História A Jornalista e o Príncipe - Capítulo 9


Escrita por: e Writers_Girls

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Eunha, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Bts, Jeongguk, Jornalismo, Jungkook, Natal, Principe, Romance Natalino, Taehyung, Torii
Visualizações 283
Palavras 5.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiie, gente!!!!! Eu demorei muito pra voltar. Me desculpem! Espero de verdade que curtam esse capítulo, foi um dos mais complicados de escrever até agora. :')

Boa leitura, nenês! <3

Capítulo 9 - Nono.


Fanfic / Fanfiction A Jornalista e o Príncipe - Capítulo 9 - Nono.

A JORNALISTA &O PRÍNCIPE


Capítulo 9 –

Vai realmente defender aquelazinha?


Durante a madrugada daquele mesmo dia, Emma encontrava-se num total estado de pura excitação. A ocidental imaginava que, cedo ou tarde, sua intimidade clamaria por Jeon Jungkook. Ela só não esperava que esse dia chegasse tão velozmente, afinal. De sua testa escorria uma fina camada de suor salgado e sua respiração, no momento, estava descompassada. Sem muitas opções, ela apertou as pernas e umedeceu os lábios, xingando-se mentalmente por tamanha demonstração de fraqueza. O Jeon a tirava dos eixos. Era alucinante o modo como o príncipe conseguia acende-la com somente uma carícia; não mais suportando os malditos hormônios, estes que pareciam a um milímetro de explodir, Emma decidiu fazer logo aquilo. Sua púbis latejava em expectativa, enquanto suas forças cessavam a medida que o relógio corria. Embora o seu subconsciente não concordasse com aquela escolha e avisasse que ela estaria prestes a fazer exatamente o que o Jeon falara – horas atrás –, a ocidental não aguentaria permanecer nem mais um mísero minuto sem aliviar-se.

Costumam dizer que os homens possuem um desejo alucinante por sexo, que é de sua natureza e instinto animal. Entretanto, as pessoas esquecem que as mulheres, na maioria dos casos, são deveras sensíveis em relação à isso. Emma, por exemplo, na cama, era uma leoa faminta. Ela não conseguia passar mais do que uma semana sem sexo e, naquela noite, estava sedenta.

Abafando um gemido, a ocidental agarrou o lençol de seda, dirigindo a mão esquerda para sua vagina molhada. Ela iniciou uma série de massagens lentas e estimulantes, suspirando alto. Seus movimentos tornavam-se apressados a cada segundo e os gemidos, outrora silenciosos e contidos, agora ressoavam em bom som no quarto, confirmando o quão excitada a morena estava.

Jeon J-Jungkook. – arfou, fechando os olhos fortemente. Ela pôde contemplar a vista do príncipe abocanhando sua intimidade, tomando-a inteiramente para si. Aquela imaginação só serviu para aumentar o calor que a envolvia deliberadamente. – Aaah. Uuhm. Você me chupa tão bem. Me fode, Jungkook. Firme e fundo. Aah.

Antes que Emma tivesse a oportunidade de sentir um orgasmo pensando no Jeon, batidas na porta de seu quarto a alarmou, impedindo-a de dar continuidade àquela masturbação torturante. Exasperada, ela levantou da confortável cama, andando em pisadas duras até a entrada do cômodo. Perguntando-se quem, com sã consciência, a incomodaria nessa hora da madrugada, destrancou as diversas fechaduras.

O homem estava apoiado na parede, este carregava um sorriso cínico no rosto. Emma, encarando-o, suspirou impacientemente.

– O que foi, Taehyung? – indagou com uma ignorância áspera. – Não viu que horas são?

– Sim, eu vi. Mas você me parece muito bem desperta. – proferiu num fio de voz. – Já falei que seus gemidos são maravilhosos e bastante excitantes?

– V-você me ouviu gemer?

– Ouvi.

– Puta merda. – praguejou, extremamente envergonhada.

– Não se preocupe, bebê. Não irei julgar seus fetiches estranhos de chamar pelo meu priminho. – sorriu, adentrando o cômodo e cerrando a porta com um semblante despreocupado. – Aliás, na falta do meu primo, eu poderia satisfazê-la. Devo confessar que sinto saudades desses teus gemidos manhosos. Queria ver de novo suas expressões de prazer enquanto cavalga no meu pau. Te colocar de quatro e meter bem forte em você, deixando vários tapas nessa tua bundinha gostosa.

