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História A Lei de Murphy - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoas.
Enfim, só queria agradecer mesmo.
Agradecer pois essa fanfic no mínimo era o que eu estava precisando escrever. Acho que eu meio que Sei como o Richie estava ou está se sentindo.
Sinceramente, acho que amo mais essa fanfic do que a mim mesma. Ou só pelo fato de eu amar muito escrever sobre amor ou sobre superar o fato de amar.
Porque, poxa vida, amar é uma escolha.
É todo mundo tem o direito de fazer a sua escolha.
Capítulo não revisado. Então desculpem algum erro ortográfico.
Enfim, espero que gostem.

Capítulo 9 - Não gosto de você.


Fanfic / Fanfiction A Lei de Murphy - Capítulo 9 - Não gosto de você.


 

 

 

Agora ele tinha mais um problema para resolver. Ou uma conversa para esclarecer.

Beverly passou o endereço do 9:0 Club e o horário de sábado para Richie passar por lá. E ele não pensava em outra coisa a semana toda.

Era difícil imaginar Eddie cantando, especialmente em um Club. Ele sempre foi um garotinho tímido e indefeso, quase nunca gostava de mostrar sua voz. Acho que foi por isso que Richie se interessou por ele. Eddie só dava uma pequena parte dele para o mundo, e mesmo assim, já era o suficiente para Richie perceber o quanto extraordinário ele era.
O quão ele parecia com o universo.

Pensamos que sabemos tudo sobre ele, mas mesmo assim, dia a dia descobrimos coisas novas sobre ele.

Quando percebeu, ele estava como um louco obcecado. Percebia todos os meros detalhes. Se perguntassem as pessoas do refeitório se viram aquele menino baixinho comendo um sanduíche de pasta de amendoim e geléia e como ele saboreava cada pedacinho como se fosse o último, provavelmente a pessoa sairia correndo.

Richie percebia tudo. Ou pelo menos, achava que percebia.

Percebeu que quando ele ficava entediado ele escrevia estrelas em seu caderno. Em como seu sorriso era tão puro e perfeito. Ele percebeu que ele ainda respondia os Quizes nas revistas de adolescentes. E em como ele parecia perdido em sua mente quando ninguém falava com ele. Como se ali dentro fosse o melhor lugar para se estar.
Como se ali fosse o lugar em que Richie queria estar.

Ele se sentia insuficiente para ele. Richie era um caso perdido e Eddie.... era um caso resolvido desde que nasceu.

Mas naquela noite quando ele viu aquelas marcas em seu pulço... Ele sentiu como se tivesse descoberto mais uma parte daquele pequeno universo. Mas aquela parte tinha una espécie de buraco negro. E, quando se trata de sentimentos, isso é bem perigoso.

Tinha tantas coisas que ele queria dizer. Tantos lugares em que ele queria o levar. Tantos céus para ver. Tantos mundos para conhecer. Tantas emoções.
Tantas... mudanças.

Afinal, é inevitável.
Mudanças acontecem e não a nada que podemos fazer para impedir isso de acontecer. A dois anos se dissessem a Richie que ele se apaixonaria por Eddie Kaspbrak ele mandaria você se fuder.

Mas agora, ele também mudou. De alguma forma, a vida tinha uma razão. Um caminho a tomar. Um... um sentido.
Como um pássaro que procura por seu lar.
Buscando por um norte a seguir.
Ele estava seguindo, forte.
Ele estava voando para o seu lar.
Tentando se encaixar, tentando dia a por dia.
Descobrindo mais dele mesmo.


♤♡◇♧♤♡◇♧


SÁBADO.
9:30 Club.

Ele se sentou em uma mesa e ficou observando as pessoas ao seu redor. Todas rindo, contando piadas ou olhando de uma maneira apaixonada um para os outros. E Richie, ali no meio.

Sozinho. Mas não estaria porque já eram 20:25. Ou seja, só faltavam cinco minutos para Eddie entrar no palco e fazer toda a ansiedade de Richie parar. Ou talvez só a fizesse aumentar.

A garçonete o pergunta se quer pedir alguma coisa. Ele responde que não.

Mas então, ele ouviu aquele som estridente do microfone.

