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História A joia de Maria - Capítulo 1


Escrita por: TsukiHime0713

Capítulo 1 - A joia de Maria (capitulo único)


Era uma vez,

Há muito, muito, muito tempo atrás.

Quando a terra ainda era pacífica

E a natureza sadia.

Quando os seres fantásticos não eram fantasia,

E todos viviam em harmonia.

Em uma humilde e pequena estância,

Com casa de pedra, madeira e palha,

Vivia Maria.

 

 

Maria era uma menina inocente,

mas muito inteligente.

Ela era pequenina,

Mas com um coração que mal lhe cabia.

Ela estava no campo, colhendo algumas flores,

Para presentear sua mãe que mais um ano fazia.

Enquanto colhia, encontrou uma pedrinha.

Ela era ovalada e bonita,

Azulada e quase branquinha,

E ela enchia a mão da menina.

Maria olhou em sua volta,

Procurando por alguém.

Chamou várias vezes

E nenhuma resposta lhe vem.

Decidiu ela levar a pedra,

E outra hora voltava

para ver se o dono achava.

 

 

Voltou para casa com a pedra na mão,

Onde, mesmo simples, houve grande celebração.

Maria mostrou a pedra à família

E a permanência da pedra,

Caso ela não encontrasse a quem ela pertencia

Lhe foi consentida.

Quase todo dia ao campo ela ia,

E nenhum dono aparecia.

 

 

Durante esse tempo,

Algo estranho Maria tinha notado.

A pedra ao sol ficava mais aquecida,

Mas não o quente que poderia feri-la!

Era um morno aconchegante,

Quase inebriante,

Uma sensação que toda a sua alma sorria.

Mas, se ela a deixava esfriar...

Era como se algo tentasse a machucar.

Uma sensação horrível a afligia!

Por isso ela fazia o que podia

Para manter a pedra aquecida.

 

 

(ela escondeu isso de seus parentes,

Pois tirando ela e seu pai,

Todos eram medrosos completamente)

 

 

Desistido de encontrar alguém,

Após dois meses de procura,

A pedra tornou-se sua.

Sem qualquer desdém.

E uma nova estranheza na pedra, Maria percebia!

A pedra CRESCIA!?

Característica mais essa, que de todos escondia.

 

 

Uma semana após a pedra ser sua,

Ela foi com a irmã pescar o jantar.

No rio de aguas puras e cristalinas,

Sua irmã lhe pediu para encontrar

Algumas minhocas, para serem iscas.

Afastada, em meio à beirada das aguas,

Maria encontrou uma ninfa que na agua brincava.

Lembrou-se de sua pedra

E a expôs à luz do dia,

Para permanecer aquecida.

 

 

A ninfa, que avistou a gema da menina,

E que assim como ela,

Pensou ser só um objeto,

Quis a gema para si!

Por isso aproximou-se de Maria.

– Mas que alegria! Encontraste a minha pedrinha!

A ninfa dizia.

– Sua pedra?? – Questionava Maria –

Como pode ser sua pedra se você nunca aparecia?

A ninfa ficou confundida.

– Fiquei dias chamando por alguém que podia reclama-la,

E ninguém me respondia.

Essa pedra nunca foi sua, e a quem mente, Deus castiga.

A ninfa ficou envergonhada,

Por ter sido por uma criança repreendida.

E foi-se embora arrependida.

 

 

Uma estação se passou,

E a pedra já não podia mais ser nas mãos escondida.

Em seu bornal de couro que aos treze anos ganhou,

A pedra ela guardou,

Para poder carrega-la de forma protegida.

 

 

Em uma clareira em que ela e a família passeava,

Escondida deles, ao sol a pedra colocava.

Um velho sábio e um jovem mago por lá passava,

E ao avistarem a pedra que com Maria, ao sol descansava,

Logo entenderam do que se tratava.

E foram até a menina

Para descobrirem se ela sabia o quê, ela tinha.

 

 

– Como vai mocinha!

