faltando apenas 2 minutos para iniciar o curso e Izuku sabia o quão rigoroso questão a atrasos eea o seu professor, - mesmo sendo o que mais se atrasa - então não queria testar novamente a paciência com um atraso. Era esse o minuto restante e Izuku já estava no corredor de sua sala, as duas portas ao lado direito escritas em sua madeira com vermelho: 7-A.


No decorrer que o seu destino se aproximava, a velocidade da corrida de Midoriya também diminuiria, chegando ao ponto de finalmente atingir o seu destino. Sua mão correu até a maçaneta e a girou, abrindo a porta da sala de aula, deparando-se com 5 fileiras de 4 carteiras cada, 70 por cento do espaço estava sendo ocupado, ou seja, os únicos 14 alunos, contando com a presença de Izuku, estavam presentes na sala de aula, nenhum deles era chamativo ou de importância para o dos olhos esmeralda, a não ser um garoto sentado na frente da sala na carteira mais próxima a parede. Esse garoto que tinha cabelos enegrecidos e caídos, seus olhos são igualmente pretos com um formato pouco triangular, o qual era presente no sorriso que esbanja seus dentes, involuntário o qual estava presente em sua boca. Esse é mais um dos amigos de Izuku, Hanta Sero, um jovem que está no curso de barista, tendo 22 anos, ou como o universitário o prefere chamar.


Izuku: Eae, Risadinha.


Cumprimentou Sero, que espantando pelo menor o chamando pelo apelido, virou-se rapidamente para ver o esverdeado jogando a bolsa que antes se encontrava em seus braços, no assento da cadeira.


Izuku: Sabe se o Sensei já chegou?


Perguntou, não deixando Hanta retribuir o cumprimento.


Hanta: Bom dia pra você também, Russo.


Esse, juntamente a Overdose Ambulante eram os apelidos de Izuku, dados ao esverdeado pelo apreço do mesmo tanto a café, quanto a bebidas alcoólicas, principalmente a Vodka.


Hanta: E não, o sensei ainda não chegou. A propósito, trouxe o trabalho que ele passou?


Perguntou Sero, vendo que uma carranca surgiu no rosto do amigo, estendendo o seu sorriso de forma marota.


Hanta: Você não salvou o arquivo e o PC desligou né?


Chutou certeiro, recebendo dedo do esverdeado, que o xingou assim ao levantar o dedo médio e abaixar os restantes.


Izuku: Você virou vidente por acaso, Risadinha?


Falou irritado, o que fez Sero gargalhar da situação do apreciador de café, aumentando ainda mais a carranca do menor.


Izuku: Tsc~! Sim, foi exatamente isso que aconteceu. Por isso eu quero falar com o Sensei.


Explanou, escutando um suspiro aliviado do "Risadinha".


Sero: Bem, pra sua sorte o Sensei acabou de chegar.


Afirmou Hanta, apontando para a segunda porta da sala, onde entrava um homem alto, pela faixa dos 1,80, com cabelos negros e olhos de mesma cor, tinha uma barba rala e mal feita, igualmente aos fios capilares, bagunçados e curtamente encaracolados, ele parecia estar na faixa dos 30 ou 35 anos. Seu nome era Shouta Aizawa, professor do Curso de Barista e também, o dono de um dos maiores bares do Japão. Aizawa então se pronunciou.


Aizawa: Bom dia turma. 


Cumprimentou os alunos, que sem pestanejar retribuiu o cumprimento do professor, esse mesmo que já percebeu o seu aluno de pé, se aproximando e então, o cumprimentando.


Izuku: Bom dia Shouta-Sense…


Antes que o esverdeado completasse, o próprio tomou um golpe de karatê de Aizawa.


Aizawa: Me chame de Aizawa enquanto estamos no horário de aula. E o que você faz em pé?


Judiou, já indagando o porquê do Midoriya ter se aproximado.


Izuku: Bem… Como eu posso te dizer isso de uma forma não muito chata…?


Aizawa já sabia o que estava por vir, e logo suspirou, deixando o universitário completar o pedido.


Izuku: Ocorreu um equívoco e o trabalho que o senhor exigiu foi perdido, então queria saber se você poderia me dar um novo prazo… Você pode?