Emma, que aparentemente estava na defensiva, sentiu sua boceta gotejar. Ela cruzou os braços, espremendo os seios. Seus biquinhos rijos ficaram evidentes devido a camisola transparente que usara e, tal ato não passou desapercebido por Taehyung. O lorde, envolto pela luxúria, aproximou-se da ocidental. Ele a virou de costas, admirando as nádegas redondinhas e avantajadas da brasileira, e enfiou a mão direita por dentro da camisola dela. Seus dedos maltrataram o bico do seio esquerdo de Emma e sua boca desferiu um chupão, que amanheceria marcado, na região da nuca.

A mulher suspirou.

– Você é deliciosa. Sinta como eu fiquei só de te tocar.

Ele retirou a mão que tateava os mamilos, posicionando-a na cintura da morena. Puxando-a contra o seu tórax, o maior roçou sua excitação no bumbum empinado para si. Emma arfou, girando o corpo para visualizar o Taehyung. Suas orbes paralisaram na elevação da calça do pijama que o homem vestira. Ela desabotoou a camisa do lorde, fazendo com que a peça caísse de encontro ao chão. Então, com os olhos encobertos de lascívia, admirou os gominhos do abdômen definido que o Taehyung possuía. Seus dígitos acariciaram levianamente o pênis do moreno por cima do tecido do pijama.

O coreano gemeu entrecortado.

– Certo. Será a última vez. – disse, pondo-se de joelhos. Emma desceu a calça de Taehyung, notando a ausência da cueca. Ela sorriu maliciosa, segurando com a destra a base do pênis ereto do homem, e, ansiosa para dá-lo prazer, lambeu sua glande rosada. – Vou te dar uma última chupada. Com sentimento.

– Uhm. Me chupa com essa boquinha incrível, meu bem. – verbalizou, sentindo seu membro pulsar na cavidade bucal da estrangeira. – Eu nem lembrava do quanto seu boquete é gostoso. Humm.

Com maestria, Emma chupou todo o comprimento do pau de Taehyung. Ora beijando a glande inchada e coberta por pré-gozo, ora chupando a base por inteira, numa perfeita garganta profunda. Realizando as sucções, ela massageou os testículos do lorde que, de imediato sentiu um fisgar prazeroso no pênis.

Taehyung enrolou a madeixa alheia na canhota e meteu seu falo ereto na boca da mais nova. Emma surpreendeu-se com a atitude repentina, contudo, permitiu que o acastanhado a fodesse, cravando suas unhas no quadril dele. Tomando cuidado para não machucá-lo com os dentes, ela acelerou as chupadas, olhando no fundo dos olhos escuros do homem. Após mais alguns minutos dum boquete enlouquecedor, Taehyung despejou sua porra na face delicada da parceira.

Sorrindo satisfeita, a menor lambeu os lábios limpando o resquício do gozo do moreno.

– Vem cá, bebê. – a pegou pelos braços, ajudando-a a levantar do chão.

– Foi bom 'pra você, Tae? – questionou, arrumando os fios desgrenhados.

– Foi ótimo! Deixe-me agradecer.

Taehyung carinhosamente juntou seus lábios com os dela, iniciando um ósculo lento e provocante. Emma buscou a língua afoita do acastanhado que, em segundos, a cedeu. Naquele momento, um beijo cheio de ternura era trocado. Havia, de fato, sentimento envolvido. Claro que esse sentimento não se assemelhava a amor ou simplesmente paixão; era algo como uma consideração, um carinho que eles nutriram um pelo o outro. Mas, de todo modo, deixar que um sentimento tão bom aflorasse durante o beijo, fora infinitamente mais prazeroso que qualquer encontro sexual que eles já tiveram.

Taehyung calmamente conduziu Emma à cama, livrando-se do pijama de baixo. Ele interrompeu o ósculo a fim de sorrir para a estrangeira. Esta, acariciou os lábios carnudos do moreno, devolvendo o gesto com um selinho.

– Como eu nunca notei que o seu sorriso é lindo?

– São os seus olhos, bebê.

– É sério, seu besta. Você é lindo. Só precisa melhorar a índole que, diga-se de passem, é terrível.

– Obrigado?! Irei anotar.

Emma revirou as orbes claras e recebeu uma mordida arrepiante no pescoço desnudo. Ela voltou a beijar o maior, prendendo o cabelo macio dele entre os dedos. Taehyung agarrou a nuca da ocidental, dando mordidinhas no lábio inferior da mulher.

Ofegantes, eles se separaram sem desprender o contato visual.

– Por quê não nos beijávamos assim? – perguntou a Cooper. – Foi diferente. Nem um pouco parecido com os beijos que costumávamos trocar.

O moreno acariciou o queixo da brasileira, sorrindo quadrado.

– Acho que antes a gente 'tava mais preocupado em transar, sabe? Só queríamos gozar e que se fodesse o interesse do parceiro. Eu mesmo te peço desculpas por ter sido egoísta no quesito prazer.