Falava o sábio assustando Maria,

Que estava quase adormecida.

– Não tenha medo menina... – o mago dizia –

Só queremos ver a sua pedra bonita!

Como foi consegui-la?

Maria ajeitou-se com a pedra em seus braços protegida.

– Eu a encontrei perdida.

Maria respondia

– Ninguém a reclamou e agora é minha.

Apesar de eu a ter encontrado pequenininha...

Os dois perceberam que Maria, desconhecia

O tesouro que de fato tinha.

– Uma ninfa já tentou me leva-la,

Mas ao ter sua mentira desmascarada,

Foi embora envergonhada.

– Se partiu de mãos vazias,

E ninguém lhe reclamou a joia perdida,

É porque desde o começo ela já lhe pertencia.

Surpreendeu-se Maria com o que o sábio dizia.

– Pegue menina. –

Uma espécie de doce redondo, o mago lhe oferecia –

Se alguma coisa estranha acontecer,

Tenha isso em mãos.

Você é mesmo abençoada, minha querida!

Maria nada entendia.

Os dois de sua vista sumia,

Enquanto a joia (e o doce) escondia.

Não demorou-se para voltar pra casa nesse dia.

 

 

Quase um ano se passou,

A pedra que antes era menor que um ovo de galinha,

Agora parecia uma melancia!

Era noite, e uma grande tempestade caía.

Maria, que antes dormia tranquila,

Agora na cama se remexia,

Por causa da chuva tempestiva.

E mais uma coisa aquela chuva fazia...

 

 

Os poderosos trovões

“Gritavam” junto de rachaduras,

Que trincavam abafadas

na “pedra” de Maria.

A tempestade ainda despencava,

E Maria desistia de continuar deitada.

Um raio trovejou muito próximo de seu lar,

E por isso, Maria não percebeu o OVO chocar!

 

 

Levou um tempo,

Mas a tempestade começou a se acalmar.

Ainda era noite e Maria

não conseguia o sono retomar.

Um estranho piado a fez se assustar.

Levantou-se depressa para dono do barulho encontrar,

E com os restos de sua “pedra”,

veio a se deparar.

Outra vez ouviu o piado,

Que ainda estava em seu quarto.

Olhou para tudo com bastante cuidado...

E perto da cama viu

o que parecia ser a cauda de um lagarto.

Acendeu sua vela

E olhou para debaixo da cama com cautela,

E que tamanha foi a surpresa dela.

Sua pedra era um ovo de dragão!

Mais que depressa recordou-se do doce

Que o mago havia lhe dado,

Entendendo que os dois sabiam o que ela tinha até então.

Correu até a gaveta em que o guardava seguro,

Mas tendo o doce nas mãos,

Algo lhe gritou ao coração.

Alguma coisa lhe pareceu errada com aquilo.

Por isso, ao meio o doce partiu,

E comeu metade daquilo.

Quão ruim foi a sua sensação...

Chá de fel seria mais doce, sem objeção!

A criatura que a tudo assistia,

Antes que Maria percebesse,

A outra metade comia.

Com uma reação parecida...

 

 

Esse “doce” meus amigos,

Era um bolo enfeitiçado

Que, se o dragão tivesse comido inteiro,

Por Maria, ele teria sido escravizado.

Ele lhe deveria total obediência e lealdade,

E quando ele desenvolvesse

Quase toda a sua magia

Seria repassada para Maria.

Mas como ele só comera metade...

 

 

Maria foi a primeira a fazer algo

Que ninguém, jamais teve coragem.

Invés de escravizar o filhote,

Ela unira-se ao dragão!

De alma e coração.

O dragão agora, de sua magia,

Cederia metade quando desenvolvida,

E recebera de Maria

A mesma capacidade de entendimento e compreensão.

Os dois se tornam algo como irmãos.

 

 

Maria e o recém-nascido ainda se recuperavam do amargor,

Que quase os fizeram tremer pelo horrendo sabor.