Perguntou intimidado com o olhar frio que o moreno dava para si, Izuku sabia como era o mais velho, afinal, já tinha bastante intimidade com ele por ser um dos irmãos de seu chefe. E graças a esse conhecimento, sabia que Aizawa não era muito tolerante a esses assuntos que envolvessem a faculdade.


Aizawa: Não, eu pedi o trabalho para hoje, ele terá de ser entregue hoje.


Respondeu seco, já se virando para sentar em sua cadeira, mas ocorreu da voz do bartender ressoar pelos seus ouvidos.


Izuku: Como você sabe, minha mãe mudou de número certo?


Izuku conhecia tanto de seu professor, que desde a época em que se conheceram, quando Izuku conheceu Aizawa, por volta dos seus 16 anos, sabia que tinha uma certa quedinha pela mãe de Midoriya.


Izuku: Se o senhor me der um prazo até a quinta feira, posso te dar o número novo dela… Que tal?


Tinha chances e chances, das pequenas às maiores, e aquela barganha era das enormes. Shouta então revirou os olhos, e já falou.


Aizawa: Apenas dessa vez, você me entendeu?


Perguntou ao menor, que prontamente acenou positivamente com uma expressão alegre.


Aizawa: No final da aula você me entrega, temos até nove da noite, então vá se sentar, que já vamos iniciar a aula.


Ordenou ao de orbes esmeralda, que alegremente concordou e foi para a sua cadeira dando pulinhos de felicidade. Sero então comentou.


Sero: Você tem sorte de ter uma mãe bonita.


Aquilo poderia ser um elogio ou uma ofensa, mas o esverdeado decidiu levar em uma reação mista.


Izuku: Sim, agora tira o olho que ela já tá guardada pro Sensei.


Aquilo foi ouvido por Aizawa, que jogou o giz de cera de forma certeira no centro da testa do mais novo, fazendo-o gemer de dor.


Aizawa: Sem conversas paralelas, senhor Midoriya, e senhor Sero.


Ordenou, fazendo ambos os amigos engolirem em seco. Shouta ligeiramente pigarreou, e começou a falar.


Aizawa: Bom dia alunos.


Os cumprimentou novamente, que foi retribuído igualmente.


Aizawa: Como vocês sabem, já que é final de ano e por causa da semana que teve um equívoco com seu professor, vocês perderam uma semana de conteúdo, por causa disso nessa última semana, teremos aulas extras, das 7 da manhã até 9 da noite.


Os alunos rapidamente concordaram.


Aizawa: Ótimo, agora vamos começar o primeiro tempo…


13 horas depois…


Foram longas 13 horas de estudo, as primeiras 7, estudos teóricos e a apresentação do trabalho, esse que explicava toda a capacidade do Barista, meio a entrevistas, pesquisas e derivados, explicando como era a profissão e os drinks feitos pelos baristas. E as outras restantes, designadas especificamente a confecção de drinks e cafés, esse tempo que já havia acabado, sobrava apenas 1 minuto para todos serem liberados por Aizawa. Esse que naquele momento estava sentado na sua cadeira frente ao Midoriya, que estava escrevendo em um papelzinho o número da sua mãe.


Izuku: E tá aqui, pode anotar.


Disse, entregando o papelzinho para Aizawa, que assim que o pegou, sorriu de escanteio, o que não passou despercebido por Midoriya, que logo sorriu de forma marota, e antes mesmo que Aizawa começasse a reclamar da ação do seu aluno, o sinal que mais parecia uma buzina de campo de concentração soou, e o de olhos esmeralda já saiu juntamente aos outros alunos, e antes mesmo de ultrapassar a porta, o próprio gritou.


Izuku: EU TE DOU MINHA BÊNÇÃO PRA NAMORAR A MINHA MÃE, AIZAWA-SENSEI!!


Gritou zombeteiro.


Aizawa: CALA A SUA BOCA, MIDORIYA!


Retrucou irritado para o esverdeado, que saiu rindo juntamente aos outros cursistas. 


Poderíamos pular alguns minutos para frente, onde Izuku estava andando para fora da universidade, afinal já estava a pouco tempo de começar seu trabalho, e graças a isso, estava procurando sua namorada para pedir um táxi para o mesmo, afinal, estava sem celular, e buscando a isso, falou com conhecidos da mesma, que afirmavam todos que Ochaco estava dentro do prédio. E nesse mesmo momento, estava lá, Izuku, procurando Uraraka pelos cantos e salas de toda a U.A, e aquela instância, já estava desistindo de procurar a namorada para buscar Aizawa e pedir para ele o levar para o trabalho no carro do próprio.


