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História A Jornada de June (Is it Love Ryan e Daryl) REESCRITO - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem a demora, mas eu estava sofrendo de mais um daqueles casos de bloqueio criativo kkkk
Mas chegou mais um capítulo pra vocês.

Boa leitura! ❤

Capítulo 15 - Rumor


Fanfic / Fanfiction A Jornada de June (Is it Love Ryan e Daryl) REESCRITO - Capítulo 15 - Rumor

RYAN

Ela disse que não queria, mas eu não acreditei nenhum por um segundo no que saiu da sua boca. Não depois de ter tido aquelas noites com ela, de ver como ela se entregou pra mim, o sorriso em seu rosto, eu definitivamente não acredito nela. Mas não há ego que no mundo que permaneça intacto depois de ser negado dessa forma. Se ela vai agir assim, se afastando, vou agir da mesma forma. Já passei dos meus limites e sei que ela em algum momento vai voltar atrás.


JUNE   

     
― Sério, você tinha que ver a cara dela, foi impagável! ― Matt fala aos risos sobre o dia que foram ao show da tal Nightmareden,que pelo que sei tem como vocalista Colin Spencer, que trabalha como desenvolvedor do setor de TI. E na única música que o Adam, o tal baterista canta e chama uma fã para o palco, ele escolheu a Lisa.
     ― Matt, porque você sempre tem que contar essa história?― Lisa protesta
     ― Porque é divertido ver a sua cara!
     ― Lisa, pelo que você me mostrou o tal Adam é um gato, ainda não entendi porque você fica tão mortificada por ele ter te escolhido. Era a situação para tirar uma casquinha dele.― Sorrio maliciosamente.
     ― Sim, mas não na frente de uma multidão! ― Lisa permanece vermelha de vergonha.
     Matt ri ainda mais, me fazendo rir também. Ele não falou da festa ou do seu irmão desde aquele dia e eu escolhi manter assim, já que ele claramente não é o maior fã do próprio irmão. Quando o assunto não se trata do Daryl, Matt é divertido e receptivo e gosto de estar por perto desse Matt.
Lisa e eu temos nos aproximado, embora eu sinta que algo a prende, ainda não entendi o quê exatamente, talvez ela só seja mais reservada e isso mude com o tempo. Profissionalmente temos nos dado bem, Lisa é muito responsável e dedicada, foi uma contratação acertada, o que me faz questionar o porquê ela não se adaptou a função de assistente do Ryan.
Já se passou um mês que Lisa faz parte da minha equipe e duas semanas desde a conversa que tive com o Ryan. E embora eu veja a forma que ele me olha durante os momentos que temos que interagir, ele se limita ao mínimo de contato comigo, conforme ele disse que faria.