– Tudo bem. Não é sempre que um cara consegue me fazer gozar. Na verdade, são raras a vezes que isso acontece.

– Hoje eu prometo lhe levar às alturas, bebê. Não vou sossegar enquanto você não gozar. – riu. – Será o meu jeito de te dizer que sinto muito. Pelas ameaças. As chantagens. Por tudo!

– Bobo. – o empurrou levemente.

– Emma, talvez eu tenha deixado uma impressão ruim sobre mim.

– Talvez? – sorriu. – O correto é "com certeza".

– Ok. Com certeza eu deixei uma impressão ruim sobre mim! Melhorou?

A Cooper assentiu, gargalhando.

– Então... – coçou a garganta, nervoso. – Eu não sou uma pessoa boa. Eu não me acho alguém bom, ninguém acha. Mas, embora eu acabe demonstrando o contrário, quero que saiba que a admiro. Você é independente e não se importa com as opiniões alheias... Sua personalidade é incrível, você é uma mulher incrível.

– Está tentando me chantagear com palavras doces, Taehyung?

– Não. Não estou. – disse, convicto. – Temos aquele trato de encontrar algum meio do Jeongguk perder o trono, eu sei. Só que, sinceramente, cansei de ameaçá-la com isso. Não irei mais importuna-la sobre esse assunto. Ficará a seu critério me ajudar ou não. Estou oficialmente te liberando desse acordo idiota.

Emma, boquiaberta, encarou o coreano, procurando uma pitada sequer de sarcasmo na voz do acastanhado. No entanto, ele aparentava estar sendo sincero. E acredite, ele estava.

– Mora um ser humano aí, Tae? – brincou.

– Provavelmente.

Eles gargalharam.

– Já que é o dia das confissões, admito que acho você um puta gostoso. E sua voz gemendo é um pecado mortal. Qualquer calcinha fica molhada.

– É? A sua calcinha fica molhada também?

– Ah, ela fica. E como fica.

A Cooper ergueu sensualmente sua fina camisola, retirando-a com o auxílio de Taehyung. O coreano moveu-se para a ponta da cama, pondo os pés no chão. Logo, Emma engatinhou sobre o colchão e colocou uma perna de cada lado do quadril do moreno, sentando em seu colo.

– Você é maravilhosa. – ele sussurrou, rente ao ouvido da brasileira. – E sexy.

A ocidental puxou a calcinha e livrou-se daquela peça inoportuna. Agora ela estava totalmente despida e pronta para acomodar o pau novamente excitado do homem.

– O que mudou entre a gente, Tae? – questionou, encaixando o pênis de Taehyung em sua entrada. Ela desceu calma e lentamente, preenchendo seu interior com o pau grosso do moreno.

– Nossa feição. – apertou as nádegas da mulher, incentivando-a a cavalgar em si. – Eu lhe considero uma amiga.

Iniciando os movimentos de cavalgada, a Cooper o olhou fixamente com um sorrisinho sacana.

– Transa com suas amigas?

– Geralmente não. Você é uma exceção.

– Seria estranho se eu dissesse que essa conversa, ao invés de me broxar, me animou ainda mais? – espalmou as mãos no peitoral bronzeado do coreano, subindo e descendo rapidamente.

– Nem um pouco, porque 'tô igual.

Taehyung apertou a cintura de Emma e, sem delicadeza – afinal, essa qualidade não era o seu forte –, jogou-a de volta a cama. Ele ficou por cima da Cooper, pincelando seu pênis na entrada úmida da ocidental. Desejando senti-lo de uma só vez, Emma impulsionou o quadril, fazendo com que o pau de Taehyung entrasse forte e fundo na sua vagina. Ambos gemeram com o choque causado pelo atrito de seus íntimos.

Os movimentos de vai e vem do coreano se intensificaram, tornando-se frenéticos. Um prazer inexplicável crescia nos dois amantes, um calor intenso os encobria. Emma passou a gemer incessantemente, enquanto seu pescoço era sufocado com rudeza pela destra do lorde. Era assim que ela apreciava o sexo: selvagem.

M-mais, Tae. Aaah. Isso.

Palavras desconexas saíam dos lábios da mulher. O barulho erótico dos corpos se chocando reverberava no cômodo, transformando o ambiente num local completamente pornográfico.

– Gostosa. – Taehyung gemeu, daquela maneira rouca que Emma tanto adorava escutar. – D-deliciosa.

Ele estocou repetidas vezes na boceta da ocidental, rude e duro. Suas investidas acertavam o ponto sensível da mais nova. A Cooper, depois de receber uma metida que a atingiu maravilhosamente bem, teve o interior contraído abrindo espaço para um orgasmo avassalador que a deixou fraca.