Izuku: Espero que o chefe não reduza o pagamento. 


Clamou, entretanto, seus ouvidos tremeram graças a uma vibração próxima, silenciou-se e concentrou-se, escutando o som de gemidos e algo semelhante a ventosas se separando. O sardento logo julgou que eram dois outros alunos que não conseguiram manter o autocontrole e decidiram afogar o ganso naquele lugar mesmo. Izuku sabia que não deveria intervir, mas era um curioso de primeira linha, e gostaria de saber quem eram os indivíduos, apenas para tirar uma com a cara de ambos no dia seguinte.


Ele então, silenciosamente se esgueirou pela parede e dando passos largos e silêncios, cortava distância mais e mais do barulho dos gemidos. Quando já era possível perceber, o esverdeado estava embaixo da janela da porta de onde os gemidos vinham, e a única coisa que rondava sua cabeça era:


Izuku: "Eu deveria estar procurando a Ochaco nesse momento pra pedir um táxi, mas o que não fazer por fofoca né?"


Se questionou, suspirando pesadamente enquanto lentamente erguia sua cabeça pela janela da porta, primeiro seus cabelos, depois a testa, para finalmente chegar aos seus olhos, esse que se arregalaram, ficando tão finos quanto agulhas, diante da sua visão, Izuku via Uraraka, beijando um outro cara ferozmente. Sem mais o que fazer, lágrimas começaram a escorrer do canto de seus olhos, afinal, o que ele poderia fazer? A única reação que ele poderia ter era chorar, dentre outras opções mais violentas, o que ele realmente não era, por isso, por causa de descobrir, que após 5 anos de namoro, ele estava sendo traído, poderia ter ficado apenas na curiosidade e ter mantido um chifre que o mesmo desconhecia que possuía, entretanto, como não era o seu melhor dia, lá estava ele, com olhos opacos e sem vida, com uma faceta inexpressiva e grossas fileiras de lágrimas caindo como cachoeiras silenciosas dos seus orbes.


Izuku: …


A solidão que mostrava o seu silêncio não descrevia a vontade que ele tinha de gritar e socar o desgraçado que beijava sua ""namorada"", na verdade, a sua maior vontade não era bater no cara, mas sim em Ochaco, que apreciava o momento com um sorriso no rosto. Aquela instância Izuku já estava de pé, fitando os amantes no relacionamento adúltero como uma coruja. E Uraraka? Ela estava aproveitando o momento, degustando a saliva do outro cara enquanto os braços envolviam o pescoço do próprio, estava aproveitando tanto o momento, que só ao ver o amante separar do beijo, sentiu o olhar neutro caindo sobre si, vagarosamente a castanha se virou, e sua cara foi de prazerosa, a assustada, ela via Izuku, a olhando de modo frio com grossas lágrimas escorrendo pela bochecha do mesmo até o chão.


Ochaco: I-I-Izuku?!


Perguntou em voz alta, enquanto o amante virava sua cabeça para a janela, vendo apenas o esverdeado se distanciando lentamente, enquanto o seu passo aumentava a cada momento. Foram segundos até Uraraka soltar do pescoço do cara, e avançar para a porta e abri-la, apenas pra correr em direção ao maior, que estava ainda com sua mente reverberando a cena.


Ochaco: Izuku, aquilo não é o que parec…


Antes dela completar a própria frase, Izuku a interrompeu.


Izuku: Cala a tua boca.


Ordenou, essa mesma ordem que assustou a menor, já que o esverdeado sempre agia de forma boba e alegre, e poucas vezes o via irritado, entretanto, ele não havia terminado, e logo continuou.


Izuku: Estamos acabados, nunca mais fale, toque ou se aproxime de mim! Eu sinto nojo de você, de pessoas como você! Agora cale a sua boca e vá ocupar ela com a daquele sujeito! 


Aumentou o tom, igualmente ao passo, e quando a castanha podia ver, seus olhos captaram apenas o sapato vermelho do seu, agora, Ex-Namorado sumir na esquina do corredor.