Sua aparência e cheiro NUNCA denunciariam aquele horror.

– Se algum dia encontrar aquele mago outra vez...

Faço-lhe se arrepender pelo o que nos fez!

Disse ela para a criaturinha

Tão chateada quanto Maria.

– Mas como farei daqui pra frente?

Quase toda minha família é temente!

Vão querer que o mande embora imediatamente...

 

 

Maria ainda pensava no que fazer,

Pois não esquecera o que o sábio havia tido.

Sobre a criatura sempre lhe ter pertencido.

Ouviu um chiado perto da janela,

E um grande desespero cobriu ela.

Maria gostava de animais,

Mas as ratazanas a apavoravam como jamais!

 

 

Percebendo a criaturinha

O pavor de Maria,

Os instintos lhe falaram alto.

Não só queria proteger sua “mãezinha”,

Como um desejo lhe veio de salto.

Avançou no roedor apavorante

E devorou-o em um instante!

Estendendo-se no chão de barriga saliente pra cima,

Como um gordo que a grande refeição termina.

 

 

Maria não só sentiu alívio,

Como também lhe escapou um riso.

Além de não se preocupar com comida,

Isso a ajudaria a pensar numa saída.

– Eu preciso é lhe dar um nome...

Mas você é fêmea ou macho?

O pequeno ser sentou-se

Como se estivesse pensando algo.

– Melhor algo que valha pros dois, eu acho...

A criaturinha sem nome

Com a cabeça assentia-se,

Para a surpresa e alegria de Maria,

Pois percebera que a criatura a compreendia.

 

 

Com a ajuda dos livros de seu pai,

Decidiu chamar o pequeno de Mirum,

Surpresa em latim,

Pois a criatura lhe era uma surpresa sem fim.

Enquanto Mirum cuidava dos ratos,

Maria se preparava para à família apresenta-lo.

(Ao mesmo tempo que não parava de estuda-lo)

 

 

Maria o carregava consigo

Como com o ovo fazia,

Até chegado um dia,

Que na bolsa, Mirum não mais cabia.

Era a hora de mostra-lo à família...

Maria primeiro lhes contou

Sobre a ninfa e sobre o sábio e o mago que encontrou.

Principalmente o que o sábio lhe falou.

Depois revelara o que escondera sobre a sua “pedrinha”,

Causando aflição na família.

E depois lhes contou

Sobre as pesquisas que fazia,

Até com os monges ela se aconselhou!

(o que as coisas amenizou)

Acabadas todas as explicações,

Maria chamou Mirum,

E atentou-se às suas reações.

 

 

Sua mãe ficou nervosa!

Sua irmã, curiosa.

Seus avós, boquiabertos...

E seu pai, homem esperto,

Consentiu em Mirum ficar.

Ainda mais com os ratos,

Que atacavam sempre as suas mercadorias,

Graças a Mirum, estarem a acabar.

Maria ficou muito contente!

E sua irmã, artesã talentosa,

Pediu as cascas de Mirum

(por Maria apresentada como prova)

Para transforma-las em algo,

Uma vez que as cascas podiam ser trabalhadas belamente.

Dois pingentes foram feitos.

Um para Mirum e outro para Maria.

O restante dos fragmentos

Tornaram-se joias que renderam uma grande quantia!

Para alívio de toda a família.

Pois o inverno, cada vez mais se aproxima.

 

 

O inverno chegou.

Graças a Mirum e Maria,

Nem a comida, e nem o calor lhes faltou.

E Mirum crescia...

 

 

Retornada a primavera,

Pela terceira vez

O cordão do pingente de Mirum,

Maria trocava.

– Tudo bem se eu tentar voar?

Dentro de sua cabeça, Maria ouvia.

– Foi você que falou comigo, Mirum?!

Perguntou ela ainda surpreendida.

– Foi! Eu posso tentar Maria?

A menina entorpecida,

Com a cabeça lhe consentia.

