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História A jornada até o fim do Mal - Capítulo 1


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Notas do Autor


Primeiro de tudo se você procura pelas imagens dos capítulos eu só lamento, se quer ver desenhos bonitos como o cenário da capa procure no meu Twitter Hah! ;3
(se eu sentir que isso tá dando certo ficando interessante e tal eu até desenho uma capa específica pra cada capítulo juro heh)

Capítulo 1 - O quão ruim isso tudo se tornou?


     Ano de □□□□ foi um grande marco pra toda humanidade em geral, com a nova ameaça que sempre estava um passo a nossa frente, tivemos que dar nossos próprios passos tortos e trêmulos para alguma esperança a cegas, sem nenhuma expectativa e somente desespero.

Me chamo Tyn, sou um garoto que vive aos redores da grande cidade do Paraíso, sim o nome era bem irônico pros restos de destruição que aquilo tudo se tornou depois do primeiro impacto com todas aquelas criaturas e sua bruta força até mesmo os militares e forças especiais não tiveram chances de revidar, nada conseguiu parar aquele banquete na noite em que eu pude ver pela primeira vez o grande paraíso sem o seu brilho e esperança que emitia pra todas as vilas ao seu redor. 

A cidade inteira caiu em desordem e um massacre em grande escala acabou com toda importância daquele lugar em segundos, hoje vivemos de restos e furtos encolhidos nos fundos do que nos resta de abrigo em nossa villa, os suprimentos pararam de chegar, os comerciantes foram engolidos e suas famílias culpadas, até notarem o verdadeiro inimigo chegar no final da tarde daquele dia.

-Não podemos pagar por proteção.. você mais que todo mundo sabe o quanto jogaram a culpa pra cima da gente aqui, não vou deixar ela vir passar raiva te fazendo ouvir isso denovo.

-Escuta só estou fazendo o meu trabalho, não posso voltar pra ele e dizer isso, acha que não tenho família também?! Dê qualquer coisa que sirva seja oque for, decida e seja esperto assim como seu pai foi acabando abandonando todo mundo desse lugar pra morrer.

O garoto a beirada da porta respondendo ao cobrador suspirava profundamente olhando pro desânimo estampado na cara daquele homem.

-Tem certeza que sua mãe não pensou na oferta do Grande? Ele parece tão interessado nela, tem mesmo sorte de ter tanto poder e conseguir usar a esse nível..

-Deixa de ser babaca.. não respeita nem um pouco a solidão que ela passa né? Se bem que não tem muito oque esperar de pessoas como você e aquele cara..

O homem perde a paciência e então encosta a mão na porta da frágil casa olhando pra baixo e encarando bem de perto o menino.

-Você fala demais, é tão insuportável quanto seu pai, agora me traga alguma coisa pra levar ou sabe bem oque pode acontecer a sua "solitária" mamãe e seu resto podre de barraco.

- .....

Ele arrasta um saco pesado sujo de carvão e amarrado o jogando pra fora frente ao cobrador impaciente.

-alguns bons quilos de carvão e um pouco de ignorância de brinde que tal? Heh

-como odeio ter que vir aqui sempre...

Ele arrasta a enorme sacola se afastando aos poucos da casa e indo cobrar outro pobre coitado na Vila, a porta se tranca e passo correndo pelo quarto de minha mãe indo polir uma curta adaga de ferro mal soldado.

-Espero que o idiota não apareça por mais um bom tempo..

Empunhei minha arma improvisada e lá fui eu ao perigoso lado de fora de nossa casa, por sorte tinhamos a correnteza de água que rodeava o vilarejo por de trás da nossa casa, um ótimo lugar pra pegar pequenos peixes que ficavam presos entre a rasa água. Me sentei perto do pequeno rio que formava pela água parada e fiquei a espera de algum movimento de um peixinho distraído...

-essa fome tá maior que a vontade de socar aquele parrudo ganancioso..

Galhos se quebravam e folhas podiam se ouvir pisoteadas, num descuido percebo que minha solidão tinha acabado, tinha mais alguém ali somente observando.

-Ótimo veio me matar por causa do meu pai também? Qual problema de vocês..

Num piscar de olhos eu podia jurar ter visto uma mão esticada pra fora da água descendo lentamente pro fundo do laguinho sendo balançada como se algo a mordese.

- . . . . .

Me afasto lentamente do lago, e corro pra de volta da casa assustado.. mas antes mesmo de adentrar noto uma figura diferente caminhando ao outro lado da vila, parecia despreocupada mas era... estranhamente animada como se seu corpo não pudesse parar de se mecher, ela só caminhava passeando pela vila e até mesmo quando entrei pude ouvir do lado de fora ela caminhar tranquilamente por perto de casa, a noite caia e trancado em meu quarto continuo afiando mais e mais minha pequena adaga, até um barulho forte bater em nosso telhado me dando um forte incentivo a sair correndo ver oque era, talvez um possível pássaro desajeitado que acabaria virando nosso alimento..?