Emma sorriu, inebriada pela sensação de sentir um ápice de tamanha magnitude. Esse orgasmo, sem dúvidas, seria acrescentado na sua listinha de recordes sexuais.

Taehyung, que ainda estava metendo freneticamente seu pau dentro dela, movimentou-se mais uma vez, soltando um gemido arrastado. Enfim, jatos quentes do seu líquido esbranquiçado preencheram a vagina da brasileira.

– Suponho que... Não voltaremos a ter um contato tão íntimo depois de hoje. Estou certo?

Emma se remexeu, inquieta, admirando o aldeliano. Ele estava com os fios de cabelo grudados na testa e pequenas gotículas de suor advinham de si. Seu peito subia e descia normalizando os batimentos cardíacos. Era como se, após o sexo, Taehyung ficasse mais bonito que o natural – na visão da Cooper. 

– Certíssimo. – verbalizou, após alguns minutos em silêncio. Ela acariciou o rosto ruborizado do lorde, beijando a pintinha fofa que o mesmo possuía no nariz. – Desde uns três anos atrás, eu defini que não transaria com um cara mais de uma noite. Duas noites se o cara fosse muito foda na cama.

– Apenas duas?

– Sim. E nós fizemos além desse limite. Somando essa, passamos da oitava transa. Foram tantas que até perdi as contas.

– Isto porque somos insaciáveis. – confessou, alisando o ventre de Emma em carícias gostosas.

– É. Somos, sim. – concordou, sorrindo largamente. – Porém nós terminamos por aqui, Tae. Seja lá o que esse "nós" signifique. Não tem a menor chance de eu acabar me apaixonando por você, mas prefiro não criar laços contigo. Desculpe a sinceridade.

– Não se preocupe, eu entendo. – riu. – E também... 'Pra você já deve ser frustrante o suficiente estar envolvida com o Jeongguk.

– Nada a ver. – suspirou, balançando a cabeça negativamente.

– Eu não nasci ontem, Emma. Pode fingir o quanto quiser 'pro meu primo. Ele é tapado, então é bem capaz do idiota pensar que você o detesta. Mas, a mim você não engana.

– Não fale como se me conhecesse há décadas, Taehyung. Não sabe nada sobre mim.

– Bebê, não é preciso decorar um livro da sua vida para dizer que você gosta do meu primo. Eu conheço o sexo feminino e isso basta. – a encarou. – Não faço ideia de como o Jeongguk atrai as mulheres. Primeiro a Eun-bi, depois a Park Sora e você.

– Epa, epa. Calminha aí, colega. Não ouse me comparar com a sua amiguinha. A Eun-bi é uma cobra interesseira. – vocalizou enraivecida. – Aliás, quem diabos é Park Sora?

– Uma nobre da família Park. Ex-peguete não assumida do Jeongguk. – bocejou. – Ela é da província de Ggeduk igual a mim.

– Ah. Deixa eu adivinhar, você gostava dessa nobre?

– Gostava. – suspirou. – Porém, ela escolheu o Jeon.

– Engraçado. As mesmas garotas pelas quais o Jungkook já se apaixonou, você também desejou tê-las. Quanta inveja, Taehyung.

– Inveja, não. Raiva! E 'pra início de conversa, a Eun-bi é uma amiga. Eu sentia atração por ela na adolescência, mas era apenas isso. Agora a Sora... – arfou. – A Sora eu amava. E entre atração e amor, existe uma enorme diferença.

– Sinceramente, não me interessa as suas desavenças com o seu primo. Vocês são adultos, façam o que bem entenderem com a porcaria do rancor. O negócio é que, definitivamente, não há nada rolando comigo e o Jungkook.

– Da mesma forma que não havia nada com a gente?

– Qual é, Taehyung! 'Tô perdendo a paciência.

Sem graça, o coreano soltou uma risada forçada.

– Bebê, não me leve a mal. Eu só não quero te ver presa em algo que não terá futuro, compreende? – ditou, numa tranquilidade incomparável. – Daqui a alguns dias, você irá regressar à Nova Iorque e será obrigada a esquecer o que viveu em Aldélia. Por favor, não arrume mais problemas para atormenta-la.

Emma arqueou a sobrancelha, ouvindo atentamente o lorde.

– Você sabe que o Jeongguk tem assuntos inacabados com a Eun-bi. Então, não deseje estar no meio dessa confusão. Para o seu próprio bem, se afaste. Antes que seja tarde demais e você saia machucada.