                                                                                          ****

Hoje seria mais um daqueles dias comuns de trabalho, um daqueles dias em que fico de frente do computador lidando com as negociações da empresa, faria algumas ligações e mandaria alguns e-mails e ficaria até tarde na empresa. Mas eu resolvi tomar um café e andar um pouco para esticar as pernas e embora o andar tenha uma pequena copa, decidi ir para o andar da cafeteria, queria um cappuccino o que a máquina simples de café do meu andar não poderia me fornecer. Não me preocupei ao fato da Lisa não estar em seu posto de trabalho, afinal ela ia algumas vezes em outros andares, tanto a meu pedido como dos colegas do setor, uma forma de nos ajudar.
Chego a cafeteria e não vejo ninguém no andar, vou até a máquina seleciono meu cappuccino e enquanto espero, ouço uma voz vinda da pequena cantina que fica no corredor, as vozes não estão altas, mas com o silêncio do local consigo entender o que é falado:
     ― Não que seja da minha conta, mas como ela chegou aqui do nada e já com uma gerência? ― A fala é cheia de desprezo.
     ― Você já tinha escutado sobre essa tal June em algum lugar?― Escuto outra voz, e quando ouço meu nome, sinto meu sangue  borbulhar e despertar dentro de mim. ― Pra mim, ela deve ter alguma coisa com o Ryan, já ouvi dizer que eles saem frequentemente juntos daqui e teve uma tal viagem que eles fizeram que até hoje não entendi muito bem.
     Não consegui me controlar ao ouvir a última frase, larguei a máquina que ainda preparava minha bebida e fui até a cantina.
     ― Concordo com a parte em que uma de vocês disse, que não tem nada a ver com isso.
    Os olhos da mulher que está de frente para a entrada da cantina se arregalam, vejo o crachá preso em sua blusa, mas não reconheço a qual setor ela pertence. Mas a loira que estava de costas e pareceu congelar ao ouvir a minha voz, essa eu conheço bem, ou assim imaginei estar e sinceramente, não esperava esse tipo de atitude dela.
     ― Você, eu não sei a qual setor pertence.― Falei para a mulher de cabelos castanhos e olhar assustado.― Mas a Lisa eu sei que tem trabalho a esperando.
     Não quis esperar que Lisa virasse e me olhasse, eu sinceramente não queria ter que olhar pra cara dela. Dei as costas e saí dali, peguei meu cappuccino e sai.
Quando voltei a minha mesa, senti que meu corpo tremia, a raiva misturada com o autocontrole que tive que demonstrar naquele momento, estavam me consumindo.
Respirei fundo e depois de beber meu cappuccino me servi de uma dose de uísque, precisava de algo forte para relaxar.
Poucos minutos depois, ouvi a batida em minha porta e autorizei a entrada, vi Lisa entrar na sala e canalizei minha raiva em minha mão, que segurou com mais força o copo.
     ― June, eu queria falar sobre o que…
     ― Senhorita Parker, se não for um assunto sobre trabalho, sinceramente, eu não quero ouvir. ― A interrompi, dando um breve olhar e voltando minha atenção ao meu computador.
     Ela não insistiu, apenas assentiu e saiu, fechando a porta. Foi então que senti meu rosto molhado, passei a mão secando a lágrima silenciosa e cheia de raiva que verteu pelo meu rosto.
    A situação que tentei evitar todo esse tempo, a meu contragosto já estava acontecendo. E além de não saber a quanto tempo a fofoca começou, não sei como lidar. Tentar ser uma mulher forte o tempo todo, por mais contraditório que seja me faz sentir em muitos momentos, frágil.
Para minha surpresa, depois de alguns minutos, ouço outra batida na porta e vejo Mark entrar na sala.
     ― Oi Mark, não esperava te ver.
     ― Eu estava resolvendo algumas coisas e decidi te ver.
     Sorrio pelo gesto carinhoso do meu amigo. Ele se aproxima da minha mesa e o ofereço uma bebida, mas ele recusa e se senta. Como era de se esperar ele começa falando de trabalho, mas depois mudamos de assunto.
     ― Seu aniversário está chegando hein, já sabe como vai comemorar?
     ― Pra falar a verdade, não pensei em nada June. Tenho trabalhado tanto, que nem sei o que vou fazer.
     ― Não vamos deixar em branco. Você pode ter negligenciado seu aniversário quando eu estava longe, mas eu não vou deixar isso acontecer esse ano.
     Ele ri.
     ― Sério! São 29 anos, ano passado o máximo que pude fazer foi aquela videochamada. A gente se divertia tanto na época da faculdade, você se lembra bem.
     ― Tudo bem, você pode me ajudar a pensar em algo então. Até porque você não vai me deixar em paz.
     ― Que bom que já sabe disso.
     Enquanto falava com o Mark sobre coisas banais e seu aniversário, não pude evitar de me questionar o quanto o rumor sobre mim e o Ryan estava rodando a empresa.
     ― Mark, mudando de assunto…
     ― Pode falar.
     ― Bom, você sabe sobre um rumor que está rodando a empresa sobre mim e o Carter?
     Antes mesmo de terminar minha frase vi pelo desconforto do Mark que ele sabia da história. Ele ajeita o óculos e fala:
     ― Não sabia que já tinha chegado até você.
     ― Entendi, então você sabia.
     ― June, você tem que entender que esse tipo de fofoca existem em todo lugar. O Carter já está acostumado a esse tipo de rumor, principalmente com as assistentes dele.
     Eu tô ouvindo direito? O Carter já sabia?? Por que não me disse nada.
     ― Então ele também já sabe.
     ― Sim, ele pediu que se eu ouvisse alguém comentando sobre isso devia cortar logo esse assunto, de forma direta.
     Fico em silêncio e olho meu copo.
     ― Não entenda mal, ele só não queria que o rumor se espalhasse.
     ― Entendi.― Sorri disfarçando minha irritação.
     ― Mas você não devia ficar preocupada com o que falam, as pessoas sempre vão falar alguma coisa. A gente sai da escola, mas esse clima de fofoca estudantil nunca vai embora, nem mesmo no trabalho, você sabe bem disso. E sabe que está aqui pela sua competência.
     ― Eu sei, só é complicado…
     ― Te entendo, se você soubesse o que já falaram de mim por aqui...― Ele se levanta.― Hoje em dia dou risada.
     Lhe dou um sorriso em resposta e permaneço em silêncio. Ele dá a volta na mesa e me dá um beijo na cabeça.
     ― Bom, não se preocupe com isso. Agora preciso ir, tenho outras coisas a fazer.
     ― Claro.
     Espero Mark sair e dou alguns minutos até ele ir ao elevador, para poder sair da minha sala e dar uma palavrinha com o Carter. Ele já saber do rumor me deixa muito mais irritada. Por que ele não me disse? Por isso ele não estava se importando com as minhas preocupações?