Ele está no palco agora, afinando o violão. Ainda não percebeu Richie no meio das mesas. A voz dele ressoa :

- Olá. - todos erguem os olhos. Ele se afasta do microfone. - Opa, desculpe.

Alguém desliga a música tranqüila que tocava ao fundo. O palco é todo dele.
Ele toca um único acorde, testando o som.
Eddie respira fundo, fecha os olhos e começa.

Então ele abre a boca e a apreensão de Richie se transforma em fascínio. Ele não é sedutor ou gracioso. É quase como se estivesse conversando com a gente, mais do que cantando. É bruto, vulnerável e sincero. É tudo o que ele é, só que menos reservado.

À medida em que Richie relaxa na cadeira, Eddie também vai relaxando a voz. A timidez que ele percebeu no início diminuiu. Sua voz ficou mais musical, se transformando em um tom mais alto e sedoso no refrão e saindo com força total na última estrofe. Ele achava que estava cantando um cover, pois ele já tinha escutado antes. Mas não dessa forma. Ele o transformou para ser só dele.

Quando ele acaba, Richie bate palmas, assim como todos no Club. Ele ergue os olhos e, agora ele está tímido de novo. Ele ainda não percebeu a presença de Richie. Um casal de idosos sorri para mostrar que gostaram. O resto do salão agora estava distraído. Mas a atenção de Richie só se concentrava no palco.

A próxima música também é um cover. O bolso de Richie vibra. Entre uma música e outra, ele olha para ver de quem é a mensagem. É de Beverly, mas ele não tem tempo para ler. Eddie está apresentando a próxima música.

- Agora eu vou tocar uma música que compus. - Ele anuncia. - É completamente inédita e acho que eu vou acabar estragando tudo, mas que seja. Chama "Apenas Nós".

Richie fica tenso. É como o ver se pendurar de uma grande altura sem cinto ou rede de segurança embaixo. Eddie tem tudo sob controle.

Ele começa com um dedilhar delicado. O ritmo que está criando parece familiar, mas novo ao mesmo tempo. A música dos esperançosa. Acabou de começar e Richie já a adorava. Passou a amar mais ainda quando escutou a letra. Quando ele chega ao último refrão, Richie já sabia quase todas as palavras de cor.


" E se formos nós?"
" E se formos nós e apenas nós?"
" E o que veio antes não contar mais e nem importar."
" Podemos tentar?"
" E se for você?"
" E se for eu?"
" E se for tudo que precisamos que seja?"
" E que o resto do mundo desfaça."
" O que você acha?"

Os ouvidos de Richie não são treinados, mas ele não percebe nada de ruim ou indesejado. Ele foi impecável.


♤♡◇♧♤♡◇♧

Logo após a apresentação, ele foi para os fundos, talvez para um camarim. Richie ficou o esperando, ainda sem pedir anda além de pãezinhos de cortesia.

Quando viu Eddie saindo da porta dos fundos, ele foi correndo o encontrar.

- Eddie, oi.

- Richie! Não acredito que veio.

Richie franziu a testa.

- Ela te contou que eu vinha, né?

- Sim. Mas eu não sabia se acreditava mesmo nela.

Eles ficaram se encarando por um tempo até que Eddie disse:

- Quer dar uma volta?

Richie assentiu e o seguiu para fora do Club. A atendente olhou feio para Richie mas não disse nada. Ele tinha quase certeza de que ela chingava ele mentalmente enquanto ele ia embora.

- Então... como você tá?

Eddie o olhou.

- Bem, eu acho. Tô cansado.

- Será que podemos conversar sobre...

- Ah.

Os dois baixaram os olhos.

- Eddie, eu só quero ajudar.

- Eu sei. Mas Eu não preciso, sabe? Eu consigo sozinho.

- Não consegue Eddie, você não pode suportar isso tudo sozinho.

- E como você pretende me ajudar?

- Podemos dividir esse peso. Podemos tentar, sabe? Como você disse naquela música. Eu e você.

- Porque se importa? - ele perguntou levantando o rosto, com os olhos cheios de lágrimas. - Nem somos... nem sei o que somos.

- Podemos ser alguma coisa se você deixar Eddie.

Ele suspirou.