As pessoas que viam as lágrimas no rosto do jovem bartender, tentavam o chamar com perguntas clichês, como: "O que aconteceu?", "Você esta bem?", todas que nem foram escutadas pelo Midoriya, o qual simplesmente andava meio a multidão de alunos que estavam se drogando, bebendo,  ou esperando o ônibus chegar para os levarem ao conforto de seus lares, dentre esses, o que realmente fez Izuku parar para o ouvir, fora Hanta, que ao ver a situação do seu amigo, segurou os ombros dele e o ordenou olhar nos olhos.


Sero: O que aconteceu Izuku?! 


Perguntou com um tom preocupado, mas ainda sim, não foi o suficiente para Izuku o responder, mais uma vez, ele repetiu.


Sero: Me responde, o que aconteceu mano, por que tá chorando?!


Agora seu tom estava mais irritado, mesmo assim, ele não respondido.


Sero: ME RESPONDE LOGO, DROGA!!


Gritou, fazendo Izuku sair de seu transe, a faceta fria do mesmo havia sumido, junto a isso, o choque, mas ao mesmo tempo, o sentimento da tristeza o assolou, e seu choro se tornou audível, ele soluçava e tentava gesticular qualquer coisa, entretanto, a única coisa que saia, era a sua voz falha. Hanta percebeu que não sairia nada dali, então decidiu abraçar o amigo, consolando-o, mesmo não sabendo o que tinha acontecido.


Foram longos 10 minutos de consolação, Izuku estava com olhos vermelho e nariz levemente rosado, já Sero, estava sentado ao lado do menor, com o ombro de sua camisa molhado graças às lágrimas do amigo.


Izuku: Sero…


Chamou o maior com voz fanha.


Izuku: Eu preciso muito de Vodka.


Explanou, fazendo o de olhos negros rir do desejo do amigo. Hanta ligeiramente se levantou, e ajudou Izuku a se levantar, colocando na mão do amigo ao ajudá-lo a se levantar, uma nota de 500 ienes.


(N/T: Aproximadamente: R$25.)


Sero: Vá para o seu trabalho, e você me paga depois, pode ser? Mas cê vai me dizer o que aconteceu depois, okay? Mas amanhã, porque meu ônibus chegou!


Perguntou o universitário ao outro, o que fez Midoriya rir.


Izuku: Okay risadinha, te volto amanhã. 


Agradeceu a Hanta, que correu em direção a porta do ônibus, e antes que se fechasse, adentrou o automóvel, saindo alguns segundos depois. E Izuku, agora sem mais nada a se fazer, foi para a beira da calçada e esperou alguns minutos para ver um táxi freando quando o próprio estendeu a mão. Logo o esverdeado adentrou o veículo.


Izuku: Boa noite, poderia me levar ao "Cloud Bar"?


Referindo-se ao lugar onde trabalha, Izuku perguntou para o taxista, que prontamente o assentiu, dando partida no carro, e começando a dirigir. Fora essa uma longa trajetória, as rodas rodavam lentamente pelo asfalto das rodovias, o trânsito estava limpo, poucos carros rondavam pelas suas trajetórias até o seu aparente destino, nada mais estava tão próximo, mas também nada tão longe, a noção de tempo e localização do Midoriya não estava mais tão boa devido as lembranças frescas em sua mente, alheio resumia seu estado, única coisa que o retirou do seu estupor foi o Taxista o chamando.


Taxista: Senhor, chegamos.


Chamou o motorista, e Izuku logo o entregou a nota de 500 ienes, o trabalhador assentiu com a cabeça agradecido. Midoriya logo saiu do automóvel, se deparando com um estabelecimento de tamanho médio, seu perfil é de tema londrino e a porta de madeira com um pequeno quadrado de vidro que dava uma breve visão de como era internamente. 


Izuku sem muita cerimônia adentrou o bar, tendo uma visão privilegiada de como era internamente no local, uma longa extensão de madeira processada , com mesas redondas de madeira em pontos estratégicos do local, um sofá em um canto mais afastado, e o ponto principal do local, o bar em si. O balcão em formato de "L", que ligo atrás dele estava uma prateleira com diversas bebidas, vinho, whisky dentre outros. Mas o mais importante em si era quem estava atrás do balcão, um homem alto e moreno, com cabelos desgrenhados, cor azul-escuro, beirando o preto, seus olhos são amarelos, onde em um deles estavam 3 cicatrizes uma ao lado da outra, o mesmo tinha também cavanhaque centralizado. Seu nome é Kurogiri Aizawa, ele parecia ter pela faixa dos 28 anos. Kurogiri já iria repreender Izuku por ter se atrasado, entretanto, se calou ao ver o rosto meio sem vida do garoto, então ele perguntou.