Já no andar do Carter,  vejo Rachel e Lyanna na recepção e pergunto se  o Carter está livre. Rachel diz que sim e o informa da minha chegada.
     ― Senhorita Spellman, o que a trás aqui? ― Ryan me olha brevemente e volta sua atenção a tela do computador.
     ― Então, você já sabia?
     Ele volta a me olhar, e não tem a expressão simpática com que eu já estava acostumada.
     ― A senhorita poderia ser mais clara?― O observo se ajeitar em sua cadeira e colocar os braços no apoio da cadeira
     ― Sobre os rumores, sobre o que estão falando de mim.
     ― De nós dois, você quer dizer.
     ― Você me entendeu.
     ― Achei que nossos assuntos iam se ater a temas profissionais. ― Ele me fuzila com os olhos.
     ― Carter, por favor, agora não é o momento. Se você sabia, por que não me disse nada?
     ― O que isso iria mudar? Você sabe que não está aqui pelos motivos que as pessoas falam e você já estava excessivamente preocupada sem saber dos rumores.― Ele projeta o corpo mais para frente e apoia as mãos na mesa.― Não vejo como ajudaria te contar.
     ― Não importa, devia ter me falado.Afinal, me diz respeito!
     ― Sinceramente não tenho mais nada pra falar sobre esse assunto. Se você tiver algo relacionado ao seu trabalho para me falar, estou pronto a ouvir.
     ― Nã-o, não. ― Pisco os olhos tentando entender seu ar tão frio e a mudança de assunto.― Não tenho nada pra falar sobre o trabalho
     ― Então nossa conversa, está encerrada.
     Ryan se levanta e passa por mim me deixando sozinha na sala e a porta aberta. Não consigo acreditar que ele apenas LEVANTOU E SAIU!! 
Tento me recompor da raiva e frustração e saio da sala, sinto os olhos das recepcionistas em mim, mas ignoro. Entro no elevador e decido que por mim, já deu por hoje. Vou até o andar, pego minha bolsa, aviso a Gina que estou indo embora e saio. Prefiro evitar a Lisa, pelo menos por hoje.
Como se o sexto sentido da minha mãe apitasse, enquanto estou no táxi indo para casa, ela me liga e pergunta se quero jantar com ela. Nem penso duas vezes e aceito. Aproveito e faço um desvio para comprar nosso sorvete favorito e vou ao encontro dela.