A Cooper não quis admitir, todavia, seu peito apertou ao escutar aquelas duras palavras. O pior é que talvez Taehyung tivesse razão. Talvez o melhor fosse fingir que Jeongguk não existia e que ela jamais o havia conhecido. Afinal, era difícil para a ocidental imaginar que estava apaixonada.

– Taehyung, agradeço sua preocupação, no entanto é inútil. Guarde-a para si. Eu não gosto do seu primo, o acho repulsivo e imbecil.

– Está tentando convencer a si mesma disso? – franziu o cenho.

– Chega, né? Olha, adorei sua companhia e o sexo revigorante, mas está na sua hora de ir! Fique ciente que eu vou lhe ajudar a usurpar o trono e em seguida sumirei do mapa. Mas, se eu souber que você fez algum mal à Akemi, à Rainha Chin-sun, Nara, Namjoon... Ou até mesmo ao Jungkook... Eu volto 'pra acabar com a tua raça, entendeu? Mereça o título nobiliárquico, não manche a história dos sucessores aldelianos e impeça o sofrimento da população. Lembre-se: com a mesma facilidade que eu lhe entregarei o trono, igualmente poderei destituí-lo dele. Não contrarie minhas exigências!

Touché, madame. Eu serei um ótimo Rei. Me esforçarei para isto.

– E você não machucará o Jungkook. Prometa!

Taehyung sorriu minimamente, mirando a ocidental de maneira irônica.

– Eu não o machucarei, Emma. Relaxe! Jeongguk não correrá perigo. – afirmou. – Não gosta dele né?! Mentirosa.

Ignorando tal comentário, a Cooper colou seus lábios nos do Taehyung, despedindo-se com um beijo carinhoso e demorado. Pois aquela seria a última noite que eles usufruiriam o corpo um do outro.

.........

Quando o relógio marcou oito da manhã, o alarme tocou, despertando Emma do seu sono. Ela levantou da cama com uma tremenda dor de cabeça, devido a noite mal dormida. Os acontecimentos da madrugada permaneciam vívidos em sua mente. Era quase impossível acreditar que Taehyung realmente tinha sentimentos escondidos naquela alma obscura; divagando entre incertezas, a ocidental tomou uma ducha gelada e arrumou-se despojadamente para a aula de português que daria a Akemi.

Caminhando as pressas num dos corredores que levava à biblioteca, Emma distraiu-se observando as horas no relógio de pulso e acidentalmente esbarrou na corpulência alheia. Ela o olhou de forma rápida, entretanto, logo tratou de distanciar-se da física que inexplicavelmente a atraía como irmãs que são atraídos por polos magnéticos.

– Desculpe, Jeon Jungkook-ssi. Com licença. – falou, abaixando a cabeça e fazendo uma breve reverência.

– Espera. – disse, segurando o pulso da mais velha. – Qual é o seu problema?

– Não percebe? Eu já falei, mas faço questão de recordar-lhe a memória. – suas orbes analisaram centímetro por centímetro da face angelical do Jeon. – MEU PROBLEMA É VOCÊ.

Desprendeu-se do mínimo toque e antes que o príncipe pudesse comentar uma das suas depravações, ela o abandonou plantado naquele corredor, partindo rumo ao seu destino.

Chegando na biblioteca, Emma avistou sua aluna sentada numa das cadeiras que havia ali. Seu cotovelo esquerdo estava apoiado na mesa de madeira polida com a cabeça repousada sobre a mão canhota, enquanto que a mão destra ela usava para virar as páginas do livro que estava lendo atualmente. Um sorriso fofo contornava seus pequenos lábios e Emma, prestando atenção na garota, não evitou de sorrir também.

– Podemos começar a aula, princesa? – indagou, interrompendo a leitura tranquila da mais nova.

– 'Tá atrasada. – deu de ombros. – E você sabe tão bem quanto eu que é uma péssima professora.

– É verdade. – sorriu. – Mas apenas em cálculos. Porque em português eu arraso! Então não custa nada te ensinar umas coisinhas, afinal de contas sou sua tutora.

– Falsa tutora. – corrigiu.

– Não importa!

Emma procurou, nas diversas prateleiras e estantes da biblioteca, um material que a auxiliasse nas explicações.

– Toma. Abra na página vinte. – disse, entregando o livro didático à Akemi.

Sem muita empolgação, a princesa fez o que sua tutora pedira. Ela escutou o conteúdo dos assuntos que era dito pela mais velha, porém, não estava cem por cento ali – presente na aula.

– Akemi, me dê um exemplo de hipérbole. – pediu, despertando-a dos devaneios.

– Isso aqui está tão chato que minha cabeça irá explodir em milhões de pedacinhos. – bufou, fechando o pesado livro de português. – Vamos falar algo interessante, sim? Você já namorou?