Correndo em meio ao caminho podia ver minha mãe saindo do quarto preocupada, deixo pra trás somente uma batida de porta e subo ao telhado, e oque eu vi não era nem um pouco parecido com um pássaro.

-M-mas que. .. .

Asas de pele flacida e lisa com grandes garras a ponta, chifres enormes e olhos indescritíveis me fizeram passar mal no exato momento de contato com seja lá oque era aquilo, um simples desequilíbrio de tontura e estava estirado ao chão a frente de nossa casa...

-Se divertindo é? Mas que idiota você consegue ser tão distraído quanto o desgraçado que condenou todos nós

O maldito cobrador era tudo oque lembrava de ver ainda meio abatido pela queda me recuperando aos poucos, oque... era aquilo?

-Você é muito espertinho não é? Me dar aquele saco de pedras so acabou te condenando no final se quer saber.

Não entendendo nada volto atordoado pra segurança de dentro da minha casa me segurando em todo canto, trêmulo e sentindo dor, mas mesmo assim a voz do infeliz não parava e podia ser ouvida.

-Só vim mesmo ver como pagaria pelas suas consequências, não ache que estará protegido nesse barraco de merda quando ele chegar, o Grande é bem severo com mesquinhos.

Me encostava na parede segurando minha cabeça afim da dor finalmente parar, mas só escutava aquele desgraçado falar, ecoando e ecoando.

-quem sabe ainda sobre um pouco da sua mãe pra algum funcionário competente como eu não é mesmo?

Tudo se apaga, eu caio inconsciente e nada mais podia piorar, pedras? Oque ele tinha dito? aquilo era o carvão que iria usar nos peixes da hora do jantar, acordando a chutes por uma figura enorme eu me deparo aflito e ainda abatido, por debaixo de mim o saco de carvão se espalhava por todo chão, eu havia entregue a sacola errada. . .

Vários homens cercavam aquela enorme figura que me julgará e analisava o medo e todo pânico que senti trêmulo frente a frente com o mej próprio erro me condenando naquele momento.

-Você se acha tão esperto quanto o merda do seu pai é isso mesmo?

-E-eu. .. foi um engano!! Não queria isso eu .. . eu

A cada tremida sentia mais e mais do meu pecado me arrastando pelas costas quebrando minha linha de pensamentos aos poucos, eu afundei de vez e condenei minha mãe e minha própria vida.

O telhado é atingido outra vez, o incômodo som de algo tendo impacto com a frágil telha cria uma tensão calada e fria, dois dos homens se dirigem pro lado de fora da casa, e o enorme Grande desce a minha frente parecendo se alimentar de todo meu pânico.

-Vai ver de perto o preço da sua inconsequência e sua mãe vai carregar isso tudo por 9 meses ainda.

Meus olhos arregalaram enquanto escorriam lágrimas do frio e doloroso fim que dei pra minha própria mãe. Até o silêncio ser cortado completamente por sons agonizantes de gritos de intensa agonia e sofrimento humano real roubando toda a atenção até mesmo do Grande.

Me arrastando pelo cabelo fomos afora junto a todos aqueles homens, e a cena era forte de se olhar, casas em chamas pessoas empaladas como espetos por toda parte fechando as saidas de toda villa e decorando com seus órgãos e expressões de morte aquele cenário que zombava de nossa insignificância, e lá estava aquela coisa enorme e chifrada com seu olhar macabro e despreocupado de quem estaria apenas fazendo um banquete com todo aquele desespero e morte desenfreiada.

Em segundos ela já estava a devorar e esvicerando cada um daqueles frágeis sacos de carne ambulantes, o Grande nada mais era que apenas mais um em meio as tantas vítimas, eu me levantei perante tudo aquilo e caminhei lentamente enquanto encarava com meus olhos traumatizados e minha pele trêmula. . . Era o fim do nosso lar, meu pai eu não posso mais proteger o nosso lar, eu corri pro quarto de minha mãe, eu já tinha perdido de tudo pra chegar mais baixo ainda, pai precisamos ser fortes.. precisamos.. precisamos!! Precis-

-Mãe ...

Um enorme e gordo peixe jogado ao canto do quarto com aquele mesmo olhar bizarro, ele estava a digerir sugando pra dentro de si mesmo bem lentamente o corpo dela, minha mãe...

-M-mãe...

O barulho de seu corpo se retraindo pra dentro de suas entranhas, o frio fim de tudo.

Meu corpo foi levado pela criatura animada que abriu a porta a sorrir sendo carregado pela manhã desmaiado e semi morto ao chão...






Notas Finais


Espero que o começo tenha te causado o certo impacto que busquei enquanto escrevia, e tbm espero te ver no próximo Capítulo curioso(a) heh.


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