                                                                                           ****

Enquanto ela está na cozinha terminando o jantar, fico sentada de frente ao balcão da cozinha, quebrando os palitos de pão e comendo. Ainda podia ouvir as vozes da Lisa e de sua amiga falando de mim e me mais do que irritada, me sinto magoada.
     ― Vai falar que horas?― Minha mãe me questiona, os olhos ainda na panela a sua frente.
     ― O quê?― Me sinto perdida por um momento.
     ― Não sei, você que tem que me dizer o que aconteceu.― Ela agora me olha e não consigo disfarçar que algo me incomoda.
     ― Nada… É que, bom, descobri que está rodando uma fofoca sobre mim na empresa. ― Ela continua me olhando esperando que eu conclua.― Sobre mim e o Carter.
     ― O seu chefe?
     ― O próprio.
     ― Minha filha, onde existe ser humano, existe fofoca.
     ― Eu sei mãe, mas é que era o que eu mais queria evitar. Que duvidassem dos motivos de ter conseguido o cargo que consegui.
     ― June, nunca vi você se preocupar com esse tipo de coisa. Até porque, acredito não deva ser a primeira vez que inventam um rumor desses sobre você.
     ― Sim, não é a primeira a vez, e realmente nunca fui de me preocupar mesmo, só que...― Me levanto do banco e começo a arrumar a mesa de jantar.― Uma parte do rumor não é totalmente mentira…
     Fico de costas pra ela e decido olha-lá por sobre o ombro. Ela está parada assimilando o que eu falei.
     ― Você e ele?
     ― É eu dormi com ele.― Falo derrotada por admitir a vergonha que tenho por ter dormido com meu chefe.
     ― Antes ou depois da vaga?
     ― Mãe!
     Ela começa a rir.
     ― Só quero entender a dinâmica de vocês.
     Já que eu havia começado o assunto, tenho que terminar. Passo parte do nosso jantar explicando que o conheci no Japão e toda a coincidência de reencontrá-lo e toda a dinâmica complicada de tensão sexual que rola entre nós.
     ― Entendi. Com todo o respeito, já conheci o Carter ao vivo, ele já fez contribuições a faculdade e ele é um gato! Já que rolou algo entre vocês e as pessoas já comentam mesmo, eu iria aproveitar.
     ― Mãe! ― Fico impressionada com a sua desinibição, logo ela, sempre tão profissional.
     ― Claro, a não ser que você não queira. Que não é o que me parece.
     ― A questão não é só essa, além de não querer dar força ao que as pessoas estão falando, eu ouvi uma pessoa que considerava próxima falando de mim e espalhando esse rumor.
     ― Então agora você já sabe que não pode confiar nela.
     Penso em tudo que conversamos e se eu estou complicando as coisas, ficando tensa demais. Minha mãe puxa minha mão em cima da mesa e me diz:
     ― June, não deixe que ninguém a faça duvidar do seu valor. Se tem uma coisa que eu posso dizer é que não conheço, pessoa tão dedicada a própria carreira quanto você. O cargo que conseguiu faz parte dos resultados do seu trabalho duro, não importa se você se envolveu com o tal Carter no meio do caminho. E mesmo até que você saia dessa empresa, sei que o que te espera são coisas grandiosas.
     O seu olhar carinhoso e suas palavras são exatamente o que precisava pra acalmar meu coração.
     ― Obrigada mãe.
     ― De nada, minha filha.― Ela sorri e se levanta tirando nossos pratos.― Acho que agora podemos ir para o sorvete.
     Passamos um restante de noite agradável e depois vou para minha casa. Mando áudios pra Hinata contando o que aconteceu, mas ela não visualizou nem respondeu, vou ter que dormir sem ouvir suas broncas e conselhos.

                                                                                            ****

Decido que vou tratar a Lisa de maneira mais profissional possível, infelizmente os almoços com ela e o Matt não vou acontecer mais, vou sentir falta do bom humor Matt.
Hinata finalmente responde meus áudios e como era de se esperar me achou muito drástica com o Ryan.
“Claro que ele foi frio com você, não foi você mesma que deu um chega pra lá nele? O que você queria?”
“Deixe esse povo de lado, viva a sua vida.
Hahahah Concordo com sua mãe, no seu lugar qualquer pessoa estaria tirando uma casquinha.
E você sabe, ele estava certo.”


Essa maldita frase ficou na minha cabeça me atormentando: “Ele estava certo.”  Será que era mesmo isso? Ele disse pra que eu não me importasse com as pessoas e não deixasse isso me impedir de viver. Minha mãe disse a mesma coisa, Hinata disse a mesma coisa, até o Mark que não sabe a história falou a mesma coisa. E mesmo sendo super discreta sobre nós dois e em nenhum momento ter encostado nele dentro dessa empresa, as fofocas já estavam por aí… Enquanto eu fugia dele, as pessoas estavam falando sabe-se lá o que de nós dois.
Então, eu estava errada?