A Cooper, que permanecia de pé, engoliu em seco e sentou-se na cadeira vaga. Pensando e repensando na pergunta, Emma questionou a si mesma se deveria respondê-la.

– Sim. – disse, por fim.

– Conte-me tudo sobre ele, Emma. Ou quase tudo pelo menos.

– Bom... O Austin era um intercambista. Nós passamos quatro anos juntos. Três namorando e um noivados. – sorriu tristonha. – Tínhamos planos de terminar o curso da universidade e casarmos no verão, em alguma praia ensolarada da Austrália, já que o Austin era de lá e amava surfar. Nossa lua de mel seria uma viagem para Bariloche em homenagem aos meus pais... Mas o conto de fadas acabou.

– O que houve?

Emma inspirou profundamente, limpando uma lágrima solitária que lhe escapou. Ela não estava pronta para proferir aquilo em voz alta. Era humilhante demais.

– Apenas não deu certo, Akemi.

– Como um amor desses pode ter acabado? Assim, do nada?

– O amor é como uma florzinha, princesa. Uma flor que precisa ser regada todos os dias, caso contrário ela ressacará e, com o tempo, morrerá. – suspirou. – Dá mesma forma aconteceu comigo e o Austin. Não soubemos como "regar" o nosso sentimento e, aos poucos, ele desfaleceu.

– Que injusto. – fez bico. – Se duas pessoas se amam, não devem desistir do amor que sentem. Você e seu noivo foram fracos. Por quê não lutaram?

– Simplesmente porque não havia motivos para lutar. A realidade não é o que você lê nos livros de romance, menina. A vida é repleta de desilusões e amores que não dão certo. É comum um casal apaixonado se separar e seguir por caminhos diferentes. A verdade é que o "para sempre", sempre acaba!

– Estás redondamente enganada. O amor quando é verdadeiro sobrevive a qualquer barreira e qualquer obstáculo. Se você e o Austin não estão juntos hoje, significa que não era amor. Porque se vocês se amassem, sequer teriam terminado um relacionamento de longa data. E mesmo que tivessem terminado, voltariam em menos de uma semana. Pois, quem ama, não vê sentido em continuar vivendo sem o parceiro.

Emma pigarreou, coçando a garganta. De repente, o clima havia ficado tenso entre as duas. Austin era praticamente um assunto proibido. Ela amava aquele rapaz. Porém, apenas amar, não foi o suficiente para perdoá-lo.

– O que acha de termos uma aventura? – falou, buscando apaziguar a agitação que corroía seu interior. Akemi a mirou animada, concordando com um leve menear de cabeça.

A princesa alcançou um trenó, o qual guardara no seu closet e que havia pego numa das masmorras subterrâneas no tempo em que realizava excursões pelos cômodos do castelo, e o entregou para a sua tutora.

– É meio pesado, Akemi. – reclamou. – Cadê o Namjoon 'pra ajudar?

– 'Tá estudando, com certeza. Mas não se preocupa, o elevador está funcionando.

– Elevador? Não me disseram que tinha elevador aqui!

– Você nunca perguntou.

Mesmo que a fobia fosse grande, o desejo de sair logo do castelo era maior. Por isso, carregando o mini trenó com dificuldade, Emma adentrou o elevador – cheia de medo – ao lado de Akemi.

Ao chegarem no térreo, de longe a ocidental visualizou a senhora Nara conversando com um dos funcionários. Então, tomando bastante cuidado para não ser vista, a Cooper empurrou a cadeira-de-rodas de Akemi para que saíssem rapidamente daquele lugar.

Ultrapassando os muros reais, elas traçaram o caminho à Floresta das Colinas – um dos pontos turísticos mais temidos de Aldélia. É necessário que haja a presença do guia turístico que conheça, como a palma da mão, o local. Senão o visitante corre o risco de se perder e ao invés de diversão, encontrar a morte. Muitos consideram a floresta assombrada e alguns populares alegam ouvir sussurros vindos de lá. Além disso, no "coração" da Floresta das Colinas há um cemitério, no qual foram enterrados membros da família real e seus respectivos antepassados; sem citar o fato de que habitam lobos e várias espécies de animais perigosos por suas redondezas.

A ocidental parou no exterior da Floresta das Colinas, num montinho irregular coberto pela neve. Ela posicionou o trenó no chão e auxiliou a menina a sair da cadeira-de-rodas, colocando-a sentada na frente.

Akemi fungou, encarando a mulher que estava atrás de si. Seus olhos demonstravam um enorme amedronte.

– O que aconteceu, princesa? – questionou, visivelmente preocupada.