- Quer conversar ali?

Richie seguiu o seu olhar.

- No gazebo?

- É.

- Tá.

Eles entraram dentro do corredor e Richie se sentou em um banco, de frente para Eddie.

- Então... Porque? - Richie perguntou.

- Porque o quê?

- Porque de você ter cortado os pulsos?

- Gente...

- O que? - ele parecia preocupado.

- Isso. Você sempre me pergunta porque. Como se eu tivesse resposta pra tudo.

Ele levantou o rosto. Eddie estava com uma expressão indecifrável, até para Richie.

- Sabe, você pode me perguntar porque. Juro que vou ter respostas.

- Mesmo?

- Sim.

- Tá bom. - Ele olhou para a rua, que estava vazia. Ele fechou os olhos. - Porque você gosta de mim?

Ele se levantou e ficou de frente para ele.
Eddie lhe pediria que explicasse algo que ele não podia explicar a ele mesmo.

- Não gosto de você. - Ele disse. - Presciso de você.

Eddie ficou calado.

- Pode me perguntar porque preciso de você. - Ele sussurrou, sendo que não era preciso sussurrar. - Mas não sei. Só sei que preciso... sinto sua falta, Eddie. Quero ficar com você o tempo todo. Você é o garoto mais inteligente que eu já conheci, o mais engraçado, e tudo o que você faz me surpreende. E eu queria dizer que esses são os motivos pelos quais eu gosto de você, porque isso me faria parecer um ser humano muito evoluído... Mas acho que tem mais a ver com seu cabelo castanho e suas mãos macias... E com o fato de você ter cheirinho de bolo de aniversário.

Richie esperou que em dissesse alguma coisa. Mas ele não disse.

- Fale alguma coisa.

- Não sei o que dizer. - Ele disse olhando para o chão.

- Fale alguma coisa, pra que eu não me sinta um idiota.

- Não se sinta um idiota, Richie.

- Legal.

Ficaram ambos calados.

- Pergunte por que eu gosto de você? - ele disse, finalmente.

Richie sorriu. Teve a sensação de que um líquido caloroso fora derramado sobre seu coração.

- Eddie - começou, porque gostava de falar o nome. - por que você gosta de mim?

- Não gosto de você.

Ele esperou. E esperou...
E começou a rir.

- Você é meio cruel.

Deu pra perceber que ele sorria também.

- Não gosto de você, Richie. - Ele confirmou, num tom que, por um momento, pareceu indicar que era sério mesmo. - Eu... - a voz dele quase desapareceu. - Eu acho que vivo por você. - Richie fechou os olhos. - Acho que é por isso que todo o tempo que eu passo com você parece tão importante. E porque eu sou tão maluco, e não me controlo. Não sou mais meu, Richie. Sou seu; e se você resolver que não quer mais me ver? Como pode me querer como eu quero você?

Richie ficou quieto. Queria que aquelas palavras fossem a última coisa que ouviria na vida. Queria adormecer com " eu quero você " nós ouvidos.

- Desculpe, nem respondi direito a sua pergunta.

- Eddie, você precisa pedir ajuda.

Ele abaixou a cabeça.
Richie ergueu o queixo dele, para que o encarasse.

- Tá bem.

- Promete que vai pedir ajuda?

Ele ergueu sei dedo mindinho.

- Gente...

- Promete? - ele repetiu.

Eddie cruzou seu dedo mindinho com o de Richie.

- Prometo. Mas... você promete sair de casa mais vezes?

Ele suspirou.

- Porque não importa pra mim, Richie. Se voce gosta de mim - Eddie disse. - eu juro por Deus, nada mais importa.

Ele abraçou a cintura de Eddie e o puxou próximo de seu peito.

- Eddie, quantas vezes eu tenho que te dizer - Ele disse, encarando os lábios do outro. - que não gosto de você?

 

E ele não gostava mesmo.

Ele o amava.

 

 

 












 


Notas Finais


Tô meio romântica hoje.
Para quem não sabe, gazebo é tipo um corredor entre uma casa e outra nos Estados Unidos.
Pelo menos, eu acho.
Talvez eu só esteja um pouco... coisada.
Xoxo, Elizabeth 1.


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