Mirum, que já tinha o tamanho de um bezerro,

Moveu suas asas, como uma ave fazia.

Foi desajeitada suas primeiras tentativas,

Mas em poucos dias,

voava como um “especialista”.

 

 

O verão chegou.

E Mirum, segredo da família,

Cresceu tanto que,

Até o pai de Maria

Poderia monta-lo se Mirum permitisse.

Mas este era um privilegio só da Maria,

Sua melhor amiga e “mãezinha”.

E ele ajuda a carregar aquilo que ela lhe pedisse.

 

 

Um certo dia,

Ladrões tentaram atacar a família de Maria.

Esta, que passeava nos céus com Mirum,

Tudo de cima via,

E mais que depressa, Mirum lhes acudia.

Os ladrões fugiram desesperados com o dragão,

E só um deles percebeu,

Que uma ginete ele tinha.

(e isso aos ouvidos do rei chegaria...)

Não houveram grandes danos na casa,

Mas a avó e a irmã de Maria,

Machucadas se via.

 

 

Tanto Mirum quanto Maria se aproximaram

Das duas com bastante cuidado.

Maria queria muito ajuda-las!

E Mirum sabia como auxilia-la.

– Maria! Repete comigo, por favor!

Confiando em seu amigo amado,

Maria repetia as palavras com todo o amor.

E os ferimentos das duas, ficaram curados.

Mirum e Maria, nunca estiveram tão conectados...

E o encontro entre os dois, tão bem apreciado.

 

 

Foi no dia seguinte,

Lá na cidade central!

Que a historia do dragão com uma ginete,

Chegou ao salão real.

– Deve ser a mesma menina

de que há muito tempo lhe falamos!

Declarava aquele mesmo sábio

Que junto do mago, com Maria haviam se encontrado.

E ambos eram conselheiros do rei.

– Encontrem e me tragam a menina,

Acompanhada do ser fenomenal.

Aproveitem para saber tudo sobre a família.

Ordenava o governante ao seu soldado mais leal.

 

 

Poucos dias se passaram e Maria foi localizada.

A ordem real à sua família foi mostrada,

E com a família reunida,

A viagem acabou decidida.

O pai de Maria iria junto dos dois,

Já que Maria era nova ainda.

Mirum tornou-se forte com a ajuda dada,

Por isso carregar Maria e seu pai, não era nada.

Mas algo aos dois convocados, não lhes agradava.

 

 

Maria e seu pai vestiram seus melhores trajes,

Preparam Mirum para que não fosse confundido como inimigo,

E partiram voando.

Com o pai de Maria lhes guiando.

Em poucas horas alcançaram os portões do castelo.

Foram recebidos como amigos!

E logo estavam em um salão onde muitos vestiam ricos trajes.

Mais que de imediato,

Maria reconheceu o sábio e o mago,

Que no passado tinha encontrado.

– Foi um deles que lhe deu aquele “doce” horroroso?

– Foi o mago ali quem me entregou o troço rançoso.

Conversavam Mirum e Maria em pensamento.

– Também quer saber o que eles realmente querem conosco?

– Terei que lhe repetir algo de novo?

– Não... Mas confie em mim, pois pode ser osso!

 

 

O que Mirum fez, foi permitir a ambos

que lessem a mente de todos.

Quase todos ali presentes,

Só tinham curiosidade sobre eles.

Mas quando do rei e do mago,

Lhe leram as mentes...

Apenas os pensamentos do sábio lhes foram contentes.

 

 

– Aproxime-se mocinha. Você é Maria, não?

E acho que Mirum, é o seu dragão.

Pedia-lhes o governante.

Os dois acabaram se olhando em silêncio,

E apenas um passo a mais adentraram no salão.

– Antes de mais nada majestade... –

Maria engolia a ânsia perante o repugnante

– Permita-me falar com o mago indecente

Que enganou-me muito tempo atrás.

Todos encararam o mago com incompreensão.