– É medo. Não consigo fazer isso!

– Aonde foi a menina corajosa que eu conheço?

– Eu vou acabar ficando mais quebrada do que já estou, Emma.

– Não 'tá quebrada, Akemi. Deixa de besteira. Eu não saí do castelo, correndo o risco de levar um carão da Nara, 'pra te ver desistir. Não pense bobagens, ok? Nós vamos nos divertir e nada acontecerá com você, mocinha.

– Jura?

– Juro de dedinho. Agora vamos!

Emma ocupou o espaço detrás e, usando os pés, empurrou o trenó fazendo com que ele descesse a neve numa velocidade absurda. A Cooper abraçou o corpo desenvolto de Akemi, impedindo-a de cair. Elas gritaram em uníssono, extremamente animadas com o vento gélido que soprava contra o rosto de ambas. A adrenalina corria na corrente sanguínea das duas, dobrando a expectativa que tinham para com àquela singela aventura; Jeongguk que, coincidentemente, passava por ali, observou a cena inédita de sua irmã sorrindo tão abertamente.

Em menos de quarenta segundos, o trenó atingiu o final daquele amontoado, derrubando tanto Emma quanto Akemi do objeto. A Cooper levantou-se do chão e percebendo que a princesa estava praticamente com a cabeça soterrada na neve, sacolejou a aldeliana. Todavia, Akemi não disse uma única palavra, provocando um temor na mais velha.

A princesa, após perceber o notório susto estampado na face da tutora, gargalhou, dizendo:

– De novo!

Emma bufou, irritada com a brincadeirinha de mau gosto.

– Sua pestinha. – falou.

Chateada, a ocidental pegou um punhado de neve formando uma bola e a atirou no rosto de Akemi que, imediatamente, cessou a risada.

– Ah, mas você me paga. – verbalizou, declarando guerra.

Não demorou para que aquela situação se convertesse numa verdadeira guerrinha de bolas de neve, regada por risadas sinceras e carinho envolvido de ambas as partes. Jeongguk que estava apenas olhando e sorrindo, decidiu participar da brincadeira, jogando uma bolinha certeira nas costas de Emma. Ela, ao sentir o impacto, virou na direção da qual vira o ataque e encontrou o príncipe Jeon com um alazão. Seu sorriso desfez e sua felicidade veio por água abaixo.

Emma relutou sobre suas próximas ações, no entanto, o calor do momento a impossibilitou de pensar claramente, levando-a a responder aquela provocação a altura. Em outras palavras, a Cooper atirou uma bola de neve de grande tamanho e com mais força no príncipe.

– Você já era! – ela disse, se esquivando do ataque do Jeon.

– Meninas contra o Jeonggukie. – Akemi completou, atirando uma bola no irmão.

Quando a Cooper iria esquivar-se novamente, ela tropeçou e movida pelo impulso agarrou o sobretudo de Jeongguk. Ele, que fora pego desprevenido, perdeu o equilíbrio caindo por cima do corpo de Emma. Eles se entreolharam com suas respirações descompassadas mesclando-se até tornarem somente uma. Os lumes da ocidental recaíram aos lábios avermelhados do Jeon e a agonizante vontade de beijá-lo surgiu; o príncipe utilizou o dorso da mão para acariciar a bochecha da Cooper e com os dedos afastou a mecha dos fios negros dela.

– Continua acreditando que resistirá aos meus encantos, noona? – sussurou, saindo da posição que estavam. O Jeon ergueu-se, ajudando a tutora a levantar.

– Noona? Você é um cretino. – murmurou, atirando bolinhas no maior. 

A brincadeira perdurou por longos minutos. Um pouco distante deles, Eun-bi e Taehyung voltavam da vila numa simplória carruagem. As risadas atraíram o olhar curioso da lady que os encarou totalmente confusa.

– Pare! – Eun-bi ordenou ao cocheiro que conduzira os cavalos. Enfurecida, ela observou a ocidental tão íntima do seu homem. Taehyung, por sua vez, sorriu ternamente. – Eu não entendo. O que a estrangeira tem que eu não tenho?

– Você quer dizer, além da compaixão, dignidade e, obviamente, o caráter? – indagou retoricamente.

– Cala a boca, Taehyung. Essa Melissa não passa de uma vadia barata.

– Garanto que ela não é uma vadia, Eunha. Pelo contrário, ela é mais mulher do que você jamais será um dia. – riu nasalado. – Aceite o fato do seu Jeonggukiezinho estar fascinado pela senhorita Moore. Você perdeu!

– Achei que gostasse de mim, TaeTae. – fez bico, fingindo indignação.