Sexta a noite, fim do expediente, olho o celular e vejo que a mensagem que mande de manhã para a Hinata, ela nem visualizou. Sozinha em minha sala, termino meu Dry martini, pego minha coragem e minha bolsa. Tinha aprendido ao longo dos anos a reconhecer quando havia errado profissionalmente,  mas na minha vida pessoal isso já não era comum. E pior, tentar falar com o Carter depois da forma que o tratei, seria ainda menos fácil.
Quando chego no andar dele, vejo a recepção vazia mas noto a claridade ainda em sua sala. Ele deve estar trabalhando até tarde, como de costume. Respiro fundo, tenho que ser direta, antes que ele me corte ou não queira me ouvir, vou arrancar o band-aid de uma vez. Abro a porta, numa fração de segundos, os olhos ainda fechados, digo:
     ― Você tinha razão!
     ― June? ― A voz não é a que eu estava esperando, merda é o Mark. Fico paralisada e olho os dois homens que me observam intrigados.
     ― Ah, o-i, oi Mark.
     Sabia que essa história de ser impulsiva, daria errado.
     ― Boa noite, senhorita Spellman.― Ryan responde.― Qual assunto de trabalho a trás aqui? ― O tom de voz nada convidativo, diz entre linhas “O que você quer?”    
     ― É, é que, e-u, eu só vim dizer que você estava certo sobre...― Mark continua me olhando e tento contornar a situação.― sobre a negociação que estou resolvendo. Mas podemos nos falar depois.
     Sinto meu rosto aquecer, se eu pudesse enfiar minha cabeça na terra, que vergonha! Ryan me observa se divertindo com meu nervosismo e Mark parece não desconfiar de nada.
     ― De qualquer forma, foi bom você ter aparecido. Estávamos falando sobre meu aniversário, Ryan estava dando idéias.
     Ryan dando ideias… já posso imaginar como vai ser essa festa. Me aproximo da cadeira em que Mark está, mas permaneço de pé.
     ― Ah, legal.
     ― Tem algo a dizer, senhorita Spellman? ― Se conhecesse o Ryan, diria que ele está ofendido.
     ― Não, não. É que pensei que íamos curtir como na época da faculdade…― Pigarreio, tentando achar as palavras certas.― E não parece fazer seu estilo de diversão.
     ― Está dizendo que não sei me divertir?― Seu olhar é intenso e mordaz.
     ― Não exatamente isso, mas acho que seu estilo é diferente, só isso.
     O clima entre eu e o Ryan não está muito amigável e Mark nos observa sem saber como agir.
     ― Claro que eu sei me divertir, meus assuntos não se resumem a trabalho.
     Ok, ele claramente está me alfinetando e sinceramente, não estou com paciência.
     ― Nem os meus, mas ultimamente só o vejo falando sobre trabalho.
     ― Prefiro me ater a assuntos profissionais com meus funcionários.―Sua expressão é controlada, mas o tom de voz entrega sua irritação e desconforto com essa conversa.
     ― Bom, como eu estava tentando dizer.― Mark nos interrompe, nos lembrando de sua presença.― Talvez vocês possam trocar ideias, já que estão mais interessados no meu aniversário do que eu.
     ― Não há necessidade, seu aniversário com certeza está em boas mãos ― Falo, a ironia saindo pelos meus poros. Já que o Ryan claramente quer me afastar, não vou deixar por menos. ― Vou adorar ver o que o senhor Carter está planejando.
     Dou um sorriso falsamente amistoso. Carter faz menção a responder, mas meu telefone toca o interrompendo. O número é desconhecido, mas as chamadas insistem.
     ― Licença, preciso atender. Boa noite.
     Ouço o boa noite deles enquanto atendo o telefone e saio da sala.
     ― Alô.
     ― Kon-Kon.
     ― Hinata?
     ― Mais alguém te chama assim?
     ― Que número é esse?
     ― Comprei um número aqui no aeroporto, não importa quais eram seus planos pra hoje, agora eles mudaram e você precisa me buscar.
     ― Como assim???
     ― Estou em Nova York, vim pra cá!
     ― Meu Deus, sério?
     ― Claro! Agora para de conversa e vem me buscar!
Animada e confusa vou até o elevador. Encontrar a Hinata é o que eu precisava.


Notas Finais


Lisa mostrando as garrinhas. Ryan dando um gelo na June e Hinata de volta.
A coisa ta ficando boa! kkkk
Será que o Ryan vai fazer uma boa festa e calar a boca da June? A gente já sabe que ela adora uma festa, vamos ver se a do Ryan vai passar no teste de qualidade hahahah

Beijinhos e até o próximo capítulo! ❤


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