– Ao que se refere? Nunca enganei ninguém em meu oficio.

– Enganou-me ao me dar aquele doce monstruoso.

Chá de fel é bem mais gostoso!

– Comeu o que eu lhe entregaste?!

– Apenas metade. Mirum comeu a outra parte.

O mago, antes invejoso,

Por causa do dragão,

Agora tornava-se medroso

Diante da revelação.

Pois sabia para que servia aquele doce exatamente.

E aquela menina unira-se ao dragão plenamente?!?

 

 

Rapidamente,

O mago cochichava algo aos ouvidos do rei,

Impressionando-o também.

Maria e Mirum ainda lhes vigiavam os pensamentos,

E a náusea começava a ser substituída por raiva.

– Minha jovem, eu desejava...

– De você e desse mago não escutaremos nada! –

Maria declarava

– Já do sábio, posso ouvir-lhe as palavras.

Realmente planeja ameaçar a minha família,

Apenas para que eu e Mirum lhe sirva?!

Todos se encheram de indignação.

Não pelas palavras de Maria!

E sim por todos terem ouvido no mesmo momento,

Do rei, os vis pensamentos.

 

 

Depois que Mirum falou com Maria pela primeira vez,

Mais que depressa ela contou a família.

Mirum conectou as mentes de todos de uma vez,

se apresentando corretamente para a família.

E prometeu nunca penetra-lhes o pensamento,

Sem antes lhe ter o consentimento.

Mas para revelar o monstro que ali estava,

Sem permissão, as mentes lhe penetrava,

para que ninguém acusasse Maria de falsa.

 

 

Foi o aproximar do sábio à menina,

Que acalmou aquela comoção.

– Lhe garanto jovem Maria

Que ninguém dessa corte permitirá tal violação.

O poder nos apresentado agora,

Era seu ou de Mirum, seu dragão?

– Mirum é quem tem a telepatia,

Mas como consegue me dar tal garantia?

– Toda a corte é testemunha.

E se ele atrever-se a seguir com tal maquinação,

Irá direto para a prisão.

Perderá a coroa e VOCÊ, é quem escolherá o sucessor.

Pois essa é a lei de nossa nação.

Mais que surpresa ficou Maria!

Porque essa lei, ela não conhecia.

– Agora, mocinha, nos diga:

O quê deseja o seu coração?

– Mirum e eu só queremos viver em paz!

Acha que isso é pedir demais?

Todos observaram Maria com compaixão.

E também com muita emoção!

Diante da ameaça que ela estava prestes a sofrer,

Muitos pedidos ela tinha o direito de fazer.

Qualquer coisa ela podia pedir ao senhor.

E o que ela lhes pedia,

Era viver tranquila.

 

 

Os três ficaram no castelo mais dois dias.

E muitos foram os que procuraram Maria.

Maria contou a todos sobre as intenções

do rei e do mago que lhe servia.

E mais que imediatamente, todos se precavia.

Do sábio, Maria recebeu muitas explicações,

Que no futuro protegeriam ela, Mirum e a família.

Receberam presentes de vários nobres,

Cujo desejo de afeição,

Falhamente escondiam da menina.

Mirum ainda se mantinha de vigia.

 

 

Muitas propostas de noivado

Seu pai recebeu.

Mas para ele já estava mais que comprovado,

Que Maria é quem deveria escolher o destino seu.

Por isso os pretendentes teriam que se virar,

Se de Maria quisessem o coração conquistar.

Pois nenhum embusteiro,

Mirum permitiria de Maria se aproximar.

 

 

Quase dois anos se passou,

E Maria agora era donzela formada.

Pela fama conquistada,

A vida da família em muito melhorou.

Vários jovens, ricos e pobres,

Plebeus ou nobres,

Dessa e de outras nações,

Vinha a casa visitar,

Para Maria tentar cortejar.

Poucos entre eles

tinham a aproximação por Mirum consentida.

(Ainda mais com a altura

dos cinco metros que agora tinha!)