– Eu gosto. Mas também gosto da senhorita Melissa, Eun-bi. E não vou admitir que a chame de vadia. Trate de se colocar no seu devido lugar com a pouca dignidade que ainda lhe resta!

Vai realmente defender aquelazinha? Ela já deve ter passado nas mãos de meio mundo e tenho certeza que passou pela sua.

Taehyung cerrou as orbes acastanhadas, fechando o punho. 

– Ela transou contigo? – perguntou com uma expressão maldosa. – É uma rodada!

– Quer saber, Eun-bi? – alterou o tom de voz, no limite de sua paciência. – Transamos, sim. E foi maravilhoso! Mas sejamos sinceros, não tens o direito de julgá-la. Porque, convenhamos, você está mais rodada que os pneus da minha Ferrari, minha cara.

– C-como ousa?

– Ah, querida Eun-bi. Até parece que eu não sei das suas visitas sexuais à metade do parlamento. Esse seu desejo por poder é mil vezes pior que o meu. Me enjoa saber que você joga tão baixo apenas para conseguir uma faminha momentânea. – estalou a língua. – Eu detesto o Jeongguk, mas, de verdade, fico feliz em vê-lo livre das suas garras. Só espero que ele deixe de ser babaca e perceba a grande mulher que está em sua frente, porque, diferente de você, a Melissa vale muito a pena!

.........

No cair da tarde, o príncipe Jeon, sua irmã e Emma, retornaram para o castelo. O trajeto de volta fora realizado debaixo de conversas supérfluas e algumas boas gargalhadas vindas de Akemi – que estava felicíssima com o dia de aventura.

Ao entrarem no castelo e pararem no hall, defronte a escada principal, a Rainha Chin-sun os olhou com os braços cruzados e uma carranca nada amigável. Em sua companhia estava a governanta Nara que limitou-se a assistir a possível discussão calada. Chin-Sun desceu os degraus da escadaria, percebendo o sorriso contagiante no rosto de sua filha. Ultimamente, eram raras as vezes que isso acontecia.

– Que bela visão. – falou. – Um dos jardineiros me informou que viu você, senhorita Moore, e a minha filha brincando próximo a Floresta das Colinas. É verídico?

– Majestade. – Emma reverenciou, assentindo.

– Estavam apenas se divertindo, mamãe. – Jeongguk interviu em defesa da ocidental.

– Eu não falei com você, Jeon Jungkook Terceiro. – vocalizou a Rainha.

– Rainha, sinto muito, eu...

– Basta! – Chin-sun suspirou, interrompendo a brasileira. – Sei que meus filhos me acham uma mãe super protetora. A impertinência deles é imperdoável. Dito isto, meu falecido marido apreciava as atividades ao ar livre... E não presencio um sorriso desses no rosto da minha filha há meses. Então, se deseja continuar como nossa contratada, sugiro que peça permissão.

– Sim, Majestade. – sorriu, alisando o ombro de Akemi.

– Aliás, da próxima vez, convide a sua Rainha para essas expedições. Eu sou uma boa competidora de trenó! – finalizou a sentença, mostrando um sorrisinho de canto e retirou-se do salão educadamente.

– Substituíram a mamãe! – disse Akemi, desacreditada.

– Concordo, maninha. – verbalizou Jeongguk.

– Chega de emoções por hoje, não é? Licença Jungkook-ssi, levarei a princesa 'pro quarto. Ela precisa descansar.

– Tenham uma boa noite, garotas. – desferiu um selinho no topo da cabeça de Akemi. E, aproveitando a distração de Emma, aproximou-se para beijar sua testa. A Cooper ruborizou.

– Boa noite, cretino. – ela disse baixinho.

Emma levou a princesa aos seus aposentos reais e ajudou-a a tomar um relaxante banho de banheira. Antes das onze horas, elas já dormiam profundamente, recobrando a disposição. Agora a coroação e o baile anual de natal estavam mais perto do que nunca. Faltavam somente setenta e duas horas para que esse evento tão importante acontecesse. O parlamento e a própria realeza estavam finalizando os preparativos para o grande dia. Entretanto, o que eles não sabem, é que a coroação revelará segredos. Segredos esses que serão capazes de mudar o futuro não apenas de Aldélia, como também o futuro de Jeongguk.


Notas Finais


E então, continuam não gostando do Taehyung? Ahahah admito que eu shipparia bastante ele com a Emma.!!

Bom, talvez eu demore novamente pra postar, mas sempre será um capítulo maior para compensar vcs pelo tempo de espera, okay?

Amo vcs e obrigada pelo carinho que "A Jornalista &O Príncipe" está recebendo.

2bjoos. ❤️❤️


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