Kurogiri: O que houve, Izuku-San?


Perguntou preocupado com seu subordinado, que sem resposta sentou na cadeira do balcão se debruçando no mesmo.


Izuku: Kuro-San, me vê a Vodka mais barata e forte que você tiver, pode descontar do meu pagamento.


Pediu, e Kurogiri sem entender muito puxou debaixo do balcão uma garrafa inteira de Absolut, cheia e lacrada.


Izuku: Obrigado.


Agradeceu, puxando a garrafa da mão do seu chefe, que ainda sem entender nada, o perguntou.


Kurogiri: Dá última vez que você bebeu Vodka aqui, você não estava muito bem. O que aconteceu?


Perguntou ao Midoriya, que aquela instância já desenroscava a tampa da vodka.


Izuku: O meu dia foi uma merda, Kuro! 


Falou sem rodeios, pondo o gargalo da garrafa na boca e a virando, bebendo o conteúdo da garrafa como quem bebia água.


Izuku: Eu perdi um trabalho da faculdade que demorou 10 horas uma noite inteira, das nove da noite até 7 da manhã! Minha garrafa de café quebrou e eu tive que tomar café frio! A chave do meu apartamento quebrou! Eu tive que descer 190 degraus pra descobrir só depois de descer aquela porra toda que era só o botão do elevador que quebrou! E pra merda ficar completa, meus 5 anos de relacionamento foram pra porra nenhuma! Foram de literais 5, fudendos anos, pra eu ser traído, e já que bater em mulher é crime, vou descontar minhas mágoas nessa delícia! 


Apontou para a garrafa de Vodka, e Kurogiri ao ouvir o breve resumo do dia do seu subordinado deu leves tapinhas no ombro do mesmo.


Kurogiri: Eu não posso fazer muito por você, então leve essa bebida por conta da casa. Entretanto, você ainda tem trabalho hoje, depois de beber toda essa Absolute você vai ter que trabalhar.


Izuku logo concordou com seu chefe, e Kurogiri percebendo que ainda faltava alguns minutos para abrir o bar, decidiu deixar Izuku no balcão do bar enquanto ele ia para a parte de trás do bar, ou seja, a casa do mesmo.


É isso que nos leva a situação atual, onde Izuku embebedava-se de forma incessante ingerindo aquela imensa quantidade de bebida que queimava a garganta de muitos facilmente, o que não era o caso para o apelidado de "Russo", já que o mesmo ainda poderia beber mais uma daquela para finalmente dar um PT. O que obviamente o esverdeado não faria, afinal, estava em tempo de trabalho, e bastava aquela vodka para ele melhorar um pouco do seu humor, a famosa aliviada como chamam… Ou era o que ele esperava, já que o seu momento para relaxar fora totalmente o tirado ao badalar do sino na entrada. Rapidamente ele se virou para trás, vendo uma garota relativamente menor que ele, seus cabelos bagunçados e espetados de cor índigo, seus olhos eram roxos e sua face pálida, a garota tinha fortes bolsas embaixo dos olhos e um corpo não tão bem estruturado, entretanto, ela era bem bonita e sua voz cansada, já que pronunciou-se para o bartender.


??: Com licença, o dono está?


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 Vai tomar no cu, 7 mil palavras, não me culpem por ter ficado mais de uma semana sem capítulo caralho! ESSE É LITERALMENTE O MAIOR CAPÍTULO QUE EU JÁ ESCREVI NA MINHA VIDA!!


Mas é sério, quem leu, favorite, comente e se possível compartilhe, isso deu um puta trabalho e tempo pra preparar.


Mas por agora, obrigado por terem lido até aqui, espero que tenham gostado. E a pedido do Haga, entrem no server dele.


Notas Finais


Aparencia - Kurogiri: https://ibb.co/w6z4Zfb


Entrem aí no server do Haga: https://discord.gg/nPmhrNxJdq


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