 

 

Como o rei veio a adoecer,

Pediu que lhe chamassem Maria.

A contragosto, ela e o dragão o foram ver.

O rei, devido a tudo que sofria,

Apenas lhes queria o perdão,

Da moça e do dragão.

E como nenhum herdeiro deixava,

Pediu-lhes um favor antes de falecer.

Ele pediu para que Maria assumisse o trono,

Ou que escolhesse para ele outro dono.

O sábio, ali seu único verdadeiro amigo,

Deste mundo já tinha partido.

E muitos eram os que queriam ser escolhidos

Para receber de Maria a coroação.

Uma vez que de governo Maria nada entendia,

E muito menos desejava em sua vida.

 

 

Ela e Mirum se isolaram

Por uns dias refletindo.

Até que chegaram numa conclusão.

Interrogariam cada habitante de sua nação.

Independente de serem nobres ou não.

Para muitos isso foi causa de indignação,

Mas como Maria disse que lhes examinaria o coração...

Ninguém mais ousou fazer reclamação.

 

 

De um mês Mirum e Maria precisou,

Para todo o povo interrogar.

E dentre aqueles que tiveram no trono interesse,

Apenas cinco pareceram convenientes.

Dois nobres e três plebeus ela pode encontrar,

Entre as dezenas de pilantras que vieram se apresentar.

Mirum e Maria só dariam o trono a quem de fato merecesse.

A cada um deles, deu uma semana de teste.

Pois ainda faltava descobrir

Como o poder neles ia agir.

E três dos cinco puderam da lista sair.

Sobrando um nobre e um plebeu.

Maria já se encontrava exausta!

E Mirum queria da cidade escapar.

 

Notando os dois rivais o cansaço dos dois,

Decidiram ambos assumirem o trono.

Com a sorte escolhendo o rei e o regente.

Maria e Mirum agradeceram largamente.

Nunca que o reino prosperara tanto como com aqueles dois!

E o povo agradecia à Maria por lhes darem o trono.

 

 

Mirum e Maria sempre eram procurados,

Quando um grande problema precisava ser solucionado.

Pois os dois juntos, sempre conseguiam o melhor resultado.

 

Maria, a Sábia Maga Ginete,

Tornou-se por quase todo o mundo conhecida,

Do reino ela era o “valete”,

Mas não aceitava ter as habilidades de Mirum esquecidas,

Já que ela declarava ser ele a razão de sua vida.

 

Um dia, alguém conseguiu de verdade,

De Mirum obter a irmandade.

E de Maria, a fidelidade.

Maria foi mãe de duas meninas,

Que cresceram sábias, bondosas e bonitas.

Como Maria.

 

Ela viveu muito mais do que pretendia,

Pois ao estudar mais a magia,

Descobrira que até o último suspiro de Mirum viveria.

E quão longa foi a espera desse dia...

 

 

Ela conheceu muitas gerações antes de partir.

Influenciou em quase todas as escolhas dos governantes.

E com sua sabedoria, ajudava a todos que viessem o auxílio pedir.

Exemplos para muitos, a partida dela e de Mirum foi um grande sentir.

Seus descendentes a velaram no campo em que conheceu Mirum,

Quando ainda era um pequeno ovinho semelhante a uma pedra.

Uma estátua criada pelos artesãos da família, no local foi deixada.

Mostrando onde a grande heroína,

com seu inseparável companheiro escamoso,

estava velada.

 

Eram eles que formavam a estátua.

Maria jovem de pé, segurando um escudo em uma mão

e carinhosamente, em auxílio a outra estendia.

Mirum estava em alerta, vigilante e por trás a protegendo,

Como no passado sempre fazia...

A obra foi nomeada: “A Joia de Maria”.

 


Notas Finais


TT_TT Peço um pouquinho de paciência à todos. Prometo que até o final de semana tudo voltará a estar disponível. Pena que não é possível reaver todos os comentários carinhosos... TT_TT


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